Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

26.5.09

Numero 190




Educação é um tema em destaque neste Boletim. O primeiro artigo analisa a questão da violência inaudita ocorrida em várias escolas do mundo. Situação que não está longe de acontecer aqui entre nós, também. O segundo é uma crítica ao novo vestibular, tal como proposto pelo governo federal às instituições de ensino federais.
O terceiro artigo é escrito por um funcionário da Petrobrás. Ele fala “de dentro”, a respeito de algumas questões que o grande público não conhece bem, ou desconhece totalmente.
O tema retorna em alguns links na seção Navegar é preciso. E ali temos ainda: Governos não se prepararam para enfrentar a natureza cada vez mais violenta – Indigenas resistem na Amazônia peruana – O degelo EUA/Cuba – A ofensiva do medo dos republicanos contra Obama – Existe jornalismo independente? – O que não se diz sobre os “piratas” da Somália.
Para ler: Revista Forum de maio e A Revolução Venezuelana.
Notícias: I Seminário de estudos sobre a FEB – Concurso para professor do CEFET-MG – Curso de Extensão: Patrimônio Historico-Cultural: formulação e projetos.
Bom proveito!


Massacre nas escolas
Raymundo de Lima

No dia 11/3/2009, numa escola de Winnenden, Alemanha, um adolescente[1] matou 15 pessoas, e depois teria sido morto pela polícia ou cometido suicídio. Massacres de alunos e professores cometidos por jovens vêm se espalhando pelo mundo, em intervalos mais curtos, como se fosse uma epidemia.
Poucos dias depois, o professor Almir Olimpio Alves, que realizava pós-doutorado na Universidade Binghamton, EUA, no dia 03/04/2009, é a primeira vítima fatal de um massacre numa uma instituição de atendimento a imigrantes. O atirador matou 13 pessoas, e foi encontrado morto com um tiro na cabeça, no prédio da Associação Cívica Americana que ajudar imigrantes e refugiados,
Noticiado pela imprensa como massacre ou barbárie, esse tipo de crime vem sendo chamado de “amouco” (vem de Amok, palavra de origem javanesa que a psiquiatria designa atos criminosos inexplicáveis, sem motivo aparente; com fácil acesso à armas uma pessoa considerada normal vai matando todos que encontra pela frente, suicidando-se depois).
Psicólogos, psiquiatras e sociólogos avançam pouco nas pesquisas por que um jovem em fase escolar, transforma-se em assassino múltiplo de colegas, professores ou qualquer passante que casualmente se encontra na linha de tiro.
Alguns pontos, porém, são coincidentes em tais crimes: a) a maioria dos assassinos são jovens (homens), considerados pelos estudos como ressentidos, rotulados de losers (perdedores) pelos colegas e professores; b) são viciados em videogames e filmes violentos
[2]; c) tinham acesso fácil a armamento pesado; d) eram quietos, reservados, esquisitos; e) escolheram descarregar sua arma no ambiente da escola e depois se suicidam; f) antes do ato não apresentam qualquer sinal de comportamento desviante ou histórico de delinqüência, mas teriam histórico familiar complicado. (ler o ensaio do psicanalista Contardo Calligaris publicado na Folha de S. Paulo, 19/03/2009) no qual aponta mais um elemento sintomal: “esses gestos homicidas e suicidas são propositalmente públicos. Não se trata de alvejar os passantes a partir de uma janela escondida: a matança é teatral”).
Ou seja, eles planejaram os seus crimes como se fosse um espetáculo. Agiram como se fossem protagonistas de um filme violento. Parecem movidos pelo desejo de onipotência e de “produzir remorso em escala global”. “se você não pode se tornar conhecido e famoso na e com a sociedade, então se volte contra ela” (op.cit.).
Também chama atenção: a maioria dos assassinos nunca treinou com armas de verdade, só na “realidade virtual” dos videogames, e, mesmo assim, conseguiram uma margem de acertos entre 90 e 100% em suas vítimas, como observa o psicólogo David Grossman (cf:
http://www.espacoacademico.com.br/018/18ray.htm).
No início esse tipo de crime era considerado apenas mais um sintoma da cultura norte-americana, que supervaloriza o espetáculo, o dinheiro, às armas, à competição, o consumo. Mas, foi na Escócia, em 1996, o primeiro lugar a ser noticiado o massacre de16 crianças e um professor (mais o assassino, suicida).
Em 1997, na cidade de West Paducah (Kentucky/ EUA), um adolescente de 14 anos matou a tiros, após a oração matinal, três colegas de escola, e cinco outros foram feridos.
Depois, em 1998, em Jonesboro (Arkansas), dois meninos (11 e 13 anos) abriram fogo na escola, matando quatro meninas e uma professora. No mesmo ano, em Springfield (Oregon), outro de 17 anos matou a tiros em uma “high school” dois colegas e feriu 20.
