Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

22.4.08

Numero 136



EDITORIAL

A propósito da violência nas escolas, que, na verdade, é um sintoma de algo mais amplo, a violência na sociedade como um todo, minha amiga e juíza Sandra Marzo me enviou o artigo abaixo.
A Classe Média é Vítima da Violência
Todos têm acompanhado, recentemente, o caso da menina Isabella Nardoni, possivelmente assassinada pelo pai e pela madrasta ao ser espancada e depois jogada pela janela do 6º andar do apartamento onde morava. O mistério do caso tem tido alta repercussão na mídia. Não era pra menos, tal fato impressiona e choca a sociedade. Afinal, como pode algum ser humano cometer tal barbaridade contra uma menininha? Mas o que venho discutir aqui não é o crime, mas sim, a bestial classe média e suas campanhas contra a violência.
O caso da jovem de 14 anos, Gabriela Prado Maia Ribeiro, que cresceu assustada com a violência, morta por uma bala perdida, em 2003, é um exemplo de que a classe média é uma das mais responsáveis pela violência nas grandes cidades. Desde que as favelas foram dominadas pelas facções do narcotráfico que há tiroteio por disputa de ponto, e, conseqüentemente, dezenas de pessoas eram vítimas dessa guerra, entre elas, crianças, mas sempre moradoras das favelas. Tal violência veio ganhando mais destaque conforme vinha aumentando o confronto e o número de membros da classe média vítimas dos tiroteios. E quando Gabriela tornou-se vítima da guerra do tráfico, um grande movimento “pela paz” foi organizado. Milhares de pessoas se juntaram no movimento “Gabriela Sou da Paz” pedindo justiça, lutando contra a impunidade. Após ter a idéia de escrever algo sobre o assunto, devido ao fato da popularidade do caso da menina Isabella Nardoni, resolvi navegar no orkut e ver quantos membros possuem as comunidades que se solidarizam com crianças de classe média vítimas da violência: Comunidade Gabriela Sou da Paz (47.708 membros); Comunidade Em Memória, João Hélio (102.472 membros); Comunidade Justiça Para Isabela Nardoni (63.696 membros).
Gostaria, antes de continuar a minha crítica, de informar que tenho solidariedade com esses casos, pois sou contra a violência. Mas, não posso deixar aqui o meu comentário contra a supervalorização e do sensacionalismo para com esses casos, uma vez que nenhuma criança pobre, moradora de favela, tornou-se “slogan” de campanha contra a violência, cujo número de vítimas é aterrorizante. E estando certo de minha crítica à classe média, no mesmo orkut, resolvi buscar comunidades sobre trabalho infantil. A maior comunidade (Sou Contra o Trabalho Infantil) possui apenas 3.379 membros. Então não é uma implicância, é a demonstração clara de que existe sim, por mais que possamos ignorar, uma luta de classes.
Para validar o que eu digo basta perguntar, por exemplo, quem conheceu o caso do menino Henrique Aparecido Ribeiro, em 2006. Nem 1% da população fará idéia de quem seja, ou foi. Este garoto de 11 anos foi assassinado brutalmente no Pará. Ele foi afogado em um rio após ter sido embriagado, além de ter tido a jugular cortada e uma das orelhas retiradas. Tal assassinato tratou-se de uma “encomenda”, segundo a polícia, devido ao fato do pai do menino ter cobrado o salário pelos seus serviços prestados na Fazenda Estrela do Xingu, e que teve sua família ameaçada de morte caso o trabalhador recorresse no Ministério do Trabalho1. Quantas crianças não são vítimas de trabalho escravo e abuso sexual? E destas, quantas não são da classe média?
Mas com certeza você se perguntaria porquê a mídia faria tanto sensacionalismo apenas para a classe média. Na verdade não é apenas para a classe média, mas, é esta classe a ser manipulada diretamente pelas elites deste país. É a classe média o conjunto de membros que se situa entre as elites e as classes mais baixas, o que favorece a seguinte situação: manipulando a classe intermediária, aquela com alto poder de compra e de instrução, que será aquela também que influenciará as classes mais baixas, o controle da sociedade fica mais garantido por que o sistema atende às necessidades dessa classe mediana, e isso inclui a luta pela justiça, pelo menos para esse grupo. Tanto que não se vê movimentação da mídia, dos órgãos públicos, das ONGs etc. para pôr fim à violência enquanto essa estiver agindo apenas nas regiões mais pobres. Quando passa a afetar essa classe, aí o perigo passa a existir. Basta pensarmos: quem tem mais condições (poder – seja financeiro (principalmente) e de instrução) para cobrar do governo alguma autoridade contra a violência? Os contribuintes da Zona Sul do Rio ou os assalariados da Baixada Fluminense? Assim foi que o caso de Henrique Aparecido Ribeiro não repercutiu na mídia; o caso de Marcos Antônio da Silva (13 anos) que foi torturado e assassinado por policiais após conflito no Assentamento Santana, em 20062; o caso do menino Rennan Ribeiro, de 3 anos, assassinados por policiais no Complexo da Maré, comunidade Nova Holanda, entre diversos casos que ocorrem todos os dias no Brasil e no mundo, mas que a mídia apenas se interessa por aqueles que afetam diretamente o seu público principal: a classe média.
Volto a dizer que eu solidarizo com o pequeno João Helio que morreu barbaramente, com o caso da menina Isabella Nardoni, mas, minha solidariedade vai além dos casos que fazem sucesso, ela está presente contra qualquer violência e impunidade neste país e em qualquer lugar deste planeta, principalmente contra crianças. Que nos mobilizemos não por uma ou outra criança vítima de assassinato, mas que nos organizemos contra toda violência, sobretudo, contra o descaso dos órgãos públicos (deixar pessoas sofrendo nas filas dos hospitais é violência – tortura, não permitir que uma mãe matricule seu filho em uma creche é violência – tortura, não garantir o mínimo de sobrevivência a um cidadão é violência – tortura, etc.). Que a sociedade se mobilize contra os latifundiários que praticam o trabalho escravo. Que a sociedade se mobilize contra as indústrias que violentam nosso meio ambiente por ganância. Que a sociedade se mobilize contra a violência do empregador para com o seu empregado. Que a sociedade se mobilize contra os rodeios e outras festas que torturam animais. Enfim, que a sociedade resolva sair de dentro da “Baleia de Jonas”, da qual nos falaram Sá, Rodrix e Guarabira, e enfrentar a realidade.

