Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

12.11.08

Numero 163





Trazemos hoje a reprodução de uma Carta ao presidente Obama, divulgada pela Carta Maior e, como está dito, está aberta a adesões. Não deixa de ser interessante, resta saber se ele representa, realmente, uma mudança. Afinal, mais do que os indivíduos eleitos, eles representam a elite A e a elite B dos Estados Unidos...
Em seguida, o jornalista José de Castro analisa um livro de um autor indiano praticamente desconhecido do grande público, mas cuja obra tem muito a ver com a situação atual. Vale a pena conferir!
O terceiro artigo foi enviado por um ex-aluno e é, no mínimo curioso, pois mostra que o presidente Barack Obama não teria existido se não fosse o Brasil. Parece loucura? Mas leiam, é interessante o artigo.
Finalmente, uma outra colaboradora nos apresenta uma reportagem-denúncia que nos deixa perplexos. Só lendo para entender, ou melhor, para não entender!!!
Bom proveito!


Nossa Carta a Obama
Se os EUA querem reconquistar o respeito dos outros povos do mundo, se querem resgatar a imagem, que se deteriorou, devem se considerar como um país entre outros, e a eles igual, não como uma potência eleita para a missão de impor a ordem imperial e os interesses capitalistas no mundo. Devem permitir que progrida o espaço de um mundo multipolar, em que todos os países participem das decisões fundamentais.
Carta Maior
(Essa carta está aberta a adesões de veículos da pequena grande imprensa alternativa de todo o mundo.)
O seu governo pretende resgatar a imagem dos EUA no mundo e mudar sua relação com a América Latina. É preciso que o sr. saiba que a imagem do seu país no mundo é a imagem da maior potência imperial da história da humanidade. Que à horrível imagem de potência intervencionista no destino de outros países, de exploradora das suas riquezas, ao longo de todo o século passado, se acrescentou no século XXI a política de “guerras humanitárias”, invasões que mal escondem os interesses de exploração e opressão de outros territórios e povos, de que o Iraque e Afeganistão são os exemplos mais recentes.
Não basta retirar as tropas do Iraque imediatamente – embora isso seja um começo indispensável para o resgate proposto. É necessário fazer o mesmo com o Afeganistão, assim como terminar com o apoio à ocupação israelense dos territórios palestinos, reconhecendo o direito à existência de um estado palestino soberano. No caso da América Latina, é imprescindível terminar com a Operação Colômbia, que militariza os conflitos naquele país, e os que ele provoca, com graves riscos de produção de crises regionais, pela dinâmica belicista do Exército e do governo colombiano.
Para demonstrar que mudou de atitude, os EUA devem, sobretudo, terminar definitivamente com o bloqueio a Cuba, desativar sua base de interrogatórios ilegais e torturas na base de Guantanamo e devolver esta incondicionalmente a Cuba, terminando com a prepotente e juridicamente insustentável usurpação de território cubano, que dura já mais de um século. Deve retomar relações normais entre os dois países, respeitando as opções do povo cubano na definição soberana dos seus destinos.
Os EUA devem reconhecer publicamente o grave erro de terem apoiado o golpe militar de abril de 2002 contra o presidente Hugo Chavez, legitimamente eleito e reeleito pelo povo venezuelano. Devem terminar definitivamente com articulações golpistas nesse país, na Bolívia e no Equador e comprometer-se, publicamente, a nunca mais desenvolver atividades de ingerência nos assuntos internos de outros países.
