Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

27.8.08

Número 153



É necessário educar as pessoas e não apenas instruí-las. Fazer com que as pessoas sejam capazes de entender o mundo. É preciso educar a pessoa para que ela se torne um cidadão e não unicamente para o mercado de trabalho. Porque cada vez que se prepara alguém para o mercado de trabalho, você está bitolando o sujeito. Ele aprende uma coisa, depois um outro pedacinho etc., e não vê o mundo, o seu movimento. Isso não é progresso cultural. Aparece como se fosse, mas não é. É atraso.
(Milton Santos, no livro Entrevistas contemporâneas. São Paulo: Sesc, 2004, p.63).

Inicio o boletim de hoje com esta frase do grande geógrafo Milton Santos. Ela vem a propósito de duas matérias que coloco mais abaixo, que são comentários sobre uma reportagem que uma determinada revista semanal trouxe no dia 20. Tal “reportagem” deu seqüência aos ataques daquele pretenso jornalista Kamel, da Globo, e procura convencer o país de que os professores de Historia são todos comunistas, os livros didáticos são todos comunistas. E de quebra, ainda me coloca uma pérola ao afirmar que Paulo Freire e nada são a mesma coisa...

Mas é claro que tais ataques não são gratuitos...E ao ler os dois artigos, você terá condições de entender melhor o que está se passando...

No blog do Azenha: http://www.viomundo.com.br/
O jornalismo medieval de "Veja"

E quem nos livrará do jornalismo das trevas de Veja?
por Conceição Oliveira, no História em Projetos


Esta semana Veja reedita a cruzada iniciada por Kamel em setembro de 2007 contra os autores de livros didáticos de História. Desta vez, a revista símbolo dos neocons tupiniquins inclui em seus processos inquisitoriais travestidos de reportagens os professores de História e Geografia concluindo que são todos uns 'incompetentes', passadistas ultrapassados e maus-caráteres por 'incutir ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas nos alunos'.

Não há nada de novo na matéria de Veja que Kamel já não tenha feito e seus asseclas dado continuidade em matérias publicadas na Época, Estadão, Folha e afins em 2007.
Na reedição de Veja estão presentes as mesmas estratégias que buscam validar o antiesquerdismo doentio de seus editores neocons travestidas de 'verdades científicas'; 'jornalismo de isenção' e outras inverdades que a grande mídia neoconservadora deseja incutir na mente dos leitores.

Pergunto-me como os professores Romano, Villa e Schwartzman ainda se prestam a falar para Veja. Não está suficientemente claro para esses intelectuais que esta revista símbolo do anti-jornalismo buscará encaixar as opiniões acadêmicas (sempre retirando-as de seus contextos) para legitimar a caçada de Veja contra tudo o que se opõe ao seu projeto 'arremedo de liberalismo'?

Dentre tantas bobagens, repletas de juízos de valor, tão ideologizadas quanto a crítica que Veja pretende fazer a seus opositores, destaco um trecho no qual a revista acusa os professores brasileiros de idolatrarem figuras que, segundo ela, não trouxeram nenhuma contribuição significativa ao país e/ou humanidade: "Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores brasileiros ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado."

Como levar a sério uma revista que tem a pretensão de qualificar pejorativamente de 'arcano' um dos pensadores mais significativos do século XX , cujas contribuições para a filosofia da educação são reconhecidas entre seus pares no mundo todo?

Como levar a sério um periódico que obriga seus leitores a escolherem (sob pena de serem taxados de ultrapassados e equivocados) entre um educador e um físico teórico e que, excetuando o que a revista denomina de 'civilização ocidental', não reconhece humanidade no resto do planeta?

Como levar a sério uma revista que sequer se dá ao trabalho de conhecer a vasta produção de Paulo Freire e a reduz a 'um método de doutrinação esquerdista'?Freire afirma que a pedagogia do oprimido, como pedagogia humanista e libertadora, é feita de dois momentos distintos: o primeiro, 'em que os oprimidos vão desvelando o mundo da opressão e vão comprometendo-se na práxis, com a sua transformação; o segundo, em que, transformada a realidade opressora, esta pedagogia deixa de ser do oprimido e passa a ser a pedagogia dos homens em processo de permanente libertação'. E o pensador complementava que em qualquer um destes momentos, fosse nos trabalhos educativos como parte do processo de organização dos oprimidos ou na educação sistemática como projeto político educacional de uma sociedade revolucionária, 'será sempre a ação profunda, através da qual se enfrentará, culturalmente, a cultura da dominação". (FREIRE, 1968: 44)

Não podemos afirmar que uma revista tão desinformada e capaz de subverter tanto os fatos e valores é um representante genuíno da 'cultura de dominação' da qual falava Freire e diante da qual os educadores comprometidos com a transformação da realidade opressora deveriam se opor. Veja não pode ser associada à cultura de espécie alguma, nem mesmo à dominante, pois o que esta revista produz é lixo cultural.

Veja sequer tem um pensador conservador à altura capaz de debater com um pensamento de esquerda do naipe da produção de Paulo Freire. Esse arremedo de revista nem é original em suas acusações a Freire: repete as mesmas falas dos ditadores e censores do período militar dirigidas ao educador libertário, reproduz a mesma ladainha preconceituosa contra a pedagogia freiriana que recentemente alguns procuradores ultraconservadores do MP-gaúcho que desejavam criminalizar o MST produziram. Veja só se dá ao trabalho de papagaiar tudo que existe de mais retrógrado no país, incluindo aí o jornalismo kameliano.

Não há debate no mundo de Veja, não há conflitos de interesses e projetos políticos que se opõem. Em Veja existe o dicotômico e tedioso mundo do 'bem contra o mal', do 'liberalismo estereotipado versus o esquerdismo estereotipado', do Brasil 'ame ou deixe-o', dos 'cristãos versus os infiéis'.

O mundo de Veja é um binômio irreal, sem graça e sem importância no qual somos obrigados a escolher entre a filosofia da educação de Paulo Freire e teoria da relatividade de Albert Einstein. Não podemos buscar conhecer as diferentes contribuições destes dois importantes homens do século XX.

Talvez seja por isso que ao comemorar 40 anos, Pedagogia do Oprimido segue viva e original estimulando historiadores e educadores a refletirem sobre as contribuições e os limites da extensa e rica produção freiriana e Veja (que também faz quarenta anos) no máximo servirá aos historiadores interessados em pesquisar a capacidade de degradação de um veículo de comunicação: ao longo de quatro décadas quais diferenças existem entre a época áurea sob direção de Mino Carta e a era dos bobos da corte feito os Reinaldos e Mainardis, arremedos mal feitos dos neocons? Quem tiver paciência que faça a análise.

O que é patente aos leitores críticos que Paulo Freire ajudou a formar é que na atualidade Veja não faz jornalismo, ela arroga a si o direito de julgar produções, personalidades, projetos, políticas públicas e insiste em nos enfiar goela abaixo a sua visão pobre e restrita e deturpada do mundo.

