Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

7.10.08

Número 159



Esta semana a revista Carta Capital coloca o dedo numa ferida que, fossemos um país realmente sério, levaria os demais órgãos de imprensa a fazerem inúmeras matérias a respeito. Pois se trata de uma das mais altas autoridades da República, fazendo coisas que não devia...
Mas como ele não é o Lula, nem a Dilma, nem ninguém do PT... fica por isso mesmo???
Que coisa!!!


O empresário Gilmar
A engrenagem de poder e influência que faz da escola do presidente do STF um negócio de sucesso
Por Leandro Fortes
“Quem quiser ficar rico, não vá ser juiz”João Batista de Arruda Sampaio, desembargador e jurista (1902-1987)
Desde que veio à tona a história do suposto grampo de uma conversa com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, galvanizou os anseios de uma parte da sociedade que enxerga nos ministros de tribunais superiores a chance de controlar o poder negado nas urnas em eleições recentes. Como “vítima” de uma interceptação ilegal até agora não comprovada, Mendes acabou alçado à condição de paladino do Estado de Direito, dos valores republicanos e, por que não, da moralidade pública. O episódio exacerbou uma tendência crescente do STF, a de interferir além dos limites de sua atribuição na vida dos demais poderes. Coube a Mendes chegar ao extremo, quando chamou “às falas” o presidente da República por conta da mal-ajambrada denúncia do tal grampo. O Congresso, a Polícia Federal, os juízes de primeira instância, o Ministério Público, ninguém escapa da fúria fiscalizadora do magistrado que ocupa o principal cargo do Poder Judiciário no Brasil. Quem tem a pretensão e o pendor para “varão de Plutarco”, presume-se, segue à risca na vida particular os padrões morais que prega aos concidadãos. Não parece ser este o caso de Mendes. A começar pela sua participação no controle acionário do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Há de cara um conflito ético, ainda que as regras da magistratura não sejam claras o suficiente sobre a permissão de juízes possuírem negócios. Criado em 1998, o IDP organiza palestras, seminários e treinamento de pessoal, além de oferecer cursos superiores de graduação e pós-graduação. Entre 2000 e 2008, faturou cerca de 2,4 milhões de reais em contratos com órgãos ligados ao governo federal, todos firmados sem licitação. No quadro de professores contratados pelo instituto figuram ministros de Estado e dos tribunais superiores, e advogados renomados, vários deles defendendo clientes com ações que tramitam no STF presidido por Mendes.
(Leia a reportagem completa na edição impressa da revista Carta Capital).



Na Folha de São Paulo dois artigos. O primeiro nos mostra o que nos reserva o futuro, caso o candidato republicano vença as eleições nos EUA e não venha, por algum motivo qualquer, a completar o mandato. No segundo, um enfoque novo sobre a crise. Bem interessante, sem dúvida!


Por que será que a Madonna proibiu a Sarah Palin de assistir ao seu show???
A cantora Madonna declarou durante seu show na noite do último sábado (4) em Nova Jersey que a candidata republicana à vice-presidência dos EUA Sarah Palin não é bem vinda em seus shows. As informações são do site NME.


BARBARA GANCIA
Deus nos acuda de Sarah Palin
No caso da candidata a vice de John McCain, a palavra "despreparo" vem a ser eufemismo para ignorância