Se quiserem ter relações cordiais com a América Latina, o novo governo dos EUA deve destruir imediatamente o muro na fronteira com o México, legalizar a situação dos trabalhadores imigrantes nos EUA e favorecer a livre circulação das pessoas, como tem pregado a livre circulação de mercadorias e de capitais.
Além disso, os EUA devem deixar de utilizar organismos internacionais como a OMC, o FMI, o Banco Mundial, para propagar e tentar impor suas políticas, as mesmas que levaram ao fracasso dos governos que seguiram as suas receitas, assim como à crise financeira internacional que hoje grassa no planeta. Os países da América Latina e do Sul do mundo devem ter liberdade para encontrar suas próprias alternativas e soluções à crise, gerada nos EUA, que devem assumir suas responsabilidades e não permitir a exportação de seus efeitos negativos.
Se quiserem voltar a ser respeitados, os EUA devem deixar de tratar de favorecer ou forçar a exportação de sua mídia, de sua indústria cultural, de sua forma de vida, que pode ser boa para os EUA, mas pode ser nefasta para outros países. Essas fórmulas, muitas vezes impostas, favorecem formas ditatoriais de imprensa, formas estereotipadas de ver o mundo, modos consumistas de viver. Que os EUA deixem cada país escolher suas formas de se pensar a si mesmo, de ver o mundo, de viver e de produzir arte e cultura.
Se o sr. quiser fazer um governo diferente, deve abandonar qualquer idéia de querer impor o que os EUA considerem que seja democrático. Que cada país, cada povo, defina seu próprio caminho. Os EUA nem inventaram a democracia, nem são mais democráticos que muitos outros países.
Os EUA devem abandonar suas pretensões de ser um império mundial que zele pela ordem imperialista no mundo. Devem dar espaço para que progrida o espaço de um mundo multipolar, em que todos os países participem das decisões fundamentais. Neste sentido, devem apoiar o fim do direito de veto no Conselho de Segurança da ONU, devem dar lugar à democratização desse órgão. Devem obedecer as decisões da ONU de terminar o bloqueio à Cuba, em favor do direito do povo palestino a um estado próprio e independente, entre tantas outras decisões, bloqueadas pelo veto norte-americano. Se vetos de outros países há, isso deve ser combatido pela suspensão universal do direito ao veto.
Em suma, se os EUA querem reconquistar o respeito dos outros povos do mundo, se querem resgatar a imagem do seu país que se deteriorou, devem se considerar como um país entre outros, e a eles igual, não como uma potência eleita para a missão de impor a ordem imperial e os interesses capitalistas no mundo. Devem respeitar as decisões que outros povos tomem no sentido de escolher caminhos antiimperialistas e anticapitalistas. Devem assinar o Protocolo de Kyoto, aceitando reduzir suas emissões de gases poluidores, condição básica para iniciar uma nova etapa na luta contra a destruição ambiental no planeta. Devem diminuir seu orçamento militar, revertendo essas verbas para o campo social. Devem combater os monopólios privados da mídia, a indústria tabagista, a da segurança para-militar, devem colocar como seu objetivo principal construir uma sociedade justa, a começar pela de seu próprio país, aquele em que, dentre aquelas do centro do capitalismo, a desigualdade mais cresceu nos últimos anos. Se o sr. fizer tudo isso, ou pelo menos se mover nessa direção, pensamos que poderá contar com o respeito e com relações cordiais por parte dos governos populares e dos povos da América Latina.