Veja, tal qual os velhos senhores feudais encastelados que dominavam o governo, o poder de legislar e o poder de Justiça em suas possessões, sequer chegou ao século XIX onde ela julga estarem estagnados os professores que critica. A revista parou na Idade das Trevas seja qual for esse tempo-espaço (façam suas escolhas, qualquer um serve, desde que tenha sido uma era de truculência, intolerância e sectarismo bem ao estilo Veja - inquisição moderna, o terror, a ditadura, o fascismo, o nazismo, o macarthismo ou a era Bush de Guantânamo e Abugrai).

O que Veja ainda não descobriu é que os professores, proprietários de escolas e pais cada dia mais sabem distinguir o jornalismo medieval do estilo Veja do bom jornalismo produzido por profissionais menos subservientes e ignorantes. Veja precisa entender que quarenta anos de Pedagogia do Oprimido fizeram diferença positiva em nosso país, que grande parte da população pouco a pouco briga por sua cidadania, pelo direito de pensar, opinar, refletir e se recusa a permanecer na Idade das Trevas sob a batuta do tribunal arrogante de Veja. Pais e professores cada vez mais abrem mão, de bom grado, do jornalismo medieval produzido por Veja.

E no blog do Nassif a gente pode entender uma das razões do ataque da Veja ao ensino e aos livros didáticos: http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=8612

Jornalismo e negócios
Por Gilberto
Nassif, Sou Professor da Rede COC de Ensino, acabei de receber um email com o seguinte corpo. Não Sei se cabe aqui:
Caros alunos, pais, professores e parceiros.
Há duas semanas fomos contatados pela revista Veja (Editora Abril), através dos jornalistas C
amila Pereira e Marcos Todeschini, dizendo que iriam realizar uma nova matéria sobre a educação brasileira. Mesmo com todos os antecedentes, levamos até a Editora Abril - Veja o material didático por eles solicitado para análise.

Nessa nova matéria (Revista Veja - Edição 2074 - 20 de agosto de 2008), a Editora Abril por meio da revista, voltou, de forma leviana a expor trechos pontuais e descontextualizados do material didático do Sistema COC (Ensino Básico), com o claro intuito de tentar abalar o respeito que essa instituição adquiriu com muita dedicação e profissionalismo.

A respeito da matéria em questão, gostaríamos de fazer alguns questionamentos:
I – Como foi feita a análise do material didático entregue pelo Sistema COC (todas as séries do Ensino Básico), na tarde da terça-feira (12/08/2008) sendo que a revista tem seu fechamento na mesma semana, normalmente na quarta-feira?

II - Onde reside a ética da reportagem ao utilizar trechos pontuais do material didático de forma descontextualizada para posteriormente criticar, fazer juízo de valor e desmoralizar, de forma generalizada e pública os autores, os professores e a instituição?
III – Será que o interesse da Editora Abril, responsável pela revista semanal Veja, no mercado educacional brasileiro, por intermédio do Sistema Ser, pode estar norteando essa e outras reportagens polêmicas sobre a educação brasileira e os concorrentes daquele sistema?

Comentário
Na edição de 4 de agosto passado, a Vejinha São Paulo trouxe publicidade do Sistema Ser, da Abril. O slogan é: "O problema não vai mais ser levar seu filho à escola. Vai ser trazer ele de volta".
Do Maxpress

Educadores e visitantes poderão conhecer as vantagens do Sistema de Ensino SER
A Abril Educação apresenta para o mercado gaúcho, de 18 a 20 de julho na 9º Expoeducação, de Porto Alegre, o seu mais recente lançamento: o Sistema de Ensino SER. Criado para ser um diferencial na educação brasileira, o novo sistema utiliza-se do conhecimento de mais de 40 anos em educação da Editora Ática e da Editora Scipione. Voltada para educadores e mantenedores de escolas do Rio Grande do Sul, a 9º Expoeducação ocorre no Centro de Eventos da PUC-RS, paralelamente ao Congresso da Escola Particular Gaúcha.
Lançado depois de anos de estudos, o Sistema de Ensino SER possui alguns diferenciais. "Em primeiro lugar, temos ao nosso lado a credibilidade do Grupo Abril. Depois, o nosso material possui um visual moderno, é atualizado e conta com todos os produtos editoriais e digitais da Abril. Por fim, as apostilas são construídas, avaliadas e aprovadas pelos autores e editores já reconhecidos no cenário educacional brasileiro", afirma João Arinos, diretor geral da Abril Educação.
Assim como a Expoeducação, o Sistema de Ensino SER tem um público alvo bem definido: diretores, coordenadores e professores de escolas privadas. Portanto, a intenção desse encontro é estabelecer um contato entre os fornecedores de produtos educacionais e seus compradores. É nesse cenário que o Sistema SER colocará em evidência sua marca e entrará com força no mercado.
Líder no mercado de livros didáticos e paradidáticos com a Ática e a Scipione, o objetivo da Abril Educação é conquistar 20% do mercado de sistemas de ensino nos próximos cinco anos. Para tanto, conta com o envolvimento de mais de 250 profissionais e um investimento de R$ 10 milhões de reais nos próximos três anos. "Viemos para inovar, pois o SER trata o ensino infantil, fundamental e médio de forma clara e dinâmica. Conseguimos reunir todo o conhecimento necessário, mas de uma forma criativa" reitera Nelson Azevedo, gerente de novos negócios da Abril Educação.


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Ainda com relação ao tema da barbárie, o nosso emérito colaborador, prof. Antônio de Paiva Moura, encaminhou este artigo para a discussão. Após, o texto de Frei Betto, publicado no Jornal Brasil de Fato, trata do que ele chama de Barbariecracia.