Em 1999, dois jovens de 17 e 18 anos provocaram um banho de sangue no Instituto Columbine, em Littleton (Colorado): com armas de fogo e explosivos, eles mataram em sua escola 12 colegas, um professor e, em seguida, a si próprios.
Mas, esse tipo de massacre nas escolas também vem ocorrendo em países de diferentes culturas e distâncias: Canadá, Escócia, Suíça, Alemanha, Japão, Uganda, e até a Finlândia, que é 1º lugar no ranking das melhores escolas do mundo teve dois massacres: 9 e 11 pessoas foram assassinadas numa escola, respectivamente em 2007 e 2008.
No Brasil fala-se da violência na/da/contra
[3]as escolas, mas ainda não aconteceu massacres desse tipo.
As explicações “científicas” convencionais interpretam esses massacres amoucos como efeitos do mal-estar produzido pelo capitalismo global e “estão integrados no contexto maior de uma cultura da violência interna à sociedade” (R. KURZ).
Esse “mal-estar” não traz os sinais clássicos de maldade, mas sim, é considerado efeito normal da diversão e gozos próprios da pós-modernidade (ZIZEK, 1999): os jovens passam horas se ‘divertindo’ em videogames violentos, cujo efeito é a dessensibilização sobre a dor dos outros; inconscientemente, eles estão exercitando sua pulsão de morte para ser ato na realidade concreta. A nova geração estaria inaugurando a era “pós-humana” (Haraway, apud Green e Bigun, 1995, p. 218, 231-2), i.é, apagando as fronteiras entre a realidade e a ficção, e negando radicalmente o papel civilizador da escola.
Um aluno humilhado pelos professores e colegas, e ressentido com uma escola ambígua, contraditória e hipócrita, remói no seu imaginário uma vingança espetacular contra professores e alunos na escola/ universidade. Assim o “ressentimento” (ZUIN, 2008) autorizado pela atmosfera pós-moderna seria o impulsionador para o ato amouco. Do mesmo modo, um trabalhador desempregado, ressentido com o sistema, é tomado de fúria contra todos, como aconteceu com o vietnamita Jiverly Voong, autor do massacre de 03/04/2009: ele tinha sido demitido da IBM e se sentia frustrado porque não conseguia aprender inglês. Desse modo, “a vingança [do ressentido] é adiada”, acumulada, faltando muito pouco para adquirir um instrumento, local e hora para ser ator de seu teatro.
Na linha de Zizek (ibid.), na sociedade liberal-permissiva a criança aprende que “pode tudo” para o bem ou para o mal. O princípio cristão do “amor ao próximo”, nesse tipo de sociedade, é substituído por “amor a si próprio” (narcisismo) e pela vingança indiscriminada contra todos aqueles que supostamente são vencedores da competição patrocinada pelo sistema capitalista.
Segundo Zizek, vivemos um vale tudo para ‘mais-gozar’ a vida: vale tanto matar-virtual, de mentirinha, como matar na realidade através de micro-violências atuadas no cotidiano banal. Porém, essa linha de pensamento não explica por que só algumas pessoas cometem ato amouco, enquanto que a maioria dos jogadores dos videogames se satisfaz cometendo massacres virtuais ou assistindo mortes em cenas de filmes.
È visível que a nova geração de jovens dá sinais de autismo social: a criança e o jovem, em várias situações do cotidiano, revelam insensibilidade em relação ao sofrimento alheio, mas podem chorar convulsivamente diante de uma cena de ficção. Ao receber um “não” dos pais ou professores eles podem reagir de forma explosiva e emoção desmedida. Eles dão a impressão de que vivem numa bolha imaginária, onde o outro é simbolicamente anulado. Há uma tendência de esses jovens se fecharem num mundinho específico do seu quarto, das mensagens do celular ou do MSN, Orkut, onde recusam conversar com adultos ou pessoas de outra “tribo”. Esse narcisismo da recusa ou indiferentismo são sintomas de estruturas psicóticas e perversas prontas para passar ao ato. Mas, os atos amoucos seriam produto de uma estrutura psicótica? Então, por que não deixaram indícios? Por que se irrompem com tamanha brutalidade?
Os documentários
Tiros em Columbine (2002), “Bang bang, voce morreu” (2001), que serviram de inspiração para o filme Elefante (2003), dão a impressão de serem mais corajosos em levantar hipóteses e provocar reflexões do que os resultados das pesquisas nos campos da sociologia, antropologia, psicologia social, psicanálise, etc. No Brasil as investigações e debates sobre esse assunto parece quase ignorado; mecere destaque alguns ensaios direcionados pelo menos para provocar o debate na nossa sociedade, conforme registramos nas referências. Contudo, os autores ainda são refêns de sua disciplina, i.é, carecem de um esforço epistêmico no sentido da transdiciplinaridade. Porque como alerta Edgard Morin: “problemas complexos [como são os crimes amoucos] exigem um modo/método de pensamento também complexo”.