ESCREVO ANTES do debate entre os candidatos a vice-presidente na eleição norte-americana. Não é preciso ser mãe Dinah para imaginar que o senador democrata Joe Biden tenha levado a melhor sobre a republicana Sarah Palin. Para tanto, basta estar ao corrente das barbaridades que a governadora do Alasca andou proferindo desde que foi escolhida por seu partido, em agosto.
Quando o nome de Palin foi anunciado, achei que ela cairia no gosto do norte-americano. Afinal, vivemos em tempos em que a vulgaridade e a burrice são celebradas como qualidades, em que diploma e estudo são desprezados em favor da espontaneidade. Vivemos na era Elle Woods, heroína de "Legalmente Loira", que vira melhor aluna da turma, em Harvard, valendo-se mais da ajuda da manicure do que dos livros.
Uma das primeiras providências de Palin depois de eleita prefeita de Wasilla, cidade com pouco mais de 5.000 habitantes, foi sondar a diretora da biblioteca para saber sobre como proceder para banir livros.
Outra, a fim de desencorajar o aborto, foi determinar que vítimas de estupro pagassem pelos exames de corpo de delito, enquanto vítimas de outros crimes continuavam a ter seus exames pagos pelo Estado.
Até aí, a visão de mundo de Palin não difere da apregoada por Bush ou do pensamento da maioria no Meio-Oeste norte-americano.Mas é sua performance recente que tem deixado até republicanos de cabelo em pé. Ela demonstra ser tão, mas tão despreparada, que mesmo na conservadora Fox News já se aventou a possibilidade de retirar o nome dela da chapa.
Na terça-feira, referindo-se ao senador Joe Biden, ela disse: "Não o conheço, mas tenho ouvido seus discursos no Senado desde que estava na segunda série". A frase seria até engraçadinha, não fosse o fato de seu companheiro na disputa, John McCain, vir a ser, aos 72 anos, o mais velho candidato a concorrer à Presidência dos EUA. Se essa foi apenas uma gafe inócua, o mesmo não pode ser dito de dois fiascos retumbantes, a entrevista com Charles Gibson, da rede ABC, e a conversa com Katie Couric, da CBS, em que Palin citou a proximidade do Alasca com a Rússia como credencial de sua experiência em política externa. Com Gibson, a situação foi ainda mais constrangedora. Perguntada se concordava com a doutrina Bush, Palin não soube responder. Percebendo sua dificuldade, o entrevistador refez a pergunta: "A senhora sabe o que é a doutrina Bush?" Palin respondeu que era "a visão de mundo de George Bush", e Gibson teve de explicar a ela que se trata da política que permite aos EUA atacar países que abriguem terroristas e que essa tem sido a base da política externa dos Estados Unidos nos últimos sete anos.
No caso de Sarah Palin, a palavra "despreparo" vem a ser um eufemismo para ignorância crassa.J
ohn McCain tem 72 anos e, estatisticamente, são grandes demais as chances de ele morrer sem concluir o mandato para deixar uma desavisada como Palin na presidência.
Já imaginou uma cabeça oca dessas tendo em mãos os códigos nucleares? Já pensou no tipo de juiz que dona Sarah não vai indicar para a Suprema Corte?

