Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

21.1.09

Número 172



É com muita satisfação que posso fazer o anuncio da publicação do “Dicionário Ilustrado da Inconfidência Mineira” (vejam abaixo).
Outro motivo de satisfação: o site da Agência Carta Maior, que recomendamos sempre, ganhou dois novos colaboradores, de peso: Olgária Mattos e Leonardo Boff. E trazemos, neste número a reprodução do primeiro artigo de Boff no site, artigo que reputo da mais alta importância. Já é sabido que Boff tem se preocupado bastante com as questões ambientais. E o que ele fala neste artigo é por demais preocupante. Leiam e comentem.
Apresentamos também, graças à colaboração do Guilherme Souto, um comentário do diretor executivo do BIRD sobre o Bolsa Família.
Na seção Vale a pena ler, indicamos a Revista Fórum, a Revista de História da Biblioteca Nacional e a Revista Clio, um periódico espanhol que começa a freqüentar com certa regularidade as bancas nacionais. Além disso, a BBC História n.6 e a Leituras da Historia n.16.
Na seção Navegar é preciso, muitos links para a questão Israel x Palestinos. Também indicações sobre a reforma ortográfica, Vargas Llosa repete Conrad e vai ao Congo, 'no coração das trevas' ; Moniz Bandeira e o alivio pelo fim da Era Bush - Guerra e paz: o capitalismo sem espírito (Olgária Mattos); 90 anos do assassinato de Rosa Luxemburgo; As disputas por terra e água começam a se acirrar em todo o mundo; Como Galileu nos fez mudar nossa forma de ver o céu. E indicamos um novo site voltado para historiadores.

Está, finalmente, pronto, publicado e em breve distribuído às escolas de Minas Gerais, o Dicionário Ilustrado da Inconfidência Mineira.
Trata-se de obra resultante de um projeto de iniciação científica, quando eu era o Coordenador do Curso de História do UNI-BH, e que tive o prazer de idealizar e orientar em sua fase inicial. Posteriormente, com a admissão do Prof. Dr. Marco Antônio Silveira, especialista em Minas Gerais do século XVIII (e atualmente na UFOP), o projeto ganhou um orientador realmente à altura da qualidade que esperávamos.

Graças ao competente trabalho de pesquisa e redação das então alunas Daniela Denize Freitas e Vanessa Caliman Silva, o Dicionário ficou pronto. É preciso ressaltar que as duas completaram sua graduação antes do término da redação, e se dispuseram a continuar trabalhando, sem remuneração, sem bolsa, pelo desejo de ver o trabalho terminado.
Finalmente concluído em 2003, iniciamos a luta para publicar, só agora finalizada, graças ao apoio financeiro da CEMIG, pois nenhuma editora se interessou. Tivemos o projeto enviado para análise do Ministério da Cultura (Lei Rouanet) e ele foi aprovado.
A idéia inicial era publicarmos 15.000 exemplares para distribuir a todas as escolas de Minas Gerais, o que não aconteceu. Como a CEMIG patrocinou a metade do orçamento que tínhamos, fomos obrigados a imprimir bem menos exemplares.
O propósito que nos moveu, desde o início, foi o de compor um amplo painel das Minas Gerais no período de 1770 a 1792, entendido como o cenário no qual se inscreve a Inconfidência. Dessa forma não nos limitamos exclusivamente aos eventos da revolta pretendida, mas analisamos detidamente as estruturas políticas, econômicas, sociais e culturais do período, o que se tornou o diferencial deste Dicionário em relação a outras obras congêneres. Não se trata de obra acadêmica, no sentido restrito do termo, pois o que se procurou foi utilizar uma linguagem acessível a estudantes de graduação e, até mesmo, de ensino médio e fundamental.
A obra não será comercializada. Todos os exemplares serão doados à Secretaria de Educação, para distribuição às escolas.
Como neste ano completam-se 220 aniversários da Inconfidência, pode ser que alguma editora tenha a sensibilidade de bancar a produção de exemplares para o mercado. Se alguém souber de alguma, favor nos avisar!!!