Referências
COSTA, J. F. Narcisismo em tempos sombrios. In: Percursos da história da psicanálise. Rio de Janeiro: Taurus-Timbre, 1988.
GREEN, B. e BIGUN, C. Alienígenas em sala de aula. In: Silva, T.T. (org.). Alienígenas em sala de aula. Petrópolis: Vozes, 1995.
ZIZEK, S. O superego pós-moderno. In: Folha de S. Paulo – Mais! 23/ maio/ 1999, p.5-8.
ZUIN, Antonio. A educação de Sísifo: sobre ressentimento, vingança e Amok entre professores e alunos. Educação e Sociedade, Campinas, v. 29, n.103, p.583-606, maio/ago. 2008.
[1] O pai, que colecionava armas e praticava tiro ao alvo, enfrenta a acusação de negligência e violação das leis de armas, se ficar provado que ele não as guardava de acordo com o prescrito. Depois desse massacre o governo da Alemanha deve revisar o acesso às armas, e adotar mais medidas preventivas e emergenciais diante de novo ataque. (Cf.: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u534935.shtml )
[2] A revista "Der Spiegel" informa em seu último número que o jovem tinha jogado games violentos em seu computador na noite antes do massacre e que há meses participava de fóruns na internet sobre massacres escolares.
[3] Cf.: http://www.espacoacademico.com.br/080/80lima.htm
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OPINIÃO: Novo Vestibular ou nova cortina de fumaça?
Angela C Siqueira*
O atual governo, que está no final do seu segundo mandato anunciou com muita divulgação nos jornais e na TV, neste mês de abril**, que iria acabar com os vestibulares nas universidades federais, substituindo-o por um Enem modificado. As universidades, que geralmente em maio têm que definir as vagas que vão oferecer e começar a preparar seus processos seletivos (vestibular, reingresso, transferência, mudança de curso), souberam pelos jornais que deveriam dar uma resposta sobre a adesão ao novo Enem até o dia 30 do mesmo mês. Uma das afirmativas do governo é que essa mudança tornaria o acesso às universidades um processo mais democrático, permitindo maior inclusão social e mobilidade estudantil, exemplificando com o teste aplicado nos Estados Unidos, conhecido por sua sigla, SAT (Scholastic Aptitud Test). Por fim, para conseguir a adesão dos administradores das IFES a tal processo seletivo externo, o ministro Fernando Haddad prometeu repassar recursos para as mesmas, a fim de ressarci-las da perda de recursos que arrecadam com a realização desses concursos, que por conta da falta de verbas, acabou virando uma fonte de renda (não carimbada) das referidas instituições.
O modelo existente, o vestibular, é bem questionado, mas ele deve ser entendido como decorrente de uma política pública que durante muitos anos primou pela contenção da expansão da rede pública e de grande incentivo à expansão da rede privada. Com a expansão de má qualidade de boa parte das instituições privadas (em especial aquelas empresas educacionais com fins estritamente lucrativos, contando até mesmo com ações em bolsas de valores) e a não expansão do público, o vestibular se transformou numa barreira para pinçar alguns poucos candidatos para as poucas vagas. É inadequado como processo seletivo? É. Contudo, colocar o vestibular como a “Geni”, criando uma cortina de fumaça sobre cumulativa falta de prioridade dada à educação em nosso país, só serve para desviar o problema de suas origens, e jogar mais uma vez a população contra a universidade e “seu” vestibular, passando o governo por bonzinho e democrático... Tal qual o discurso utilizado para as canetadas que criaram o Prouni, via Medida Provisória, (quando a Previdência estava justamente cassando os certificados de filantropia de muitas instituições lucrativas, mas ditas “filantrópicas”, que gozavam de renúncia fiscal, mas não cumpriam com o percentual de vagas que deveriam oferecer) e depois o Reuni, via decreto, que começou com a universidade “nova”, “flexível”, com mobilidade, cursos mais ágeis e voltados para o mercado, com aulas on-line, aproveitamento de créditos, formação “geral” e “itinerários formativos”, em contraposição à velha, com cursos longos, formando profissionais; com mestrados e doutorados acadêmicos, e que ainda luta para poder fazer pesquisa, sem acabar por subsumir aos interesses diretos dos financiamentos e convênios que cada vez mais são empurradas e que acabam definindo a agenda da pesquisa, controlando os resultados, definindo o uso/acesso do espaço, etc. Vale destacar que a lógica da nova universidade é do conhecimento descartável, de competências, de “bites” de conhecimento, bem distante de formação profissional de quatro anos e mais ainda de pesquisa, quando muito, solução rápida de problemas imediatos, mas não questionamento.
A proposta do ministro não resolve a falta de vagas e a tal “mobilidade” acabará por limitar ainda mais a possibilidade de acesso dos alunos de escolas públicas mais precárias. Aqueles que ainda conseguem entrar na universidade pública de seus estados poderão perder as vagas para alunos advindos de outros estados, em especial do Sudeste, que vêm obtendo as melhores notas no Enem, mas que se não são suficientes para entrar nessa região - onde a disputa pela vaga é mais acirrada e a nota para aprovação maior - poderão ocupar as vagas em outros estados do Norte e do Nordeste, aumentando assim a desigualdade regional.