Man Booker Prize e a crise atual

José de Souza Castro (do site da revista NovaE)
Surgiu um novo John Steinbeck, o premiado romancista dos Estados Unidos que retratou o drama de famílias de agricultores americanos atingidos pela Grande Depressão dos anos 30, que se seguiu ao crash das bolsas de valores. É o jornalista indiano Aravind Adiga, 34 anos, correspondente da revista Time na Ásia e que estudou nas universidades de Oxford e Columbia. Seu primeiro romance, The White Tiger ("O Tigre Branco"), foi declarado vencedor, no dia 14 deste mês, do prestigioso prêmio Man Booker, de 50 mil libras (87 mil dólares).
Em artigo publicado dia 20 por The Guardian, Madeleine Bunting lembra que há algumas semanas começou a especulação sobre como seriam as novelas sobre o atual credit crunch – uma crise criada pelos mais ricos do mundo e cujo mais alto preço será pago pelos pobres. Aparece então Adiga, para destruir o mito de que a hegemonia econômica dos Estados Unidos foi benéfica e tirou da miséria milhões de asiáticos. Pelo contrário, engolfou o mundo numa era de caos econômico maluco, e provocou, somente na Índia, uma média anual de 18 mil suicídios de fazendeiros endividados, somando 200 mil nos últimos 12 anos.
Num mundo em que vivem mais de um bilhão de pessoas, Adiga revela uma pobreza abjeta entrincheirada em favelas rurais e urbanas, enquanto uma elite surfa numa onda de consumismo e de crédito barato. Em Mumbai, onde o autor nasceu, está o segundo maior mercado mundial para os carros de luxo Mercedes, enquanto mais da metade dos indianos vivem na pobreza, sem ter o bastante para comer. O irônico, nesse drama, é que a Índia foi apontada, nas duas últimas décadas, como uma espécie de vitrine do sucesso da globalização.
Ou seja, de um modelo importado dos Estados Unidos, em que o crédito fácil e barato incentiva o consumismo para um quinto da população, enquanto se cortam os investimentos em saúde, educação, agricultura e infra-estrutura, exatamente aquilo que garante o crescimento sustentável de uma economia.
Madeleine Bunting sustenta que, como apontou na semana passada o presidente Lula, entre os que vão pagar o mais alto preço pela idiotice de um capitalismo financeiro desregulamentado pelos governos, estão os menos responsáveis pela crise. As ondas de choque da crise dos bancos ocidentais vão provocar o naufrágio dos países mais vulneráveis. No Reino Unido, o ministro da Imigração, Phil Woolas, já sinaliza para uma política mais rígida contra os que tentam fugir da miséria em seus países.
O medo da recessão global deprime os preços das commodities, e a fome nos países em desenvolvimento vai se espalhar. Bilhões de pessoas ficarão incapacitadas de alimentar e educar suas crianças. Vamos assistir a um drama mil vezes ampliado, em relação ao que escreveu Charles Dickens na Inglaterra no século XIX, então o país mais rico do mundo.
O egoísmo dos capitalistas é o mesmo que faz o pano de fundo nos romances de Dickens e no livro de estréia de Adiga. Aqui, o protagonista recorre a qualquer meio para conquistar o sucesso numa cidade grande, depois de abandonar uma vida sem futuro em sua vila cada vez mais pobre. O Tigre Branco, do título, é o empresário Balram Halwai, um “self-made man”, que descreve a Índia como sendo dois países: uma Índia da Luz e uma Índia das Trevas.
O presidente do júri que concedeu o prêmio a Adiga, Michael Portillo, diz que o autor tinha uma tarefa extremamente difícil: conquistar a simpatia do leitor para um herói que nada mais é que um vilão completamente desagradável, um homem corrupto financeira e sexualmente. Acrescenta que Adiga não refugou diante de temas que outros escritores evitam, incluindo a corrupção política na Índia.
Aos que o acusam de ter pintado um retrato negativo da Índia moderna, Adiga diz que queria escrever sobre todos os aspectos da sociedade indiana, que fez um esforço consciente para se ligar às pessoas por todos os modos imagináveis. No entanto, reforça, seu livro é uma obra de ficção, não um trabalho jornalístico. Nada de novo no front. Também Dickens e Tolstoi refizeram o mundo através de uma visão de circunstâncias reais. Mas Adiga não os cita entre os autores que mais o influenciaram, e sim Ralph Ellison e James Baldwin, autores que descreveram mundos desconhecidos de seu público.
Aravind Adiga é o segundo mais jovem romancista a vencer esse prêmio literário de ficção, o mais importante do mundo, criado há 40 anos. Antes dele, quatro escritores nascidos na Índia foram premiados: Salman Rushdie, Arundhati Roy e Kiran Desai. Outro vencedor, V. S. Naipaul, é descendente de indianos.
Nenhum brasileiro concorria com eles. Será por quê? Não sei se algum já venceu esse prêmio. (A esse respeito, o Google não é uma boa ajuda.) Como temos mais escritores do que livrarias, pelo que se diz, o que está faltando, talvez, seja uma realidade brasileira que se compare à indiana, do mesmo modo que os escritos de nosso maior romancista, Machado de Assis, nem de longe lembram os de Dickens – ou os de seu contemporâneo Tolstoi...
Uma crise anunciada
Não se pode alegar que a crise atual não tivesse sido repetidamente prevista. Num de seus livros, Bad Samaritans - Guilty Secrets of Rich Nations and the Threat to Global Prosperity, Ha-Joon Chang um sul-coreano que estudou economia em Cambridge, diz que o Ocidente se voltou para o mercado financeiro para ganhar dinheiro do modo mais fácil, e ofereceu aos países pobres e em desenvolvimento empréstimos a juros baixos, não para investimento produtivo, mas para o consumo. Usando a Organização Mundial de Comércio e o FMI, obrigaram os países asiáticos e outros a abrirem seu setor financeiro para os bancos ocidentais e as agências de publicidade, e o resultado foi um boom de crédito para o consumo, sem qualquer freio imposto pelos bancos centrais locais.
A maioria dos países em desenvolvimento acreditou ter aprendido, após a crise de 1997 e 1998, que o principal objetivo da gestão financeira seria garantir reservas suficientes para não ficarem novamente vulneráveis ao FMI. É por isso que Brasil, Índia, Coréia e China têm hoje reservas internacionais elevadas, sobretudo em papéis do Tesouro dos Estados Unidos, pagando por isso um alto preço – o de não poderem investir o capital em seu próprio desenvolvimento. Foi-lhes retirada uma escada que lhes permitiria a escalada para a prosperidade. O fato é que a globalização neoliberal se revelou apenas num sistema que garantiu ao rico se tornar mais rico e o pobre mais pobre.