Milhões de pessoas assistiram ontem e reprisaram hoje a posse de Barack Obama na presidência dos EUA. O tom magnificente empregado pelos âncoras e repórteres contrasta, evidentemente, com o contexto em que ele assume. Vi hoje cedo um slogan razoavelmente conhecido: A esperança superou o medo. Alguém se lembra de algo parecido?
Pois é... por essas e por outras, prefiro ficar com um pé atrás no que se refere a expectativas com relação ao novo governo. Claro que compreendo perfeitamente o caráter “histórico”, verdadeiramente sensacional, que é a eleição e a posse de um presidente negro (ou miscigenado, como queiram) naquele país, onde, há menos de 50 anos, os negros sequer tinham os direitos fundamentais reconhecidos.
Mas sei também que o fato de ser o primeiro negro a ocupar a presidência não garante, por si só, que todas as promessas de campanha serão cumpridas e que os EUA passarão a ter uma “nova” política com relação ao mundo. E me apoio nesse pé atrás, exatamente olhando o que aconteceu na Polônia e no Brasil, onde a esperança também superou o medo e trabalhadores foram eleitos para governar os dois países. E, convenhamos, mesmo com todos os acertos que vimos e vemos, os desacertos pesam bastante na balança.
Por isso, prefiro esperar para ver...


Leonardo Boff começa a escrever no site da Agência Carta Maior. Reproduzo aqui o seu primeiro texto:
Os limites do capital são os limites da Terra

Em 1961 precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981 empatávamos: precisávamos de um Terra inteira. Em 1995 já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40% e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não agüenta mais. Se mantivermos o crescimento do PIB mundial entre 2-3% ao ano, em 2050 vamos precisar de duas Terras, o que é impossível. A análise é de Leornado Boff, em seu artigo de estréia como colunista da Carta Maior.
Leonardo Boff