É preciso melhorar a educação básicaPara possibilitar o acesso é preciso melhorar de fato a educação básica, o que implica em pagar salários decentes para os professores, dar condições para qualificação- isto é, afastamento e tempo de dedicação a um curso, por um determinado período e não treinamento em serviço sem tempo para devida formação; reformas e construções de prédios e instalações, equipamentos, transporte, bibliotecas, etc. Mas nunca há dinheiro no volume necessário; só discurso e em especial em época pré-eleitoral. Vale lembrar que os governantes de muitos estados vêm se opondo ao pagamento de um piso de R$ 900 mensais aos professores, enquanto isso no Congresso a farra corre solta, há verba para usineiros, para banqueiros, etc. Mas com a crise econômica, bem como com os escândalos, vimos surgir muito dinheiro, no Brasil e no mundo todo. Além de melhorar a educação básica (ensino fundamental e médio) é preciso ampliar as vagas nas universidades públicas, mas com cursos de fato com caráter universitário, não como das novas “universidades” criadas, como a do ABC, que têm o nome de universidade, mas que não oferece atividade que assim possa ser denominada; só têm ensino em cursos rápidos e sem pesquisa.
Precisamos sim repensar o ingresso na universidade, mas não só o ingresso. Mas as vagas, o financiamento, a autonomia, a intensificação e precarização do trabalho docente, a falta de reajuste condizente dos salários, as instalações, a segurança dos prédios e das pessoas, as terceirizações, etc.
O que se propõe hoje implica em primeiro retirar das universidades e cursos a possibilidade de avaliar os alunos que vão receber; segundo de, seguindo diretrizes do acordo de Bolonha e outros que querem transformar a educação em uma mercadoria mais padronizada e mais vendável, reduzir os conhecimentos a “competências”, que são “bites” de conhecimentos, e é isso que vai passar a ser avaliado. Agora, pelo Inep, e quiçá este, que já tem convênio com a OCDE no que tange a “formação de professores eficazes” e aplicação de testes padronizados internacionais como TIMSS e outros, poderá passar tudo, daqui a algum tempo, para uma empresa privada de teste. O objetivo desses testes padronizados, chamados de avaliação, é ter um instrumento, supostamente neutro, de testagem mundial e assim dinamizar o mercado de vendas de serviços educacionais. Para isso é preciso derrubar e acabar com as avaliações feitas isoladamente nas IFES e toda a resistência. E, para tanto, usam a contraposição do discurso do arcaico com o moderno; da suposta democracia, inclusão, mobilidade, etc. Mas é só discurso, pois na realidade todos os projetos, inclusive Prouni e Reuni, são marcados por formas de inclusão excludente. Assegura-se a entrada, mas em cursos com pior qualidade ou com piores condições para atendimento, com pressões para o aligeiramento do currículo, demanda para atender mais alunos por sala de aula, um maior número de alunos para orientar, menos tempo para pesquisa, orientação, debates, bem como para refletir, questionar e criar novo conhecimento. Os cursos profissionais, nessa ótica, também devem se tornar mais prático-utilitários, encontrar soluções, resolver problemas, mas não para criar e pensar problemas; não para questionar e, por isso sem perder muito tempo, ou excluir debates profundos sobre políticas públicas, financiamento, etc.
Cursinhos pré-vestibulares já estão se adaptandoOs cursinhos pré-vestibulares já estão se adaptando para se transformar em cursinhos pré-Enem, ou seja lá qual for o nome da prova única nacional. Aliás, a referência ao SAT estadunidense, e que lá, há muitos anos, é realizado por uma empresa privada (o que é uma indicação dentro das propostas de reforma universitária de vários organismos internacionais, desde a década de 1990, que desejam uma internacionalização da mercadoria educação), não tornou menos seletivo o ingresso nas universidade de lá. Os mais pobres acabam indo para as faculdades vocacionais ou community colleges, pois durante o ensino básico existem diferentes “tracks”, ou percursos/itinerários formativos de cada aluno, e os mais pobres acabam ficando no track normal, concluem o ensino médio e raramente conseguem sair bem no SAT. Além disso, há também muitos livros preparatórios (ou sem eufemismos, para treinar, adestrar) para o SAT, com estantes inteiras em qualquer biblioteca pública dos EUA.... A mobilidade estudantil nos EUA depende dos recursos das famílias, como aqui também dependerá, mas, além disso, é um traço cultural: os formandos do ensino médio geralmente se candidatam para universidades localizadas no extremo oposto de onde moram suas famílias. Se moram no sul, vão para o norte do país; se moram na costa leste, vão para a oeste. É uma forma de afirmação de independência; de vida nas “fraternities” e “sororities”, e até de poder começar a beber, só permitido após os 21 anos, longe dos pais. Ou seja, é um contexto diferente do nosso e não dá para transpor modelos. Além disso, o SAT é também uma máquina de fazer dinheiro, se não me engano para a ETS, empresa privada, especializada em testes, que aplica também o GRE, este um teste padronizado para ingresso na pós-graduação... daqui a pouco vai ter gente defendendo a aplicação do GRE ou algo similar aqui...