Vinni Corrêa - 09 de abril de 2008

COLABORADORES

Nosso colaborador desta semana é um ex-aluno que terminou o mestrado e está publicando seu primeiro livro. Veja os detalhes do livro na seção Livros e Revistas. Aqui ele faz uma síntese das conclusões de seu trabalho.

O livro “Um em casa de outro: Concubinato, família e mestiçagem na Comarca do Rio das Velhas 1720/1780”, retrata a dinâmica da vida familiar de homens e mulheres, social e culturalmente diferentes que se relacionavam, vivendo em uma sociedade que os desqualificava normativamente. Neste sentido, foi salientada a idéia de que o concubinato constitui-se em outras formas de uniões que poderiam ser vistas como variantes do estado conjugal. Essa visão pautou-se na descoberta e no reconhecimento de relações concubinárias heterogenias que nos remeteu aos costumes e padrões sociais dos diversos grupos étnicos e culturais que conformaram o dia-a-dia das vilas, arraiais e cidades da América portuguesa nos setecentos.
O resultado deste trabalho enfatiza a importância dos vínculos familiares pautados nas uniões livres entre portugueses, africanos, índios, mestiços, outros estrangeiros e naturais da terra, as quais apontam para um cenário familiar hibrido. Assim, pela análise documental feitas nas devassas eclesiásticas referentes aos delitos de concubinato, tipificados segundo o olhar dos visitadores eclesiásticos, foi possível observar a existência de diversos códigos e de outros tipos de famílias organizadas e estruturadas de maneiras distintas. Também a associação das devassas com outras fontes como testamentos, cartas regias, fontes literárias permitiu fazer uma análise mais completa tanto da sociedade em estudo como em diferentes momentos da vivencia dos sujeitos.
O morar em casas separadas ou fugir para outros lugares em função das visitas eclesiásticas, acabaram, naquele contexto, constituindo-se em estratégias utilizadas pelos concubinos para não serem molestados, constituindo assim, outras configurações de estrutura familiar .Essas famílias protagonizadas por Franciscas, Franciscos, Marias, Manoeis - ou seja, por uma infinidade de sujeitos sociais, marcaram a mobilidade e reproduziram a dinâmica da sociedade em suas complexas formas de organização familiar, principalmente na preservação de distintos costumes conjugais.
Toda essa dinâmica descrita no livro foi mensurada por dados estatísticos, o que possibilitou afirmar que as uniões baseadas na concubinagem se estabeleciam, majoritariamente, entre homens livres brancos e mulheres pretas e crioulas/mestiças forras. Tendo , também, um número expressivo de homens livres brancos envolvidos com mulheres pretas e crioulas/mestiças escravas.
Por outro lado, notou-se que as mulheres livres brancas sentenciadas uniram-se, na maioria dos casos, a homens da mesma condição sociojurídica. Já as mulheres forras e escravas relacionaram-se com homens de todas as camadas sociais. Portanto, foi justamente na análise do grupo das mulheres forras e escravas associadas aos homens livres que pode estar a chave de muitos motivos pelos quais a sociedade colonial legitimou, mediante a prática costumeira do concubinato, a bastardia e a mestiçagem. Assim, refletindo intensamente a dinâmica sociocultural da população no período.
Em outras palavras, o costume da concubinagem se dava, na maioria das vezes, entre indivíduos de classes sociais diferentes. De certa maneira, essa constatação pode ser inferida pelo grande percentual de homens livres envolvidos com mulheres forras e escravas, o que influenciou, de forma decisiva, a configuração das relações consensuais na Comarca do Rio das Velhas. Constatou-se, aqui, um dos principais mecanismos usados por mulheres libertas para conquistar em uma sociedade escravocrata a ascensão social e econômica num universo extremamente adverso. Isso, certamente, permitiu minimizar os estigmas infligidos pela escravidão, pelo preconceito e por práticas misóginas tão presentes em alguns segmentos da sociedade.
Com efeito, o estudo mostra que, no caso das relações concubinárias, elas abriram para muitos sujeitos um espaço de resistência amparado em estratégias familiares que forçaram adaptações na ordem escravocrata e estamental da sociedade colonial. Prática freqüente amparada em valores culturais, a concubinagem foi, acima de tudo, um fenômeno capaz de oferecer mecanismos de inserção social e econômica. Assim os indivíduos praticantes do concubinato foram agentes ativos de sua história, ao conquistarem certa autonomia.
Daí se pode verificar que, na junção das tradições socioculturais dos diversos grupos sociais e indivíduos envolvidos, podem ser encontradas as razões da prática do concubinato. Desse modo, neste livro, acreditou-se que foi a mestiçagem processada entre sujeitos tão diferentes em comportamentos, crenças e saberes uma das condições principais para a existência da concubinagem em larga escala na sociedade colonial.
Enfim, constatou-se diferentemente de alguns outros estudos sobre o tema, que a vida familiar não se constituiu na América portuguesa somente pelo foco do matrimônio católico e da moral cristã. Tais enfoques não valorizaram a percepção da diversidade cultural e de um cotidiano marcado por comportamentos familiares diferentes. A dificuldade desta pesquisa não foi perceber isso, mas sim apontar a forma pela qual o concubinato foi sendo construído como uma alternativa viável e bastante comum que absorvia os interesses de grande parcela da população livre, forra e escrava, levando em conta a historicidade dos sujeitos e suas vivências.
(Rangel Cerceau)


