Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

16.4.08

Número 135




EDITORIAL

Atendendo ao pedido feito na semana passada, nosso ex-aluno e atual professor da rede estadual de ensino, ex-diretor escolar, Lucas Henrique Franco Silva nos enviou a matéria a seguir. Que ela seja o ponto de partida para novas contribuições.

Olá Ricardo e obrigado pela oportunidade de participar de uma discussão tão importante e indissociável da vida de todos.

Li todos os artigos do último boletim e sempre tenho me interessado em ler outros materiais referentes à temática violência nas escolas.

Não quero aqui sofisticar meu comentário com “intectualismos” ou “grandes teorias e proposições acadêmicas”. Aliás, pessoalmente, sou bastante cético quanto às “novidades baboseiracadêmicas” que sempre tomam conta dos meios universitários e das políticas públicas das diversas esferas governamentais brasileiras.

Para começar, meu papo é com os professores:

1- Não adianta esconder que a violência não está nas escolas. Ela está e com muita intensidade.
2- Não adianta atribuir a culpa de tal violência apenas aos alunos, embora, por muitas vezes, alguns casos discentes são tão absurdos que a nossa racionalidade docente não consegue mensurar o porquê de tais atitudes.
3- Não adianta atribuir ao Estado a plena responsabilidade pela sociedade administrada por suas instituições. Como diz minha vovozinha querida: “O micróbio da maldade está entranhado no povo”. Logo, administrar um “microbão” desse não é nada fácil! E, para piorar: esse microbão está, especialmente, dentro das mentes e corações de nossos “administradores públicos”.
4- Não adianta desistir de educar e ficar na escola porque o salário é baixo. Isso é, desculpem a minha opinião, antiético e representa uma profunda baixa-estima. Antiético: porque ninguém obrigou o profissional do ensino a ter feito um curso de licenciatura, nem a fazer parte de um concurso ou designação pública, nem a estar numa escola de uma rede de ensino que paga mal, nem a ministrar aulas para alunos, em geral, desinteressados por quase tudo o que acontece na escola. Baixa estima: porque o cotidiano para estes profissionais se tornou tão penoso, com conhecimentos engessados, desatualizados, dentre outros, o que tem desencorajado a muitos se lançarem em novos vôos e projetos de vida fora da educação. Lembro ainda que outro motivo desse “desencorajamento”, que tem gerado tanta baixa-estima, é o medo e a falta de recursos materiais para sustentar-lhe durante o processo de busca e readaptação ao novo projeto de vida, o qual costuma, por vezes, ser bastante arriscado.
5- Não adianta, diante das razões do item 4, o profissional encarar a realidade da violência na escola com tamanha desestabilidade emocional. Essa desestabilidade quando fica notória, devido a fatos tão desagradáveis como o ocorrido com a nossa colega (a qual não se identificou no último boletim), significa, na verdade, o ápice de um problema e não o único fator desencadeador (vide item 4).

Quero dizer aos meus pares que sou professor da rede estadual de ensino e ainda estou em estágio probatório. Recebo pouco e até bem menos que outros com alguns benefícios adquiridos com o tempo de serviço. Minha escola é de periferia e repleta de fatos de violência tanto entre seres humanos como do ser humano diante do patrimônio.

Às vezes sinto uma grande vontade de chutar tudo e, sinceramente, nos últimos tempos, essa vontade tem sido mais constante.

Tenho tentado concursos sem tempo de estudar, porque falta tempo mesmo e grana para investir numa preparação mais adequada.

Porém, enquanto estiver naquele turbilhão de problemas da escola, vou enfrentar, como tenho feito, qualquer sinal, pelo menos dentro de sala de aula, que represente violência nas diversas categorias.

SUGESTÃO:

Tenho adotado um modo de trabalho que costumo brincar chamando-o de “Sistema ROD de ensino”. ROD significa Respeito, Ordem e Disciplina. Depois da implementação deste método pessoal, no início deste ano, tenho conseguido trabalhar com 90% de qualidade durante meu tempo de 50 minutos por aula. O rendimento dos alunos, em geral, está em cerca de 70% de aproveitamento, por méritos próprios. Minha relação com os alunos é bastante agradável e sou bastante respeitado pela firmeza com que implemento minhas atividades. Isso é, contudo, assunto para outro momento.

Quero dizer apenas que se quisermos ao menos tentar uma atuação mais firme, podemos alcançar resultados positivos de melhora de comportamentos, diminuindo atos de violência, pelo menos, dentro de sala de aula.

Não quero nem saber o que os amigos pensarão de mim. Eu sou assim mesmo, direto na minha fala. Peço a Deus todos os dias para me ajudar a trabalhar com lucidez, tomando as medidas corretas. Peço ainda pelos alunos, porque os respeito e quero bem!

