Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

25.6.08

Número 144





EDITORIAL

Estive em Ouro Preto neste fim de semana, depois de uma ausência de quase 3 anos. Boa surpresa! Vi uma cidade bem modificada, com placas indicativas nas igrejas e outros locais que apresentam maior interesse histórico-cultural. As placas estão fornecendo indicações sobre a data de construção, quem foi(ram) o(s) responsável(veis) pela obra.
Tudo muito claro, quase sempre em duas línguas.
Boa surpresa também no Museu da Inconfidência, que foi total e amplamente reestruturado, assumindo ares de “museu de primeiro mundo”.
Delicioso passeio no Trem da Vale, que liga Ouro Preto a Mariana. Na estação de Ouro Preto, vagões foram transformados em lanchonete e espaço musical, há todo um trabalho de educação patrimonial que é feito.
Mariana mostra algumas novidades, mas, no geral, achei a cidade meio descuidada...a Igreja do Carmo, vitimada por um incêndio há alguns anos atrás, encontra-se totalmente restaurada, apesar de apenas a arquitetura ter sobrevivido. Internamente, nada sobrou.
Ao longo deste boletim, várias fotos mostrarão
a vocês algo do que vi por lá.
A estação ferroviária de Ouro Preto, vendo-se, à direita e ao centro, o vagão lanchonete. À esquerda, a tendo do Circo, voltada para as atividades de educação patrimonial.

COLABORADORES

Água POTAVEL – um recurso cada vez mais limitado

(*) Por Denise de Mattos Gaudard

No dia 22 de março de 2008 (Dia Mundial da Água), a prefeitura do Rio de Janeiro, lançou uma campanha chamada: “Água como direito fundamental de todo cidadão e um dever do Estado”.
Na época objetivou viabilizar um projeto de emenda constitucional que garanta um fornecimento gratuito de 45 litros de água por dia/ habitante como exigência básica de todo cidadão brasileiro.

Mas ao contrário do que muitos pensam, as reservas de água potável estão cada vez mais limitadas e a água é cada vez mais estratégica e não se admirem se num futuro bem próximo começarmos a ver escaramuças e cobiças mundiais por conta deste precioso bem que ainda é um bem difuso e de direito básico universal. Apesar da quantidade ainda existente na Terra permanecer inalterada, a sua crescente utilização e poluição são questões cada vez mais problemáticas.

Breve descrição do Ciclo da Água

A quantidade total de água existente na Terra, nas suas três fases (sólida, líquida e gasosa), tem-se mantido mais ou menos constante, segundo o CLIMATEMPO (2004), apesar da sua distribuição por fases se ter modificado pois segundo o IPCC (2003) na época de máxima glaciação, o nível médio dos oceanos situou-se cerca de 140 m abaixo do nível atual.

A distribuição da água no planeta é feita em três reservatórios principais: os oceanos, continentes e a atmosfera, entre os quais existe uma circulação constante – ciclo da água ou ciclo hidrológico (CLIMATEMPO – 2004)

A chuva que cai nos continentes pode tomar vários destinos. Uma parte é devolvida diretamente à atmosfera por evaporação; outra, escoa pela superfície do solo e é absorvida na formação dos lençóis freáticos; o restante escoa pela superfície, através de sulcos, alimentando os cursos de água, rios, lagos e indo em direção ao mar, realimentando eternamente o novo inicio do ciclo de evaporação para a formação de nuvens no mar e assim por diante.

A direta dependência da Humanidade em relação à água potável sempre condicionou a formação dos núcleos humanos, desde o inicio da origem humana. De fato, a água encontra-se onipresente nas mitologias históricas, sempre associada a deuses, inspirando muitas lendas.

SITUAÇAO ATUAL

Para continuar utilizando a água potável e dominar os seus efeitos mais negativos (inundações, secas, etc), o Homem tem captado a água potável através de poços e minas, lagos naturais e barragens, que vem, até o presente, assegurando o fornecimento regular.

Atualmente este recurso natural está presente em quase todas as atividades humanas, assumindo um papel cada vez mais estratégico e imprescindível dentro de abastecimento doméstico e público, dos usos agrícolas, industriais, fora a produção de energia elétrica.