FALANDO DE HISTORIA

1. Os interrogatórios da Operação Bandeirante e do DOI de São Paulo(1969-1975)/Tese

Mariana Joffily (ianemari@terra.com.br) defendeu, em 15/2/2008, tese de Doutorado na pós-graduação em Historia Social da USP, intitulada "No centro da engrenagem: os interrogatórios da Operação Bandeirante e do DOI de São Paulo (1969-1975)", orientada por Maria Aparecida de Aquino.
Este e' o resumo da tese, feito pela autora:
"No período em que os militares exerceram o poder político no Brasil, assumindo a direção do pais (1964-1985), foi criado um órgão de repressão misto, que reunia elementos das três Forcas Armadas e das diversas forcas policiais: o Destacamento de Operações de Informações (DOI) a partir de uma experiência piloto, a Operação Bandeirante. Criado e desarticulado durante o regime militar, o DOI foi um dos produtos mais específicos e marcantes da violência institucional praticada na época. Problematiza-se a função dos interrogatórios preliminares produzidos pelo DOI de São Paulo dentro da engrenagem repressiva, procurando compreender como se articulavam os dois eixos de atividade do órgão: informação e segurança. Parte-se da constituição do DOI para se investigar, em seguida, como se processavam os interrogatórios preliminares, como se constituía seu ethos discursivo, quais os temas abordados e, finalmente, quais os métodos empregados para obter as informações e dar-lhes um tratamento, de modo a construir um depoimento “coerente”, livre de contradições. A idéia que constitui o eixo da tese e a de que o interrogatório preliminar servia, de maneira indissociável, como instrumento de obtenção de informações e como meio de submissão, enquadramento e punição extralegal dos militantes de esquerda."

2. Teotihuacan: Cidade dos deuses
O professor
BRASÍLIA - Pego carona na mensagem que recebi ontem do leitor e educador paraense Kleber Duarte, em que ele reclama dos salários de fome dos professores, para fazer algumas comparações.
Um professor não tem cartão corporativo nem para comprar tapioca de R$ 8, quanto mais para se hospedar em hotéis cinco estrelas no Rio de Janeiro, freqüentar restaurantes caros e alugar carros com ar condicionado para passear por aí nos fins de semana, alegando "compromissos funcionais".
Um professor não tem cartão -aliás, nem cheque- para pagar R$ 1.000 em abridores de garrafa, R$ 2.738 em três lixeiras, R$ 36.603 em TV e som e R$ 21.600 em "telas artísticas", como fez o reitor da UnB -e com dinheiro público.
Um professor não viaja para EUA, Alemanha, Portugal, Espanha e China fazendo comprinhas de R$ 2.217,27 na loja Nike, de material esportivo, ou de R$ 2.988,21 na Best Buy, de eletrônicos, e trazendo a conta depois para a universidade. Como o reitor da Unifesp (federal de São Paulo), dizendo agora que "botava no bolso sem explicar".
Um professor não ganha DAS (aquela remuneração especial da nata do funcionalismo), muito menos para fazer dossiê com arquivo morto para usar contra antecessor e adversário político do chefe.
Um professor também não ganha aumento acima da inflação, como acabam de ter os funcionários não-concursados da Câmara, que já estão entre mais bem remunerados do serviço público.
E um professor está a anos-luz de ter o salário de R$ 13 mil a R$ 18 mil dos auditores fiscais, que conseguem mobilizar uma greve tão bem-sucedida a ponto de paralisar a entrada de caminhões nas fronteiras com a Argentina e o Uruguai e afetar o comércio do Mercosul.
Pensando bem, há algo errado com o professor.
É tonto? É incompetente? Será burro?
Quem paga esse pato é a criança brasileira.
Ou seja, o futuro do Brasil.


BRASIL

FOGO NO CAMPO
O mês das invasões
Por Luciano Martins Costa em 18/4/2008 (Do Observatório da Imprensa)
Comentário para o programa radiofônico do OI, 18/4/2008