No mais, é claro que quero ganhar mais, vivo num mundo capitalista e desejo ter conforto para proporcionar à minha família condições melhores de vida. Apesar de amar ser professor, quero um dia trabalhar em escola por “hobbie” e não para sustentar a casa. E quero, com todo respeito às outras profissões menos qualificadas quanto à exigência de níveis de estudo mais avançados, não receber um salário mais baixo que um simples servente de pedreiro, o qual tem a sua dignidade e merece também mais valorização.

Desculpem-me pelo texto, que apesar de longo, escrevi muito rápido porque estou num computador emprestado por pouco tempo.

Professor de História (SEE/MG) e ex. diretor de Escola. Auxiliar de Biblioteca (PBH).



FALAM AMIGOS E AMIGAS

1. Olá Professor!
Gostei muito do Boletim Mineiro de História. Serei leitora assídua!
Elizabete Lara Condé

2. Silvana Felix envia:
PT e PSDB de mãos dadas
por Frei Betto

Nunca vi cabeça de bacalhau, mendigo careca, santo de óculos, ex-corrupto, nem filho de prostituta chamado Júnior. Nunca imaginei que, fora dos grotões, onde o compadrio prevalece sobre princípios ideológicos, veria uma aliança entre PT e PSDB. Mas o impossível acontece em Belo Horizonte, com ampla aprovação das bases petistas.
Mudei eu ou mudou o Natal? Sim, sei que Minas, onde nasci, é terra estranha, o inusitado campeia à solta: mula-sem-cabeça, lobisomem, chupa-cabra, discos voadores... Criança, vi na Praça Sete, na capital mineira, uma enorme baleia exposta à visitação pública na carroceria de uma jamanta. A Moby Dicky embalsamada exalava um forte mau cheiro que obrigou as esculturas indígenas do Edifício Acaiaca a tapar o nariz.
O que foi feito da grita do PT belo-horizontino sob oito anos de governo FHC? Em que bases programáticas a aliança se estabeleceu? Quem cedeu a quem? Quem traiu seus princípios políticos e históricos?
Lembro dos anos 50/60, quando o conservador PSD, de JK, fez aliança com o progressista PTB, de Jango. O primeiro neutralizou o segundo. E o sindicalismo, até então combativo, ingressou na era do peleguismo. No cenário internacional, o Partido Trabalhista inglês aceitou aliar-se ao Partido Republicano dos EUA. Nunca mais o inglês foi o mesmo, a ponto de apoiar a invasão do Iraque.
Só uma razão é capaz de explicar essa aproximação de pólos opostos: a lógica do poder pelo poder. Quando um partido decide que sua prioridade é assegurar a seus quadros funções de poder, e não mais representar os anseios dos pobres e promover mudanças num país de estruturas arcaicas como o Brasil, é sinal de que se deixou vencer pelas forças conservadoras.
E não me surpreende que nisso conte com amplo apoio das bases, sobretudo quando se observa que a antiga militância, impregnada de utopia, cede lugar a filiados obcecados por cargos públicos.
Tenho visto, em cinco décadas de militância, como a síndrome de Jó ameaça certos políticos de esquerda. Enquanto estão fora do poder e são oposição, nutrem-se de uma coerência capaz de fazer corar são Francisco de Assis.
Alçados ao poder, inicia-se o lento processo de metamorfose ambulante:
princípios cedem lugar a interesses; companheiros a aliados; lutas por ideais a vitórias eleitorais.
Jó, submetido às mais duras provas, perdeu tudo, exceto a fé, suas convicções. Tais políticos, diante de um fracasso eleitoral ou perda de função pública, esquecem os princípios e valores em que acreditaram, defenderam, discursaram, escreveram e assinaram, para salvar a própria pele. Horroriza-os a perspectiva de voltarem a ser cidadãos comuns, desprovidos de mordomias e olhares bajuladores. Ainda vão à periferia, desde que como autoridades, jamais como militantes.
Talvez eu tenha ficado antigo, dinossáurico, incapaz de entender como um partido que sempre se aliou ao PFL, agora DEM, pode, de repente, sentir-se à vontade de mãos dadas com o PT. Não que tenha preconceito a peessedebistas. Sou amigo de muitos, incluído o governador José Serra. Mas quem viver verá: se o candidato da aliança PT-PSDB for eleito prefeito de Belo Horizonte, o palanque de Minas, nas eleições presidenciais de 2010, vai ser aquela saia-justa.
Minas é uma terra de mistérios: tem ouro preto, dores de indaiá, mar de Espanha, juiz de fora, rio acima e lagoa santa. E fora de Minas tenho visto coisas que já nem me espantam: Sarney e Delfim Netto apóiam Lula; o governo do PT aprova os transgênicos e a transposição do rio São Francisco; o Planalto petista revela gastos da gestão FHC e esconde os seus...
Os tempos e os costumes mudam, já diziam os latinos; as pessoas e os partidos também. Eu é que deveria ficar mudo, já que teimo em acreditar que fora da ética e dos pobres a política não tem salvação. Deve ser culpa de minha dificuldade de entender por que às vésperas de eleições todos debatem nomes de candidatos. E não propostas, programas e prioridades de governo.
Frei Betto é escritor, autor de "A mosca azul – reflexão sobre o poder" (Rocco), entre outros livros


COLABORADORES


Livro, cerveja e xérox

Jaime Pinsky
Historiador, professor titular da Unicamp e editor
www.jaimepinsky.com.br
publicado originalmente no Correio Braziliense de 13.04.2008.

