Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

19.3.08

Número 131






EDITORIAL


Passo na banca. A manchete de um dos jornalões é acompanhada de uma fotografia. Um operador da Bolsa Mercantil e de Futuros, numa expressão que lembra a que Munch retratou no “O Grito”, aquele quadro apavorante. Tudo porque a crise continua. Ao lado, se fala a razão do pavor: o FMI diz que o Brasil não está imune, pelo contrário, será afetado como todo mundo. E as bolsas despencam, o dólar cai.
Engraçado...eu não entendo muito de economia, mas confesso que, em minha ignorância, a única coisa que eu tenho certeza é que, uma crise nos Estados Unidos, numa época de economia globalizada, só deixaria de afetar algum país por milagre...E como eu não creio em milagres....é óbvio que seremos afetados sim, por mais que o presidente e o ministro venham dizer que estamos a salvo... A salvo, como, cara-pálida?
Mas o mais curioso de tudo são as voltas que o mundo dá... Em 1929, a crise só começou a ser debelada quando o laissez-faire cedeu lugar ao keynesianismo. A intervenção estatal salvou a economia capitalista. Em retribuição, a partir da publicação do livro de Hayek (O caminho da servidão), Keynes foi excomungado e berrou-se, a plenos pulmões, que o Estado tinha de deixar a economia em paz....o mercado, com sua mão invisível, regularia tudo, daria conta de tudo.... Esse mercado fantástico, que se torna, na voz de seus propagandistas, um Ente, um ser vivo...afinal, não é a nossa grande economista global, Miriam Leitão, que afirma (sem ficar vermelha) que “encontrei o mercado hoje, ele estava mal-humorado” ou “bem-humorado” ou “nervoso”, atributos típicos dos seres humanos? Ela só não diz onde encontrou o dito “mercado”... seria em locais impróprios a menores?
E agora... que a nova crise se instala, o que fazem as grandes corporações que pressentem dias terríveis pela frente? Chamam o Estado para ajudar... ou seja, redescobrem Keynes? Reinventam a roda da economia?
Privatizar os lucros e socializar os prejuízos...nunca essa frase fez tanto sentido....
Já tinha concluído este editorial quando me chega a atualização do site da Agência Carta Maior. Olha só:

Por onde anda a famosa "mão invisível" do mercado global?



À espera da história

NESTES seus últimos meses de governo, a administração Bush passa a enfrentar o inevitável balanço da história.

Embrenhado na Guerra do Iraque há cinco anos, o país está entrando na zona de recessão com déficits crescentes, e o presidente amarga um dos piores índices de popularidade. Seus adversários protestam contra a legislação que tolera a tortura e arromba a privacidade.

O governo, é claro, tem outra avaliação. Durante sua visita ao Brasil, nesta semana, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, não evitou comentar sobre o legado da era Bush. O que é classificado como luta pela "democracia" e combate ao terror seriam pontos centrais dessa herança.

Nesse raciocínio, os ataques do 11 de Setembro e a necessidade de evitar -a qualquer custo- novas agressões são o pano de fundo. Todas as decisões de política interna e externa se justificam em torno disso. Na visão de Rice, todos os dias são 12 de setembro. Isso talvez explique a perda de relevo de conceitos como direitos humanos e soberanias nacionais -dos outros.

De fato, a força avassaladora desse discurso sobre o medo e a necessidade de ações preventivas pode ajudar a entender a divisão do país em torno dos candidatos ao pleito de novembro. Também por isso, entre outros fatores, não há multidões nas ruas contra a guerra, como há exatos 40 anos. E o candidato republicano, embora não compartilhe das mesmas idéias reinantes na Casa Branca de hoje, tem chances razoáveis de vitória.

Em favor dos EUA, Rice gosta de citar a ajuda aos países pobres da África. Ao todo, a cifra representa dez dias de gastos no Iraque, conforme os números do Nobel Joseph Stiglitz. A guerra até hoje já custou US$ 3 trilhões, mais que os 12 anos de Vietnã e o dobro do despendido na Coréia. E há ainda os problemas intrincados e infindáveis no Oriente Médio. Nesse quadro, a situação na América Latina ocupa um lugar secundário. A secretária de Estado reconhece que a história da relação entre os Estados Unidos e a região permitiu que vicejasse por aqui uma boa dose de antiamericanismo, talvez arrefecido apenas durante os breves anos Kennedy.

Cautelosa nos adjetivos direcionados à Venezuela, e com elogios calculados ao Brasil, ela não esconde seu desapontamento com a Argentina -ruidosamente evitada nessa viagem. Afinal, lembra que pessoalmente fez gestões para ajudar o país vizinho quando ele quebrou em 2001. Nos últimos tempos, o alardeado Consenso de Washington e a pressão pelo livre comércio azedaram os ânimos em vários setores. Tudo isso já faz parte da história. E apenas o seu olhar distanciado colocará o governo de Bush e Rice no seu devido lugar.


FALANDO DE HISTORIA

Marinha libera ficha do "almirante negro"


Após 97 anos, documentos sobre o líder da Revolta da Chibata, que levou ao fim dos castigos corporais na Marinha, são divulgadosExpulso da Marinha, João Cândido viveu as décadas seguintes em dificuldades, até ser redescoberto pelo jornalista Edmar Morel
MARCELO BERABA
DA SUCURSAL DO RIO


A Marinha liberou, após 97 anos, documentos referentes ao marinheiro de 1ª classe João Cândido Felisberto (1880-1969), o "almirante negro", líder da Revolta da Chibata, e ajudou a localizar sua ficha no Arquivo Nacional. Os documentos agora tornados públicos só haviam sido consultados por oficiais e historiadores da Marinha e usados para corroborar a versão oficial do episódio que acabou com os castigos corporais nos navios de guerra.