Uma semana após o estouro da bolha econômico-financeira, no dia 23 de setembro, ocorreu o assim chamado Earth Overshoot Day , quer dizer, "o dia da ultrapassagem da Terra". Grandes institutos que acompanham sistematicamente o estado da Terra anunciaram: a partir deste dia o consumo da humanidade ultrapassou em 40% a capacidade de suporte e regeneração do sistema-Terra. Traduzindo: a humanidade está consumindo um planeta inteiro e mais 40% dele que não existe. O resultado é a manifestação insofismável da insustentabilidade global da Terra e do sistema de produção e consumo imperante. Entramos no vermelho e assim não poderemos continuar porque não temos mais fundos para cobrir nossas dívidas ecológicas.
Esta notícia, alarmante e ameaçadora, ganhou apenas algumas linhas na parte internacional dos jornais, ao contrário da outra que até hoje ocupa as manchetes dos meios de comunicação e os principais noticiários de televisão. Lógico, nem poderia ser diferente. O que estrutura as sociedades mundiais, como há muitos anos o analisou Polaniy em seu famoso livro A Grande Transformação, não é nem a política nem a ética e muito menos a ecologia, mas unicamente a economia. Tudo virou mercadoria, inclusive a própria Terra. E a economia submeteu a si a política e mandou para o limbo a ética.
Até hoje somos castigados dia a dia a ler mais e mais relatórios e análises da crise econômico-financeira como se somente ela constituísse a realidade realmente existente. Tudo o mais é secundarizado ou silenciado.
A discussão dominante se restringe a esta questão: que correções importa fazer para salvar o capitalismo e regular os mercados? Assim poderíamos continuar as usual a fazer nossos negócios dentro da lógica própria do capital que é: quanto posso ganhar com o menor investimento possível, no lapso de tempo mais curto e com mais chances de aumentar o meu poder de competição e de acumulação? Tudo isso tem um preço: a dilapidação da natureza e o esquecimento da solidariedade generacional para com os que virão depois de nós. Eles precisam também satisfazer suas necessidades e habitar um planeta minimamente saudável. Mas esta não é a preocupação nem o discurso dos principais atores econômicos mundiais mesmo da maioria dos Estados, como o brasileiro que, nesta questão, é administrado por analfabetos ecológicos.
Poucos são os que colocam a questão axial: afinal se trata de salvar o sistema ou resolver os problemas da humanidade? Esta é constituída em grande parte por sobreviventes de uma tribulação que não conhece pausa nem fim, provocada exatamente por um sistema econômico e por políticas que beneficiam apenas 20% da humanidade, deixando os demais 80% a comer migalhas ou entregues à sua própria sorte. Curiosamente, as vitimas que são a maioria sequer estão presentes ou representadas nos foros em que se discute o caos econômico atual. E pour cause, para o mercado são tidos como zeros econômicos, pois o que produzem e o que consomem é irrelevante para contabilidade geral do sistema.
A crise atual constitui uma oportunidade única de a humanidade parar, pensar, ver onde se cometeram erros, como evitá-los e que rumos novos devemos conjuntamente construir para sair da crise, preservar a natureza e projetar um horizonte de esperança, promissor para toda a comunidade de vida, incluídas as pessoas humanas. Trata-se sem mais nem menos de articular um novo padrão de produção e de consumo com uma repartição mais equânime dos benefícios naturais e tecnológicos, respeitando a capacidade de suporte de cada ecossistema, do conjunto do sistema-Terra e vivendo em harmonia com a natureza. Milkahil Gorbachev, presidente da Cruz Verde Internacional e um dos principais animadores da Carta da Terra, grupo o qual pertenço, advertiu recentemente: Precisamos de um novo paradigma de civilização porque o atual chegou ao seu fim e exauriu suas possibilidades. Temos que chegar a um consenso sobre novos valores. Em 30 ou 40 anos a Terra poderá existir sem nós.
A busca de um novo paradigma civilizatório é condição de nossa sobrevivência como espécie. Assim como está não podemos continuar. Na última página de seu livro A era dos extremos diz enfaticamente Eric Hobsbawm: Nosso mundo corre o risco de explosão e de implosão. Tem de mudar. E o preço do fracasso, ou seja, a alternativa para a mudança da sociedade é a escuridão.
Importa entender que estamos enredados em quatro grandes crises: duas conjunturais – a econômica e a alimentar – e duas estruturais – a energética e a climática. Todas elas estão interligadas e a solução deve ser includente. Não dá para se ater apenas à questão econômica, como é predominante nos debates atuais. Deve-se começar pelas crises estruturais pois que se não forem bem encaminhadas, tornarão insustentáveis todas as demais. As crises estruturais, portanto, são as que mais atenção merecem. A crise energética revela que a matriz baseada na energia fóssil que movimenta 80% da máquina produtiva mundial tem dias contados. Ou inventamos energias alternativas ou entraremos em poucos anos num incomensurável colapso.
A crise climática possui traços de tragédia. Não estamos indo ao encontro dela. Já estamos dentro dela. A Terra já começou a se aquecer. A roda começou a girar e não há mais como pará-la, apenas diminuir sua velocidade ao minimizar seus efeitos catastróficos e ao adaptar-se a ela. Bilhões e bilhões de dólares devem ser investidos anualmente para estabilizar o clima em torno de 2 a 3 graus Celsius já que seu aquecimento poderá ficar entre 1,6 a 6 graus, o que poderia configurar uma devastação gigantesca da biodiversidade e o holocausto de milhões de seres humanos.