CONTARDO CALLIGARIS
Aritmética da crise
Um responsável pela crise: o pensamento positivo, triunfante na cultura americana
EM 1994 , nos EUA, os juros dos empréstimos bancários eram baixos. Em Nova York, os Jones, um casal de professores, decidiram comprar um apartamento que valia US$ 300 mil. Graças a uma herança, eles dispunham de um aporte inicial de US$ 100 mil e conseguiram um empréstimo hipotecário de US$ 200 mil a juros fixos; a mensalidade, que pagariam por 30 anos, era compatível com seus salários.
Em 1996, o apartamento dos Jones, comprado por US$ 300 mil, já estava valendo US$ 450 mil, e os bancos competiam para refinanciá-lo. Os Jones contrataram novo empréstimo hipotecário de US$ 350 mil; com isso, pagaram o saldo da hipoteca anterior (quase US$ 200 mil) e ficaram com US$ 150 mil líquidos, para eles.A bolsa não parava de subir, e os Jones investiram seus 150 mil (sobre os quais pagavam juros de 6%) em fundos de ações (com retorno médio de 16% ao ano). Nada mal.Dois anos mais tarde, o apartamento valia US$ 600 mil. Os Jones pediram a seu banco uma linha de crédito garantida por uma segunda hipoteca sobre o imóvel: mais US$ 150 mil, que eles investiram nos mesmos fundos de ações.Nessa altura, além do apartamento (que valia 600 mil, mas com duas hipotecas, de 350 e 150 mil), os Jones possuíam um capital investido de US$ 300 mil. Sucesso, hein?Preocupados em não perder o trem da alegria, convencidos de que não há bem-estar sem crescimento contínuo e entusiastas da internet, os Jones venderam seus fundos e passaram a negociar ações diretamente numa corretora on-line, com bons resultados: naqueles anos, era difícil errar. Preferiam as ações de empresas das novas tecnologias, que prometiam lucros rápidos. Seus investimentos serviam como garantia para eles alavancarem dinheiro para mais investimentos, o que multiplicava o retorno (e também os riscos, mas os Jones se sentiam confiantes: só conheciam céus azuis -longo período de juros baixos, aumento vertiginoso do preço dos imóveis e subida contínua das bolsas).Em março de 2000, no desastre das ações de tecnologia, alavancados além da conta, os Jones tiveram que vender na pior baixa. Perderam metade de seu capital. Mas, nesta altura, seu imóvel valia US$ 800 mil; eles ampliaram a linha de crédito e voltaram para a bolsa com toda força.No 11 de Setembro de 2001, novo desastre. Os Jones ficaram com quase nada. Sobrava-lhes seu imóvel. Problema: entre 2000 e 2001, pela queda nas bolsas, US$ 4 trilhões sumiram das contas dos americanos; o preço dos imóveis estava fadado a baixar. No fim de 2007, o apartamento dos Jones, hipotecado por US$ 500 mil, valia US$ 450 mil. Entregar a casa para o banco credor se tornava um bom negócio. Essa é a história de uma hipoteca de primeira linha. A das hipotecas de segunda linha ("subprime") é mais simples.
Nos anos 90, os Smiths não tinham renda para pagar as mensalidades de um empréstimo. Para que os menos solventes aproveitassem a "festa" imobiliária, os bancos inventaram um tipo de empréstimo com juros bem altos, mas que seriam cobrados só a partir do terceiro ano. Ou seja, antes de dois anos, os Smiths venderiam seu imóvel (cujo valor teria aumentado de, digamos, 30%), reembolsariam o empréstimo do banco e ficariam com o tal 30%, um pequeno patrimônio. Tudo certo -à condição que o preço dos imóveis não parasse de subir.Durante esse tempo, os bancos, assim como seus clientes, também apostaram no eterno "boom" dos imóveis e transformaram os débitos hipotecários dos Jones e dos Smiths em títulos negociáveis, lastro para alavancar mais dinheiro etc.O que foi? Cobiça dos Jones e dos Smiths? Ganância de executivos preocupados só com seu bônus de Natal? Uma grande jornalista americana, Barbara Ehrenreich, no "New York Times" de 23 de setembro, aponta para um responsável menos óbvio: o pensamento positivo, triunfante na cultura americana das últimas décadas.Para Ehrenreich, o problema é que, há anos, "tropas de pastores de superigrejas e um fluxo infinito de best-sellers de auto-ajuda" juram que, para conseguir o que a gente quer, é suficiente "acreditar firme": deseje ardentemente o objeto de sua ambição, e eis que o mundo e Deus responderão a seu pedido.As estantes das livrarias de aeroporto mandam cada viajante (sobretudo se for um executivo) ser loucamente otimista e confiante. Em seus sites, os conferencistas motivacionais ainda listam orgulhosamente, entre seus clientes importantes, Lehman Brothers e Merril Lynch...