A liberação é um fato novo. Durante todo este tempo, os pesquisadores e os filhos de João Cândido esbarraram em negativas da Marinha, que jamais aceitou a elevação dos revoltosos à condição de heróis. O próprio João Cândido nunca conseguiu ter acesso à documentação. Em depoimento no MIS do Rio em 1968, ele reclamou: "... os [arquivos] da Marinha são negativos, João Cândido nunca existiu na Marinha".O documento mais importante é a ficha funcional. João Cândido entrou para a Marinha como grumete em 10 de dezembro de 1895, chegou a ser promovido a cabo, mas depois foi rebaixado. Nos 15 anos em que permaneceu na Armada, ele foi castigado em nove ocasiões com prisões que variaram de dois a quatro dias em celas solitárias "a pão e água" e duas vezes com o rebaixamento de cabo para marinheiro.


Não há registro, na sua ficha de 24 páginas escritas à mão, de que tenha sido espancado, como era comum. Extinto em 1889 logo após a Proclamação da República, o castigo físico foi restabelecido pelo Governo Provisório no ano seguinte. A rebelião dos marinheiros em 22 de dezembro de 1910 já vinha sendo alimentada ao longo destes 20 anos, mas só foi deflagrada depois que o marinheiro Marcelino Rodrigues foi punido com 250 chibatadas.A ficha de João Cândido registra dez elogios e uma promoção a cabo (1903), revogada definitivamente em 1907. O último elogio por bom comportamento é de setembro, três meses antes de liderar a rebelião.


João Cândido participou de dezenas de manobras em toda a costa brasileira, navegou pelos rios das bacias do Amazonas e do Prata e esteve duas vezes em longas viagens pela Europa.


Historiadores


O mérito da revelação dos documentos e da ficha funcional de João Cândido se deve a uma equipe de cinco historiadores da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) encabeçada por Marco Morel, 47.


Contratado pelo Projeto Memória da Fundação do Banco do Brasil para fazer uma pesquisa sobre o líder da revolta, Morel conseguiu autorização de um dos dois filhos vivos de João Cândido, Adalberto, para ter acesso aos documentos.


O pedido foi baseado na lei 11.111 de 2005, que normatiza a liberação de documentos oficiais. O trabalho de pesquisa para o Projeto Memória está sendo feito junto com Tânia Bessone, também professora da Uerj, e três doutorandos. Uma delas, Silvia Capanema, descobriu na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, outra preciosidade: uma série de 12 artigos de memórias assinados por João Cândido publicados em 1912 na "Gazeta de Notícias". Falta digitalizá-los.Há algumas coincidências nesta história. João Cândido viveu as décadas que se seguiram à expulsão da Marinha em desgraça. Nem as empresas comerciais de navegação lhe davam emprego. Foi redescoberto pelo jornalista Edmar Morel (1912-1989), autor do livro que passou a identificar a rebelião: "A Revolta da Chibata" (1959).


Edmar foi encontrá-lo como carregador no antigo mercado de peixes da praça 15, no centro do Rio. De lá via bem próxima a Ilha das Cobras, onde esteve preso, foi torturado e quase morreu. A ilha abriga hoje, entre outras seções da Marinha, o Serviço de Documentação.O historiador Marco Morel é neto de Edmar Morel. Também jornalista no início da vida profissional, dedicou-se ao ensino e à pesquisa histórica. Sua especialização é o Brasil do século 19, mas, por causa do avô, interessou-se por João Cândido. Ele doou o acervo de Edmar Morel à Biblioteca Nacional.


NA INTERNET www.folha.com.br/080674 veja fotos liberadas

Ex-marinheiro morreu pobre aos 89 anos
DA SUCURSAL DO RIO


Em 22 de novembro de 1910, inconformados com os castigos corporais ainda impostos pelos oficiais da Marinha, João Cândido e cerca de 2.300 marinheiros se sublevaram, tomaram à força quatro navios de guerra na baía da Guanabara e bombardearam o Rio, então capital federal, como advertência. No episódio, morreram quatro oficiais nos navios e duas crianças em terra.A rebelião foi planejada, e seu estopim foi o castigo de 250 chibatadas imposto ao marinheiro Marcelino Rodrigues diante da tripulação do encouraçado Minas Gerais. Os revoltosos tomaram também o encouraçado São Paulo, o cruzador Bahia e o navio de patrulha Deodoro.


João Cândido foi guindado a chefe da insurreição, "o primeiro marinheiro no mundo a comandar uma esquadra", observou Edmar Morel.Uma semana antes da rebelião, o marechal Hermes da Fonseca assumira a Presidência.Pressionado pelo poderio nas mãos da marujada, o Congresso aprovou o fim dos castigos e a anistia. Com a vitória, quatro dias depois os navios foram devolvidos. Meses depois, no entanto, uma nova rebelião -forjada, segundo os próprios marinheiros, por oficiais para incriminá-los-, provocou uma forte repressão na Marinha.


João Cândido e 17 militares que haviam participado da primeira revolta foram levados para a Ilha das Cobras. No terceiro dia, 16 deles estavam mortos. João Cândido sobreviveu. Apesar da anistia, foi expulso da Armada.


A Marinha aprisionou centenas de outros revoltosos no navio Satélite e os mandou para a Amazônia. Vários foram fuzilados e os que sobreviveram foram deixados na floresta para trabalho forçado.


O historiador Marco Morel avalia que o movimento serviu como "um golpe de misericórdia nos resquícios de escravidão que ainda permaneciam arraigados na sociedade".


O gaúcho João Cândido teve uma vida difícil depois da expulsão. Redescoberto na década de 1950 trabalhando num mercado de peixes, foi transformado num símbolo e apoiou a Revolta dos Marinheiros, ocorrida em 25 de março de 1964, às vésperas do golpe militar.