De todas as formas, mesmo mitigado, este aquecimento vai produzir transtornos significativos no equilíbrio climático da Terra e provocar nos próximos anos cerca de 150-200 milhões de refugiados climáticos segundo dados fornecidos pelo atual Presidente da Assembléia Geral da ONU, Miguel d'Escoto, em seu discurso inaugural em meados de outubro de 2008. E estes dificilmente aceitarão o veredito de morte sobre suas vidas. Romperão fronteiras nacionais, desestabilizando politicamente muitas nações.
Estas duas crises estruturais vão inviabilizar o projeto do capital. Ele partia do falso pressuposto de que a Terra é uma espécie de baú do qual podemos tirar recursos indefinidamente. Hoje ficou claro que a Terra é um planeta pequeno, velho e limitado que não suporta um projeto de exploração ilimitada.
Em 1961 precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981 empatávamos: precisávamos de um Terra inteira. Em 1995 já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40% e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não agüenta mais. Se mantivermos o crescimento do PIB mundial entre 2-3% ao ano, em 2050 vamos precisar de duas Terras, o que é impossível. Mas não chegaremos lá. Resta ainda lembrar que entre 1900 quando a humanidade tinha 1,6 bilhões de habitantes e 2008 com 6,7 bilhões, o consumo aumentou 16 vezes. Se os países ricos quisessem generalizar para toda a humanidade o seu bem-estar - cálculos já foram feitos - iríamos precisar de duas Terras iguais a nossa.
A crise de 1929 dava por descontada a sustentabilidade da Terra. A nossa não pode mais contar com este fato e com a abundancia dos recursos naturais. Nenhuma solução meramente econômica da crise pode suprir este déficit da Terra. Não considerar este dado torna a análise manca naquilo que é a determinação fundamental e a nova centralidade.
Tudo isso nos convence de que a crise do capital não é crise cíclica. É crise terminal. Em 300 anos de hegemonia praticamente mundial, esse modo de produção com sua expressão política, o liberalismo, destruiu com sua voracidade desenfreada, as bases que o sustentam: a força de trabalho, substituindo-a pela máquina e a natureza devastando-a a ponto de ela não conseguir, sozinha, se auto-regenerar. Por mais estratagemas que seus ideólogos vindos da tradição marxiana, keneysiana ou outras tentem inventar saídas para este corpo moribundo, elas não serão capazes de reanimá-lo. Suas dores não são de parto de um novo ser mas dores de um moribundo. Ele não morrerá nem hoje nem amanhã. Possui capacidade de prolongar sua agonia mas esgotou sua virtualidadae de nos oferecer um futuro discernível. Quem o está matando não somos nós, já que não nos cabe matá-lo mas superá-lo, na boa tradição marxiana bem lembrada por Chico Oliveira em sua lúcida entrevista, mas a própria natureza e a Terra. Repetimos: os limites do capitalismo são os limites da Terra. Já encostamos nestes limites tanto da Terra quanto do capitalismo. A continuar seremos destruídos por Gaia pois ela, no processo evolucionário, sempre elimina aquelas espécies que de forma persistente e continuada ameaçam a todas as demais. Nós, homo sapiens e demens, nos fizemos, na dura expressão do grande biólogo E. Wilson, o Satã da Terra, quando nossa vocação era o de sermos seu cuidador, guardião e anjo bom.
Para onde iremos? Nem o Papa nem o Dalai Lama, nem Barack Obama nem muito menos os economistas nos poderão apontar uma solução. Mas pelo menos podemos indicar uma direção. Se esta estiver certa, o caminho poderá fazer curvas, subir e descer e até conhecer atalhos, esta direção nos levará a uma terra na qual os seres humanos podem ainda viver humanamente e tratar com cuidado, com compaixão e com amor a Terra, Pacha Mama, Nana e nossa Grande Mãe.
Esta direção, como tantos outros já o assinalaram, se assenta nestes cinco eixos: (1) um uso sustentável, responsável e solidário dos limitados recursos e serviços da natureza; (2) o valor de uso dos bens deve ter prioridade sobre seu valor de troca; (3) um controle democrático deve ser construído nas relações sociais, especialmente sobre os mercados e os capitais especulativos; (4) o ethos mínimo mundial deve nascer do intercâmbio multicultural, dando ênfase à ética do cuidado, da compaixão, da cooperação e da responsabilidade universal; (5) a espiritualidade, como expressão da singularidade humana e não como monopólio das religiões, deve ser incentivada como uma espécie de aura benfazeja que acompanha a trajetória humana, pois ancora o ser humano e a história numa dimensão para além do espaço e do tempo, conferindo sentido à nossa curta passagem por este pequeno planeta.
Devemos crer, como nos ensinam os cosmólogos contemporâneos, nas virtualidades escondidas naquela Energia de fundo da qual tudo provém, que sustenta o universo, que atua por detrás de cada ser e que subjaz a todos os eventos históricos e que permite emergências surpreendentes. É do caos que nasce a nova ordem. Devemos fazer de tudo para que o atual caos não seja destrutivo mas criativo. Então sobrevivemos com o mesmo destino da Terra, a única casa comum que temos para morar.