A Cultura do Liberalismo

Antônio de Paiva MOURA

Quando Adam Smith (1723/1790) elaborou sua teoria econômica, ele se preocupou com o trabalho, com o resultado do trabalho que é a produção, mas afastou o intermediário entre o patrão e o trabalhador que pode ser o Estado ou qualquer instituição. Apelando para o que chamou de “Liberdade Natural”, Smith afirma que a melhor organização econômica se alcança espontaneamente, devendo poder o homem conduzir-se livremente, ao sabor de seus próprios interesses. Estava fundamentando a teoria capitalista e que em nossos dias tem implicação caótica.
Talvez tenha sido um outro economista inglês, Thomas Robert Malthus (1766/1824) o mais “autêntico” teórico do Liberalismo. Preocupado com a superpopulação das cidades, prevê um terrível quadro de fome no mundo, por falta de alimentos. Realmente a população do mundo aumentou muito nos dois últimos séculos e a fome também ronda os continentes, mas não por falta de alimentos. Os alimentos são produzidos em quantidade suficiente, mas a má distribuição de renda é que não permite as aquisições dos mesmos. Segundo relatório da ONU as 225 pessoas mais ricas do mundo acumulam valores superiores aos dois bilhões e quinhentos milhões de pessoas mais pobres do globo terrestre. Malthus previa que quando a fome chegasse ao auge no mundo, a própria natureza se incumbiria de sanar o mal por meio de guerras e epidemias. Mas recomenda não esperar essas catástrofes, negando às populações toda e qualquer assistência, como hospital ou asilos; não tratar, deixar morrer, para despovoar. São essas “belas” teorias que se constituem no que se chama Liberalismo.
A lógica liberal parte do raciocínio de que os benefícios sociais, levados a efeito por instituições estatais, acabam onerando o custo do produto na forma de tributação. O produto onerado pelo tributo e pelo trabalho assalariado perde em competitividade. Ganhar em competitividade significa aumentar a lucratividade ou maior remuneração do capital. Substituir o trabalho assalariado pelo terceirizado e robotizado é a meta mais almejada pela empresa há mais de dois séculos, pois desta forma fica também livre dos encargos sociais e dos tributos.
Hoje, quando os teóricos de Washington e de Harvard, através do FMI, recomendam os países do Terceiro Mundo privatizarem suas empresas estatais, incluem as universidades, as escolas públicas, os hospitais públicos e tudo que signifique assistência social. Estão dizendo aos terceiro-mundistas o mesmo que há dois séculos disseram Smith e Malthus. Recentemente Joséph Stiglitz, economista norte-americano, que foi vice-presidente do Banco Mundial e assessor econômico da presidência dos EUA disse que, de forma demagógica, o FMI apoia as instituições democráticas dos países que auxilia, mas na verdade e na prática, ele enfraquece o processo democrático dos países com sua imposição de políticas errôneas, beneficiando especialmente os EUA.
No decorrer desses dois séculos houve muita resistência a esses abomináveis teoremas. Mas com o recurso da retórica, da mentira e da força bélica, tais teoremas acabaram por se cristalizarem como ideologia dominante. Mesmo compreendendo no Liberalismo uma torpe materialidade que anula todas as conquistas humanitárias e humanistas ele se torna mais convincente que nunca. O excludentismo e o exterminismo liberais são o núcleo de todos os preconceitos atuais.
Privatizar a universidade, seguindo o conselho de Washington, significa que a pesquisa não será mais uma prioridade. A universidade será como as instituições isoladas fundacionais que apenas mercadejam o ensino. Adeus Humanismo, adeus valores humanos: a universidade privatizada não será uma escola formadora de agentes críticos ou indivíduos capazes de ampliar horizontes da sociedade em que atua. Será uma escola que apenas habilitará indivíduos para concorrer com seus pares; talvez mendigar um trabalho que lhe garanta a sobrevivência, mas não uma existência digna. Formará um profissional engajado na ideologia dominante que consiste em aceitar pacificamente tudo como está: “tudo é natural; pouco importa se estão ruindo todas as instituições como a família, a escola, a universidade, a justiça, o Estado, os serviços públicos, a democracia". Tendo no bolso alguns trocados adquiridos mesmo que de forma ilícita e tendo na mão um diploma de bacharel em qualquer coisa, o mundo está salvo, pois não sabe, ou não quer saber que seu país ou que o mundo está em crise.
Os trabalhadores desempregados da chamada economia formal migram-se para a economia informal, passando a atuar como vendedor ambulante, produtor artesanal e até coletor de frutos silvestres. Com a chegada desses novos competidores a economia informal entrou em severa crise na luta por espaços e no incômodo do excesso de concorrentes. Não há mais, em nossos dias, nenhum setor da sociedade que não esteja em crise. A palavra crise, em grego, significa abismo.
O Liberalismo, em seu conceito de Estado isola a nação e a sociedade deste, procurando valorizar a instituição governamental. Mas é no Pré-Romantismo, com Hegel (1770-1831), e com Rousseau (1712-1750) que foi feita, pela primeira vez, a defesa do vínculo da nação com o Estado. Eles ampliam o conceito de contrato social em defesa da sociedade como um todo (nação) e contra os interesses particulares de cidadãos ou empresas que a todo momento afastava os homens do bem comum ou do interesse geral. (SCIACCA, M.F. 1966) Se Estado e Nação são inseparáveis, cabe àquele preservar a cultura e a História da Nação; proteger a economia e o bem social; proteger o território e as riquezas naturais. O Romantismo contrapõe-se à Revolução Francesa, suas idéias globalizantes e à estética neoclássica, valorizando as culturas nacionais.
Mas o Liberalismo continua atacando tais finalidades do Estado. A sua retórica repousa nos paradigmas das nações mais poderosas do Mundo em que o mercado reina soberanamente sobre o Estado e seu governo. O Capitalismo, através da ideologia liberal exige a democracia no Estado, mas exerce o totalitarismo no mercado, isto é, assume posição contra as ditaduras totalitárias. Os protótipos do totalitarismo ficaram gravados na memória histórica da época contemporânea: stalinismo e hitlerismo. Ambos antiliberais e por isso não permitiram o totalitarismo do mercado.
Por outro lado, o próprio Capitalismo, durante a chamada guerra fria, proporcionou, incentivou e amparou o totalitarismo de estado na busca de aparelhar os países periféricos ocidentais de uma política temporária de desenvolvimento, visando conter o avanço soviético. A imprensa do Uruguaio que vivia a situação do regime totalitário de Gabriel Terra (1934 / 1938), comentou o “Estado Novo” do Brasil e o papel do ditador Getúlio Vargas. As potências liberais, especialmente, Inglaterra e EUA, embora se manifestassem contrárias, viam nesses regimes na América do Sul, uma forma de oferecer melhores condições sociais e relativo desenvolvimento econômico para evitar os outros totalitarismos. O jornal El Plata, diz que Vargas justificava o golpe “como forma de deter as correntes anarquistas e comunistas. (1) O La Mañana também comenta que o governo ditatorial de Vargas vinha enfrentando problemas com o anarquismo desde 1930. Agora (1937) enfrentava também o perigo do comunismo, o que, para ele, justificava o golpe. Ao mesmo tempo, contesta um jornal argentino que afirmava não ver no Brasil o menor indício de perigo comunista. (2).
Seguindo um modelo híbrido (soviético-ocidental), Europa, América e Ásia praticaram um Capitalismo de Estado que redundou em uma iniciação básica de desenvolvimento. Esta opção advém da premissa histórica de que o detentor do capital nacional, no Brasil, não concordava em fazer investimentos em longo prazo, em empresas de grandes portes. Seu comportamento econômico vinha dos confins das capitanias hereditárias e ainda cheirava a feudalismo. Depois de formar uma relativa infra-estrutura com uma indústria de base, de cunho estatal, os mentores político-econômicos pensaram que atraindo as multinacionais e substituindo as importações de bens industriais, estavam solucionados todos os problemas e o capital nacional iria florescer no casamento acima.
Mas, passada a guerra fria, o velho Capitalismo, com a marca do “neo” Liberalismo, contra-ataca: suprime as ditaduras totalitárias dos estados periféricos e instaura as “democracias” dirigidas. Parece que ninguém percebe que existe um totalitarismo financeiro e mercadológico exercido através do empresariado que domina o Estado, seus poderes e serviços públicos.
Se o capitalismo chegou ao domínio hegemônico de hoje foi porque sempre entrou no jogo para ganhar roubando: conceito diferente do empregado por Max Weber, para quem o capitalismo é definido pela existência de empresas cujo objetivo é produzir o maior lucro possível, e cujo meio é a organização racional do trabalho e da produção. (WEBER. M. In: ARON, R. 1982, p. 492.) A organização racional parece ser apenas um ideal iluminista. Na verdade, quanto mais avançava o capitalismo maior era também a ambição de poder institucional para a prevalência do mesmo, isto é, o poder para os empresários. A organização racional nunca foi bastante e nem suficiente para que o capitalismo obtivesse a posição que passa a desfrutar. Valeu-se das heranças das culturas materiais e abstratas deixadas desde a Antigüidade clássica até o final da Idade Média, para exercer sua hegemonia. Pareto diiz que em todas as sociedades há uma minoria privilegiada, uma elite, no sentido amplo, na qual se pode distinguir uma elite governante, no sentido restrito e que essas minorias privilegiadas conservam uma situação de força e de astúcia. (PARETO, V. In: ARON, Rua 1982, p. 448.) Na concepção de Birou, o Capitalismo, usando da sua força de negociação e de coação, promove o aumento da riqueza de pequenos grupos aumentando a desigualdade, primeiro em escala nacional e depois em escala mundial, redundando em um antiprogresso social e humano. (BIROU, A, 1976, p 56).
Na ficção realista do século XIX, quem melhor situou o "homem capitalista", com todas as suas relações de ordens sociológica, antropológica e histórica, foi Balzac. Coloca com clareza a intenção de vencer, doendo a quem doer, sem o menor escrúpulo. A maioria das histórias de Balzac termina com a vitória dos maus, dos mais fortes e mais espertos, e a derrota das personagens boas e honestas. Na sociedade burguesa em construção Balzac detectou claramente quais seriam os vencedores e quais os derrotados. Entre os vitoriosos estão os banqueiros, representados pelo personagem Nucingen - que fazem fortuna graças a falências programadas; dívidas contraídas no sentido doloso ou sem condição de pagá-las; jogos com papéis podres; forjando modo de burlar as leis e continuar como cidadãos probos. Na obra de Balzac, também são vencedores os políticos manipuladores da nova ordem social, a exemplo de Marsay. No palco do "homem capitalista" não podem faltar os advogados que garantem fortunas e encobrem falcatruas.
A cultura humanista e humanitarista acabou. O Fausto de Goethe foi persuadido por Mefistófeles. A pesar de ter lutado para não se degradar, acabou tornando-se um monstro humano: em troca de gozar a vida, em troca do prazer constante, despojou-se de todos os seus valores morais e de todos os valores culturais da civilização universal. O homem moderno não é só um ser alienado pela dependência ao consumismo. Na verdade, ele também se transformou em mercadoria. Incorporou-se à mercadoria. Homens e mulheres oferecem seus corpos e suas personalidades não só em troca da sobrevivência, mas especialmente em troca da libidinagem; de toda espécie de frivolidade, isto é, em troca do que oferece prazer e de tudo que possa maquiar a figura material e imaterial do indivíduo. Assim ele está pronto para ser consumido como mercadoria, antes de ser produtor de objetos de mercado. O marketing pessoal é hoje uma obsessão narcísica dos indivíduos. Os valores éticos cederam lugar aos valores estéticos.
Tocquevilli (1805/1859) achava que através da democracia liberal o mundo caminharia irresistivelmente para as condições de igualdade entre os homens, baseando, sobretudo na experiência Americana. Para Marx (1818/1883) a democracia plena não se realiza no mundo desigual admitido pela burguesia. Neste as classes superiores e dominantes usufruem de maior liberdade que as classes pobres e dominadas, onde os cidadãos subalternos continuam amantes da liberdade, mas são vítimas e cúmplices da demagogia reinante. Na concepção de Marx a democracia é um estado de consciência humana do “homo demokratikós”, inimigo de qualquer forma de privilégio, dotado de senso de liberdade, de igualdade e de justiça, para toda a humanidade.
Fukuyama, o historiador que chegou a decretar o fim da história com a vitória completa do Liberalismo, admite que o consumismo excessivo, o aumento dos rompimentos familiares, o ocaso do dever da solidariedade são sinais de decadência. Essa contradição admitida pelo próprio Fukuyama, não sanciona seu decreto de fim da história. (3) Se a história não acabou podemos pensar e desejar um tipo de sociedade em que prevalecerá o homem verdadeiramente democrático; livre do consumismo, dos preconceitos e das injustiças.