A pressa na propositura e o açodamento por uma decisão sobre adesão em um curto prazo não tem qualquer cabimento. É preciso discutir o Enem, como se constitui, o que (e se) avalia ou não, que tipo de conhecimentos cada curso da universidade considera necessário para seus ingressantes, etc. Certamente ninguém vai entrar numa universidade para um curso de música se não souber tocar bem algum instrumento; o mesmo deve valer para os conhecimentos considerados básicos para a medicina, matemática, etc. Ante o número de vagas que se dispõe hoje na rede pública de educação superior, qual deve ser processo seletivo? Vale lembrar que as instituições privadas, que tem vagas sobrando e querem mais alunos, já há muito tempo abandonaram o “vestibular”. Algumas adotaram o Enem, aceitando alunos com qualquer resultado; outras, com maior procura, exigem uma pontuação maior; outras criaram a seleção via uma redação meio que “pro-forme”, emitindo um boleto bancário e assegurado o ingresso ao preencher a ficha de inscrição.
Vale lembrar que universidades públicas, por pressão das privadas, acabaram criando a Fundação Cesgranrio e um vestibular unificado, onde as públicas eram o chamariz para as instituições privadas, e geraram muito dinheiro para referida fundação, bem como alunos (e mensalidades) para as instituições privadas. Os alunos que não passavam nas públicas podiam entrar, em segunda ou terceira opções, nas privadas. Depois de muita discussão, as públicas saíram do unificado da Cesgranrio (apesar de terem assento lá), com provas estritamente objetivas, ou, como se diz, de marcar “x” e de pura decoreba. Penso que houve um pequeno avanço na saída do unificado e na elaboração das provas, se comparadas com a época do Cesgranrio e dos primeiros isolados, em especial com a introdução das provas discursivas e redação. Mas, de forma alguma acho que o vestibular atual seja um bom instrumento avaliativo. Como mencionei antes, é preciso que se pense quais são os conhecimentos considerados como básicos para o ingresso nos cursos. Não serão mais conhecimentos? Serão competências? O que significa mudar de conhecimentos para competências? Qual é a função da educação básica, em especial o ensino médio, na formação de cidadãos? Sem se pensar essas questões, que não são simples, não é possível mudar nada com consistência. E tal debate certamente exige mais tempo; não pode ser feito em menos de um mês...
Proposta do governo passa longe da democraciaUltimamente as propostas já vêm prontas, via medidas provisórias, decretos e pressões para aceite de “acordos”, tudo para ser aprovado de forma rápida e sem qualquer debate. Na verdade o governo quer que as universidades acatem as propostas. Agora são quatro opções, todas significando aderir, podendo ser rapidamente ou com mais tempo, mas aderir. Nesse sentido, a democracia passa longe... Qualquer questionamento é geralmente apontado como atraso, jurássico, entulho autoritário, etc. Aliás, essa última expressão parece ter voltado à moda para se referir à universidade, em especial pelo reitor da UFBA, com seu projeto de “universidade nova”, “nova arquitetura para as universidades”, que na verdade propõe um escolão de formação geral para a maioria, no qual a seleção hoje feita pelo vestibular vai sendo jogada para frente; isto é, na parte profissional que seria restrita a uns poucos, como já ocorre na “Universidade” do ABC... É esse o modelo novo, que de fato é mais excludente, mas que é apresentado sob a aparência de mais “democrático” e includente.
A universidade não será democratizada de fato, se não se melhorar o ensino fundamental e médio e as condições de vida, emprego, remuneração, saúde, transporte, segurança, etc. da população. Há uma grande exclusão na base; boa parte dos alunos que entra no ensino fundamental não conclui a educação básica. Atualmente, segundo dados dos censos de educação superior de 2007 e da educação básica de 2006, o número de vagas oferecidas para ingresso no ensino superior (presenciais: 2.893.942 vagas; tecnológica: 394.120; a distância: 1.541.070, totalizando 4.829.132 vagas) ultrapassa o número de matriculados no último ano do ensino médio (3 e 4 anos, totalizando 2.441.833 alunos).
Mas as formas, em curso, para a ampliação do acesso ao ensino “superior” seguem a lógica da expansão com baixos custos, já que o orçamento público para educação vem caindo, seja em relação aos demais gastos sociais, seja em relação aos outros gastos públicos, em especial ao pagamento de juros e amortizações da dívida interna e externa. (para mais detalhes, ver texto para discussão n. 1324 do IPEA, de 2008, intitulado “Gasto social e política macroeconômica: trajetórias e tensões no período 1995-2005”).
Com essa proposta de “fim do vestibular e novo Enem”, o governo mais uma vez aproveita para se livrar de erros pretéritos e correções que poderia ter feito para de fato priorizar a educação (por exemplo, poderia ter acabado com a DRU – Desvinculação das Receitas da União, que vem retirando cerca de R$ 6 bilhões anuais do orçamento da educação, retirada do veto no artigo do Plano Nacional de Educação que previa a aplicação de 7% do PIB para a educação), e joga toda a culpa na universidade e no “vestibular”. Como se a simples mudança fosse resolver tudo: todos irão entrar nas universidades independentemente de ter que aumentar muito as vagas, os professores, as instalações, etc Todos vão ficar contentes, vão ter “mobilidade”, vão poder ir para outros estados. Enfim, é jogado para a mídia que tudo que atrapalha é o vestibular e a universidade
.