O preconceito está em nós
Na sala de aula, assim como em qualquer outro ambiente, ocorrem situações de discriminação. É necessário reconhecê-las e discuti-las
A escola não é uma ilha, e entre alunos e professores estão presentes as mesmas relações de uma sociedade que estimula o individualismo e vê a solidariedade como se fosse um favor e a tolerância como covardia. A nós, educadores, usualmente defensivos, cabe uma posição mais consciente e deliberada contra essa cultura de agressividade, começando por identificar e combater atitudes que comprometem o convívio escolar e envenenam a vida social.
O preconceito não é só coisa de grupos sectários, como skinheads, pois surge, às vezes, da tola pretensão de valorizar a si mesmo ao depreciar diferentes escolhas religiosas, estéticas, desportivas ou musicais. Ele pode se manifestar, às vezes, disfarçado de humor, como na humilhação - ou bullying - de um estudante por seu sotaque regional ou pela forma como se veste. Uma escola que admite posturas como essas, por não reconhecer seu potencial destrutivo, abre caminho para discriminações de etnia, idade, origem, gênero e classe. Muitas formas de intolerância resultam de visões e superstições presentes nas relações familiares e afetivas e de valores disseminados na sociedade. Em oposição a isso, a escola deve estimular crianças e jovens a identificá-las em piadas, notícias, torcidas esportivas, filmes de ação e novelas e discutir suas origens sociais e históricas. A atividade é adequada a diferentes disciplinas. As práticas de segregação por condições de vida, preferências ou deficiências também podem ser identificadas e debatidas por meio da dramatização de reações possíveis de jovens e de educadores diante da imagem de um trabalhador urbano saindo imundo de um bueiro ou do sorriso bondoso de uma criança com síndrome de Down. Ao mostrar como os preconceitos são usualmente reforçados por constrangimentos ou revelados pela intolerância, em situações que demandariam compreensão e solidariedade, questionam-se atitudes de professores na sala de aula, por exemplo, ao tratar com alunos que têm diferentes ritmos de aprendizagem. É difícil não discriminar, pois, ao generalizar experiências pessoais, já prejulgamos. Mais complicado ainda é reconhecer como desfiguramos traços de caráter e sentimentos pessoais ao descrever quem estranhamos. Ao nos referirmos a jovens da escola privada como patricinhas e aos da escola pública como pivetes, por exemplo, estamos revelando nossa própria grosseria e insensibilidade pelo simples uso desses termos - e é bom ter consciência disso. Os julgamentos preconceituosos, no entanto, nem sempre são definitivos, assim como as afirmações científicas. O que parecia bem compreendido há alguns anos, como a constituição e a expansão do Universo, hoje apresenta vários pontos obscuros. Por isso, valorizar a variedade de culturas, o questionamento dos saberes e a necessidade do contraditório é o que devemos fazer sem propagar outro mito, o da neutralidade absoluta. A escola é um espaço de diversidade privilegiado para aprender a resolver conflitos e saborear a graça do convívio com a diferença. É assim que ela combate os preconceitos.
Luis Carlos de Menezes (da revista Escola)
Físico e educador da Universidade de São Paulo, vê os preconceitos como adversários da cultura em geral e da ciência em particular.

COLABORADORES
Maria José Speglich
Esta semana veio à tona uma frase tirada de um comentário feito por César de Queiroz Benjamin, o Cesinha, que é um jornalista, editor e político brasileiro, um dos líderes históricos da esquerda recente no país.

As economias modernas criaram um novo conceito de riqueza. Busca-se obter mais quantidade do mesmo. O que vemos não é acidente. O sistema buscou sua forma mais pura. Os resultados estão aí. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas”.
(César Benjamin)

Fiquei pensando nisso e vejo que apesar de um grande número de habitantes do planeta viverem ainda fora das condições básicas da vida moderna, sem acesso à eletricidade ou à água potável, a verdade é que hoje em dia é possível o contacto em tempo real entre os pontos mais distantes da superfície terrestre. No domínio da economia, se bem que desde há muito que se compram e vendem mercadorias entre os mais diversos e distantes pontos da Terra e por isso ser antiga a influência entre sociedades e tecidos sociais diferentes e separados pelas distâncias dos diversos continentes, existe agora a possibilidade de negócios em tempo real entre qualquer local desta nossa casa comum. Dada a evolução dos transportes, quer no domínio da sofisticação e inerente capacidade de fazer circular qualquer produto, quer no âmbito das velocidades de deslocação conseguidas nas redes de telecomunicações que criaram condições tecnológicas para a mobilidade imediata dos capitais, tanto atividades como saberes e competências podem ser deslocalizadas entre qualquer país e outro por mais longínquo que seja.