Ele morreu em 1969, aos 89 anos, pobre, doente e sem ter sido anistiado. (MB)

BRASIL

Transcrevo artigo do jornalista José de Castro, do blog Tamoscomraiva:

Li hoje uma boa notícia: a parceria entre o governo federal e a Articulação no Semi-Árido (ASA), que havia sido interrompida em setembro do ano passado, foi retomada por uma de suas estatais. Essa interrupção foi o travo amargo na festa promovida pela ASA em Feira de Santana, no dia 13 de novembro, para comemorar um número mágico: 1 milhão de pessoas beneficiadas pelas 221 mil cisternas construídas em vários estados brasileiros castigados pela seca. Chamado de Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), a meta é beneficiar 10 milhões de famílias em 11 estados.
Agora, no dia 12 de março, a coordenadora da ASA e presidente da Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), Valquíria Alves Smith, assinou um termo de parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), no valor de R$ 12,6 milhões, para a construção de 7.945 cisternas em municípios situados às margens do Rio São Francisco nos estados de Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe. O semi-árido se estende por um milhão de quilômetros quadrados em 11 estados brasileiros (os nove do Nordeste, Espírito Santo e Minas Gerais, na região Norte), onde costuma chover em fevereiro, março e abril, mas não no resto do ano.
A parceria da Codevasf com a ASA se inclui no programa federal "Água para Todos". A ASA não nasceu neste governo. Ela foi criada em 1999, no governo Fernando Henrique, como entidade civil sem fins lucrativos, para organizar cerca de 800 instituições (sindicatos de trabalhadores rurais, igrejas cristãs, entidades ambientalistas, ONG´s, agências de cooperação internacional, associações de moradores, Federação Brasileira de Bancos, entre outras entidades), em torno da idéia de construir um milhão de cisternas rurais.
Quando anunciou o fim da parceria, a idéia do governo era entregar o dinheiro diretamente aos prefeitos, para que eles construíssem as cisternas. Com olho nas eleições de 5 de outubro deste ano, os políticos comemoraram, mas houve uma grande reação das entidades civis, receosas de que o dinheiro fosse desviado para fins eleitoreiros.
Receio que a iniciativa da Codevasf seja uma ação isolada, apenas para diminuir a pressão popular contra a transposição das águas do São Francisco.
Acho que não estou sozinho nessa desconfiança. Tanto que a Igreja do Carmo, em Belo Horizonte, retomou agora a campanha de arrecadação de dinheiro, para que o P1MC não seja interrompido. Logo depois do anúncio, em setembro, a igreja lançou uma campanha e conseguiu arrecadar 10 mil reais para a construção de cisternas no sertão da Paraíba e mais 20 mil reais, enviados em janeiro para seis municípios do Norte de Minas, região que também faz parte do semi-árido. A igreja abriu uma conta no Banco Rural (agência 0477, conta corrente 6021571-3) para receber doações. (Suponho que outras entidades fizeram algo semelhante.)
Segundo o pároco da Igreja do Carmo, Frei Gilvander Moreira, a construção de cisternas não é a solução, mas é parte da grande solução, ao lado de outras 140 tecnologias alternativas, sustentáveis ecologicamente. "Se os governos federal e estadual mostrassem, na implementação destas 140 tecnologias sociais e do Programa Um Milhão de Cisternas o mesmo empenho que eles mostram pela transposição do São Francisco e pelas iniciativas do PAC, a qualidade de vida dos pobres, realmente, melhoria muito", diz ele em artigo para o jornal da paróquia. Na sua opinião, a ASA opta por infra-estrutura descentralizada, com melhor retorno social. "A opção do governo é por grandes obras que implicam o gasto de muito dinheiro e que favorecem o capital, não o povo. O governo joga sua força e grandes volumes de recursos nesses projetos do PAC, mas investe pouco em infra-estrutura descentralizada".
No dia 8 de janeiro passado, o blog Bahia de Fato informou, sem citar fontes, que desde 1999 o governo federal e suas estatais repassaram à ASA cerca de 230 milhões de reais. "Cisternas construídas pelas prefeituras nunca foram orçadas por menos que R$ 2.100 (dois mil e cem reais) contra os R$ 1.600 da ASA Brasil. É que a ASA Brasil convoca pedreiros da própria comunidade, formados e capacitados pelo P1MC – Programa 1 Milhão de Cisternas. As próprias famílias executam os serviços gerais de escavação. Já foram construídas 221.514 cisternas, beneficiando 1,1 milhão de moradores do semi-árido nordestino, o que representa 22% da meta", diz o texto assinado por Oldack Miranda e Everaldo de Jesus. E acrescentam:
A parceria do Governo Lula com a ASA Brasil para construção de um milhão de cisternas no semi-árido assustou tanto as oligarquias, as elites, os parlamentares de direita, que eles aprovaram a CPI das ONGs, numa tentativa de incriminar o Governo Lula por seu apoio às organizações populares e à rede de ONGs. "O objetivo é atacar o governo, porém, mais importante é atacar a própria capacidade de organização popular, especialmente de uma articulação regional, como a ASA Brasil" afirma o sociólogo Sílvio Bava em sua matéria do Le Monde Diplomatique Brasil.
Num artigo disponível na Internet, sem data definida, mas provavelmente de fins de 2004, o ministro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, escreveu:
No Dia da Caatinga, comemoramos, simbolicamente, junto com a ASA e outros parceiros, a construção da cisterna de número 50 mil, na comunidade de Lage, município de Serrinha, no sertão baiano. Cinqüenta mil cisternas significam 50 mil famílias com garantia de água na estação da seca. Cem mil pais e mães de família com mais tempo para cuidar de si próprios, dos filhos, da roça e dos animais. Considerando a família média do Nordeste, de acordo com o último Censo, 150 mil crianças terão garantia de uma vida melhor, com mais saúde, sem diarréia e outras doenças de veiculação hídrica, que matam. Nesses 50 mil lares não haverá a miséria da privação vivida nas secas passadas. (...)
Desde 2001, o poder público vem investindo em cisternas, mas, com a adoção do programa pelo Fome Zero, os números deram um salto. Com os recursos de 2003 e 2004, que totalizaram R$ 72,6 milhões, foram construídas 40.600 unidades com financiamento direto do MDS. Até março de 2005 foram 50.248 reservatórios, o que representava 65% do total de cisternas construídas pela ASA desde 1999. Para 2005, o Ministério tem orçamento de R$ 68,6 milhões pra investir no programa. Considerando que o custo médio de cada reservatório é R$ 1.515, neste ano serão feitas mais 45.280 cisternas. É importante registrar que com o repasse de verbas através do Termo de Parceria, a ASA também organiza a comunidade que, por sua vez elege as famílias que vão receber as cisternas e forma pedreiros, mão-de-obra especializada para a construção dos equipamentos; abrindo portas de saída, nome que damos às ações emancipatórias. (...)
A sabedoria popular dita que grandes problemas exigem soluções simples. E é assim que as cisternas de placas estão resolvendo o problema do abastecimento de água nas casas do sertão do Brasil. Solução encontrada por Manuel Apolônio de Carvalho, o Nel, sertanejo sergipano que aprendeu a fazer piscinas para os quintais dos Jardins, em São Paulo, e, de volta para a sua Simão Dias, adaptou a técnica para armazenar água de chuva. A cisterna, construída ao pé da casa, tem quatro metros de diâmetro, dois de profundidade e mais um metro acima da terra. A parte enterrada serve para reduzir a temperatura e evitar a evaporação da água que é captada, durante os meses de chuva. A água que cai no telhado é recolhida por uma calha, escorre por um cano e vai direto para o reservatório de cimento que é bem vedado. A família que recebe a cisterna aprende a tratar e a bem utilizar a água estocada. Manuel Apolônio, reconhecido pela Rede de Tecnologia Social, estava em Serrinha testemunhando a multiplicação do seu invento pelo semi-árido afora, ajudando a matar a sede dos seus irmãos sertanejos. Emocionado, teve poucas palavras para traduzir o sentimento ao se tornar o primeiro cidadão a receber o Certificado Parceiro do Programa Fome Zero, diploma concedido pelo MDS até então a entidades, em reconhecimento aos que compartilham as ações das políticas sociais do Governo.
Espero sinceramente que o ministro Patrus Ananias não tenha arrefecido em seu entusiasmo pelas soluções simples, agora que ele virou defensor da transposição das águas do São Francisco, um projeto que poderá custar entre 4,5 bilhões e 10 bilhões de reais.