Colaboração de Guilherme Souto.
Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido

Na noite do dia 25 de setembro de 1956, estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a peça Orfeu da Conceição, do poeta brasileiro Vinícius de Morais (1913-1980). Esta peça é uma adaptação do mito grego do lendário cantor Orfeu, cuja lira, dotada de sons melodiosos, amansava as feras que vinham deitar-se-lhe aos pés. Por Fernando Jorge (publicado originalmente em 22 de julho no blog Artigos de Fernando Jorge; reproduzido do blog de Luis Nassif)


Filho da musa Calíope, ele resgatou a sua esposa Eurídice do Inferno, após ela ter sido picada por serpente. A história de Vinícius decorre numa favela carioca, durante os três dias de carnaval.


Em 1959, o diretor francês MarceI Camus transpôs a peça para o cinema. Daí surgiu o filme Orfeu Negro, com músicas de Luiz Bonfá e Tom Jobim, a negra atriz americana Marpessa Dawn, os negros brasileiros Breno Mello, Lourdes de Oliveira e Adhemar da Silva.

Cheio de belas imagens, como a do romper do sol na favela, a do aparecimento da Morte numa central elétrica, e ainda com o som dos sambas empolgantes, a película baseada na obra do letrista de Garota de Ipanema, além de alcançar grande sucesso comercial, ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em Hollywood.

Pois bem, nesse ano de 1959, uma jovem americana de 16 anos, extremamente branca, sem um pingo de sangue negro, chamada Stanley Ann Dunham, nascida no Kansas, resolveu assistir em Chicago ao primeiro filme estrangeiro de sua existência. Foi ver o Orfeu Negro, só com atores negros, paisagens brasileiras, música brasileira, história brasileira.

Ela saiu do cinema em estado de êxtase, maravilhada. Adorou aqueles negros encantadores de um país tropical e logo admitiu: “Nunca vi coisa mais linda, em toda a minha vida”.

Depois de tal arrebatamento, a jovem Stanley embarcou para o Havaí. E ali, aos 18 anos, ela se tornou colega, numa aula de russo, de um jovem negro de 23 anos, Barack Hussein Obama, nascido no Quênia. A moça branca do Kansas, influenciada pelo filme Orfeu Negro, entregou-se a ele e dessa união inter-racial, nasceu em 4 de agosto de 1961 um menino, a quem ela deu o mesmo nome do pai e que é agora, aos 46 anos, o primeiro candidato negro à presidência dos Estados Unidos (Nota da Redação: o texto foi publicado antes das eleições presidenciais americanas de 4 de novembro).

Eis um detalhe perturbador: comparando duas fotografias, descobri enorme semelhança física entre o brasileiro Breno Mello, o Orfeu do filme Orfeu Negro, e o queniano Barack Hussein Obama, pai do filho da americana Stanley Ann Dunham.

No começo da década de 1980, ao visitar o seu filho em Nova York, a senhora Stanley o convidou para ver o filme Orfeu Negro. Segundo o depoimento do próprio Barack, no meio do filme ele se sentiu entediado, quis ir embora. Disposto a fazer isto, desistiu do seu propósito, no momento em que olhou o rosto da mãe, iluminado pela tela.

A fisionomia da senhora Stanley mostrava deslumbramento. Então o filho pôde entender, como se deduz da sua autobiografia, porque ela, tão branca, tão anglo-saxônica, uniu-se ao seu pai, tão negro, tão africano...