Esta é verdadeira.
Um amigo paulista avisou o psiquiatra que não poderia comparecer à sessão seguinte, uma vez que tinha uma importante reunião de negócios no Rio de Janeiro. O psiquiatra retorquiu: “Não pode não, não quer.” O paciente insistiu dizendo que a reunião era muito importante mesmo, “imperdível”. “Nada que um homem livre faz depende dos outros. É sempre uma questão de escolha. Não me cabe entrar no mérito da questão, mas você há de estar de acordo comigo que escolheu ir à reunião e não vir à sessão.”
Sem pagar nada, só ouvindo a história, me lembrei de alunos meus de uma grande universidade paulista. Quase todos tinham carro, os jeans deles eram de grife (os meus não eram), o chope com o sanduichinho faziam parte de seu ritual de final de noite, mas dinheiro para comprar livros eles não tinham... Questão de escolha, de prioridade. Como quase tudo que fazemos na vida.
Agora um grupo de pesquisa de uma universidade pública resolveu o problema do custo do livro (não do carro, nem do chope). Concluiu que os editores deveriam continuar publicando livros acadêmicos, mas para evitar impactos econômicos sobre os alunos deveriam parar de cobrar por eles. O argumento é simples: como muitos autores se originam de universidades públicas, nada mais justo do que tornar gratuito o conteúdo. Seria uma forma de a sociedade recuperar o investimento feito.
Estou convencido. E hoje mesmo vou tentar convencer os dois médicos com que me consulto de que suas consultas deveriam ser gratuitas. Os dois formaram-se com dinheiro público (um fez a USP e outro a Unifesp). Mais grave ainda, ambos são professores dessas universidades e teriam que devolver à sociedade aquilo que receberam de graça. Talvez eu possa também convencer o engenheiro (formado na Poli, USP) de que a reforma que ele fez por aqui não deveria ser cobrada. Nem a mão de obra, nem o material, pois lembraria aos ilustres membros do tal grupo de pesquisa que para a realização de um livro não entram apenas as idéias.
Pensando bem, não falarei com eles. Farei melhor. Lembrarei o que é editar.
Uma tese é um produto acadêmico. Parece-me legítimo que esteja disponível para toda a sociedade. Ela pode ser publicada na mídia papel. Nesse caso teremos uma tese publicada na mídia papel impresso, mas não necessariamente um livro. Livro é fruto do encontro entre pelo menos dois saberes. O do autor, especialista no assunto e o do editor, que deve conhecer as necessidades da sociedade e, no caso de uma sociedade capitalista como a nossa, do mercado. É por esta razão que nem sempre uma boa tese dá um bom livro. Tese se faz para uma banca, em primeiro lugar e quando é boa, para especialistas. Um livro deve alcançar uma faixa mais ampla de público, alguns milhares pelo menos, de modo a tornar viável a publicação. (Não estamos falando de obras financiadas pelo próprio autor). Nada impede que uma boa tese possa ser, na sua forma original, disponibilizada digitalmente no site da universidade em que foi defendida, e, uma vez adequada, vendida como livro por uma editora.
Neste caso houve um esforço extra por parte do autor e um investimento em saber e dinheiro por parte do editor. O original foi cuidadosamente analisado, sugestões de alteração foram feitas, o autor empregou mais alguns meses na reformulação da obra, revisores entraram em ação, até que se chegasse ao produto final. Claro que também aí se trata de um produto social, mas de caráter bastante distinto da dissertação ou da tese. Uma editora, não importa se mantida com dinheiro público ou fruto de investimento privado, se empenhou e investiu para a saída do livro, um autor foi muito além do trabalho que deve à academia. Todos os envolvidos no processo merecem ser remunerados e, se não o forem, ficam desestimulados para a produção e circulação deste tipo de saber.
Aqui não adianta ser populista com o trabalho e o dinheiro dos outros. Preservar o direito do autor e do editor é uma obrigação de uma sociedade que acha que livro é de fato importante e a circulação do saber deva ser estimulada.
É sabido que há alunos que lutam com imensa dificuldade. Mas desestimular autores e editores não resolverá o seu problema. Para isso é que deveriam servir as bibliotecas, com acervos atualizados, a compra coletiva e até a digital, por capítulos, quando for o caso.
Agora, colocar tudo na internet, grátis e à disposição de todos só resultaria no uso mais indiscriminado ainda do (no caso) famigerado Ctrl C seguido do Ctrl V. E sei que me entendem.