Todos os principais jornais de sexta-feira (18/4) destacam as ações do Movimento dos Sem Terra, que promoveu na quinta uma onda de protestos e bloqueou a Ferrovia de Carajás.
Segundo a Folha de S.Paulo, foram sete horas de bloqueio. Segundo O Globo, foram cinco horas. Já a reportagem do Estado de S.Paulo registrou que o bloqueio durou oito horas. Os jornais não conseguem acertar seus relógios, mas são unânimes emcondenar as ações do MST.
O movimento, chamado pelos organizadores de "Abril vermelho", lembra os doze anos do massacre de Eldorado dos Carajás, quando dezenove agricultores sem terra foram mortos a tiros pela Polícia Militar do Pará. Mas só o Estadão lembra o acontecimento com mais detalhes, observando que, dos 152 PMs envolvidos no massacre, foram condenados apenas um coronel e um major que comandaram a ação. Eles recorreram de suas sentenças e aguardam o julgamento em liberdade.
O Globo e a Folha apenas citam o episódio de 17 de abril de 1996, ajudando a colocar mais terra sobre um dos mais graves episódios do interminável conflito agrário no Brasil.
Nunca vem
Foram mais de cem ações organizadas ontem em quinze estados e no Distrito Federal, mas os jornais concentram sua atenção no bloqueio da ferrovia da Companhia Vale do Rio Doce.
A leitura das reportagens desvia da questão central – ainda o problema da reforma agrária – e induz o leitor a imaginar que os sem-terra são grupos de vândalos que vagueiam pelo Brasil destruindo o patrimônio alheio.
O Globo chega a cobrar o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, pela falta de atitude de sua pasta com relação aos protestos dos sem-terra contra a mineradora. A resposta de Cassel coloca um ponto de reflexão sobre o tema que não está presente no noticiário, nos editoriais ou nos artigos:
"Trata-se de uma empresa privada que teve seus direitos afrontados. Tem que recorrer ao Poder Judiciário. Afinal, por que razão o governo deveria tomar partido, se as duas instituições em conflito são legais, responsabilizáveis perante a lei?"
A controvérsia poderia conduzir a uma compreensão melhor do problema se os jornais mergulhassem na questão agrária sem preconceitos. O MST e outras organizações representam cerca de 150 mil famílias de agricultores que vivem precariamente em acampamentos à beira de estradas, aguardando uma reforma agrária que nunca vem.
Enquanto esse problema não for atacado de verdade, abril será sempre o mês das invasões


2. Do Le Monde Diplomatique
Olho grande sobre o urânio brasileiro
Um poderoso lobby age em silêncio, no Congresso e junto ao Executivo, para quebrar o monopólio estatal sobre o combustível. Interesse: exportá-lo em estado primário, num momento em que os preços internacionais não param de subir e o país desenvolveu tecnologia para processá-lo
Sergio Ferolla, Paulo Metri
O Balanço Energético Nacional de 2007 nos indica que, para a geração elétrica no mundo em 2005, foram utilizadas as seguintes fontes: o carvão mineral com participação de 40,3% do total gerado, o gás natural com 19,7%, a energia hidráulica com 16,0%, a nuclear com 15,2%, os derivados de petróleo com 6,6% e outras fontes com 2,2%. Com o preço do barril de petróleo ultrapassando a barreira dos US$ 100 e, obviamente, os preços dos derivados e do gás natural acompanhando essa escalada, somado ao fato da ameaça do efeito-estufa, em decorrência da queima dos hidrocarbonetos e do carvão, a humanidade enfrenta o desafio da busca de fontes geradoras de eletricidade mais limpas e competitivas. Alguns aproveitamentos hidráulicos causam fortes impactos ambientais, que proíbem seu uso, e muitas das fontes alternativas ainda não foram suficientemente desenvolvidas, como a solar, de forma que ainda fornecem eletricidade a preço proibitivo.
As necessidades de mais curto prazo estão a impor caminhos já conhecidos e a energia nuclear desponta sempre como forte candidata. Nesse contexto, os programas nucleares existentes no mundo começam a serem revisados, inclusive impondo-se a antecipação da construção de novas usinas. Como decorrência, prevê-se um crescimento considerável do consumo de urânio, em futuro próximo, com a acelerada valorização desse estratégico energético. Com o término da guerra fria, por volta de 1990, estoques de urânio destinados, inicialmente, para fins militares, foram ofertados em torno de US$ 10 por libra de urânio (U3O8), no mercado de geração elétrica, tanto pelos Estados Unidos como pela Rússia. Quando os estoques militares mostraram sinais de esgotamento, a libra de urânio atingiu US$ 130 em 2007, estando atualmente em torno dos US$ 95.
Aceitar a concessão seria cercear as conquistas da tecnologia nacional, para manter programas nucleares de países que não têm urânio, como França, Inglaterra, Japão, Alemanha, China e Índia
O Brasil, além de possuir 309 mil toneladas de reservas de urânio conhecidas, através da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), domina a tecnologia do enriquecimento, que agrega enorme valor ao produto, caso seja decida a exportação. O enriquecimento, em escala industrial, é realizado na INB, que também fabrica, depois do urânio ser enriquecido, os elementos combustíveis, significando nova agregação de valor ao produto final. Nossa capacitação tecnológica e industrial no setor nuclear precisa ser levada em consideração pelos órgãos federais e pelos congressistas, nesse momento em que algumas mineradoras, inclusive estrangeiras, demonstram a intenção de produzir urânio para exportá-lo na forma mais primária (U3O8).
Aceitar esse tipo de concessão significará o cerceamento das conquistas da tecnologia nacional, com a conseqüente limitação dos benefícios para toda a sociedade, permitindo que tais mineradoras abasteçam unidades de enriquecimento no exterior, para manter programas nucleares de países que não têm urânio, como França, Inglaterra, Japão, Alemanha, China e Índia. O lobby das mineradoras junto ao Executivo e ao Legislativo é enorme, pois, para poderem atuar nesse setor é necessário que o monopólio estatal do urânio seja extinto, sabendo-se que, para tal, um deputado já apresentou proposta de emenda à Constituição, a PEC 171.
A demanda por fontes de energia tem motivado guerras e tragédias sociais em várias regiões do globo, causando a denominada geopolítica do petróleo, presente nos planos e ações das grandes potências industriais e militares. A exaustão dos hidrocarbonetos, a agressão ao meio ambiente pela queima dos combustíveis fósseis e o irreversível crescimento de muitas nações emergentes, exigindo maior suprimento de energia, levará, em futuro muito próximo, à aparição da geopolítica do urânio. Para esse cenário de forte e disputada demanda por energéticos geradores de eletricidade, impõe-se preservar nossas reservas de urânio como monopólio inflexível do Estado, bem como expandir e aperfeiçoar as preciosas conquistas da engenharia e da técnica nacional, no domínio do combustível nuclear.