(1) “La eterna invocación de las pasiones partidistas conturbadas y perturbadoras; el fantasma de la anarquia, e del comunismo. (...) Hasta quando tendra que suportar esse pueblo el régime que se le impune?” (El Plata, Montevidéu, 11 nov. 1937).

(2) “Se habla tambiém del peligro comunista. No vamos a ser nosotros quienes lo neguemos, ya que existe en todos partes, en maior o menor grado”. ( La Manãana, Montevidéu, 12 nov. 1937).

(3) A ONU já começa a se preocupar com a situação de miséria assustadoramente crescente nas democracias liberais, onde a concentração de renda e a absurda remuneração dos capitais não permitem remuneração do fator trabalho na produção. Não adianta ter liberdade individual com a maioria da população do mundo deteriorando-se na miséria

Referências
ARON, Raimond. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo: Martins Fontes; Brasília: UnB, 1982.
BIROU, Alain. Dicionário das ciências sociais.Lisboa: Dom Quixote, 1976.
SCIACCA, Michel Frederico. História da Filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1966.

A P Moura é professor da Escola Guignard – UEMG e de História do UNI-BH.
Publicado na revista HISTÓRICA, da Associação dos Pós-graduados em História pela PUCRS, Porto Alegre, n. 5, 2001.


Barbariecracia

A frágil democracia brasileira se encontra ameaçada nas grandes cidades. À margem do Estado legal se expande e fortalece o Estado ilegal - 26/08/2008
Frei Betto (http://www.brasildefato.com.br/)