No contexto do capitalismo financeiro, quase se perdeu a noção de nacional. Numa expressão simples, diz-se que o mundo está globalizado.
É pensando nisso que gostaria de propor uma reflexão: Como dentro desse fenômeno da globalização colocar em prática uma economia a não ser a de mercado?
Hoje faz sentido ser a favor ou contra a globalização? Favorável ou contra a economia usual do capitalismo?
Nesse sitio em que vivemos – a Terra – já se experimentou o socialismo tão desejado por uma geração da qual faço parte. No entanto, ele ruiu em todo o mundo pela sua incongruência ideológica e sua práxis desastrosa.
Assim, a corrupção, a ganância não ficaram de fora, exceto nos textos. O homem não evoluiu o suficiente para tanto. A história deu razão ao velho Trotsky que dizia ser impossível um socialismo isolado dentro de fronteiras nacionais. Mais razão ainda teve Marx, para quem o socialismo só viria como resultado do desenvolvimento pleno do capitalismo e seu subseqüente esgotamento como instrumento de renovação das forças produtivas. Numa leitura livre do velho filósofo, o socialismo teria de se tornar um fruto maduro brotado da árvore do capitalismo.
Mesmo as conquistas sociais da Revolução como a educação e a saúde eficientes não conseguiram se sustentar, foram deglutidas por um meio circundante do mercado e pela desigualdade interna crescente.
E ai eu pergunto: É lógico, é razoável propor uma economia diferente no mundo em que vivemos?
Sou favorável à utopia, mas é necessário um mínimo de coerência com o tempo em que vivemos.
Lembre-se somos brasileiros e há quem julgue a tradição brasileira de conciliação como um fator de atraso para o País. Contudo, devemos dar graças por essa característica, que sempre nos livrou da guerra civil. Nossa veia ibérica provém de um povo que aboliu as touradas há vários séculos, alguém se lembra disso? E reinventamos o Carnaval para que durante quatro dias pudéssemos ritualizar a utopia.
Só que são quatro dias e não o resto do ano.
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Meu prezadissimo colega Eliezer defende sua dissertação de mestrado, dia 10, sexta-feira, às 14 horas, na Faculdade de Educação da UFMG.
Abaixo um resumo do trabalho dele:

Saber acadêmico e saber escolar: História do Brasil, da historiografia à sala de aula na primeira metade do século XX.

A dissertação Saber acadêmico e saber escolar: História do Brasil, da historiografia à sala de aula na primeira metade do século XX, apresenta o processo de formação da Disciplina Escolar História do Brasil na primeira metade do século XX. Concebendo o nacionalismo e o patriotismo como conceitos e comportamentos desejáveis a serem construídos entre as crianças da fase escolar, atribuiu-se à História do Brasil (disciplina) uma parte significativa dessa tarefa.
Para demonstrar a mesma, é apresentada uma discussão sobre a historiografia produzida no período a fim de demonstrar os processos que permitiram sua apropriação pelos autores de manuais didáticos contemporâneos. O cruzamento entre os dois discursos, historiografia e manual, tomando o conceito de apropriação de Roger Chartier, deixou ver que, notadamente no manual, o peso da intenção formadora é muito forte. Isso se revela através de conteúdos e exemplos que concebem a História como mestra da vida, portadora de exemplos a serem seguidos ou evitados, tornando esse material um lugar de memória conforme definição de Pierre Nora e, já apropriado e aplicado em pesquisas no Brasil por Thais Nivia de Lima e Fonseca. Ainda Chartier, em conjunto com Alan Choppin, Ana Maria de Oliveira Galvão, Antônio Augusto Gomes Batista e Circe Bittencourt, favoreceram a construção de conceitos próprios para o manual didático, tais como compêndio, livro, noções, pontos, desde a escrita do texto, e a sua preparação como material de ensino, até torná-lo uma mercadoria, entrando no processo de circulação do impresso.
Uma vez apropriado e utilizado na sala de aula, a análise do produto do trabalho do professor, refletido na produção do aluno, permitiu perceber a construção de um modelo de narrativa e a indicação de formas de apropriação do manual didático pelos alunos a fim de formar, tomando como base Bronislau Bazcko, um imaginário nacionalista e republicano.
As fontes da pesquisa foram manuais didáticos, artigos relacionados ao ensino e à disciplina História publicados na Revista do Ensino, diários de classe, livros de grêmios e provas e exercícios realizados pelos alunos.