NUESTRA AMERICA

1. UM VELHO FILME DA GUERRA FRIA
• Revista denunciou envolvimento de Uribe com o narcotráfico

2. Estratégia continental
Boaventura de Sousa Santos

Artigo do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos sobre a estratégia continental do governo norte-americano diz que a guerra global contra o terrorismo já chegou à América do Sul porque as forças progressistas ameaçam o domínio territorial dos Estados Unidos na região. “Sobre a incursão do Exército colombiano em território do Equador para eliminar um grupo de guerrilheiros das Farc parece estar tudo dito, tanto mais que é um caso encerrado - e bem encerrado. Na verdade, assim não é. O que sobre ela se revela é tão importante quanto o que se oculta.”
Leia em http://www.socialismo.org.br/portal/internacional/38-artigo/284-estrategia-continental-

3. Brasil rejeita proposta dos EUA de combate ao “terrorismo”
Apresentada em reunião da Organização dos Estados Americanos, proposta dos EUA tem como alvo as Farc e prevê a criação de um sistema de segurança regional contra o terrorismo. Apesar da pressão norte-americana, OEA condena a Colômbia pela invasão do território do Equador. > LEIA MAIS Internacional

4. Paz não interessa a Bush e a Uribe
Ao assumir a liderança do movimento de rejeição à proposta do governo dos Estados Unidos durante a reunião da OEA, o Brasil deu um passo histórico para consolidar sua nova fase de independência em relação aos interesses norte-americanos na América do Sul.
Maurício Thuswohl
As viúvas de Celso Lafer e Luiz Felipe Lampreia no Itamaraty e na imprensa terão muito do que se queixar nos próximos dias. Dirão que, em uma nova demonstração da irresponsabilidade com que é conduzida nossa política externa, o Brasil rejeitou sumariamente a proposta apresentada pelos Estados Unidos de criação de uma “zona de segurança regional para combater o terrorismo”. Mais uma vez, exigirão uma volta aos eixos da nossa diplomacia e acusarão o atual governo brasileiro de ser um aliado mal-disfarçado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Para desespero das viúvas, no entanto, a verdade é que, ao assumir a liderança política do movimento de rejeição à proposta anunciada pelo governo dos EUA durante a reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) realizada esta semana, o Brasil deu um passo histórico para consolidar sua nova fase de independência em relação aos interesses norte-americanos na América do Sul. Mais do que isso, a postura brasileira contribuiu para consolidar a aliança política com seus vizinhos e reafirmar o compromisso com a própria soberania assumido nos últimos anos pela maioria dos países do continente.
Se levada a cabo, a “zona de segurança” proposta pelos EUA só trará benefícios aos governos de George W. Bush e de seu lugar-tenente na Colômbia, Álvaro Uribe. O interesse de Bush é cristalino: forçar a presença do maior número possível de soldados norte-americanos nas proximidades da Venezuela antes do fim de seu mandato. Experiente, o grupo que hoje dá as cartas na Casa Branca não menospreza a possibilidade de vitória do candidato republicano, o senador John McCain, nas eleições presidenciais. Se continuarem no poder, é bem possível que os falcões decidam “passar das palavras à ação” em relação à Revolução Bolivariana de Hugo Chávez.
Apesar do discurso falso moralista contra o tráfico de cocaína, o combate às Farc é uma grande e esperta desculpa arranjada pelos EUA para colocar um pezinho militar na América do Sul. O mesmo acontece com o governo de Uribe, que só encontra razão para a própria existência no eterno combate à guerrilha. Um interesse serve ao outro, e essa aliança revela todo o caráter espúrio da operação que culminou na invasão do exército colombiano ao Equador e na morte de Raúl Reyes e outros 16 integrantes das Farc que estavam em território equatoriano para negociar a libertação da ex-senadora Ingrid Bettancourt e outros reféns. Nem Bush nem Uribe querem ver mais reféns libertados, pois isso aproximaria as Farc da legalidade que a guerrilha tanto busca.
Subsecretário de Estado dos EUA para a América Latina, Thomas Shannon não escondeu as reais intenções de seu governo quando disse na semana passada que aguardava o relatório da comissão constituída pela OEA para percorrer as fronteiras para então “definir que medidas concretas serão tomadas contra a Venezuela”. O relatório, no entanto, não indicou presença das Farc fora das fronteiras colombianas. Esse fato, aliado ao recuo de Chávez, foi o que estancou a crise na região. O presidente venezuelano parece ter se dado conta de que, ao enviar tropas para a fronteira com a Colômbia, estava mordendo a isca lançada pelos EUA.
A invasão do Equador teve o claro signo da provocação. É evidente que Uribe calculou bem os riscos diplomáticos que assumia com a violação de um direito internacional primordial (a inviolabilidade das fronteiras), mas o fato de afrontar ao mesmo tempo aos governos do Equador, da Venezuela, do Brasil e da França (sem falar nos familiares das pessoas seqüestradas pelas Farc) pareceu pouco importante diante da necessidade de autopreservação no poder. A ação ordenada pelo presidente colombiano certamente não aconteceu sem a benção dos EUA, a quem também não interessa a pacificação dos conflitos na Colômbia, pois isso tiraria a desculpa para sua crescente presença militar na região.
Uribe, para se manter no poder, precisa alimentar o conflito com as Farc e sabotar qualquer tentativa de paz que tenha alguma chance de sucesso, mesmo que isso implique em deflagrar a maior crise diplomática sul-americana dos últimos 50 anos. O grupo que está no poder ao lado do presidente colombiano já preparou o terreno para que, através de um projeto que será apresentado ao Congresso Nacional, Uribe possa concorrer ao terceiro mandato consecutivo. A paz com as Farc vai na contramão desse objetivo e jamais interessou a Uribe ou a sua base de governo estreitamente ligada aos grupos paramilitares de direita que também lucram política e financeiramente com o conflito e são responsáveis por tantas atrocidades na Colômbia.
Imprensa amiga
Nesse ponto, é preciso dizer que EUA e Colômbia, na falta de apoio da totalidade dos governos da América do Sul, têm na grande imprensa da região um aliado de peso. É constrangedor para a classe jornalística ver o vampiresco apresentador do Jornal da Globo citar a corrida de Uribe ao terceiro mandato de maneira asséptica, sem nenhum julgamento moral. Vale lembrar o linchamento diário que sofreu no mesmo telejornal o presidente venezuelano Hugo Chávez quando tentou o mesmo artifício (com o detalhe que Chávez convocou um plebiscito enquanto Uribe preferiu o jogo de cartas marcadas no Congresso dominado pela situação).
A propaganda midiática também se valeu dos supostos documentos apreendidos pela Colômbia no acampamento onde estava Raúl Reyes quando foi morto para denunciar a “ligação umbilical” de Chávez com as Farc. Num computador portátil encontrado em meio aos destroços (e que sobreviveu milagrosamente ao intenso bombardeio com bombas cluster e bombas teleguiadas a laser), foi encontrado um arquivo que sugere a doação, por parte do presidente venezuelano, de US$ 300 milhões à guerrilha.
As Farc, por sua vez, teriam doado US$ 50 mil a Chávez quando ele esteve preso após a frustrada tentativa de golpe em 1992. Vale ressaltar que todos os computadores pertencentes a dirigentes da guerrilha até então apreendidos pelo exército de Uribe foram objeto de um difícil processo de decodificação, que conta com ajuda, diga-se de passagem, de técnicos norte-americanos. Curiosamente, o computador portátil do homem considerado o número dois das Farc, mesmo sendo resistente a bombardeios, não tinha seus arquivos criptografados.
Nenhuma das denúncias contra o governo venezuelano foi comprovada pela OEA, e a única coisa concreta até aqui é que a Colômbia violou o território equatoriano e jogou uma pá de cal sobre um processo de negociação que prometia levar a bom termo o único conflito de maior gravidade que hoje atinge a América do Sul. Mas, isso não interessa ao governo Bush e, se os republicanos permanecerem no poder com McCain, as acusações contra Chávez poderão vir a servir de pretexto para “definir medidas concretas contra a Venezuela”.
De preferência com Uribe reeleito para o terceiro mandato.
Maurício Thuswohl é jornalista.