Não há dúvida, a sexualidade às vezes percorre caminhos misteriosos, que alteram de modo decisivo os rumos da história universal.

Se não fosse o fascínio da branca mãe de Barack Obama pelo filme Orfeu Negro, ela não se entregaria ao rapaz queniano, um preto retinto. A rigor, sem o Brasil, sem a história do poeta brasileiro Vinícius de Morais, o filme Orfeu Negro não existiria. Portanto, se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido.

Apresenta uma lógica perfeita, a nossa conclusão. E avanço mais: se ele for eleito, o meu país, a pátria de Lula, será a causa da mudança da historia dos Estados Unidos. Aliás, o Brasil já mudou essa história...
* Fernando Jorge é escritor e jornalista, autor do livro Vida, Obra e Época de Paulo Setúbal — Um Homem de Alma Ardente




Colaboração de Rosa Varella

Moradores de Miami, na Flórida (EUA), poderão a partir de agosto de 2008 entrar em lojas de conveniência da cidade e levar pra casa uma nova garrafa de água mineral, a H2Ocean. Seria apenas mais uma marca no mercado, não fosse por um detalhe: a H2Ocean é feita a partir da água do mar, com aplicação da nanotecnologia. E mais. O processo foi desenvolvido por brasileiros.
A H2Ocean nasceu da experiência de dois cientistas, que começaram a desenvolver a tecnologia de controle de minerais em água dessalinizada. As pesquisas iniciaram-se há dez anos. Em seguida, somaram-se à dupla outros dois sócios. Em 2003, eles conseguiram a patente do processo e passaram a bater de porta em porta para tentar comercializar a água. 'Ao longo de dez anos, foram investidos cerca de US$ 2 milhões na companhia', diz Rolando Viviani, gerente de marketing da H2Ocean. Segundo ele, todas as pesquisas foram feitas com recursos próprios dos quatro sócios. Seus nomes, por enquanto, são mantidos em sigilo.
A água é colhida em alto mar e processada através de osmose reversa em equipamentos de alta tecnologia que executam processos de nano filtragem e seleção de minerais (processo patenteado). Todo sal e impurezas são retirados da água, permanecendo apenas os minerais e nutrientes naturais. Nenhuma substância é acrescentada em qualquer das etapas de produção da H2Ocean. Todos os elementos contidos na água provém do mar e são naturais. H2Ocean é produzida dentro de padrões de qualidade exigidos pelos organismos industriais e ambientais e garante a potabilidade exigida por todas as legislações de controle de água no mundo. Esse processo diferenciado confere a H2Ocean a condição de ÚNICA água do mercado com 63 diferentes minerais com excelente qualidade, tanto ao paladar quanto a saúde.

A grande diferença entre uma água mineral comum e H2Ocean é a quantidade e diversidade de minerais que a H2Ocean oferece. As águas minerais, em sua maioria oferecem, cerca de 12 minerais, enquanto H2Ocean oferece 63. As células dos organismos necessitam desses minerais para se manterem melhor nutridas e equilibradas. Ou seja, a formulação da H2Ocean é um coquetel de minerais, equilibrados e fracionados na medida exata para um excelente complemento nutricional.
No início, o objetivo da H2Ocean era vender a água 'nanotecnológica' no Brasil. A empresa alega ter procurado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2006 para realizar o pedido de registro do engarrafamento do produto. A resposta teria sido a de que não há legislação específica para que esse tipo de água seja vendido no país por conta da sua fonte: o mar. Procurada, a Anvisa informou que a H2Ocean nunca entrou com um pedido de registro.A empresa, entretanto, enviou ao Valor fac-símile da página da Anvisa na internet em que aparece o número do processo do registro e do protocolo, em nome de Aquamare Beneficiadora e Distribuidora de Água. A data de entrada é de outubro de 2006 e o pedido foi negado em março do ano passado. Em dezembro, a mesma Aquamare fez uma segunda tentativa, enviando uma carta à Anvisa em que pedia esclarecimentos sobre o que fazer para obter o registro. A resposta veio quatro meses depois, com a indicação de que a empresa deveria 'importar' uma legislação sobre o assunto.
As dificuldades para se obter o registro no Brasil levaram a H2Ocean a mudar de estratégia. A empresa continua interessada em obter a aprovação da Anvisa, mas decidiu priorizar a busca por novos mercados. A opção foi pelos EUA. 'O registro da empresa saiu em três horas e a água foi analisada em 15 dias. Nos EUA, conseguimos resolver em três meses tudo o que não conseguimos aqui em quatro anos', afirma Viviani. O Valor, porém, não teve acesso ao registro obtido no exterior. A venda da H2Ocean começa nos Estados Unidos em agosto, em três estados: além da Flórida, Nova Jérsei e Atlanta. Foram embarcados oito contêineres do produto, feito inicialmente na fábrica de Bertioga, litoral sul de São Paulo. A unidade poderá ser desativada em breve. A produção deve ser transferida para os EUA no fim deste ano.