*Professora da Faculdade de Educação da UFF**Este artigo circula, em meio eletrônico, desde o mês passado.

Fonte: Jornal da Adufrj



Leio no Correio da Cidadania:
O PSDB e suas visões da Petrobrás
Escrito por Elton Leão
19-Mai-2009
Sou empregado da Petrobras há 19 anos e venho através deste espaço comentar a minha visão do que foi o idealismo do PSDB para com a Petrobras no período de FHC.
De início, como todos sabem, o PSDB implantou no país um vasto programa de privatizações, colocando prioridades em setores de pouca relevância e posteriormente avançando sobre os braços fortes das empresas brasileiras.
Bancos estaduais, ferrovias, siderúrgicas, telecomunicações, energias entre outras. Banco do Brasil, CEF, Petrobras e Previdência Social eram as próximas instituições a serem negociadas. Graças à entrada do presidente Lula neste meio, e dos partidos de oposição, o processo foi interrompido.
Mais especificamente com a Petrobras, o processo foi iniciado. Porém, o PSDB pensava em como poderia privatizar a empresa sem que a população criasse resistência ao processo. Como fazer, então, com uma empresa símbolo nacional desde a década de 50?
Tarefa difícil, porém, nada impossível para o grupo de FHC. Em 1997, Joel Rennó, que era o presidente da Petrobras na época, aquele francês naturalizado brasileiro, contratou uma consultoria internacional para orientar a empresa sobre como privatizar sem que a população percebesse a manobra. Aliás, tentou até mudar o nome da Petrobras para Petrobrax, para que os gringos pudessem pronunciar melhor o nome da empresa.
Esta consultoria orientou o seguinte: 1) transformar a empresa numa holding; 2) não privatizar a empresa no todo, mas dividi-la em unidades independentes, a que chamaram de "Unidades de Negócios-UN", as quais, aí sim, poderiam ser privatizadas; ou seja, não seria a "Petrobras" que estaria sendo privatizada, mas a Unidade A, B ou C. Foi o artifício que a consultoria sugeriu.
O processo foi iniciado, e a Fronape (Frota Nacional de Petroleiros) foi uma das primeiras a serem preparadas. Mas, neste caso, o processo não chegou a ser concluído. Hoje ela existe com um CNPJ paralelo, com a denominação de Transpetro. A refinaria de Porto Alegre, Alberto Pasqualini (REFAP), foi negociada com a Repsol argentina/espanhola, e assim as demais seriam pulverizadas.
Se se observar o organograma da empresa, é possível verificar que o que antes eram "superintendências" hoje são "Unidades de Negócios" (passíveis de vendas). Temos UN-Reduc (RJ), UN-Replan (SP), UN-Regap (MG), UN-Revap (SP), UN-AM (AM), UN-RNCE(RN), UN-BA(BA), UN-BC (Bacia de Campos-RJ), UN-Rio (Macaé) e a mais recente UN-BS (Bacia de Santos), onde se encontram as reservas do pré-sal.
Para que as privatizações das UN fossem efetivadas, o "excesso" de contingente teria que ser minimizado, e com isto a empresa terceirizou o máximo que pôde a força de trabalho. Reduziu-a de 60 mil empregados em 1990 para 32 mil em 2000. A mão-de-obra terceirizada era despreparada e, junto com a falta de repasses de recursos para manutenção preventiva, observaram-se os maiores acidentes da história recente da Petrobras: o derrame de óleo da baía da Guanabara, o derrame de óleo em Paranaguá e o mais crítico, pelas perdas humanas, o afundamento da P-36.
Portanto, esta é a minha visão do que o PSDB e afins pensam da Petrobras e do mercado de petróleo brasileiro. Espero ter contribuído.