INTERNACIONAL

NOAM CHOMSKY
Há uma voz que falta no debate sobre a guerra: a dos iraquianos. Ou melhor: ela não é digna de ser mencionada. E parece que ninguém se importa. Isso tem sentido na habitual presunção tácita de quase todos os discursos sobre política internacional: somos donos do mundo, o que importa, então, o que outros pensem? > LEIA MAIS Internacional 12/03/2008

ARTE&CULTURA

O português da gente
Publicado originalmente no Correio Braziliense de 10 de fevereiro de 2008

Jaime Pinsky
Historiador e editor
http://www.jaimepinsky.com.br/

No tempo em que se lia poesia todos liam Fernando Pessoa. Hoje ele se sustenta por meio de meia dúzia de leitores fieis, vinhetas de shows de Maria Betânia e citações esparsas. É uma grande poeta, para muitos o maior da língua portuguesa desde Camões. Tem a vantagem, nada desprezível, de ser quatro em um, já que criou os famosos heterônimos, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Fernando Pessoa “ele mesmo”. Algumas pessoas, mesmo no Brasil, fazem questão de ler seus versos com, vamos lá, sotaque português, aquela pronúncia que renuncia às vogais e dá uma musicalidade diferente do que o falar “descansadinho” que adotamos em quase todo o Brasil. A famosa passagem da Tabacaria, um dos mais conhecidos poemas de Álvaro de Campos é, segundo muitos, para ser lido mais ou menos como Q’ sei eu dq srei, eu q não sei o q sou... É quase outra língua.

A propósito de sotaque contam que o famoso filólogo português Fidelino de Figueiredo estava proferindo uma palestra, ou dando um pequeno curso numa universidade brasileira, quando foi interrompido por um aluno que lhe pediu para falar mais lentamente. “É difícil acompanhar tudo o que o senhor fala, professor, inda mais com esse sotaque”. O mestre lusitano respondeu de pronto. “Alto lá! A língua é nossa. O sotaque é de vocês”.

Será a língua mesmo deles ? Ou, por conta da vinda da família real portuguesa para cá, há duzentos anos e pelo fato de sermos mais, muitos mais, teríamos adquirido direitos de proprietários, apenas permitindo, generosamente, que os antigos donos continuem usando e dando o nome à nossa língua?

As respostas para indagações deste tipo podem começar a ser respondidas numa visita ao Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Para início de conversa trata-se de um museu extraordinário, união feliz do saber produzido na universidade com técnicas de interatividade que envolvem os visitantes. Não é por acaso que o museu vive lotado, principalmente de estudantes que aprendem jogando. A garotada se senta diante das telinhas para ouvir explicações de sumidades como Ataliba Castilho, Arion D’Aligna e outros. Mapas, gráficos, simulações mostram aos alunos que o português demorou para se tornar o principal veículo de comunicação no Brasil e que, por conta da presença de numerosas línguas indígenas e africanas, desde logo constituiu-se a base do que hoje pode ser chamado de português do Brasil. Nem melhor, nem pior, mas diferente do português de Portugal.

O processo de distanciamento só fez se aprofundar com o tempo. Na magnífica síntese sobre o assunto que escreveu sobre a formação do português brasileiro o lingüista da Unicamp (hoje professor em Estocolmo, na Suécia) Rodolfo Ilari chama seu livro de O português da gente, em contraposição ao português “deles”. Não há, contudo, em sua obra, nenhum traço de chauvinismo primário, ou de ingenuidade intelectual. Pelo contrário, Ilari mostra que formações históricas diferentes sofrem influências lingüísticas diferentes que podem acenar com mudanças maiores e mesmo um divórcio num futuro mais ou menos distante. Num outro texto que escreveu (Transformações na língua in O Brasil no Contexto) conta ele que “quando a classe média brasileira resolveu acoplar à boa e velha geladeira vertical dos anos 1950 um outro eletrodoméstico destinado a resfriar alimentos por tempos mais longos e em temperaturas mais baixas, a palavra utilizada foi frízer, decalcada do inglês freezer. Por aqui ninguém pensou em usar o substantivo congelador, que seria uma tradução correta de freezer, mas que já tinha sido usada para indicar um dos compartimentos da geladeira tradicional. O caso de frízer, aliás, mostra bem a facilidade com que o português do Brasil vem aceitando empréstimos: nossos irmãos portugueses, muito menos receptivos do que nós em matéria de estrangeirismos, imediatamente representaram o novo eletrodoméstico como uma variante do velho baú no qual as moças de outrora guardavam seu enxoval, e assim o denominaram de arca frigorífica; portanto, que ninguém se surpreenda se ouvir algum português dizer que tem um atum guardado na arca...”
Ao contrário de atuns, línguas não se congelam. Nem por leis, nem por acordos ortográficos desejados por supostos sábios (distantes do mundo real) e muito menos por políticos mal informados. Línguas, padrões estéticos e até valores morais têm historicidade. Pensar no português do Brasil como uma extensão do de Portugal e insistir em acordos ortográficos que não foram aprovados sequer por eles é um contra-senso. Um anacronismo.


LIVROS E REVISTAS

1.


Nas bancas o número 53 da revista Historia Viva. Dossiê sobre a Rússia dos czares. Biografia de Stalin. Artigos: a Califórnia tomada pela febre do ouro – Dia internacional da mulher – Pedro I: a volta do filho pródigo – A terceirização do Novo Mundo

2. Nas bancas o numero de março da revista Fórum

Veja: por que tanto ódio?Pesquisa acadêmica comprova o golpismo de Veja. Luís Nassif, em entrevista exclusiva, fala de sua série na internet sobre a revista e aposta que a direção atual não dura até o fim do ano. Há ainda reportagens sobre Cuba pós-Fidel, a aliança entre PT e PSDB em Belo Horizonte, a adoção de crianças por casais gays e a situação do professor no ensino público.