NUESTRA AMERICA

No Paraguai, uma eleição histórica. Depois de 61 anos no poder, o partido Colorado perdeu a eleição presidencial, que terá reflexos importantes aqui no Brasil. Já havíamos postado algo a respeito algumas semanas atrás e hoje indicamos um link, visto que não podemos reproduzir as matérias sem autorização.
O papa deve estar feliz com Lugo
Fim da onda neoliberal
O socorro ao Bear Stearns e as revoltas em países atingidos pela alta de preço de alimentos marcam esse fim inglório

CHEGOU AO fim a onda ideológica neoliberal que dominou o mundo nos últimos 30 anos no quadro da hegemonia americana. Dois fatos ocorridos nas últimas semanas marcaram esse fim inglório; de um lado, o socorro do banco de investimento Bear Stearns; de outro, as revoltas populares em vários dos 33 países hoje seriamente atingidos pelo aumento dos preços dos alimentos. Essa ideologia reacionária que visava reformar o capitalismo global para fazê-lo voltar aos tempos do capitalismo liberal do século 19 revelou ter fôlego curto. E não poderia ser de outra forma, já que estava em contradição com os avanços políticos e institucionais que transformaram o Estado liberal do século 19 no Estado democrático e social da segunda metade do século 20. Apoiada na hegemonia americana, a onda ideológica neoliberal teve início em 1980, com a eleição de Ronald Reagan, e chegou ao auge nos anos 1990, com o colapso da União Soviética, mas nos anos 2000 entrou em declínio. Três fatores contribuíram para a crise: 1) o fracasso das reformas e da macroeconomia neoliberais em promover o desenvolvimento econômico dos países periféricos que a aceitaram; 2) o desastre político e humano representado pela guerra contra o Iraque; e 3), mais recentemente, a grande crise bancária que a desregulamentação financeira facilitou. Nos últimos dias, a intervenção para salvar um banco de investimento e a ameaça de fome causada pela elevação dos preços dos alimentos marcam definitivamente o fim da utopia neoliberal de uma sociedade regulada principalmente pelo mercado. Não preciso de maior argumentação para demonstrar por que o socorro do Bear Stearns tem esse sentido. Conforme afirmou na ocasião Martin Wolf abrindo seu artigo semanal, "lembre a sexta-feira, 14 de março de 2008: foi o dia em que o sonho de um capitalismo de livre mercado morreu". (Folha, 26/ 3/08). Engana-se, porém, Wolf em falar em "sonho". Trata-se antes de um pesadelo, porque, se é verdade que o mercado é um excelente alocador de recursos, mesmo nesse campo precisa de regulação para evitar instabilidade. Já em relação aos demais valores que a humanidade tão arduamente construiu, o mercado é cego, ignorando os princípios mais elementares de honestidade, proteção da natureza e justiça social. Essa cegueira assumiu caráter dramático com a notícia de que as populações pobres de pelo menos 33 países estão ameaçadas de fome devido à alta dos preços dos elementos. Se a ideologia neoliberal dominante nestes últimos 30 anos não houvesse se encarregado de convencer os países pobres de que não precisavam de suas culturas de produtos alimentícios, de que era mais econômico especializar-se em alguma outra atividade (geralmente de valor adicionado per capita igualmente baixo) e importar seus alimentos básicos, os povos desses países não estariam agora em justa revolta. Creio que existem boas razões para acreditarmos no desenvolvimento econômico e político dos povos. É absurda, porém, a ideologia que pretende alcançar o bem-estar econômico capitalista sem se beneficiar do desenvolvimento político democrático -sem contar com a ação corretiva e regulatória do Estado democrático e social que tão arduamente a sociedade moderna vem construindo e do qual faz parte um mercado livre mas regulado. Não teremos saudades do neoliberalismo.
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA , 73, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994". Internet: www.bresserpereira.org.br lcbresser@uol.com.br
A propósito deste artigo do prof. Bresser Pereira, recomendo a leitura da materia de capa da revista Carta Capital desta semana.

LIVROS E REVISTAS

1. É com grande satisfação que noticio o lançamento do livro de meu ex-aluno Rangel Cerceau. O livro é resultado de sua dissertação de mestrado na UFMG. Será feito um lançamento em breve, em Belo Horizonte. Avisarei a todos. De qualquer forma, já antecipo os meus parabéns ao autor.
Um em casa de outro: concubinato, família e mestiçagem na Comarca do Rio das Velhas (1720-1780)
Rangel Cerceau Netto
Formato 14x21cm, 160 páginas, R$ 25,00
ISBN 978-85-7419-780-7
Pretende-se neste trabalho estudar as relações concubinárias como opção de organização familiar de diversos grupos sociais. O ponto de partida são os constantes debates que envolvem a variedade de culturas familiares e de comportamentos presentes na sociedade colonial. O estudo desenvolve-se com a análise dos vários sujeitos sociais que povoaram a região das Minas Gerais e se envolveram nesses tipos de relacionamentos. Desse modo, este trabalho constitui-se num esforço em situar a temática do concubinato como um estudo dos agentes sociais que o praticaram e estabeleceram várias outras relações familiares que diferiam do modelo cristão monogâmico de casamento.
Sumário sintetizado
Apresentação: Eduardo França Paiva
Capítulo 1 O concubinato e as devassas: desvendando outras famílias
1.1. O concubinato: entre o conceito e a prática
1.2. A construção do imaginário moralizador
1.3. O concubinato segundo relatos dos viajantes
Capítulo 2 Traçando novos caminhos: o concubinato e a opção de seus agentes
Capítulo 3 As formas de concubinato na comarca do Rio das Velhas
3.1. As tipologias do concubinato na comarca
3.2. Laços afetivos e estratégias patrimoniais
2.
Nas bancas de Minas o número 5 do fascículo Ditadura Militar no Brasil. Este fascículo aborda o governo do marechal Costa e Silva.