Nas ultimas décadas, as necessidades de água potável vinham crescendo gradualmente, acompanhando um lento aumento populacional. No entanto, após a explosão da era industrial, o rápido crescimento da população mundial, gerando a expansão das cidades, da industrialização, da agricultura e da pecuária intensivas, exige cada vez mais um aumento da produção de energia elétrica, levando a cada vez mais crescentes demandas por água potável.

Em todo planeta assistimos os excessos da atividade humana destruindo rapidamente a capacidade natural de renovação dos mananciais hídricos de diversas formas e prejudicando sua qualidade. É bem conhecida de todos a poluição que vem sendo provocada pelo seu uso doméstico nos grandes centros urbanos (p.ex. detergentes), agrícolas (p.ex. pesticidas e fertilizantes) e industriais (p.ex. produtos químicos vários).

OS FUTUROS DONOS DA AGUA

Considerado um dos maiores negócios do século XXI, os serviços de saneamento básico tem sido disputados pelas grandes multinacionais do setor, de olho num mercado potencial estimado em mais US$ 400 milhões por ano.(ANA – 2005)

A guerra Israel X Palestina pode exemplificar bem como a água transformou-se em uma mercadoria de recurso econômico estratégico, fonte de lucros e razão para conflitos. Sua escassez atinge mais de dois bilhões de pessoas e, se não forem adotadas medidas para racionalizar sua exploração, em algumas décadas, 4 bilhões de pessoas não terão água para as necessidades básicas.

O curso das águas não conhece fronteiras nem territórios, mas pode unir ou dividir nações inteiras. A água potável é um patrimônio natural e essencial da humanidade e de todas as formas de vida. E quase 02 bilhões de pessoas em todo mundo não tem o devido acesso a água para suas necessidades mais básicas. Nos próximos anos, se não soubermos gerir nossos mananciais, principalmente o de água potável, poderemos contribuir para esses números dobrarem.

O Aqüífero Guarani é conhecidamente a maior reserva subterrânea do mundo, com capacidade para abastecer mais de 700 milhões de habitantes. Limítrofe entre Paraguai, Uruguai, Brasil e Argentina, está começando a despertar os interesses estratégicos das grandes corporações mundiais que estão cada vez mais interessadas em fazer investimentos na região.

Os EUA vem fazendo uma nem tão discreta campanha mundial, nos mesmos moldes de Afeganistão e Iraque, alegando que haveria uma célula terrorista (!?!) na Tríplice Fronteira, onde está Foz do Iguaçu, a mais importante área de recarga do manancial do Guarani. Temos que estar cada vez mais atentos ao aumento de, digamos, noticias de jornais norte americanos com sua versão sobre o assunto. Pode apostar um copo da preciosa água potável.

(*) (*) Denise de Mattos Gaudard é consultora de Gestão Empresarial e Socioambiental. Contratada pela Environment Solutions. Participa do desenvolvimento de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e gestão de resíduos junto a prefeituras e empresas financiadoras parceiras. Ministra cursos, palestras, envia material e escreve artigos sobre Protocolo de Quioto, MDL, gestão participativa, emergias renováveis e desenvolvimento sustentável em mídias nacionais e internacionais.
Faça contato, email:
denisedemattos@gmail.com
Iniciando o passeio no Trem da Vale, que liga Ouro Preto a Mariana. O trem circula nas sextas, sábados e domingos. E também nos feriados.
FALANDO DE EDUCAÇÃO

Especial: Educação
A revista Fórum preparou um especial com as melhores matérias e entrevistas sobre Educação. Confira! leia
Confira os vídeos no Youtube sobre Educação
A seleção Fórum de entrevistas e vídeos sobre o educação.leia

BRASIL

1. SOBRE HUMANOS
Soberania nacional

Hoje, o Acre (e também cidades do Amazonas e do Pará) teve seu fuso horário alterado, em estrita obediência de políticos locais (à frente o senador petista Tião Vianna) e do presidente Lula a um reclamo da Rede Globo de Televisão, conforme postagem que fiz aqui em 28 de abril e reproduzo a seguir.
Mas, antes, ainda a respeito do novo fuso horário, encontrei
esta foto, indicada pelo Altino, no Blog Ambiente Acreano, de Evandro Ferreira. Foi tirada hoje às 6h30 da manhã, no novo fuso. Não é à toa que o governo do Acre (segundo está no Portal da Globo e confessa o próprio Jornal Nacional hoje) liberou as escolas para alterarem os horários à vontade. As crianças, professores, os pais, o estado, que se ajeitem, quem não pode ficar mal é a Rede Globo.