FALANDO DE HISTORIA

O assassinato de Rosa Luxemburgo
David Arrabalí

Na noite de 15 de janeiro de 1919, em Berlim, foi detida Rosa Luxemburgo: uma mulher indefesa de cabelos grisalhos, enrugada e exausta. Uma mulher velha, que aparentava muito mais que os 48 anos que tinha.
Um dos soldados que a rodeavam, obrigou-a a seguir aos empurrões, e a multidão burlona e cheia de ódio que se amontoava no vestíbulo do Hotel Eden a saudou com insultos. Ela ergueu sua face diante da multidão e olhou os soldados e os hóspedes do hotel que se mofavam dela com seus olhos negros e orgulhosos. E aqueles homens em seus uniformes desiguais, soldados da nova unidade das tropas de assalto, se sentiram ofendidos pela olhada desdenhosa e quase compassiva de Rosa Luxemburgo, “a rosa vermelha”, “a judia”.
Insultaram-na: “Rosinha, aí vem a velha puta”. Eles odiavam tudo o que esta mulher representou na Alemanha durante duas décadas: a firme crença na idéia do socialismo, o feminismo, o antimilitarismo e a oposição à guerra, que eles haviam perdido em novembro de 1918. Dias antes os soldados haviam esmagado o levante dos trabalhadores em Berlim. Agora eles eram os amos. E Rosa os havia desafiado em seu último artigo:
«A ordem reina em Berlim! Ah! Estúpidos e insensatos verdugos! Não vos dais conta de que vossa ordem está levantada sobre a arena. A revolução se erguerá amanhã com sua vitória e o terror assomará nos vossos rostos ao ouvir anunciar com todas suas trombetas: Eu fui, eu sou, eu serei!».
Empurraram-na e golpearam. Rosa se levantou. Nesse então, quase haviam alcançado a porta traseira do hotel. Fora, esperava um carro cheio de soldados, os quais, segundo haviam-lhe comunicado, conduziriam-na à prisão. Mas um dos soldados foi para cima dela levantando sua arma e golpeou-lhe a cabeça com a culatra. Ela caiu no chão. O soldado lhe desferiu um segundo golpe na têmpora.
O homem chamava-se Runge. O rosto de Rosa Luxemburgo jorrava sangue. Runge obedecia ordens quando golpeou Rosa Luxemburgo. Pouco antes ele havia derrubado Karl Liebknecht com a culatra do seu fuzil. Também a ele haviam-no arrastado pelo vestíbulo do Hotel Eden.
Os soldados levantaram o corpo de Rosa. O sangue brotava da sua boca e do seu nariz. Levaram-na ao veículo. Sentaram Rosa entre dois soldados no assento de trás. Fazia pouco que o carro havia arrancado quando lhe dispararam um tiro a queima roupa. Se pode escutar no hotel.
Na noite de 15 de janeiro de 1919 os homens do corpo de assalto assassinaram Rosa Luxemburgo. Lançaram seu cadáver de uma ponte para o canal. No dia seguinte toda Berlim sabia já que a mulher que nos últimos vinte anos desafiara todos os poderosos e que cativara os assistentes de inumeráveis assembléias, estava morta. Enquanto se buscava o seu cadáver, um Bertold Brecht de 21 anos escrevia:

A Rosa vermelha agora também desapareceu.
Onde se encontra é desconhecido.
Porque ela aos pobres a verdade há dito
Os ricos do mundo a extinguiram.

Poucos meses depois, em 31 de maio de 1919, encontrou-se o corpo de uma mulher junto a uma eclusa do canal. Podia-se reconhecer as luvas de Rosa Luxemburgo, parte de seu vestuário, um brinco de ouro. Mas a cara era irreconhecível, já que o corpo fazia tempo que estava podre. Foi identificada e se a enterrou em 13 de junho.
No ano de 1962, 43 anos depois de sua morte, o Governo Federal alemão declarou que seu assassinato fora uma “execução de acordo com a lei marcial”. Faz só nove anos que uma investigação oficial concluiu que as tropas de assalto, que haviam recebido ordens e dinheiro dos governantes social-democratas, foram os autores materiais de sua morte e da de Karl Liebknecht.