A nanotecnologia foi o instrumento utilizado pela H2Ocean para transformar> a água do mar em água mineral dessalinizada. A água dos oceanos é rica em micro e macro nutrientes, como o boro, o cromo e o germânio - elementos dos quais o corpo humano necessita, em pequenas doses. Com a nanotecnologia, a H2Ocean conseguiu, a partir da água recolhida em alto mar, retirar o sal e manter grande parte dos minerais. Para chegar a esse resultado, os cientistas criaram um filtro com nanotecnologia aplicada, o nanofiltro. O processo inicial é o mesmo que se faz desde a década de 1940: a dessalinização. Depois de retirado o sal, restam duas opções, segundo Viviani: 'Ou todos os minerais são retirados da água ou ela continua salgada'. Com uma sequência de nanofiltragens, a H2Ocean conseguiu manter 63 dos 86 minerais contidos na composição inicial. Surgiu a água do mar mineral
.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria - Pág C1 - 30.07.08

O que faz esta foto aqui, neste espaço, perguntaria você. E a resposta é a mais óbvia possível. Nada! Ela veio apenas enfeitar um pouco o Boletim. São os jardins do palácio Schonbrunn, em Viena, o famoso palácio da imperatriz Sissi. Bonitos, não?

NAVEGAR É PRECISO

1. Site da Agência Carta Maiorwww.cartamaior.com.br

ENTREVISTA - DANIEL BENSAÏD

"Passamos da fase dos slogans simpáticos dos fóruns sociais"De passagem pelo Brasil, filósofo francês concede entrevista exclusiva à Carta Maior, na qual analisa a crise financeira, comenta as situações dos EUA e da Europa e aponta os desafios para a esquerda construir uma alternativa ao modelo atual. > LEIA MAIS

José Luís Fiori - Reflexões de outubro

Pode-se dizer, com razoável grau de segurança, que os problemas sistêmicos provocados pela crise financeira, deverão vir de outro lado, e eles já estavam se anunciando, nos últimos dias de outubro. Todos organismos internacionais estão prevendo quedas acentuadas da produção, dos preços e das exportações.

PAUL HARRIS - Por que a América não dará um giro à esquerda

A eleição de Barack Obama como o 44º Presidente dos EUA - e seu primeiro líder negro - tem sido celebrada como uma revolução e uma transformação. A ala direita dos Republicanos teme que seu país esteja aderindo ao presidente mais radical desde Roosevelt. Mas a análise dos votos e da própria personalidade de Obama revela muito menos mudança do que se está pensando. > LEIA MAIS

EDUARDO GALEANO - Oxalá!

Barack Obama, primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, concretizará o sonho de Martin Luther King ou o pesadelo de Condoleezza Rice? Esta Casa Branca, que agora é sua casa, foi construída por escravos negros. Oxalá ele não se esqueça disso, nunca. > LEIA MAIS



2. Site da revista NovaE - http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1098
Visões femininas sobre o mundo pós-desenvolvido [Rosa Alegria] O trabalho e o conhecimento das mulheres são fundamentais para a conservação da biodiversidade porque são elas que executam tarefas múltiplas. As mulheres, tal como os agricultores, tornaram-se invisíveis, não obstante sua contribuição, e devem ser incluídas nos orçamentos nacionais e internacionais.

3. Site do Jornal Brasil de Fatowww.brasildefato.com.br

Habitação

Pesquisa aponta que 35% dos brasileiros que vivem na cidade não possuem moradias dignas

De acordo com dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), 54 milhões de pessoas moram em locais precários.