O poder das Organizações Globo é um risco para a democracia no Brasil (III)
A Rede Globo consegue mudar até o fuso horário do Brasil.
O Brasil inteiro dormia e acordava inocente da necessidade premente de o Acre, o Pará e mais algumas dezenas de municípios do Amazonas mudarem seu fuso horário. Mas foi só as emissoras de TV (à frente a hegemônica Rede Globo) terem que adequar sua programação aos fusos horários do país, respeitando a classificação indicativa, para que a necessidade de uma mudança geral acontecesse.
Veja bem, esse fuso horário foi adotado em 1913, mas só agora, quase cem anos depois, após ameaças da Rede Globo de apenas transmitir em VT os jogos de futebol para aqueles estados da região Norte, descobre-se que ele prejudica atividades econômicas, tem mau hálito e chulé.
O presidente Lula sancionou na última quinta-feira o projeto de lei do senador petista Tião Viana, lá do Acre, que diminui em uma hora o fuso daquela região, em relação a Brasília. Com isso, descobrimos que há quase cem anos eles são prejudicados, pois agora o novo fuso lhes vai
proporcionar economia de energia, integração de transportes e facilitará as transações econômicas com os demais estados. Parece piada.
O Altino Machado, nosso blogueiro acreano, postou uma foto da capital, Rio Branco, no novo horário em que as crianças sairão para as escolas e os trabalhadores para o trabalho
. Clique aqui para vê-la. É um breu. Mesmo assim o presidente assinou o projeto que entrará em vigor daqui a 60 dias, para alegria da Globo.

A democracia em risco

As Organizações Globo têm um peso descomunal no Brasil. Esse peso descomunal deve ser discutido no Congresso. É necessário que se criem mecanismos regulatórios para garantir a liberdade de expressão. E a liberdade só pode existir se for plural, se não houver uma instância - como as Organizações Globo - com o poder de influenciar mais de 70% da população. Mecanismos que proibissem – como acontece em outros países, inclusive os EUA - a concentração de veículos de comunicação nas mãos de um só grupo, numa mesma cidade ou estado. Aqui no Rio, por exemplo, as Organizações Globo têm a TV Globo (RGTV), os jornais mais vendidos - O Globo e Extra -, estações de rádio - Globo, CBN... - além da revista Época, do portal de notícias etc., etc.
(...)... Até quando se vai permitir a concentração de poder que as Organizações Globo têm no país? Isso não faz bem para a informação livre, muito menos para a democracia. Ao contrário: não permite uma e ameaça a outra.
Agora, imagine se vier a ser confirmada a compra do Estadão pelas Organizações Globo. A democracia resiste?


NUESTRA AMERICA

1. Suspeitos de tentativa de assassinato de Evo Morales presos na Bolívia

Dois homens ligados ao grupo racista e separatista União Juvenil Cruceñista foram presos na quinta-feira portando um fuzil com mira telescópica, nos arredores do aeroporto El Trompillo, em Santa Cruz, momentos antes da chegada do presidente Evo Morales ao local, de onde embarcaria para La Paz.
Tudo leva a crer que o objetivo de Carlos Yovani Domínguez e Junior Fernando Vaca Méndez era assassinar o presidente boliviano, antes que o
Referendo Revocatório de agosto confirme o nome de Evo à frente do Estado boliviano e derrube os governos racistas e separatistas da chamada Media Luna.
(veja a noticia e os vídeos em
http://blogdomello.blogspot.com/2008/06/suspeitos-de-tentativa-de-assassinato.html)

A chegada do trem à estação de Mariana, também totalmente restaurada.