3. Foi lançado o suplemento especial da revista Historia, Ciências, Saúde - Manguinhos, que apresenta artigos, depoimentos e ensaio relacionados a temática Amazônia. Mais informações em www.coc.fiocruz.br/hscience.


4. "Lideranças do Contestado", de Paulo Pinheiro Machado, editora UNICAMP. Mais informações em http://www.editora.unicamp.br/.



5. Nas bancas a revista Carta na Escola nº 24.


Matérias principais: Reforma agrária: lentíssimo avanço – Tarsila viajante – 1968, o ano mítico – Guerra, fome, miséria e AIDS: as tragédias africanas – O raio X da febre amarela – Software livre: a inteligência compartilhada.


Professores não podem deixar de ler!!!



SITES E BLOGUES

1. Ricardo, hoje escrevi um pequeno texto sobre a nova peça publicitária da Veja no meu blog pessoal http://www.mariafro.blogspot.com/, se quiser ler esse é o título (segundo post do dia 12/03) Campanha publicitária de Veja reforça velhos estereótipos do neocolonialismo
Conceição Oliveira

2. Vânia Facury envia:
MUSEUS NO MUNDO
Estados Unidos http://www.amnh.org/
Estados Unidos http://www.tamu.edu/
Estados Unidos http://www.artic.edu/
MUSEUS NO BRASIL
Rio
www.visualnet.com.br/cmaya/ Vale a visita em dois museus: Castro Maia - Açude e Chácara do Céu - são dois primores. O do Açude tem uma localização bucólica, porcelanas da Cia das Ìndias, Debrets...
www.mamrio.com.br/ Museu de Arte Moderna - Rio de Janeiro De linhas retas, jardins de Burle Marx, tem Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Portinari...
www.mnba.gov.br/ Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro. Prédio em estilo renascentista. Tem Victor Meireles, Rodolfo Amoedo, Almeida Jr. Eliseu Visconti. Coleção de barrocos italianos e 8 obras de Franz Post.
www.tempero.com.br/dicas/museus.htm Esse site dá boas indicações de museus.
http://www.museuimperial.gov.br/ Petrópolis-RJ - Imperdível. Tem até espetáculo de son et lumière duas vezes por semana.
São Paulo
http://www.masp.art.br/Museu de Arte de São Paulo - São Paulo - Velasquez, Rembrandt, Rafael, Cézanne, Monet, Renoir, Van Gogh, Matisse, Picasso...
http://www.mam.org.br/ MAM - Museu de Arte Moderna - São Paulo Veja obras de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Tomie Otake...

3. O norte de Minas Gerais
A colonização do norte de Minas Gerais foi comandada pelo bandeirante Matias Cardoso de Almeida no final do século XVII, responsável por escravizar os índios da região e ocupar áreas próximas ao rio São Francisco, para onde se deslocaram grupos de paulista e nordestinos. Neste período também se formaram as primeiras fazendas de gado. Leia no site do historianet – www.historianet.com.br/home/

NOTICIAS

1. IX Encontro Nacional de Historia Oral/ABHO A Associação Brasileira de Historia Oral (ABHO), realizara', entre os dias 22 e 25/3/2008, o IX Encontro Nacional de Historia Oral. O evento acontecera' em São Leopoldo e terá como tema central: "Testemunhos e conhecimento". Os ouvintes poderão se inscrever ate' 15/4/2008. Mais informações em www.encontroabho2008.org.br.
2. Seleção para Pós-graduação/UFES - As inscrições para o processo de preenchimento de vagas remanescentes para o curso de pós-graduação Lato Sensu em Historia Política: Poder e Cultura na Historia, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) estão abertas ate' 7/4/2008. Mais informações pelo e-mail: proesp_cchn_ufes@yahoo.com.br.
3. Seminário de Pesquisa de pós-graduação em Historia/UFRJ Será' realizado entre os dias 14 e 18/4/2008, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS/UFRJ), Diálogos e Aproximações: Seminário de Pesquisa de pós-graduação em Historia da UFRJ. Os ouvintes poderão ser inscrever ate' o primeiro dia do seminário. Mais informações em www.dialogoseaproximacoes.com.
4. Seminário Historia e Economia: Credito no Brasil - Historia e Atualidades A Revista Historia e Economia, do Instituto de Historia e Economia da Brazilian Business School, promovera' o Seminário Historia e Economia: Credito no Brasil - Historia e Atualidades. O evento ocorrerá no mês de agosto de 2008 e o prazo final para o envio de trabalhos e ate 30/3/2008. Apos o seminário, os artigos serão publicados na Revista Historia e Economia. Mais informações em www.bbs.edu.br/instituto.bbs.asp.
5. Revista/ Chamadas de artigo e lançamento
- A revista Cadernos de Historia esta' recebendo ate' 30/3/2008 artigos e resenhas relativos a resultados de pesquisas e experiências didatico-pedagogicas relacionadas ao ensino de historia, as políticas educacionais e a historia da educação para compor seu próximo dossiê. Mais informações em revistacadernosdecampo.blogspot.com.
- A revista OPSIS esta' recebendo ate' 16/6/2008 artigos referentes ao tema cultura e identidades, para compor seu próximo dossiê. Mais informações pelo e-mail: revistaopsis@yahoo.com.br
6. Curso de Extensão
A Pró-Reitoria de Extensão Comunitária e Pesquisa juntamente com o curso de HISTÓRIA do CES/JF oferece o curso de extensão:
Identidade nacional e a formação político-ideológica brasileira.
O curso será de 40 horas e será ministrado pelos Professores: Mateus Fernandes de Oliveira Almeida e Leandro Pereira Gonçalves. As aulas serão aos sábados. As informações poder ser encontradas no site: http://www.cesjf.br/cesjf/index.asp?cod_pagina=1260&url=2008\marco\1260
Ementa: Problematização das formas de interpretação da sociedade e do Estado brasileiro no período entreguerras; determinação das concepções ideológicas criadas e desenvolvidas no decorrer do século XIX e XX; debate da matriz esquerda (movimentos socialistas, comunistas, anarquistas e social-democratas); debate da matriz direita (liberais, conservadores, nacionalistas e fascistas); análise à luz dos discursos de intelectuais, instituições e forças políticas do país.
Objetivos: O curso tem como ponto central analisar e discutir os vários modelos ideológicos desenvolvidos e articulados no século XX; Debater as mais recentes pesquisas sobre o tema; Identificar os movimentos políticos e os pensadores que auxiliaram na busca de uma construção da nação brasileira; estimular o debate em torno das diferenças ideológicas existentes no pensamento político na primeira metade do século passado; confrontar as posições divergentes e convergentes de um modelo para a identidade nacional partindo do espectro político, ressaltando os movimentos de luta do século XX.
Conteúdo Programático:
1) Sociedade brasileira no período entreguerras
2) A busca da identidade nacional
3) Facções ideológicas
4) Esquerda brasileira
5) Direita brasileira
6) Convergências e divergências ideológicas
Cronograma da Execução:
05/04 (8:00-12:00 / 14:00-18:00)
12/04 (8:00-12:00 / 14:00-18:00)
19/04 (8:00-12:00)
26/04 (8:00-12:00)
10/05 (8:00-12:00)
17/05 (8:00-12:00)
31/05 (8:00-12:00)
07/06 (8:00-12:00)