Aniversário do assassinato da lutadora social alemã Rosa Luxemburgo
Milhares de pessoas participaram da marcha em homenagem a Rosa Luxemburgo, a «Rosa Vermelha», em Berlim
O mês de janeiro sói ser uma das datas mais esperançosas para todos aqueles alemães que ainda crêem numa alternativa de esquerda ao atual sistema neoliberal. Até o próximo 15 de janeiro se celebrará a já tradicional conferência internacional «Rosa Luxemburg» que finalizará com a manifestação que nesse dia recorrerá, em honra de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, as ruas de Berlim a caminho do «cemitério dos socialistas».
Esta manifestação à qual no ano passado assistiram cem mil pessoas, junto com a Conferência organizada pelo diário esquerdista Junge Welt, celebra-se a cada ano, por motivo do assassinato, em 15 de janeiro de 1919, da lutadora social alemã, de origem polaca, Rosa Luxemburgo, figura central do socialismo internacional revolucionário e fundadora do Partido Comunista Alemão (KPD), partido político ilegalizado pelo governo alemão e proibido na atualidade nesse país.
Rosa Luxemburgo foi assassinada pelas tropas de assalto a serviço da socialdemocracia. Junto com ela morreu seu camarada Karl Liebknecht. Nasceu em 5 de março de 1871. Muita gente segue a tradição da Alemanha oriental de assistir à manifestação para recordá-la, seu respeito demonstram-no depositando cravos vermelhos no monumento dedicado a «Rosa Vermelha» e aos socialistas e comunistas que trabalharam por um mundo melhor.
A atualidade do pensamento de Rosa Luxemburgo
“Que extraordinário é o tempo que vivemos”, escrevia Rosa Luxemburgo em 1906. “Extraordinário tempo que propõe problemas enormes e espolia o pensamento, que suscita a crítica, a ironia e a profundidade, que estimula as paixões e, antes de tudo, um tempo frutífero, prenhado”.
Rosa Luxemburgo viveu e morreu num tempo de transição, como o nosso, no qual um mundo velho se afundava e outro surgia dos escombros da guerra. Seus companheiros tentaram construir o socialismo, seus assassinos e inimigos ajudaram Adolf Hitler a subir ao poder.
Hoje, quando o capitalismo demonstra uma vez mais que a guerra não é um acidente, senão que uma parte irrenunciável de sua estratégia. Quando os partidos e organizações “tradicionais” se vêem na obrigação de questionar suas formas de atuar ante o abandono das massas. Quando a esquerda transformadora advoga exclusivamente pelo parlamentarismo como via para a mudança social. Quando nos encontramos ante uma enorme crise do modelo de democracia representativa e os argumentos políticos se reduzem ao “voto útil”.
Hoje, dizemos, Rosa Luxemburgo se converte em referência indispensável nos grandes debates da esquerda. Não é senão sua voz a que se escuta sob o lema, aparentemente novedoso: “Outro mundo é possível”. Ela o formulou com um pouco mais de urgência: “Socialismo ou barbárie”.
Seu pensamento, seu compromisso e sua desbordante humanidade nos servem de referência em nosso luta para que este novo século não seja também o da barbárie.
David Arrabalí é membro do Conselho de Redação da revista Mundo Obrero e mestre em Materialismo Histórico e Teoría Crítica pela Universidade Complutense de Madrid (UCM).
Artigo publicado no site da Fundação Lauro Campos.


FALANDO DE EDUCAÇÃO

1. Já que a dengue está ai, e pra valer, que tal orientar seus alunos e ensinar-lhes uma armadilha para o mosquito?
Aberta a temporada de caça ao mosquito 11/04/2008

O falecido economista e apóstolo do ideário neoliberal, Roberto Campos (1917-2001), conhecido por suas tiradas sempre afiadas, costumava dizer que no Brasil a estupidez tinha um passado glorioso e um futuro promissor ou que a diferença entre a genialidade e a estupidez é que a genialidade tem limites. Tenho me perguntado recentemente qual o significado do acesso ao ensino superior num tempo em que se proliferam os cursos de formação de professores (as licenciaturas, os cursos superiores de tecnólogos em dois anos, as formações a distancia) tanto quanto os discursos salvacionistas daqueles que pretensamente falam em nome da ética e do papel da Universidade pública. O que significa hoje estar na universidade ? Ou, o que é fazer universidade? Qual o significado da produção coletiva de conhecimento quando as estratégias individuais de mobilidade falam mais alto ? Ou ainda, o que pode representar para a Universidade pública a quebra do regime meritocrático e o fim das representações sem legitimidade ?
Recentemente, fui instada a dizer o que me levava a querer ser professora em uma universidade pública. Na condição de estar há dez anos no magistério superior e ter passado por outras duas grandes universidades públicas (UNEB e UEFS) penso que poderia responder da seguinte maneira: ser professor é assumir o desafio de ir contra a corrente de mediocridade que insiste em despolitizar as instituições escolares e o currículo, ou mesmo, ir contra aqueles que insistem em utilizar o currículo como instrumento discursivo de opressão em nome da ética, da política e de um fazer docente comprometido com uma entidade que paira sobre nossas cabeças conhecida como mercado de trabalho.
O crítico cultural e ensaísta, também já falecido, Paulo Francis (1930-1997), tinha a seguinte tirada a respeito da importância da formação acadêmica para sua vida:
Meu conhecimento científico é quase nenhum. Mas li, claro, a Lógica da Pesquisa Científica, de Karl Popper, quando entendi o que esses cabras querem. Para quem quer um começo apenas, recomendo o prefácio do Novum Organum, de Francis Bacon, que quer dizer, o título, novo instrumento, e Bacon explica o método científico e o que objetiva a ciência. E para complementá-lo leia o prefácio dos Os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, de Isaac Newton, e o prefácio de Bertrand Russell e Alfred North Whitehead de seus Princípios da Matemática. Também vale a pena ler a História da Filosofia Ocidental, de Bertrand Russell, e o capítulo sobre Positivismo Lógico, que é a filosofia calcada no conhecimento científico. Em resumo, tudo que pode ser provado lógica e matematicamente, é filosofia.O resto não é. Acho isso perfeitamente aceitável. Dispenso o resto.