Elton Leão é empregado da Petrobras.



VALE A PENA LER

1. Na Fórum de maio, entrevista exclusiva com Protógenes Queiroz
Confira também:
Onde estão os intelectuais?
A ecologia servindo de desculpa para a exclusão
Mais do que um perfil na internet
A Barca, uma aventura brasileira - veja como um grupo paulista percorre o Brasil registrando e recriando as mais diversas manifestações culturais do país.
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2. A Revolução Venezuelana
Em A Revolução Venezuelana, lançamento da Editora Unesp, Gilberto Maringoni investiga os objetivos do governo de Hugo Chávez e as opções colocadas diante de seu país. Para isso, parte da análise histórica sobre a Venezuela, desde o século XIX até a atualidade, traçando um perfil das diversas forças políticas, tendo como pano de fundo a supremacia do petróleo na economia local.
Ao contrário de discussões ligeiras que dominam os noticiários sobre o tema, o autor busca esclarecer importantes questões que fizeram e fazem da Venezuela tema obrigatório no cenário internacional. Parte integrante da coleção Revoluções do Século 20, o livro percorre os momentos marcantes do governo chavista. Sob diferentes ângulos, Maringoni destaca o enfrentamento ao golpe de 2002, a conflituosa relação com os Estados Unidos e a influência da Venezuela na América Latina
Autor: Gilberto Maringoni - Editora: UNESP - Ano: 2009 - Preço: 20,00
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NAVEGAR É PRECISO
1. América Latina
Indígenas resistem na Amazônia peruana
Em greve há 40 dias, comunidades indígenas exigem anulação de decretos que permitem ação das transnacionais em suas terras
Leia em http://www3.brasildefato.com.br/v01/agencia/internacional/indigenas-resistem-na-amazonia-peruana
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2. Governos não se prepararam para enfrentar crescente virulência da natureza
Escrito por Gabriel Brito e Valéria Nader
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3307/9/
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3. Existe jornalismo independente?
Venício A. de Lima Jornal de Debates
Considerando a hegemonia histórica do sistema privado de mídia, tanto impresso como eletrônico, cabe formular a seguinte questão: o jornalismo praticado nas empresas privadas brasileiras de mídia é independente, autônomo? A pergunta remete imediatamente a outra: independente, autônomo, em relação a que, ou, mais precisamente, a qual poder?
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=539JDB001
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4. Cuba e os EUA: o lento degelo
Não se sabe até onde Obama está disposto a ir para melhorar as relações. Mas enquanto há apenas dez anos as pressões políticas internas aos EUA eram esmagadoramente a favor do boicote econômico, hoje o público e os políticos estão divididos.
http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=7036
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5. Cheney x Obama: a ofensiva do medo
A manchete da Folha de S.Paulo estampa: "Petrobras gastou R$ 47 bi sem licitação em seis anos". Tiro à queima roupa. Vamos, portanto, à CPI. Quem for brasileiro que siga Arthur Virgílio. Mas, aí, vem o maldito segundo parágrafo: "Amparada por decreto presidencial editado por Fernando Henrique Cardoso em 1998 e em decisões do Supremo Tribunal Federal, a petroleira contratou sem licitação....". Entre 2001 e 2002, no governo FHC, a empresa contratou cerca de R$ 25 bilhões sem licitações, em valores não atualizados. O artigo é de Leandro Fortes, no blog Brasília, eu vi. > LEIA MAIS
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15995&boletim_id=556&componente_id=9568
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7. Verdadeiro interesse nos “piratas” da Somália não é revelado, diz pesquisador
por Michelle Amaral da Silva
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/internacional/verdadeiro-interesse-nos-201cpiratas201d-da-somalia-nao-e-revelado-diz-pesquisador
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8. Relatório reafirma cultura de violência e impunidade no Brasil
Relatório da Onu comprova visão de organizações: Violência e impunidade precisam de mais atenção do Estado
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=38913&lang=PT