7. IV ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-BA
Tema: História - Sujeitos, saberes e práticasPeríodo: 29/07 a 01/08 de 2008Local: UESBCidade: Vitória da Conquista - BA
Maiores informações: http://www.uesb.br/ivencontroanpuhba

8. Em 2007, a Fundação Pedro Calmon deu início ao Ciclo de Debates Memória do Desenvolvimento da Bahia, resgatando importantes transformações econômicas, sociais, culturais e políticas ocorridas na Bahia no período de 1945 a 64. Este ano, a Diretoria de Arquivos traz para o centro dos debates as conquistas dos Movimentos Sociais no Estado e suas implicações no processo de construção de novas concepções, questionamentos de padrões e valores da sociedade. Para tanto, a partir deste mês, será dado início ao “Ciclo de Debates Memória dos Movimentos Sociais da Bahia”, com Sessão de Abertura no dia 27 de março, às 17h, na Biblioteca Pública do Estado (Barris).
Convidamos. a participar deste primeiro Encontro, que terá como tema Movimento das Mulheres na Bahia, com a presença da presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAB) e Membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, Creuza Maria de Oliveira; da pós-doutora pelo Instituto de Estúdios de la Mujer da Universidad Autônoma de Madrid e fundadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (NEIM – UFBA), Ana Alice Alcântara Costa e a Coordenadora Estadual do Setor de Gênero (MST/BA) e membro do Conselho Estadual de Defesa do Direito da Mulher (CDDM), Alessandra Almeida e Silva.

Movimento das Mulheres na Bahia - Sessão de Abertura

Data: 27 de março de 2008 (quinta-feira)
Local: Auditório da Biblioteca Pública do Estado (Barris)
Horário: 17h
9. Palestra: 150 anos da Estrada de Ferro Central do Brasil
Data: 25 de março, 19 horasLocal: Auditório do Senac Minas – rua Tupinambás, 1038, centroBelo HorizontePalestrante: Helena Guimarães CamposInscrições/informações: 0800 31 44 40Investimento: 1 kg de alimento não-perecível.
10. Acontecerá dia 24 de março, no auditório da Cemig; palestra com Laurentino Rodrigues as 19;30. Av. Barbacena, 1200, Sto. Agostinho; Gratuita . Projeto Sempre um Papo. 32611501. Sobre o livro 1808.

11. COMEMORAÇÕES DOS 150 ANOS ESTRADA DE FERRO CENTRAL DO BRASIL – EFCB

A Diretoria da AENFER está concluindo a programação dos festejos dos 150 anos da Estrada de Ferro Central do Brasil - EFCB.
Alguns eventos já estão agendados. São eles:

Missa em Ação de Graças
LOCAL: Convento de Santo Antônio;
DIA: 24/03/08 – Segunda-feira – às 11:00h.

LANÇAMENTO OFICIAL DO CARIMBO E DA LOGOMARCA
LOCAL: Clube de Engenharia – Av. Rio Branco 124 – 22º andar – Centro – RJ.
DIA: 25/03/08 – Terça-feira – às 17:30h.
Premiação do símbolo vencedor do concurso realizado em janeiro deste ano, criado pelo ferroviário da RFFSA e desenhista gráfico João Luiz Dias.

Palestra: Estrada de Ferro Central do Brasil – 150 Anos de História, E QUAL O FUTURO DOS TRILHOS?
LOCAL: Clube de Engenharia – Av. Rio Branco 124 – 22º andar – Centro – RJ.
DIA: 25/03/08 – Terça-feira – às 18:00h.
A História da EFCB – Engº Américo Maia de Vasconcellos Neto.
O Futuro dos Trilhos – Governos Federal e Estadual.

Almoço (por adesão R$24,00).
LOCAL: Clube de Engenharia – Av. Rio Branco 124 – 24º andar – Centro – RJ.
DIA: 27/03/08 – Quinta-feira – 12:00h
Lançamento do Livro – “A Estrada que Trilhei” – Autor Engº Aury Sampaio.

Solenidade na Gare da Estação D. Pedro II ( E.F.Central do Brasil)
LOCAL: Pça Cristiano Ottoni
DIA: 28/03/08 – Sexta-feira – 10:30h


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