As palavras acima, ditas pelo polêmico jornalista, autodidata (nunca fez mestrado ou doutorado, fato do qual gabava-se, não sei se desprezando o papel das Universidades), leitor dos clássicos da literatura universal (Ésquilo, Sófocles, Diderot, Sheakspeare, Voltaire, Montaigne, Valéry, entre outros) podem servir para nos ajudar a refletir sobre o papel das universidades, mais especificamente, da Faculdade de Educação na formação de indivíduos-leitores enquanto pessoas capazes de colher – ato de colheita – sentidos diversos para a difícil realidade que nos cerca.

A propósito de estabelecer uma interlocução com a provocação do nosso saudoso professor e ex-reitor da Universidade Federal da Bahia, Felipe Serpa, gostaria de trazer à tona algumas reflexões acerca do lugar do Sujeito possibilitado pelos atuais “desenhos curriculares” dos cursos de formação, normalmente aligeirados, quase sempre pautados pela lógica da demanda e oferta. Concordo com Serpa quando dizia que “os currículos escolares sempre deixaram pouco espaço para o licenciando vivenciar as múltiplas atividades disciplinares ou de outra natureza, oferecidas pela universidade ou em movimentos sociais na dinâmica da sociedade; E que a arte de ser professor exige que cada licenciando, obedecido um núcleo geral de atividades centradas na práxis, tenha oportunidade de expressar a sua singularidade, propondo jogadas próprias.” Mais ainda, acredito que os currículos escolares, enquanto expressão dessas múltiplas singularidades e dos sujeitos que o habitam, precisa se traduzir na possibilidade de ser um campo de produção de indivíduos, homens e mulheres, autônomos, instituíntes de novas práticas sociais, construtores de uma nova engenharia de laços de solidariedade e responsabilidade ética; leitores, com autonomia suficiente pra extrapolar a precária condição de habitante dos textos didáticos, isto é, ao menos quando conseguem fazê-lo.

Não é surpresa nenhuma para quem está nas salas de aula das Universidades, que nossos alunos (Fiat lux !!!) chegam à Faculdade sem capacidade de abstração, com condições precárias de leitura e desenvolvimento de raciocínio, com um repertório de leitura extra-curricular ( isto é, aqueles títulos que não fazem parte do repertório oficial para informação na área específica de graduação) que pouco se amplia até o final dos cursos, ou seja, o perfil dos nossos futuros professores compromete-se com a lei do menor esforço.

Afinal, Por que ler os clássicos ? perguntaria Ítalo Calvino ! Diante de uma tal condição, o título deste texto coloca-se agora como um desafio a todos aqueles envolvidos no processo de formação de nossos licenciandos: pra que servem as licenciaturas? Pra que estar na Universidade? Se, conforme a lição de Paulo Francis (a exemplo de muitos outros) é possível aceder à condição de leitor, formador de opinião, escritor, intelectual, dramaturgo, sem ‘alisar’ os bancos oficiais? Qual o lugar do Sujeito nesses currículos das universidades públicas e privadas ? Como produzir com – e não, contra - esses indivíduos, homens, mulheres, jovens, adultos, negros, brancos, heterossexuais, homossexuais, espaços de interlocução, de promoção das habilidades de leitura do mundo, de atualização de currículos vivos, moventes, seminais, porquanto fundados em múltiplas lógicas, múltiplas epistemes, múltiplas vozes, cores, desejos e diferentes estratégias identitárias?