SITES E BLOGUES

1. A Revista Historia Agora - Revista eletrônica de Historia do Tempo Presente, lançou seu novo numero que esta' disponível em www.historiagora.com.

2. O novo movimento estudantil que conseguiu provar que as pequenas revoluções são possíveis e nem só de discurso por causas intangíveis vivem os jovens.
Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara dos Deputados, terceiro cargo mais importante da República, apronta mais uma. Agora a verba de gabinete de seus comparsas foi para R$ 60 mil mensais. Enquanto isso, os servidores públicos de Minas não recebem reajuste de Aécio há oito anos.
Mais uma operação da Polícia Federal, que prendeu 51 pessoas, entre elas 16 prefeitos, por serem "amigos do rei". Ah, mas é claro: não deu em nada.

Leia em www.tamoscomraiva. blogger.com. br


NOTICIAS

1. III Semana de Historia Política/UERJ

O Programa de pós-graduação em Historia Política da Universidade
Estadual do Rio de Janeiro realizara'nos dias 17 e 20/6/2008 a III Semana de Historia Política, no auditório da pós-graduação, 9° andar, UERJ. Mais informações em semanadehistoriapolitica.vilabol.uol.com.br.

2. Jornada "Historia do Esporte: da Antiguidade aos dias de hoje"
O Programa de pós-graduação em Historia Comparada/IFCS/UFRJ realizara', no dia 8/5/2008 no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais/IFCS/UFRJ a Jornada "Historia do Esporte: da Antiguidade aos dias de hoje". Mais informações no site www.sport.ifcs.ufrj.br/eventos/jornada/
. 3. Fórum de Historia do Esporte
O Programa de pós-graduação em Historia Comparada/IFCS/UFRJ realizara', no dia 18 e 19/6/2008 no Instituto Histórico GeográficoBrasileiro/IHGB o Fórum de Historia do Esporte. Mais informações no site www.sport.ifcs.ufrj.br/eventos/forum/.
4. Revista/ Chamadas de artigo
- A Revista Saeculum Nº 19 esta' recebendo ate' 30/6/2008 artigos eresenhas para compor seu próximo dossiê "Historia e Iconografia." Mais informações em www.cchla.ufpb.br/saeculum.

5.

Objetivo Geral do Seminário

O seminário pretende aprofundar diferentes perspectivas sobre a realidade da prostituição e discutir as diversas propostas existentes em torno da mesma. O encontro visa contemplar a prostituição como fenômeno que se situa nas interseções entre sexualidade, economia, trabalho, poder, moral, relações de gênero, entre outros. Objetiva ainda propiciar o debate sob uma perspectiva antropológica sobre a questão do estigma; debater as diferentes propostas sobre a regulamentação da prostituição; estudar o fenômeno sob a perspectiva da teologia feminista, além de refletir sobre a evolução, valores e novas realidades que giram em torno da prostituição.

Público-Alvo

Agentes sociais e de saúde, ONG’s, instituições governamentais e envolvidas com o tema “Mulher”, estudantes das áreas Social/Humanas/Direito, parceiros, membros de movimentos feministas, entre outros interessados no tema.

Inscrições

Para efetuar sua inscrição acesse o site www.oblatas.org.br e preencha sua ficha no link Seminário APMM até o dia 24 de abril.
Taxa única: R$10,00.
A Pastoral enviará um comprovante e programação para o seu e-mail registrado na ficha com informações para depósito. No local do evento apresente o comprovante de inscrição anexado ao recibo ORIGINAL de depósito e solicite sua credencial (acesso aos três dias do evento)
Inscrições no local: R$15,00.

VAGAS LIMITADAS.

28 de abril

13:00h - Inscrições
13:30h- Abertura: Apresentação do Seminário
- Ivoni Grando (Coordenadora da APMM) e Paulo Umberto Stumpf (Diretor da Escola Superior Dom Hélder Câmara).
13:45h Um enfoque antropológico: A questão de estigma
Palestrante: Regina Medeiros
14:45h Debate
15:30h - Café
15:45h - Mesa Redonda - A Prostituição desde um olhar de gênero: desafios teológicos e pastorais
Participantes: Anete Roese, Julieta Amaral e Maria Inês de Castro Millen
17:00h - Debate

29 de abril

13:30h - Palestra: Políticas Públicas e Prostituição
Palestrante: Márcia de Cássia
14:15h - A prostituição feminina no hipercentro de Belo Horizonte
Palestrante: Roseli Consoli Prado
15:00h - Debate
15:30h - Café
15:45h - Mesa Redonda - Mulheres em situação de prostituição: em luta pelas políticas públicas de empoderamento e cidadania
Participantes: Márcia de Cássia, Virgília Pascoal Rosa e Roseli Consoli.
17:00h - Debate
17:30h – Encerramento

30 de abril

13:30h - Palestra: O enfoque jurídico da prostituição: as propostas de legalização
Palestrante: Virgílio Mattos,
14:30h - Debate
15:00h - Café
15:15h -Mesa Redonda:Legalização da Prostituição.
Participantes: Virgilio Mattos, Mercedes Lima e Joice Barros.
16:30h - Debate
17:00h - Agradecimentos e encerramento.