NAVEGAR É PRECISO

1. Site do jornal Brasil de Fato – www.brasildefato.com.br

Crise financeira
Economista afirma que o Estado continua tomando medidas que os capitalistas esperam, ou seja "dar dinheiro para os ricos"

México
"Quem ordenou o massacre? Quantos morreram? Onde estão os mortos ainda desaparecidos?", questiona Javier Zúñiga, assessor especial da Anistia Internacional

O rentável negócio da droga nos EUA
Hernán CarreraNão obstante, como toda grande indústria num mundo de capitalismo e livre mercado, também esta é altamente concentradora e monopolizada
A crise mundial, o referendo no Equador e as eleições no Brasil
Editorial Brasi de Fato (edição 292)Por enquanto, três fatos muito importantes estão marcando a conjuntura política no mundo, na América Latina e no Brasil

Crise Financeira
"A estabilidade do Brasil na verdade é falsa", analisa o economista e professor da UFRJ, Reinaldo Gonçalves, em relação a crise econômica mundial

2. Blog Memórias do Fronthttp://memoriasdofront.blogspot.com/

O Memórias tem um objetivo bastante simples: mostrar a participação de pessoas anonimas no grande conflito mundial através de imagens de meu arquivo pessoal.Os textos originados são, portanto, inéditos bem como a pesquisa que empreendo em cima de cada imagem para elucidar, nem que seja um pouco, a participação de individuos até então anonimos na Guerra.

3. Site da Revista Ciência Hojehttp://cienciahoje.uol.com.br/


A democracia e suas idades
A viagem que revelou a biodiversidade do Brasil ao mundo
Mercados internacionais de crédito entraram em colapso e há risco real de uma corrida devastadora aos bancos. Por que o pacote de 700 bilhões de dólares, nos EUA, chegou tarde e é inadequado. Quais as causas da crise, e sua relação com o capitalismo financeirizado e as desigualdades. Há alternativas? (Por Antonio Martins)
- Mas, pô, Mello, essa história de torturador confessando, de novo?
Pois é, de novo. E esse vídeo é bem recente. Subiu no sábado.
O torturador confesso é uruguaio, participou ativamente da repressão militar nos anos 70, e conta como foram treinados na Escola das Américas, no Panamá, por militares americanos, que lhes ensinaram as mais modernas técnicas de tortura.
Há detalhes de um cinismo cruel, como a informação de que, enquanto torturavam as pessoas com o método chamado de submarino (primo-irmão do waterboarding, mas menos sofisticado que este – e demonstrado no vídeo), colocavam na agulha o LP (*) com Yellow Submarine, dos Beatles.
O vídeo está em inglês.
(*) - um disco de vinil preto, com um buraco no meio, que reproduzia som, como os atuais tocadores de mp3 (explico para os mais jovens)

7. Revista Espaço Acadêmicohttp://www.espacoacademico.com.br/

Foi publicada a edição nº 88, setembro de 2008, da Revista Espaço Acadêmico. Se não visualizar ou os links falharem acesse: http://www.espacoacademico.com.br/ (ou copie e cole no seu navegador)

8. Site da Adital - http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=35365

Desequilíbrios estruturais do capitalismo atual
Emir Sader
A atual crise econômico-financeira internacional se insere no marco de um ciclo longo recessivo, do qual o capitalismo não logrou sair desde seu início, em meados da década de setenta do século passado. Sem essa inserção, fica difícil a apreensão do caráter dessa crise, das conseqüências que pode produzir e do cenário que deve surgir depois dela.