Colaboração do Guilherme Souto:
Extraído do Blog do Nassif:
O diretor-executivo do Bird (Banco Mundial), Juan José Daboub, elogiou nesta terça-feira o Bolsa Família como medida de combate à crise financeira. Em Miami (EUA), ele afirmou que os países da América Latina e do Caribe deveriam continuar investindo em programas sociais como o do governo brasileiro para amenizar os efeitos da crise.
Ele destacou que, por causa das turbulências econômicas mundiais, a América Latina e o Caribe crescerão este ano de 2% para 2,5%, afetada pela crise financeira internacional. Segundo ele, até o primeiro semestre de 2008 existia a sensação de que a crise não afetaria gravemente a região.
"Os bancos centrais tinham acumulado reservas, os níveis de investimentos estrangeiros se mantinham, as projeções para 2009 eram de crescimento, e, por exemplo, Brasil e Peru se uniam ao grupo de países com melhores qualificações de investimento", acrescentou.
No Brasil, destacou o especialista, observou-se "inclusive que as tendências de desigualdade começavam a se reverter".
Daboub destacou as conquistas alcançadas por programas sociais como o "Bolsa Família", e o propôs como um modelo a implementar em outros países da região.
Ele lembrou que o Bird atualmente fornece mais de US$ 2 milhões para desenvolver este tipo de programas sociais.
Além disso, afirmou que, neste ano fiscal, o Banco Mundial deseja desembolsar cerca de US$ 11 bilhões em programas de empréstimos para a América Latina.
Daboub destacou que, além do fortalecimento dos programas sociais, a região também poderia priorizar investimentos que promovam o desenvolvimento comercial e o aumento temporário e responsável do gasto público através do investimento em projetos de infra-estrutura.
Isso poderia aumentar a demanda doméstica, "particularmente por meio da associação do setor público e privado".
Em relação à projeção do crescimento econômico, ela está muito distante da média anual de 5% dos últimos cinco anos, afirmou Daboub no fórum "Perspectivas nas Américas 2009, o futuro da política dos Estados Unidos à região".
O diretor-executivo do Bird advertiu de que 2009 será um ano de fortes ajustes econômicos, e que a região deverá fortalecer os programas de atendimento à população de poucos recursos para combater os piores efeitos da crise financeira internacional.