O êxodo da população do bairro carioca de Vigário Geral, acossado pelo tiroteio entre traficantes e policiais, deixa sem aulas 3.071 crianças, fecha o comércio local, impede os moradores que ali permanecem de exercerem o direito elementar de ir e vir.
A frágil democracia brasileira se encontra ameaçada nas grandes cidades. À margem do Estado legal se expande e fortalece o Estado ilegal. A barbárie se faz presente lá onde o poder público se faz ausente. Quando muito, o Estado marca presença eventual como força repressiva, jamais como ente administrativo.
Em favelas, impera o narcotráfico, que coopta crianças e jovens, cobra proteção do comércio local, administra bailes e quadras de esportes, pune severamente quem transgride a "lei do cão" e ainda presta assistência social a vizinhos, como internação hospitalar, compra de remédios, bolsas de estudo, consertos domiciliares e ampliação de barracos.
Nas periferias, as milícias, em geral dominadas por policiais, ditam normas e procedimentos: cobram pedágio dos moradores e comerciantes, controlam o fornecimento de gás, monopolizam o transporte em vans e microônibus, impõem aos eleitores seus candidatos.
Quanto mais omisso o poder público nessas áreas densamente povoadas por famílias de baixa renda, maior o império da barbariecracia – o regime da barbárie, que se impõe pelo terror.
Moradores de favelas e subúrbios, em sua imensa maioria, são gente honesta e trabalhadora, como constatei nos cinco anos em que morei na favela de Santa Maria, em Vitória. Porém, são desprotegidos enquanto cidadãos. Não dispõem de áreas de lazer, esporte e cultura; as escolas são sucateadas, os professores mal remunerados (e ainda há governos que reagem ao piso nacional), o ensino é de má qualidade; o serviço de saúde agoniza; o saneamento é precário; o número de moradias construídas com financiamento público é ínfimo.
Basta mapear as obras do poder público, como a expansão do metrô carioca, para se constatar que a prioridade recai sobre a minoria da população de renda média ou alta. A parcela capaz de retribuir em dividendos eleitorais. É esta reduzida, mas poderosa faixa da população – formadora de opinião –, que merece o melhor serviço público. O resto, considerada a inexistência do Deus-dará, é empurrado às mãos dos meliantes.
Entre os municípios do Rio e São Paulo, há pelo menos 2 milhões de jovens, de 14 a 24 anos, que não terminaram o ensino fundamental. Desse contingente procedem 80% dos homicidas e também 80% dos assassinados. O que comprova que a violência urbana não decorre da pobreza, mas sim da falta de educação de qualidade.
Se o Estado se fizesse presente nessas áreas explosivas, através de escolas e cursos profissionalizantes, atividades esportivas e artísticas, com certeza o narcotráfico perderia força a médio prazo. Nem o próprio traficante deseja que seu filho lhe siga os passos.
E quando o governo fará uma ampla reforma nos critérios de seleção e formação de policiais civis e militares? Como se explica que agentes do Estado cometam assassinatos, tráfico de armas e drogas, tortura e roubo de bens encontrados em mãos de bandidos?
Infelizmente, no Brasil cultura é luxo da elite. Basta conferir o orçamento do Ministério da Cultura. As poucas iniciativas dependem do mecenato de empresas que raramente investem no mundo dos pobres.
Esta é a mais perversa forma de privatização: a que cede aos traficantes e às milícias clandestinas o direito de agir como um Estado dentro do Estado. Como todos sabemos que eles não delimitam seu raio de ação às áreas de baixa renda, as classes média e alta se tornam reféns permanentes da barbárie, seja invadidas pelo pavor ao risco de violência, seja pelo compulsório confinamento às grades de suas moradias e à blindagem de seus veículos.
Imaginem se os R$ 60 bilhões gastos por ano em segurança privada no Brasil fossem investidos em educação de crianças e jovens em situação de risco e na formação de policiais íntegros!

Frei Betto é escritor, autor de "Calendário do Poder" (Rocco), entre outros livros.

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VALE A PENA NAVEGAR POR AQUI:

1. Site da revista Ciência Hoje - http://cienciahoje.uol.com.br/125767

ARQUEOLOGIA Uma casa com muita história

Belém abriga o sítio arqueológico de Casa Rosada, de imenso valor histórico. Na restauração dessa casa do século 18, arqueólogos já desenterraram mais de 1.500 objetos de origem indígena e portuguesa, como moedas, pedaços de porcelana e cachimbos. Esse e outros trabalhos de revitalização ajudam a preservar a memória da mais antiga formação urbana da Amazônia

2. blog Tamos com Raiva - http://www.tamoscomraiva.com.br/

Acompanhamento da censura ao Novo Jornal em tempos democráticos:
Comentário geral: para quem não leu, leia e divulgue: juiz mineiro acata pedido do Ministério Público Estadual e FECHA um jornal. Sabem todas as falcatruas feitas pela Veja e divulgadas pelo Luís Nassif? Isso justificaria a entrada de policiais militares (!) na redação da revista, apreensão de computadores e proibição de circulação do veículo? Nunca, jamais, em tempos democráticos, isso passa pela cabeça de qualquer um de nós. No entanto, foi o que foi feito contra o único jornal que divulgava denúncias contra o governador mineiro Aécio Neves. E hoje completamos dez dias de empastelamento.

1. Como se deu o empastelamento do Novo Jornal.
2. O Tamos com Raiva teve acesso ao processo, que corre em segredo de justiça, e tece comentários a seu respeito.
3. O publicitário Marco Aurélio Flores Carone prova que é responsável pelo Novo Jornal e que fez os devidos registros, colocando por terra o argumento de anonimato (que consta apenas da Lei de Imprensa, lei do auge da nossa ditadura militar).

E mais:

4. Os vereadores também têm ficha-suja. Aliás, 12% de todos eles. Confiram se seu candidato não está lá.


3. Site do jornal Brasil de Fato: http://www.brasildefato.com.br/

Paraguai Fernando Lugo anuncia reforma agrária

A medida visa consertar um erro histórico cometido pelo ex-ditador Alfredo Stroessner, que simplesmente doou estas terras aos seus amigos


Criadores de gado dos departamentos opositores de Beni e Santa Cruz tomaram decisão em apoio às medidas de pressão oposicionistas iniciadas depois do referendo revogatório

4. Site da Revista Fórumhttp://www.revistaforum.com.br/

Opinião: Resgate do Romantismo

Por Leonardo Boff

Milhares fogem da violência na Colômbia, diz Acnur
leia

5. Portal do Bol: http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2008/08/25/ult1817u8593.jhtm
Neandertais eram tão inteligentes quanto homo sapiens, diz estudo

6. Site do Le Monde Diplomatique: http://diplo.uol.com.br/

ENERGIA & FUTURO

Estaremos ricos, com a descoberta dos imensos campos de petróleo do "pré-sal"? Ficarão para trás os problemas da falta de recursos financeiros? Tudo dependerá de decisões políticas que serão tomadas nos próximos meses. Questão crucial: que ritmo de exploração atende aos interesses da sociedade? (Por André Ghirardi)

AUTORITARISMOS
De costas para Rondon

O ataque de certos ideólogos militares à demarcação da reserva Raposa-Serra do Sol afronta o pensamento e obra do marechal. Ele valorizava a existência de Nações Autônomas indígenas; não a mera assimilação de indivíduos ao mercado de trabalho, como querem agora generais e empresários (Por Ricardo Cavalcanti-Schiel)

CULTURA PERIFÉRICA

Debate sobre literatura periférica e um punhado de editoras, universitárias e semi-artesanais, valeram a visita. Aí persistiu o encanto de uma feira que foi indispensável — mas chega aos 40 anos um tanto decadente e deselegante. Talvez por apostar no gigantismo, e se render à lógica de mercado (Por Eleilson Leite)
A propósito deste artigo, aí vão algumas fotos da última bienal do livro, que visitei no fim de semana passado.