INTERNACIONAL

1. NOAM CHOMSKY

EUA insistem em manter sua atitude de Estado fora da lei

Os assuntos internacionais são, em grande medida, como os assuntos da máfia: um padrinho não pode tolerar a desobediência, nem sequer a de um pequeno lojista que se recuse a pagar pela proteção, porque a maçã podre poderia fazer apodrecer o barril inteiro. A comparação é de Noam Chomsky, ao analisar a política externa dos EUA, em entrevista ao ensaísta Wajahat Ali. > LEIA MAIS Internacional

2. UNIÃO EUROPÉIA

Um delito de imigração

A "Diretiva do Retorno", que também pode ser chamada de Diretiva da Deportação ou da Vergonha, revela-se uma verdadeira lei de expulsão dos imigrantes, violando direitos fundamentais consagrados e fazendo retroceder conquistas da humanidade estabelecidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. > LEIA MAIS Internacional 20/06/2008

• O papel real dos imigrantes

• Flávio Aguiar: União Européia, a democracia em questão

3. Direitos Humanos

Migração: prisão para inocentes e crianças na União Européia

Parlamento europeu aprova lei que permite aos governos manter presos por até 18 meses imigrantes clandestinos; Para o europarlamentar Giusto Catania, foi "um dos dias mais tristes da Europa"
Leia em www.brasildefato.com.br

4. Eco-Socialismo
O último estágio do anticapitalismo

Está em discussão em sítios de várias organizações internacionais na internet, em texto ainda não definitivo, um projeto de Manifesto Eco-Socialista, segundo do gênero. Sua avaliação, obviamente, é de que só “uma mudança profunda na própria natureza da civilização pode salvar a humanidade das conseqüências catastróficas da mudança climática”.

“Às barbaridades do último século – cem anos de guerra, de pilhagem imperialista e de genocídio – o capitalismo acrescentou novos horrores:é totalmente possível que o ar que respiramos e a água que bebemos fiquem permanentemente envenenados e que o aquecimento global torne inabitável grande parte do mundo."

Assim começa o esboço de manifesto, que continua em tom alarmista antes de expor sua proposta:“Epidemias de malária, cólera e mesmo de doenças mais mortíferas vão devastar os membros mais pobres e mais vulneráveis de todas as sociedades. O impacto vai ser mais avassalador sobre aqueles cujas vidas já foram devastadas muitas vezes seguidas pelo imperialismo – os povos da Ásia, África e América Latina e povos indígenas em toda parte. A mudança climática foi, justificadamente, chamada de ato de agressão dos ricos contra os pobres. A destruição ecológica não é uma característica acidental do capitalismo: está embutida no DNA do sistema. A necessidade insaciável de aumentar os lucros não pode ser eliminada por reformas. Domesmo modo que uma pessoa não pode sobreviver sem respirar, o capitalismo não pode existir sem o crescimento contínuo. Sua única medida de crescimento é quanto é vendido a cada dia, a cada semana, a cada ano – incluindo vastas quantidades de produtos que são diretamente nocivos para os seres humanos e para a natureza, mercadorias que não podem ser produzidas sem espalhar doenças, destruir as florestas que produzem o oxigênio que respiramos, devastar os ecossistemas e tratar nossa água e ar como esgotos para a disposição de lixo industrial.”
Mais adiante, diz o texto:

“Não deve surpreender que o mesmo sistema que impõe a crise ecológica também estabeleça os termos do debate sobre a crise ecológica. Pois o capital comanda os meios de produção do conhecimento, tanto como a produção do carbono atmosférico. (…) Por isso, seus políticos, burocratas, economistas e professores apresentam uma infindável corrente de propostas, todas elas variações sobre o tema de que os danos ecológicos mundiais podem ser reparados sem perturbações no livre mercado e no sistema de acumulação que comanda a economia mundial. (…) E de fato, além de um verniz cosmético, essencialmente equivalente às plantas nos saguões das sedes das megaempresas, as reformas nos últimos 35 anos foram um fracasso monstruoso.