VALE A PENA LER
1. Nas bancas, o numero 70 da revista Forum.
Na capa, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos é o entrevistado para falar sobre o papel do FSM em tempos de crise.
O jornalista francês Bernard Cassen propõe um “pós-altermundismo”.
A edição traz ainda a terceira reportagem da série Rumo ao FSM, assinada por Renato Rovai, sobre a região Amazônica.
Moacir Gadotti, em sua coluna FSM em processo, discute a participação indígena na edição 2009 do evento.

2. Nas bancas o número 40 da Revista de Historia da Biblioteca Nacional.
O dossiê é “Corpo em evidência”.
Entrevista com Jurandir Freire Costa.
Artigos principais: O jardim de Burle Marx –
De condenado a herói: a vida de Manuel Sepulveda, que virou José Marcelino – Gonçalves Dias vai ao circo
– A História em quadrinhos
– Ao som dos tambores.
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3. Está se tornando constante nas bancas a Revista Clio, espanhola. O numero 83 traz como artigos principais: Buckingham, un reino en un palácio – Así era El ejército de César – La moda en el império espanhol – El “Che”: Angel o demônio? – Del Barón Rojo a Hiroshima: El cielo en llamas – Biografias de Americo Vespucio (La sombra de Colon) e de George Washington (libertador o esclavista?)
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4. Nas bancas o numero 16 da revista Leituras da História. Entrevista com Martha Argel e Humberto Moura, autores de O vampiro antes de Drácula. Artigos: Cuba: de quintal à ameaça aos EUA – Incas, império do sol – De especulação também se vive: história do capitalismo – Combate às pragas urbanas: a revolta da Vacina – Saladino, o herói muçulmano.
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5. Nas bancas o número 6 de História BBC. O tema deste número são as Expedições e aventuras. Empreitadas marítimas – Everest – Polo Sul – Vikings – Titanic – Austrália selvagem – Fernão de Magalhaes – Capitão Cook – Butch Cassidy.
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6. A Caros Amigos de janeiro traz um especial sobre as forças policiais. E ainda:
GERSHON KNISPEL vê em Israel o temor das lideranças com a posse de Obama.


NAVEGAR É PRECISO
1. Terra Magazine - http://possedeobama.blog.terra.com.br/2009/01/15/sob-neve-ny-espera-obama-com-a-queda-de-simbolos-e-ameacas-de-suicidios/
Sob neve, NY espera Obama com a queda de símbolos e ameaças de suicídios

2. BLOG DO MELLO - http://blogdomello.blogspot.com/

Em cada três palestinos mortos um é criança
Posted: 14 Jan 2009 06:34 AM CST
São 280 crianças, num total de 935 palestinos mortos. Há também 92 idosos de ambos os sexos e mais 97 mulheres. Crianças, idosos e mulheres são 50,16% dos mortos pelas tropas israelenses. A informação está publicada na Folha de hoje (aqui, apenas para assinantes). Mas, para o diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, não se pode dizer que sejam vítimas inocentes.
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Soldado israelense sobre palestinos: 'Nós somos humanos, eles são animais'
Posted: 13 Jan 2009 09:42 PM CST
Bem de acordo com as palavras de seu presidente, Shimon Peres (até quando vão permitir que ele continue a ostentar o título de Prêmio Nobel da Paz?), que afirmou que morrem mais crianças palestinas do que israelenses, porque os israelenses sabem cuidar melhor de seus filhos, o soldado israelense deste vídeo, de apenas 20 segundos, afirma, zombeteiro, que os palestinos são animais, como macacos.
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Será que o mundo todo está errado e apenas Israel e os EUA certos?
Posted: 15 Jan 2009 04:09 AM CST
Todos os anos, a Assembleia da ONU vota uma resolução intitulada “Solução pacífica para a questão da Palestina”. E todos os anos o resultado é o mesmo: o mundo inteiro de um lado; Israel, EUA, alguns atóis dos mares do sul e a Austrália, no lado oposto.
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Vargas Llosa repete Conrad e vai ao Congo, 'no coração das trevas'
O escritor peruano Mario Vargas Llosa fez uma viagem ao Congo, no final do ano passado, num projeto que é fruto de uma parceria entre o diário espanhol El País e a Organização Médicos sin Fronteras. Segundo El País essa reportagem de Llosa publicada no último dia 11 é a primeira de uma série de viagens de diferentes escritores para resgatar do esquecimento as vítimas da violência no mundo.
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3. Site da Revista Forum – http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=5895
Para Moniz Bandeira, mundo sente "certo alívio" com fim da Era Bush
leia
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4. Site da revista Escola - http://revistaescola.abril.com.b