Segundo fórum regional de debates sobre o Plano Nacional de Cultura volta a atrair — agora em Fortaleza — centenas de produtores. Participantes sugerem reduzir o peso do eixo Rio-São Paulo, expressam posições divergentes sobre direitos autorais e questionam sentidos da Lei Rouanet (Por Marília Arantes)

7. Site da Agência Carta Maior

ENTREVISTA - EMIR SADER





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VALE A PENA LER

Confira na Caros Amigos de agosto:
“A escola tem uma estrutura, no século 21, com lógica medieval.”

Prêmio Empreendedor Social 2007, o mineiro Tião Rocha falou à Caros Amigos das 4 da tarde às 10 da noite e mais falaria se a gente quisesse.

E este belo-horizontino de 60 anos e garra de menino quer virar de ponta-cabeça a escola formal, ou “formol”, como diz. Seguidor de Paulo Freire, com trabalhos desenvolvidos em vários estados e em Moçambique, Tião Rocha desenvolve em Minas a primeira “Cidade Educativa”, e sonha espalhar 3.000 delas pelo Brasil em 5 anos.

Pela energia exibida na entrevista, desocupe o beco quem não acredita, que ele vai conseguir.

E mais:

Dantas, o Dantesco. Do paraíso fiscal ao inferno astral. Acompanhe quem aplicou e dançou com ele.

De volta ao Araguaia. Nosso repórter vê a destruição que o agronegócio e o latifúndio estão causando na região.

Da polícia que algema os ricos. Marilene Felinto elogia a operação da polícia federal.

Eleições municipais. Acompanhe o “quem é quem” entre os candidatos a prefeito no Rio de Janeiro. E a grande chance de Porto Alegre ter, pela primeira vez, uma prefeita.

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2. Quem costuma ler a seção Memória da revista Ciência Hoje, que traz todo mês um artigo sobre um episódio marcante da história da ciência, irá se interessar pela coleção Memória Hoje, composta por três livros que resgatam algumas das principais idéias, teorias e inovações científicas dos últimos séculos. No primeiro volume, lançado em julho na 60ª reunião anual da SBPC, o leitor encontrará textos relativos às ciências biológicas e ambientais originalmente publicados na seção Memória. São 39 artigos assinados por cientistas brasileiros de destaque em sua área de atuação. A organização ficou por conta da editora Alicia Ivanissevich e do filósofo e historiador da ciência Antonio Augusto Passos Videira, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

De acordo com Videira, os artigos são escritos com uma linguagem clara e simples, sendo, portanto, um material interessante não só para quem estuda a história da ciência, mas também para o leitor leigo. “Selecionamos os eventos que produziram um impacto profundo em nossa maneira de ver a natureza”, explica ele na apresentação da obra, para justificar o critério usado para escolher os artigos da coletânea.

Os textos estão ordenados cronologicamente e cobrem desde a descoberta e organização dos padrões de diversidade dos organismos, empreendida em 1551 pelo naturalista suíço Conrad Gesner (1516-1565), até o mapeamento dos cromossomos humanos em 1956, pelo geneticista javanês Joe Hin Tjio (1919-2001) e por seu colega sueco Albert Levan (1905-1998).

Figurinhas carimbadas e menos conhecidas

Entre os personagens dos artigos reunidos no livro, o leitor encontrará protagonistas famosos da história da ciência, como o naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) ou o francês Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829), um dos criadores do vocábulo “biologia”. A coletânea também inclui nomes menos conhecidos, como o médico inglês Thomas Sydenham (1624-1689), descobridor da aspirina, ou o médico baiano Manuel Augusto Pirajá da Silva (1873-1961), responsável pela identificação do parasita Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose. Talvez o leitor se surpreenda com a história de Pirajá, cujo trabalho só foi reconhecido 43 anos depois da divulgação de seus estudos. O baiano ainda identificou o ciclo da doença, apontando o caramujo responsável pela sua propagação. Porém, seu trabalho foi inicialmente rejeitado pela comunidade científica da época, para a qual a esquistossomose só poderia ser causada por uma única espécie, o Schistosoma haematobium, nativo do Egito. Nas páginas deste primeiro volume de Memória Hoje, o leitor encontrará episódios chave que ajudaram a moldar a biologia tal como a conhecemos nos dias atuais. Os episódios reunidos ali revelam como foram concebidos novos pensamentos e o impacto que tiveram sobre a sociedade.
O próximo volume da coleção Memória Hoje será lançado no ano que vem e reunirá artigos sobre a história das ciências exatas.
Em 2010, estará disponível o terceiro e último livro da série, dedicado a trabalhos importantes no campo das ciências humanas.
Memória Hoje – Volume 1. Ciências Biológicas e Ambientais: Fatos que mudaram nossa forma de ver a natureza Alicia Ivanissevich e Antonio Augusto Passos Videira (Org.) Rio de Janeiro, 2008, Instituto Ciência Hoje 200 páginas – R$ 20,00. Para comprar, clique aqui ou ligue para (21) 0800-727-8999
Juliana Marques Ciência Hoje On-line
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A Filha da Revolução disponível para download gratuito
O livro reúne alguns dos textos que fizeram Reed ser considerado por contemporâneos o melhor escritor norte-americano da sua geração. Cada conto é um pequeno retrato de um período especialmente perturbado - o início do século XX. São histórias que se passam no México de Pancho Villa, em Paris durante a Primeira Guerra, na Rússia revolucionária e na Nova York que se transformava na capital do planeta. Mas em vez de falar dos grandes personagens, Reed se dedica aqui aos pequenos acontecimentos. Prostitutas, mercenários pés-de-chinelo, soldados, aventureiros desventurados, mendigos orgulhosos e aristocratas humilhados. O Autor As crônicas de A Filha da Revolução antecederam o clássico Os Dez Dias que Abalaram o Mundo, um marco na história do jornalismo. Considerado quase que o iniciador do jornalismo moderno nos EUA, John Reed morreu aos 33 anos, em 1920, como herói da Revolução Russa. Reed foi proibido de retornar aos EUA. Os Dez Dias que Abalaram o Mundo virou filme nas mãos de Warren Beatty, que rendeu dois Oscar - Melhor direção (Warren Beatty) e Melhor Ator Coadjuvante (Jack Nicholson).
Faça o download aqui: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=4113

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NOTICIAS

1. Semana de História PUC - Rio 08
Entre os dias 1 e 5 de Setembro se realizará a Semana de História 08 PUC - Rio
O evento tem como temas: Segunda-feira dia 01/09/2008 – Abertura e 120 Anos da Abolição: Palestra de abertura sobre Memória e Esquecimento as 9hrs com a Profª Margarida de Souza Neves; Mesa 1 as 10 hrs; 14hrs exibição do filme Jongos, Calangos e Folias de Reis e Mesa 2 as 15hrs, no fim um coquetel de comidas afrobrasileiras.