Melhoras individuais, é claro, chegam a ocorrer. Ainda assim são atropeladas e varridas pela expansão impiedosa do sistema e pelo caráter caótico de sua produção. Um fato que pode dar uma indicação do fracasso: nos quatro primeiros anos do século 21, as emissões globais de carbono foram quase três vezes maiores, por ano, do que as dos anos 1990, apesar do surgimento dos Protocolos de Quioto em 1997. Quioto emprega dois esquemas: o sistema‘capture e comercialize’ de comercializar créditos de poluição para alcançar certas reduções nas emissões, e o projeto do Sul Global – os chamados‘Mecanismos de Desenvolvimento Limpo’ (de sigla em inglês CDMs) – para contrabalançar emissões nas nações industriais. Todos esses instrumentos se baseiam em mecanismos de mercado, o que significa, antes de mais nada, que o carbono atmosférico se torna diretamente uma mercadoria, portanto sob o controle do mesmo interesse de classe que criou o aquecimento globaldesde o início. Os capitalistas não estão sendo obrigados a reduzir suas emissões de carbono, mas, na verdade, estão sendo pagos para fazer isso e, desse modo, são autorizados a usar seu poder sobre o dinheiro para controlar o mercado de carbono para seus próprios fins, que, não é necessário dizer, incluem a exploração devastadora de ainda mais recursos em carbono.(…)

Quando acrescentamos a isso a impossibilidade literal de verificação ou de qualquer método uniforme de avaliação dos resultados, pode-se ver que não somente o regime é incapaz de controlar racionalmente as emissões, mas também proporciona um campo aberto para a evasão e a fraude de todos os tipos, juntamente com a exploração neocolonial da população indígena, bem como de seu hábitat. Como disse o jornal econômico americano Wall Street Journal em março de 2007, o comércio de emissões ‘iria fazer dinheiro para algumas corporações muito grandes, mas não acredite nem por um minuto que essa charada vá fazer muita coisa a respeito do aquecimento global’. O Journal chamou o crédito de carbono de ‘fazer dinheiro à moda antiga, driblando o processo regulatório’. E ainda assim esse sistema sem serventia é apresentado como o caminho certo.”

Objetivo: uma nova sociedade

Na parte propositiva, diz o projeto de manifesto que somente “uma mudança profunda na própria natureza da civilização pode salvar a humanidade das conseqüências catastróficas da mudança climática”. E o movimento eco-socialista pretende “deter e reverter esse processo desastroso”:“Lutaremos para impor todo limite possível ao ecocídio capitalista, e para criar um movimento que possa substituir o capitalismo por uma sociedade em que a propriedade comum dos meios de produção substitua a propriedade capitalista e em que a preservação e a restauração dos ecossistemas sejam uma parte fundamental de toda atividade humana.” O eco-socialismo afirma que combina “uma crítica tanto da ‘ecologia pelo mercado’, que não desafia o capitalismo, como do ‘socialismo produtivista’, que ignora os limites naturais da Terra”. Seu objetivo é “uma nova sociedade, baseada na racionalidade ecológica, no controle democrático, na igualdadesocial e na predominância do valor-de-uso sobre o valor-de-troca”.

O texto propõe substituir combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, responsáveis pelo efeito-estufa, por energia limpa de origem eólica e solar; reduzir drasticamente o transporte por carros e caminhões; e introduzir o transporte público gratuito e eficiente, mudar os atuais padrões de consumo, baseados no desperdício, obsolescência planejada e competição por ostentação. Outros objetivos: eliminar a energia nuclear, a indústria de armamentos e a publicidade comercial.A íntegra pode ser vista em

http://www.ecosocialistnetwork.org/Docs/Mfsto2/2nd-Ecosocialist-Manifesto-DRAFT-en.pdf. Entre as organizações que discutem o manifesto estão as seguintes:
BlueGreenEarth.com

EuropeanSocialEcologyInstitute.org

SmallWorldMedia.ie

SocialEcologyInstitute.blogspot.com

MySpace.com/socialecologyinstituteEUAnamnesis.net/Incineration.
Renato Pompeu é jornalista.
Esse artigo e muito mais você encontra no Especial Meio Ambiente da Caros Amigos. Já nas bancas!!

5. Imperialismo. A nova geopolítica da energia

Michael T. KlarePotências mundiais preparam-se para guerras futuras, não por questões de ideologia ou política, mas sim em luta crua por recursos cada vez mais escassos.
Leia em www.brasildefato.com.br

A Igreja do Carmo, em Mariana. Destruída por um incêndio, teve seu interior totalmente danificado. Mas sua arquitetura foi restaurada.