Local:
Escola Superior Dom Helder Câmara – R. Álvares Maciel, 628 – Santa Efigênia – BH – MG CEP 30150-250
Entrada e acesso ao seminário
Palestrantes e parceiros terão acesso livre. No dia de abertura do seminário haverá conferência de nomes na lista de presença. Solicite sua credencial

6. Nesta semana a Rede Minas vai exibir no PROGRAMA PLANETA MINAS um especial sobre as FERROVIAS DE MINAS GERAIS. Há belas imagens antigas e atuais e muitos depoimentos. Eis os dias/horários de exibição:

25/04 - Sexta - 13:00h;
26/04 - Sábado - 20:00h.

7. Estão abertas as inscrições para o quinto Programa de Bolsas do Instituto Cultural Amilcar Martins (ICAM) em parceria com a USIMINAS, que concederá auxílio financeiro e institucional a estudantes matriculados em programas de mestrado e doutorado, cujos projetos de dissertação abordem a história de Minas Gerais. Para concorrer é preciso se inscrever entre 11 de abril e 23 de maio de 2008 através de formulário eletrônico no site www.icam.org.br.
Informações: (31) 3274-6666.

8. ANPUH- São Paulo
XIX Encontro Regional de História Poder, Exclusão e Violência
1 a 5 de setembro de 2008.
FFLCH-USP/Departamento de História

As inscrições de trabalhos nos Seminários Temáticos encerram-se dia 5 de maio.
Estão abertas as inscrições em Minicursos.
As inscrições de Pôsteres (pesquisa na graduação) serão feitas de 2 de junho a 1 de julho.
Inscrições de ouvintes: 2 de junho a 1 de setembro
Instruções no site www.anpuhsp.org.br


Informe ANPUH Março 2008

Concurso:
Concurso para professores nas áreas de História do Brasil e História Contemporânea
Estão abertos concursos para professores nas áreas de História do Brasil e História Contemporânea, no Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais da PUCSP. Insrições para a área de Brasil até o dia 30/04/2008 e para Contemporânea até 25/04/2008. Maiores informações no site da PUCSP: www.pucsp.br/facsoc ou na Faculdade de Ciências Sociais 3670-8337.
Encontros e simpósios
VI COLÓQUIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO
PUC-Minas, nos dias 18 e 19 de setembro de 2008Informações: meduc@pucminas.br

FÓRUM DESAFIOS DO MAGISTÉRIO
Tema: "O Magistério e a Mídia"
16 de abril, quarta feira, das 09:00 as 17:00hCentro de Convenções da Unicamp Inscrição on line GRATUITAInformações: http://www.cori.unicamp.br/foruns/magis/foruns_magis.php

EVENTO EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - CENTRO DE COMPUTAÇÃO DA UNICAMP
Os recursos dos ambientes de educação a distância têm sido bastante explorados, tanto para cursos presenciais que utilizam a internet como complemento às aulas presenciais como para cursos semi-presenciais ou totalmente a distância mediados por computadores. Buscando ampliar os recursos utilizados em educação a distância, a Equipe de Educação a Distância do
Centro de Computação da Unicamp, em parceria com a AFPU, oferece os eventos abaixo com o objetivo é apresentar os conceitos básicos sobre o ambiente TelEduc, o qual permite a criação, participação e administração de cursos na Web. Este ambiente tem sido amplamente divulgado e utilizado nos cursos de graduação (através do projeto Ensino Aberto), pós-graduação e extensão da Unicamp.
PALESTRA EXPOSITIVA (Tutorial):
Ambiente de Educação a Distância - TelEduc / Ensino Aberto (Visão Geral)
Data: 18/03/2007, das 9h00 às 12h00
Modalidade: presencial (Centro de Computação)
Público Alvo: Pessoas interessadas em Educação a Distância
Informações e Inscrições: http://www.ead.unicamp.br

II Encontro Internacional de História Colonial
Estão abertas as inscrições para o II Encontro Internacional de História Colonial, que ocorrerá em Natal, de 16 a 19 de setembro de 2008, evento que dará continuidade ao I Encontro Nordestino de História Colonial, ocorrido em 2006 em João Pessoa. A temática deste encontro será “A experiência colonial no Novo Mundo - séculos XVI a XVIII", que busca promover uma reflexão crítica e ampla sobre as diversas realidades coloniais.
Contaremos com simpósios temáticos, mini-cursos, mesas-redondas e conferências a serem proferidas pelos professores Laura de Mello e Souza (USP), Pedro Cardim (Universidade Nova de Lisboa), Maria Fernanda Bicalho (UFF) e Stuart Schwartz(Yale University)
Acesse a página: http://www.cchla.ufrn.br/eihc2008 para receber as proposições de simpósios temáticos e mini-cursos.Outras informações também já estarão disponíveis, mas atualizaremos a página continuamente.
Temos certeza que teremos um ótimo encontro, principalmente, por contarmos com a sua presença.
Cordialmente,Fátima Martins Lopes – Coordenadora do eventoPaulo César Possamai - Coordenador da Comissão CientíficaMaria Emília Monteiro Porto - Chefe do Departamento de História da UFRN