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NOTICIAS
1. I Seminário de Estudos sobre a FEB
Convidamos a todos para participarem do I Seminário de Estudos sobre a Força Expedicionária BrasileiraLocal: Centro de Filosofia e Ciências Humanas/ Instituto de Filosofia e Ciências Sociais - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Largo de São Francisco 1, Centro, Rio de Janeiro, RJ.
Data: 15 de junho
Programação 8:00-8:30 Inscrições/Distribuição do Material do Seminário
8:30-9:30 Salão Nobre do IFCH Conferência de Abertura – Prof. Boris SchnaidermanEx-Combatente da Força Expedicionária Brasileira; Tradutor; Professor da Universidade de São Paulo; autor de Guerra em Surdina.
9:30 – 9:45 Coffee Break
SESSSÕES TEMÁTICAS9:45-11:00
Salão Nobre do IFCH Sessão Temática: FEB E POLÍTICA
Moderador: Renato Lemos (Laboratório de Estudos dos Militares na Política - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
A FEB e o Exército: uma análise institucional sobre a constituição da força
Vagner Camilo Alves (Universidade Federal Fluminense)
Um manifesto elaborado no calor das batalhas
Paulo Ribeiro da Cunha (Universidade Estadual Paulista)
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) como instrumento de capilaridade entre a política externa e interna durante o Estado Novo
Marcos Valle Machado Silva (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Sala 107
Sessão Temática: A ORGANIZAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA NA GUERRA
Moderador: Frank D. McCann (University of New Hampshire, EUA)
A Era Vargas e a criação da FEB: identidades em conflito - Anysio Henriques Neto (Universidade Federal de Juiz de Fora)
Obrigações de Guerra: à serviço da FEB ou do Estado Novo - Leonardo Montanholi dos Santos (Instituto de Humanidades - UCAM)
As guerras do Brasil - Virginia Mercês Guimarães Carvalho (Universidade Federal de Pernambuco)
11:00-12:15 Salão Nobre do IFCH
Sessão Temática: A FEB EM COMBATE I
Moderador: Dennison de Oliveira (Departamento de História (Universidade Federal do Paraná)
A censura postal militar e a Força Expedicionária Brasileira: política e espionagem de guerra em correspondências pessoais - Marcos Antonio Tavares da Costa (Universidade Federal de Juiz de Fora)
Os anjos postais: considerações sobre a História Postal da Força Expedicionária Brasileira Henrique de Vasconcelos Cruz - Fundação Joaquim Nabuco - FUNDAJA
1ª. Esquadrilha de Ligação e Observação no Teatro de Operações da ItáliaFabio Secioso Araujo – (Universidade Gama Filho)
Sala 107 Sessão Temática: A FEB E OS ESTADOS UNIDOS
Moderador: Vagner Camilo Alves (Universidade Federal Fluminense)
A Força Expedicionária Brasileira e a política de Boa Vizinhança dos Estados Unidos da América Sandro Heleno Morais Zarpelão (Universidade Estadual de Maringá)
As relações política-doutrinárias entre o Brasil e Estados Unidos no contexto da Segunda Guerra Mundial
Fernando da Silva Rodrigues (Arquivo Histórico do Exército / UNIABEU)
Lesson from the World War II Alliance with the United States
Frank D. McCann (University of New Hampshire, EUA)
12:15-14:00 : ALMOÇO
14:00-15:30 Salão Nobre do IFCH Sessão Temática: A FEB EM COMBATE II
Moderador: Fernando da Silva Rodrigues (Arquivo Histórico do Exército / UNIABEU)Motorização da FEB 1943-1945: uma experiência inédita
Expedito Carlos Stephani Bastos (Universidade Federal de Juiz de Fora)
O roteiro da FEB na campanha da Itália
Claudio Skora Rosty (Instituto de Geografia e História Militar do Brasil)
A Escola de Comando e Treinamento de Combate: o preparo de Comandante de Pelotão na Segunda Guerra Mundial
Elton Licério Rodrigues Machado (Academia Militar das Agulhas Negras)
A atuação do II Batalhão do Regimento Sampaio na conquista de Monte Castello
Julio Cezar Fidalgo Zary (Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército)

2. Concurso para professor substituto de História no CEFET-MG
Os interessados devem fazer a inscrição na página do CEFET-MG (www.cefetmg.br), coluna à direita ("Professor Substituto"). Até 31 de maio.

3. Anunciamos a realização do Curso de Extensão "Patrimônio Histórico-cultural: Concepção e Formulação de Projetos", ofertado pela Faculdade Pitágoras - Campus Betim, que terá início em 15/06.











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