Terça-feira 02/09/2008 – Centenário de Morte de Machado de Assis: 9hrs filme feito por alunos da PUC; 10hrs Mesa 1, as 15hrs Mesa 2, por fim, ainda a definir, uma peça de teatro com contos de Machado.

Quarta-feira 03/09/2008 – 1958 Futebol e Bossa Nova: Mesa 1 as 9hrs; Mesa 2 as 14hrs, por fim, exibição do filme sobre Garrincha.

Quinta-feira 04/09/2008 o ano 1968 - Mesa 1 as 9hrs; Mesa 2 as 14hrs, por fim, exibição do filme operação Condor.

Sexta-feira 05/09/2008 Constituição de 1988: Mesa 1 as 9hrs; na parte da tarde teremos apresentação de trabalhos de alunos de graduação que estejam fazendo Iniciação Científica (quem quiser mandar o seu e saber dos critérios, ainda há vagas), a partir das 14hrs, por fim, coquetel de encerramento do evento.
O Local e o auditório do RDC e a PUC se localizam na Rua Marquês de São Vicente - Gávea

2. Conferencia Memória e Cultura Política/UERJ

O Programa de Pós-graduação em Historia Social da UERJ e o Laboratório Redes de Poder e Relações Culturais promovem a Conferencia Memória e Cultura Política com os pesquisadores Pierre Laborie (Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales/EHESS) e Serge Berstein (Institut d'Etudes Politiques de Paris), dia 28 de agosto as 18 horas, no Campus Maracanã-RJ, Auditório 71 (7º andar). O evento terá tradução simultânea.

3. III Mostra Amazônica do Filme Etnográfico/UFAM

A III Mostra Amazônica do Filme Etnográfico, realizada pelo Núcleo de Antropologia Visual da UFAM (Navi/UFAM), ocorrera' do dia 14 ao dia 19/10/2008 e homenageara' o antropólogo Claude Levi-Strauss. A mostra será' composta por exposição de fotos e filmes, mini-cursos e palestras. Trabalhos em DVD de curta, media e longa duração podem ser inscritos para concorrer ao premio Muiraquita no site http://www.mostraetnografica.ufam.edu.br/
ate' dia 15 de setembro.

4. I Encontro Estadual de Ensino de Sociologia/UFRJ

O I Encontro Estadual de Ensino de Sociologia e' uma realização da Faculdade de Educação da UFRJ que visa discutir os conteúdos, metodologias e praticas pedagógicas para formação dos alunos de Ensino Médio. Realizar-se-á entre os dias 19 e 21/9/2008 na própria Faculdade de Educação, no Campus UFRJ/Praia Vermelha, Av. Pasteur, 250, Rio de Janeiro. Inscrições pelo site http://www.ieees.fe.ufrj.br/. Mais informações pelo e-mail http://br.mc373.mail.yahoo.com/mc/compose?to=ensocrj@yahoo.com.br ou Tel.: (21) 3873-5162/3873-5144.

5. III Seminário do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios/UFRJ

Estão abertas as inscrições para a participação como ouvinte na terceira edição do Seminário do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios, a realizar-se entre os dias 10 e 12/9/2008, no Fórum de Ciência e Cultura, Campus UFRJ/Praia Vermelha, Auditório Muniz Aragão. Com o tema "Deslocamentos e Reconstruções da Experiência Migrante", o seminário procura aprofundar o debate e a produção do conhecimento sobre migrações no Brasil e no mundo. Inscrições através do e-mail http://br.mc373.mail.yahoo.com/mc/compose?to=seminarioniem2008@gmail.com ate' 9 de setembro.

6. 32º Encontro Anual da ANPOCS/Caxambu, MG
Estão abertas inscrições para o 32º Encontro Anual da ANPOCS, que será realizado em Caxambu, Minas Gerais, entre os dias 27 e 31/10/2008. Mais informações em http://200.152.208.135/anpocs/mensagem/pub/bemvindo.php?tipo=0.


7. I Simpósio de Estudos Contemporâneos "Identidades e conflitos: o Oriente Médio e a África em foco"/UFRJ

Estarão abertas as inscrições, entre os dias 8 e 30/9, para o I Simpósio de Estudos Contemporâneos (SIMPEC) - Identidades e conflitos: o Oriente Médio e a África em foco, que se realizara' nos dias 25, 26 e 27/11. O simpósio terá lugar no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFRJ, Campus da Praia Vermelha (Av. Pasteur, 250 - Urca, Rio de Janeiro). Mais informações pelo site http://www.simpec.blogspot.com/ ou pelo e-mail simpec2008@hotmail.com.

8. Concurso de Monografias "Premio Casa de Rui Barbosa 2008"
A Fundação Casa de Rui Barbosa, vinculada ao Ministério da Cultura, promove o concurso de monografias "Premio Casa de Rui Barbosa 2008". A temática e' livre, no entanto, precisa estar relacionada aos acervos bibliográficos e arquivísticos da Fundação. Os prêmios serão nos valores de R$9.000 e R$6.000 para primeiro e segundo lugares, respectivamente. O prazo para inscrição se encerra no dia 30/9/2008. Mais informações em http://www.casaruibarbosa.gov.br/ ou através do e-mail pesquisa@rb.gov.br.

9. Curso de extensão "Documentário e filme etnográfico"/USP

O Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA/USP) promove o curso de extensão universitária "Antropologia e Imagem: documentário e filme etnográfico", coordenado por Sylvia Caiuby Novaes e ministrado por Edgar Teodoro da Cunha, no período de 1 a 17/9/2008, todas as segundas-feiras das 14 'as 18 horas. Mais informações em http://antrovis.sites.uol.com.br/.

10. Lançamentos de livros

- A Editora da FGV e o Iuperj convidam para o lançamento de "Não mataras - Desenvolvimento, desigualdades e homicídios", de Glaucio Ary Dillon Soares, no Iuperj (Rua da Matriz, 82 - Botafogo, Rio de Janeiro), dia 29/8/2008 (sexta-feira) 'as 18 horas.

- "20 anos da Constituição Cidadã de 1988 ' Efetivação ou impasse institucional?", livro organizado por Jose Ribas Vieira (PUC-Rio), será lançado dia 28/8/2008 'as 17 horas. O evento esta' sendo promovido pela Fundação casa de Rui Barbosa em parceria com a Editora Forense e terá lugar naquela Fundação, Rua São Clemente, 134, Botafogo, Rio de Janeiro.

- Foi lançado "1968: a paixão de uma utopia" dos autores Daniel Aarão Reis e Pedro de Moraes. Segue resumo da obra por Daniel Aarão: "Mais uma década, uma data redonda a mais, sugerindo, suscitando, quase impondo novas comemorações - palavra aqui tomada em seu sentido etimológico de rememorar juntos, recordar em conjunto a saga de 1968. A passagem do tempo nunca e' neutra e indolor. Aparecem processos históricos imprevistos, surpreendentes, propondo problemas inesperados, modificando concepções outrora bem estabelecidas. As memórias são acionadas de modo diverso, operando seleções inusitadas, descobrindo referencias esquecidas, esquecendo agora temas e idéias que pareciam inescapáveis."