Greves de estudantes e metalúrgicos vai estremecer o governo Berlusconi - Achille Lollo

Movimentos sociais pretendem levar 1 milhão de pessoas para Roma em protesto contra lei que privatiza o ensino

4. Site da Revista Fórumwww.revistaforum.com.br

Cerca de 120 mil professores vão às ruas de PortugalCategoria se mobiliza contra modelo de avaliação dos docentes. Medida adotada pelo governo português é tida como mercantilista - A matéria apresenta dois vídeos das manifestações.

leia



VALE A PENA LER

1. Numero 16 do jornal Le Monde Diplomatique Brasil

Artigos principais: Depois da crise – inevitável mundo novo. Com artigos de Hobsbawm, Serge Halimi, Alain Gresh, Siddhart Varadarajan e outros.
Outras matérias: Disputa pelo pré-sal – As gentes do Brasil – Falta Estado e sobram armas – julgar os crimes da ditadura – As guerras mexicanas do narcotráfico – Viagem ao povo indígena Zo´é – Cuidar do lixo, cuidar do planeta – Uso regular de trabalhadores precários – Violência doméstica – Mulheres camponesas. Em anexo, os Cadernos da América Latina VII com 3 artigos. Guatemala 2000: um edifício de 5 andares – O Estado e seu papel na eliminação da pobreza – As crises do capitalismo e do neoliberalismo e a esquerda.


NOTICIAS

1. II Seminário Nacional de Estudos de História e Cultura Afro-Brasileiras, “ 120 Anos de Abolição: Desafios e Perspectivas na Construção da Cidadania”Universidade Estadual da ParaíbaNEAB-Í - Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro e Indígena CEDUC/UEPB

O evento será realizado entre 17 e 20 de novembro no Centro de Educação (CEDUC I) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande-PB. http:// neabi.uepb.edu.br/eventos/2seminario_nacional/index.php
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2. I Seminário Nacional de Pós-Graduandos em História das Instituições

Instituições, Cultura e Poder

O corpo discente do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) tem a satisfação de convidar a comunidade de pesquisadores para o I Seminário Nacional de Pós-Graduandos em História das Instituições, evento que será realizado entre os dias 25 e 28 de novembro de 2008 no Auditório Paulo Freire, no Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCH) da UNIRIO.

O I Seminário Nacional de Pós-Graduandos em História das Instituições: Instituições, Cultura e Poder, tem como objetivo principal suscitar reflexões e discussões entre os pós-graduandos que se dedicam ao estudo da história das Instituições sob a perspectiva das relações culturais e de poder. O Seminário está aberto a todos os estudantes regularmente matriculados em programas de pós-graduação stricto-sensu (Mestrado ou Doutorado), bem como aos mestres e doutores, em História ou disciplinas afins, que se interessarem em apresentar comunicação. As inscrições serão aceitas até 12 de outubro de 2008.O evento já conta com a confirmação da presença da Profª Angela de Castro Gomes (CPDOC/FGV), da Profª Virginia Fontes (UFF), da Profª Hebe de Mattos (UFF) e do Prof Gilvan Ventura (UFES).Maiores informações acesse nosso site:http://br.geocities.com/historiadasinstituicoes/

ou entre em contato conosco pelo endereço eletrônico: historiadasinstituicoes@gmail.com
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3. Informamos que o site do III Seminário História das Doenças já está disponível no seguinte endereço: http://www.medicina.ufrj.br/IIIsemihd/.
A data de envio dos resumos foi prorrogada para o dia 21/11.

Maiores informações estão disponíveis no site do evento.
Casa de Oswaldo Cruz
Secretaria de Eventos - DEPES
Tatiana Leite
(21) 3882-9161
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4. Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Sob regência do maestro John Neschling, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo se apresenta no Grande Teatro. O concerto faz parte da turnê que passará por mais 11 cidades, num total de 16 apresentações em praças, parques e teatros. No repertório do concerto em Belo Horizonte, estão obras de Giuseppe Verdi e M. Camargo Guarnieri.17 de novembro. Segunda-feira, às 21h.

Grande Teatro do Palácio das Artes, Av. Afonso Pena, Belzonte.









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