SITES E BLOGUES

1. O PSDB faz 20 anos nesta quarta-feira. E seis dos seis governadores tucanos estão envolvidos em escândalos políticos. O Tamos com Raiva os apresenta em detalhes, com direito a vários links, arquivo em PDF, vídeos e até tabela do Excel, para não haver dúvidas. O aniversário não deve dar tanto orgulho aos bem-intencionados criadores do partido social-democrata em 1988.
Dois artigos especiais sobre o problema da fome no mundo, pouco falado na imprensa mesmo após cúpula especial da ONU sobre o assunto.
Um processo de censura sem precedentes na história do judiciário brasileiro. Como os eleitores se prejudicam com a má preparação dos nossos promotores e juristas.

Leia em www.tamoscomraiva. com.br


NOTICIAS

1. Caros Colegas,

Faço parte da Comissão Nacional dos Clubes Sociais Negros promovido pela SEPPIR representando o Clube Mundo Velho de Sabará/MG. Essa comissão busca mapear e conhecer clubes e associações negras existente em todo país. Entramos numa nova etapa de mapeamento regional e tenho grande dificuldade de localizar entidades negras que tenham esse perfil em Minas Gerais: Clube ou Associação que foram fundados com objetivo de lazer (recreativo) e cultura das manifestações afrodescendente. Por isso, solicito ajuda se conhecem ou têm notícias de alguma entidade com esse perfil no estado de Minas, favor entrar em contato: Kelly Cardozo - (31) 84135596; 3671.5553 ou email: kellycardozo@hotmail.com; kelly_cardozo@yahoo.com.br.

Essas entidades localizadas serão convidadas pela SEPPIR a participar da reunião regional em Belo Horizonte nos próximos dias. Por isso, temos grande urgência na localização dos mesmos.

Se precisarem de melhores informações, estou à disposição.

Atenciosamente,

Kelly Cardozo

2. IV Semana de Estudos Sobre América Colonial
Universidade Federal de Minas Gerais
12 a 14 de novembro 2008
Submissão de trabalhos 15 de março a 30 de maio de 2008
Inscrição para ouvintes 30 de março a 30 de outubro de 2008

3. A interdisciplinaridade nos estudos históricos (seminário internacional)

Poucos termos são tão referidos e valorizados nos diversos campos de saber, hoje, quanto o de interdisciplinaridade. Das ciências exatas às humanas, da pesquisa ao ensino - tanto fundamental, quanto médio e superior -, busca-se a interdisciplinaridade; vê-se como positiva para a produção de conhecimento a transposição das fronteiras tradicionais das diferentes disciplinas e a promoção de uma troca e de um diálogo efetivos entre elas.
Para comemorar seus 35 anos, o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC/FGV) realizará o seminário internacional A interdisciplinaridade nos estudos históricos. O evento constituirá um espaço para pesquisadores brasileiros e estrangeiros se reunirem e debaterem o tema da interdisciplinaridade na história, tomando como eixo estratégico a pesquisa sobre a história recente, abordando-o de uma perspectiva ampla, procurando analisar suas implicações, questões e problemas no que toca desde os acervos pertinentes até a própria identidade da história e do historiador, e das demais ciências e dos cientistas sociais.
A interdisciplinaridade nos estudos históricos
Local: Fundação Getulio Vargas do Centro. Rua da Candelária, 6. Auditório (térreo)
Datas: 26 e 27 de junho de 2008
Mais informações: http://www.cpdoc.fgv.br/35anos

4. Palestra A identidade do Brasil

Expositores:- Wilmihara Santos – socióloga – Unesp-

Celso Uemori - historiador – Puc/SP

Debatedores:- César Sampaio - historiador – Puc/SP-

Paulo Cunha- sociólogo - Unesp

Nos dias de hoje as obras de Manoel Bomfim e de Silvio Romero voltam a ser objeto de interesse de pesquisadores acadêmicos e de profissionais da imprensa. As suas idéias ainda interessam porque suas batalhas pela educação e os seus esforços para compreender as raízes do fracasso do país como nação permanecem atuais. Participe e convide os seus amigos!Inscrições gratuitas com Sandra Santos: ssantos@cedem.unesp.br

Data: 26/06/2008 - 5ª feira às 18h

Local: Cedem/Unesp - Praça da Sé, 108 - 1º andar (metrô Sé, esquina com a Rua Benjamin Constant) S.Paulo/SP - Telefone: (11) 3105-9903www.cedem.unesp.br

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