Penso que é preciso primeiro, saber ler as regras do jogo, pra que possamos –TODOS – sermos também jogadores do jogo jogado. Senão, de que outro modo se instituir nesse mundo de linguagens?
Jamile Borges é professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia; foi também dos quadros da universidade do Estado da Bahia (UNEB) e da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). e-mail: jambo@ufba.br


BRASIL

1. Alvaro Dias: o pai do "dossiê".
Por Luciano Martins Costa em 3/4/2008 (do site da NovaE)
Se a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, vinha sendo apontada como a mãe do suposto dossiê com informações sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a identidade do pai acaba de ser revelada. Trata-se do senador Álvaro Dias, do PSDB do Paraná.
Dito assim, o caso pode dificultar o entendimento do leitor mais distraído. No entanto, essa é a verdade, segundo os jornais de quinta-feira (3/4).
O senador Álvaro Dias admitiu que conhecia o teor dos papéis que a oposição e a imprensa afirmam ser parte de um dossiê montado pelo governo para se defender das acusações de mau uso de cartões corporativos. Mas não quer contar de quem os recebeu.
A revelação de que um senador da oposição pode ter sido o responsável pelo vazamento de informações sigilosas sobre gastos do ex-presidente transformou a sessão de quarta-feira (2) da CPI dos Cartões Corporativos num verdadeiro pandemônio. A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano, já fala até em encerrar os trabalhos prematuramente, o que agradaria ambos os lados.
Só deixaria de agradar os eleitores, que ficariam sem saber se governo e oposição estão escondendo suas mazelas comuns ou se, como na comédia de Shakespeare, tudo não passou de muito barulho por nada.
Um dilema
O fato é que a revelação de que o senador Álvaro Dias teve os papéis em mãos ainda antes de serem publicados pela revista Veja o coloca em primeiro lugar na fila de suspeitos de haver dado trânsito público a informações sigilosas. Os jornais de quinta-feira não fazem referência ao fato, mas há cerca de duas semanas ele foi acusado de tentar esvaziar a CPI.
A revelação de que ele conhecia os dados que foram publicados pela revista Veja como sendo um dossiê do governo pode explicar seu interesse em extinguir a CPI antes da hora. No entanto, a notícia levanta novas dúvidas, que os jornais de quinta-feira não respondem.
Uma delas: já que foram revelados os nomes do pai e da mãe da papelada, a imprensa poderia levar o jogo um pouco mais adiante e revelar também o nome do padrinho. Porque não deve passar pela cabeça de um jornalista que o senador Álvaro Dias repassaria um calhamaço de papéis que poderiam causar algum desconforto ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sem antes consultar o principal interessado. Ou, pelo menos, sem informar o líder do partido no Senado.
Fica, então, a imprensa no seguinte dilema: ou o senador paranaense é leviano e futriqueiro, ou outras figuras importantes da política sabiam da história toda.
O papel da imprensa
Qualquer que seja a alternativa escolhida pelo leitor para interpretar os novos fatos, esta é uma boa oportunidade para uma discussão sobre o papel da imprensa.
Se, de fato, os papéis que o senador Álvaro Dias teve em mãos compunham um dossiê montado por gente do governo para chantagear a oposição, qual deveria ser o procedimento adequado para a imprensa? Divulgar o conteúdo, ainda que parcialmente, para satisfazer a curiosidade geral, ou investigar suas origens, sua integridade, e apresentar ao público um quadro mais completo? Afinal, não se pode perder de vista que o interesse geral é conhecer como as autoridades gastam o dinheiro público.
Se o tal dossiê não passa de uma coleção aleatória de dados, juntados para fazer barulho em proveito deste ou daquele partido, quem acaba chamuscado é o próprio jornalismo. O leitor foi levado, nos últimos dias, a discutir um assunto importante como o controle das despesas do governo com base em informações que, conforme se sabe agora, não têm muita consistência.
Como a tendência, no jogo político, é que os impasses sejam resolvidos com a velha e tradicional pizza, o que se tem é que a imprensa, mais uma vez, criou um fato, alimentou a fogueira das vaidades e prepara a retirada de cena sem maiores explicações.
Os políticos dizem e desdizem com a mesma cara diante das câmeras. A imprensa não pode fazer isso. Afinal, credibilidade é o seu principal patrimônio.

2. Senado aprova novo fuso horário para Região Norte
Organizações Globo radicalizam ofensiva contra medida prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e investe pesado para igualar o fuso do Pará ao de Brasília e o do Acre e de parte do Amazonas ao do restante da Região Norte (www.brasildefato.com.br)



NUESTRA AMERICA

1. CIA mantinha escritório dentro do Palácio Presidencial da Bolívia
Segundo Evo Morales, ex-general da polícia fornecia informes regulares para a agência estadunidense; escritório teria sido eliminado no começo da gestão do MAS
Igor Ojeda,Correspondente do Brasil de Fato em La Paz (Bolívia)
O presidente boliviano, Evo Morales, afirmou que seu governo, no começo da gestão, em 2006, eliminou um escritório que a CIA (agência de inteligência dos EUA) mantinha dentro do Palacio Quemado, como é conhecido o edifício da presidência, em La Paz. "Depois de dois ou três meses, nos demos conta de que no Palácio havia um escritório da CIA. Um ex-general da polícia dava informes [à agência estadunidense] sob o pretexto de luta contra o terrorismo", denunciou, na quinta-feira (10), durante discurso de entrega de terras para comunidades afetadas pelas inundações. Clique aqui para ler a íntegra