NOTICIAS


1. O MPF, em parceria com a ABOTTC - Assoc. Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais e o GFPF - Grupo Fluminense de Preservação Ferroviária, promoverá o evento Preserve 2008 - X Seminário sobre Preservação e Revitalização Ferroviária, no Rio de Janeiro - RJ, no período de 27 a 29 de novembro próximo.

O evento será de especial interesse para Prefeituras Municipais; órgãos públicos de cultura, turismo e transportes; entidades culturais; professores, pesquisadores e estudantes universitários; museólogos; historiadores, arquivistas, arquitetos, engenheiros, turismólogos e outros profissionais; agentes de turismo; ferroviários; preservacionistas em geral.

As taxas de participação terão valores simbólicos:

- R$ 10,00 - estudantes; R$ 20,00 - outros participantes.

O pagamento das taxas será feito no local do evento, no dia 27 de novembro, no ato de credenciamento de cada participante
A programação do dia 28, 6a. feira, incluirá a apresentação de Comunicações Técnicas. Propostas de interessados em apresentar trabalhos deverão ser encaminhadas até o dia 31 DE OUTUBRO, conforme regulamento próprio, disponível, juntamente com o restante do material informativo, nos seguintes sites na Internet:

http://www.abottc.com.br/
http://www.trembrasil.org.br/

Para informações e esclarecimentos adicionais:

Tel.: (21) 8800-9888
E.mail: http://br.mc373.mail.yahoo.com/mc/compose?to=victorjferreira@gmail.com
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2. 2º Seminário de História Econômica e Social de Minas Gerais. FAFISM/MURIAÉDias 09 a 11 de outubro/2008Maiores informações: http://historiafafism.net63.net./
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3. Estão abertas as inscrições para o "III Simpósio de Política e Cultura: relações de poder e práticas culturais" do Programa de Mestrado em História da Universidade Severino Sombra. O Simpósio se realizará nos dias 26, 27 e 28 de novembro em Vassouras–RJ.As inscrições podem ser feitas através do site: http://www.uss.br/web/page/IIIsimposio.asp.
O evento se estrutura a partir de 7 mini-simpósios, coordenados por professores da USS e de outras instituições. Abaixo, estão relacionados os mini-simpósios e seus respectivos coordenadores. As ementas estão disponíveis no site.
1. Práticas políticas na América Ibérica.Coordenação: Ana Maria da Silva Moura (USS), Marcos Sanches (UNIRIO), Marcos Bretas (UFRJ)
2.Cinema-HistóriaCoordenação: José d´Assunção Barros (USS), Rosângela Dias (USS), Jorge Nóvoa (UFBA)
3. Estado, Instituições e relações de poder.Coordenação: Surama Conde Sá Pinto (UFRRJ)
4. Imprensa, idéias políticas e movimentos sociaisCoordenação: Cláudia Santos (USS), Cláudio Monteiro (USS), Eduardo Scheidt (USS), Cláudio Batalha (UNICAMP)
5. Violências e espaços urbanos, configurações e implicações históricas.Coordenação: Fábio Lopes (USS), Lúcia Silva (USS), Durval Muniz de Albuquerque Jr. (UFRN)
6. Formação do capitalismo de "desenvolvimento para fora" no Brasil: a nova ética do trabalho.Coordenação: José Jorge Siqueira (USS), Flávio dos Santos Gomes (UFRJ), Carlos Eugênio Líbano Soares (UFBA)
7. Relações de Poder e Identidades SociaisCoordenação: Carlos Engemann (USS), Roberto Guedes (UFRRJ-Nova Iguaçú), Ricardo Salles (UERJ-FFP).
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4. Seminário Internacional Direito e Historia

Inscrições gratuitas Painel de Iniciação Científica e Ouvintes:De 1º a 20 de OUTUBRO.
Obtenha a ficha de inscrição em http://www.ceo.historia.uff.br/ e a envie para o e-mail: seminariodireitoehistoria@gmail.com

Data: 28 de outubro
Local: Faculdade de Direito da UFF – Ingá, Niteroi

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