As mudanças já estão valendo
Consulte o especial que traz as novas regras de ortografia da Língua Portuguesa e saiba como levá-las para a sala de aula.
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Hora de planejar
Entrevista com Celso Vasconcelos
O especialista fala sobre três dimensões que precisam ser contempladas na hora do planejamento escolar: a realidade, a finalidade e o plano de ação.
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5. Site da Agência Carta Maior
As elites econômicas e políticas começam a convergir para uma solução global de tipo socialdemocrata como solução para a atual crise. Mas devemos buscar algo mais que uma gestão social, sustenta Walden Bello: precisamos perseguir modelos de organização social que apontem a igualdade e o controle democrático da economia, em escala nacional e global. O desafio é superar os limites impostos à imaginação política da esquerda pela combinação da agressividade do modelo neoliberal dos anos 80 com o colapso do socialismo burocrático no início dos 90. > LEIA MAIS
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Os neocons influem desde o governo Reagan mas só com Bush II assaltaram o poder. Para Leo Strauss, filósofo que admiram, e Irving Kristol, que criou a expressão "neocon", o governante pode mentir ao povo, pois sabe o que é melhor para o povo; e assessores sábios podem mentir ao governante. Bush sai do governo achando que só é impopular porque as pessoas não entendem: tinha de aterrorizá-las para salvá-las. > LEIA MAIS
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Guerra e paz: o capitalismo sem espírito (Olgária Mattos)
Na pulsão contra-humanista do capitalismo contemporâneo não se reconhece dívida simbólica com o passado de quem o tem. Na impossibilidade de fazer da história do Outro um bem comum compartilhado, opta-se por sua destruição. Os EUA reduziram a escombros o Museu Arqueológico de Bagdá. Israel bombardeou a Universidade de Gaza. No exercício da razão do mais forte revela-se a vontade de destruir a vida biológica e a vida do espírito. A análise é da filósofa Olgária Mattos, em seu artigo de estréia como colunista da Carta Maior. > LEIA MAIS
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Flávio Aguiar
Há 90 anos, em 15 de janeiro de 1919, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram assassinados durante os desdobramentos dos confrontos entre o governo (social democrata) da então nova e emergente república alemã e uma revolta de trabalhadores. O crime foi inominável.
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6. Site da Revista Ciencia Hoje
Países à venda. Tratar aqui. E ali. http://cienciahoje.uol.com.br/136020
A disponibilidade de terra e água é uma questão estratégica para garantir a segurança alimentar. Por isso, países ricos, com grande população e pouca terra estão promovendo uma corrida às terras e mananciais de água de nações mais pobres. Em sua coluna de janeiro, Jean-Remy Guimarães discute esse fenômeno que já vem sendo chamado de neocolonialismo agrícola.
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O mensageiro das estrelas http://cienciahoje.uol.com.br/135954
Colunista mostra como observações feitas por Galileu há 400 anos mudaram nossa forma de ver o céu
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Um futuro de fome http://cienciahoje.uol.com.br/135641
Aquecimento global causará escassez de alimentos em todo o planeta ainda neste século, diz estudo
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7. http://www.portalartifice.blogspot.com/
Este blog, do professor Luis Molinari, tem a intenção de manter um canal para troca de informações sobre história em geral, eventos, apresentações, palestras, matricula, disciplinas, e em especial informações sobre a pós em história na UFMG. A contribuição de todo é imprescindível se quiserem divulgar alguma coisa mande um e-mail para portalartifice@gmail.com . O blog ainda está no inicio então podem mandar criticas e sugestões! Fiquem a vontade!!!!!



NOTICIAS

1. CENTRO UNISAL
CURSO DE EXTENSÃO
Espaço Litúrgico e Arte Sacra: fundamentos, simbologia, critérios eperspectivas
* duração: 30h/a; mínimo de vagas: 15
* às quartas-feiras, das 19h30 às 21h30; 05/03 a 25/06 (recesso: 19/03 e 21/05)
* público-alvo: Padres, Seminaristas, Religiosos (as), Agentes de Pastoral, Arquitetos, estudantes de Teologia, demais interessados.
* valor: R$ 240,00 (3 x 80,00)
* resumo programático:
O Espaço e o Religioso
História da evolução do espaço litúrgico
A Teologia do espaço litúrgico
Os Diversos elementos que compõem o espaço litúrgico
A organização geral das Igrejas
* Gabriel Frade, Mestre em Liturgia
Maiores informações: Centro UNISAL - Unidade São Paulo - Câmpus PIO XI
Rua: Pio XI, 1100 - Alto da LapaCEP: 05060-001 - São Paulo - SP
Telefone: (11) 36490200




























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