- Foi lançado livro de Maria da Gloria Gohan, intitulado "Novas teorias dos movimentos sociais" (Edições Loyola/DLLem).

- A Editora Companhia das Letras em parceria com o Programa de Estudos Avançados em Ciência e Religião da Universidade Candido Mendes lançaram, em agosto, o livro "Padres, celibato e conflito social. Uma historia da igreja católica no Brasil", de Kanneth P. Serbin.

11. Revista/Chamada para artigos e lançamento

- A revista Horizontes Antropológicos (UFRGS) recebera' artigos ate' 31 de outubro de 2008 para seu próximo numero, cujo tema e' Circulação Internacional. Organização por Denise Fagundes Jardim, Ruben George Oliven, Bela Feldman-Bianco e Cristiana Bastos. Mais informações em http://www.seer.ufrgs.br/index.php/HorizontesAntropologicos/index.

- A Revista de Antropologia (USP), disponível integralmente no SciELO, recebe artigos e resenhas em português e espanhol de forma continuada para seus próximos números. Mais informações em http://www.cienciapolitica.org.br/ ou pelo e-mail revant@usp.br.

- O Núcleo de Estudos, Documentação e Dados sobre Trabalho e Educação, da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense divulgou o Numero 6 da revista eletrônica "Trabalho Necessário" que conta com uma matéria sobre D. João VI e a educação brasileira, com documentos digitalizados. A revista pode ser acessada pelo link www.uff.br/trabalhonecessario.
- Os professores André Chevitarese (UFRJ) e Gabriele Cornelli (UnB) divulgam o lançamento da revista eletrônica "Revista de Estudos sobre o Jesus Histórico e sua Recepção" que se dedica 'a discussão de temas relacionados aos estudos do Jesus histórico, do Judaísmo antigo, do Cristianismo originário e da recepção histórica que foi feita da figura de Jesus de Nazaré. Mais informações em www.revistajesushistorico.ifcs.ufrj.br.

12. III Concurso de Teses Sobre Defesa Nacional

O Ministério da Defesa em parceria com a CAPES e o CNPq abrem inscrições ate' 30/9/2008 para o III Concurso de Teses Sobre Defesa Nacional. Mais informações em www.defesa.gov.br/concurso_teses/

13. Concurso de Monografia "1968-2008"/UFRJ"

1968 - 2008: juventude e contestação, ontem e hoje" e' o tema do Concurso de Monografia para alunos de graduação da UFRJ. As inscrições deverão ser feitas ate' o dia 15/9/2008 na secretaria do Departamento de Historia (IFCS) ou na Secretaria dos Departamentos da Escola de Serviço Social (Praia Vermelha), das 14 'as 18 horas. As cinco melhores monografias receberão prêmios em dinheiro no valor de ate R$1.500. Visualize o edital em http://www.ifcs.ufrj.br/eventos/editalmonografia68.pdf.

14. XVIII Ciclo de Debates/UFRJ

O Laboratório de Historia Antiga (LHIA) realizara' o XVIII Ciclo de Debates "Dialogando com Clio - 15 anos do LHIA/UFRJ", entre os dias 22 e 26/9/2008. As inscrições podem ser feitas através do e-mail http://br.mc373.mail.yahoo.com/mc/compose?to=ciclolhia@yahoo.com.br ate' o dia 31 de agosto ou ainda na sala 213 do IFCS/UFRJ, localizado no Largo São Francisco de Paula, nº 1, Centro, Rio de Janeiro. Maiores informações em http://www.lhia.ifcs.ufrj.br/.

15. I Seminário Nacional Poderes e Sociabilidades na Historia/UFPE

O Programa de pós-graduação em Historia da UFPE realizara' entre os dias 3 e 7/11/2008 o I Seminário Nacional Poderes e Sociabilidades na Historia, na linha "Poder Político e Movimentos Sociais". O evento será organizado em mesas redondas e conferencias com professores de diversos estados do pais. Inscrições on-line, pagamento da inscrição e envio do comprovante, para ouvintes e participantes de mini-curso, ate' 18/10/2008. As inscrições, para Ouvinte e Mini-Curso (em caso de existência de vaga), serão reabertas nos dois primeiros dias do Seminário.


16. Pelos Caminhos do Império: A Trajetória de Raimundo Jose da Cunha Mattos/Tese

Neuma Brilhante Rodrigues (http://br.mc373.mail.yahoo.com/mc/compose?to=neumabr@uol.com.br) defendeu, no dia 4/7/2008, tese de doutorado intitulada "Pelos caminhos do Império: a trajetória de Raimundo Jose da Cunha Mattos", orientada por Tereza Cristina Kirschner no Departamento de Historia da UnB.

Segue resumo feito pela autora: "O marechal de campo Raimundo Jose da Cunha Mattos (1776-1839) acreditava que era necessário conhecer para reformar e que o mérito deveria ser o principal critério de ascensão profissional. Teve contato com a Ilustração na Real Casa Pia de Lisboa da época de Anastácio da Cunha. Na Escola Regimental de Artilharia do Algarve foi treinado com base nas idéias e praticas implantadas pelo Conde Lippe. Foi veterano da guerra do Roussillon, serviu em São Tome e Príncipe, foi governador de Armas de Goiás, deputado na Assembléia Legislativa do Império Brasileiro e um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. A adesão dos funcionários régios desta geração 'a causa brasileira esteve ligada a sua identificação com o projeto reformista de d. Rodrigo de Souza Coutinho. Eles viam no Brasil a possibilidade da construção de um novo e vasto Império."

17. Informamos que, nos dias 06 e 07 de novembro de 2008, realizaremos a 13ª Edição do Simpósio de Informática e 8ª Edição da Mostra de Softwares no Campus Uruguaiana da PUCRS. Então, convidamos-lhes a submeter artigos para o SIMS 2008. Site do evento: http://www.pucrs.campus2.br/sims/2008

Datas importantes: Submissão de artigos: 04 a 24 de setembro
processo de avaliação dos artigos: 01 a 19 de outubro
Notificação de aceite: 20 de outubro
Envio da versão final dos artigos aceitos: 30 de outubro
Divulgação da revista eletrônica com os artigos aceitos e inscritos: 10 de novembro
envio do CDROM contendo o exemplar da Revista Hífen (edição SIMS 2008) ao autor inscrito: a partir de 10 de novembro.

Os artigos submetidos constituem artigos COMPLETOS desde que apresentem, no máximo, 8 páginas e sigam RIGOROSAMENTE o formato solicitado. A submissão dos trabalhos será exclusivamente eletrônica pelo sistema JEMS. Os artigos aceitos e inscritos no evento serão publicados na 2º edição da Revista Hífen de 2008 que trará os Anais do SIMS 2008. A partir deste ano, as edições da Revista Hífen passam a ser eletrônicas e disponibilizadas no site http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/hifen

Para os autores de trabalhos aceitos no SIMS 2008, será enviando pelo correio um CDROM com um exemplar da Revista Hífen em formato digital.








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