2. Colômbia
Assassinato de Jorge Eliécer Gaitán em 9 de abril de 1948 marca o início da convulsão no país; Farc e outros grupos surgem nesse período.
(www.brasildefato.com.br)


INTERNACIONAL

O CUSTO DA GUERRA
1. Nas bancas de Minas, o fascículo 4 de A Ditadura Militar no Brasil.
Traz o período de governo do general Castelo Branco.

2. Nas bancas o número 7 da revista Leituras da História. Entrevista com o historiador norte-americano Frank McCann. Artigos: Escravidão na
Antiguidade – A viagem do símbolo – Faces da morte – Ramsés II – Heroísmo a cavalo (artigo do prof. Marcos Antônio Lopes, nosso colaborador).

3. Nas bancas o número 31 da Revista de História da Biblioteca Nacional. Entrevista com Marcos Sá Corrêa. Artigos principais: Guararapes e o fim da invasão holandesa – Delmiro Gouveia, o coronel dos coronéis – Mania de Inconfidência - Como ensinar a historia por meio de canções – os cem anos de resistência da ABI – a primeira colônia japonesa no Brasil.

4. Nas bancas o numero 61 da revista Fórum.
Em entrevista exclusiva, Paulo Henrique Amorim, afirma que a BrOi e Daniel Dantas o demitiram e denuncia: "Daniel Dantas comprou parte do PT". Fernando Lugo: o paraguai à esquerda. Há ainda reportagens sobre os movimentos sociais e a Veja, O genocídio silencioso na Colômbia, manobras dos Estados Unidos no Oriente médio e entrevista com Ferreira Gullar.


NOTICIAS

1. As inscrições para o VIII ENPEH foram prorrogadas até o dia 24 de abril. Solicitamos a todos os participantes evitar as inscrições no último dia,poupando uma possível instabilidade no sistema.

2. Seminário Internacional “1968 – 40 anos depois”
Data: terça-feira, 6 de maio de 2008
Hora: 12:00
Local: Salão Nobre do IFCS/UFRJ, de 6 a 9 de maio de 2008
Cidade: Rio de Janeiro
PROMOÇÃO: PPGHIS
APOIO: CNPq e Capes
ORGANIZAÇÃO: Maria Paula Nascimento Araújo e Carlos Fico
INSCRIÇÕES: Secretaria do PPGHIS, Lago de São Francisco, 1, 2º andar, entre 8h e 14h e 15h e 21h. Taxa de inscrição: R$ 15,00. Inscrições limitadas à lotação do Salão Nobre. Os inscritos receberão um certificado de participação.
8h – Retirada de material
10h – Abertura10h30min – Mesa-redonda “Memórias em Conflito”João Roberto Martins Filho (UFSC): “1968 no Brasil e no mundo”Horácio Tarcus (Centro de Documentación e Investigación de la cultura de Izquierda (CEDINCI)): “Ecos del mayo francés en la Argentina. De las lecturas de la Nueva Izquierda al Cordobazo”Maria Paula Araujo (UFRJ): “Disputas em torno da memória sobre 1968 e suas representações”.
14h – Apresentação de trabalhos de estudantes
18h – Mesa-redonda “Movimento estudantil”Angélica Muller (Projeto Memória do Movimento Estudantil/Fundação Roberto Marinho/Museu da República): “O Congresso de Ibiúna”Simone Dubeux (PUC-RJ): “A Passeata dos Cem Mil na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1968”Victoria Langland (UC Davis): “O movimento estudantil no Brasil nos anos 1960”Jean Marc von der Weid: “Depoimento”
Quarta-feira, 7 de maio de 2008
10h – Mesa-redonda “Arte & Política”Marcelo Ridenti (UNICAMP): “A época 1968: cultura e política”Marcos Napolitano (USP): “A música brasileira na década de 60”Santuza Naves (PUC-RJ): “É proibido proibir’: contracultura e tropicália”
14h – Apresentação de trabalhos de estudantes
18h –Conferência: James Green (Brown University): “Apesar de você: resistência à ditadura militar brasileira nos EUA”
Quinta-feira, 8 de maio de 2008
10h – Mesa-redonda “Contagen e Osasco: movimento operário”José Ricardo Ramalho (UFRJ): “As greves de Contagem e Osasco”Marco Aurélio Santana (UFRJ): “Movimento sindical, ditadura e o 1968 operário”
14h – Apresentação de trabalhos de estudantes
18h – Mesa-redonda “CNBB e Igreja”


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