VI Encontro Nacional da REDEFEMII Seminário Internacional: Enfoques Feministas e o Século XXI: Feminismo e Universidade na América
LatinaIII Encontro Internacional Política e Feminismo
Nos dias 10 a 13 de junho de 2008 serão realizados, na Universidade Federal de Minas Gerais, o VI Encontro Nacional da REDEFEM, o II Seminário Internacional: enfoques feministas e o século XXI: Feminismo e Universidade na América Latina e o III Encontro Internacional Política e Feminismo. O GT-Gênero e História, sob a coordenação das Professoras Maria Izilda Matos (PUC/SP) e Andréa Lisly Gonçalves (UFOP), está recebendo, até o dia 31 de março, inscrições para o seu Simpósio.
Maiores informações: http://www.redefem.ufrgs.br/

Chamadas de artigos
Revista Militares e política
A revista Militares e Política, publicação eletrônica (ISSN 1982-6834) do
Laboratório de Estudos sobre os Militares na Política (LEMP) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, informa que está em no ar seu primeiro número, acessível no endereço: http://www.lemp.ifcs.ufrj.br/revista/index.htm
Colaborações para o segundo número já são aceitas, de acordo com as normas de publicação disponíveis na página da revista.

Revista Opsis
A Revista OPSIS Vol.08 nº 01- Dossiê Cultura e Identidades, do Curso de História da Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão recebe artigos a serem submetidos à publicação em seu próximo número,segundo semestre de 2008. Este número terá um dossiê temático "Cultura e Identidades". Serão também considerados artigos e resenhas sobre outros temas, conforme as normas da revista. Os textos devem ser enviados até 16 de junho de 2008.
Maiores informações: lzcarmo.lz@gmail.com, revistaopsis@yahoo.com.br e no Departamento de História Av. Lamartine Pinto Avelar, 1120 – St, Universitário – 75704-020 Fone; (64) 3441 1515 UFG/Campus Catalão

Revista eletrônica CEDAP
A revista eletrônica do CEDAP,/Patrimônio e Memória, Vol. 4, n.1, está recebendo, até o dia 30 de abril de 2008 artigos para os dossiês abaixo (de doutores e doutorando, segundo as normas da revista):
1.Memória de Mulheres
2. Bens Imateriais em debate
3. Organização de Acervos
As normas estão no endereço:
http://www.cedap.assis.unesp.br/patrimonio_e_memoria/patrimonio_e_memoria_v3.n2/normas.html Profª Drª Zélia Lopes da Silva - Editora da Revista"

Lançamentos de Livros e Revistas:
Educação,história e cultura da África e afro-brasileira
AUTORES: Benjamin Xavier de Paula (NEAB/UFVJM) e Cristina Mary
Ribeiro Perón (NEAB/UFU)
EDITORA: Ribeirão Gráfica e editora e PROEX/UFU
Aqueles que quiserem fazer a aquisição do livro poderão acessar o sítio da
livraria Cultura: www.livrariacultura.com.br, livraria Janina: www.janina.com.br, ou entrar em contato pelo email: benjaminx@usp.br

Elites regionais e a formação do Estado imperial brasileiro: Minas Gerais, Campanha da Princesa (1799-1850)
Livro de Marcos Ferreira de Andrade O trabalho, terceiro colocado no Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa 2005, acaba de ser publicado.
Elites regionais encontra-se à venda no Arquivo Nacional-RJ ao preço de R$35,00. Informações Coordenação de Pesquisa e Difusão do Acervo - tel. (21) 2179-1253 E-mail: pesquisa@arquivonacional.gov.br

Revista Tema Livre
Pedimos licença para informar que está no ar a edição nº12 da Revista Tema Livre (http://www.revistatemalivre.com), que apresenta artigos acadêmicos, entrevistas inéditas, exposição virtual de fotografia e, ainda, matérias
exclusivas.

Revista Fazendo História
E-mail: fazendohistoria@cchla.ufrn.br
É com prazer que anunciamos o lançamento da 1ª edição da Revista Fazendo História! A mesma está disponível no site:
http://www.cchla.ufrn.br/fazendohistoria
O tema abordado nessa edição é: História, Historiografia e Espaço.

FÊNIX - REVISTA DE HISTÓRIA E ESTUDOS CULTURAIS(VOL. 4, ANO IV, Nº 3, JUL-AGO-SET-2007).
Este número publica textos dos Profs. Agostinho Júnior Holanda Coe, Alda Heizer, Ana Teresa Contier, Antonio Augusto Passos Videira, Carlos Ziller Camenietzki, Cássio Leite Vieira, Fillipe Gomes de Souza Alves, Francis Albert Cotta, Henrique José Vieira Neto, Irina Podgorny, José Otávio Aguiar, Julierme Sebastião Morais Souza, Kaori Kodama, Leandro Antonio de Almeida, Luiz Otávio Ferreira, Maria Izabel B. Morais Oliveira, Maria Margaret Lopes, Olival Freire Junior, Paulo Reis Mourão, Silvia F. de M. Figueirôa, Solange Pimentel Caldeira.Para outras informações a respeito deste periódico científico, recomendamos entrar no site www.revistafenix.pro.br
Rede Social de História "Café História"
A idéia é fazer deste espaço uma referência para debates sobre a História e seus temas. Em pouco tempo de existência, o Café História teve mais de 22.000 acessos e mais 340 membros. Contamos com professores, pesquisadores e estudantes de História de todo o Brasil e até do exterior. Lá o usuário encontra blogs, fóruns, vídeos, fotos e grupos de pesquisa, completamente integrados e em uma plataforma de Web 2.0, ou seja, de cunho colaborativa.www.cafehistoria.ning.com

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