Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

28.3.06

Número 032 - nova fase



A foto que fiquei devendo da semana passada,
uma visão panorâmica da Bienal do Livro, no
Anhembi, em São Paulo. Mais fotografias serão postadas no meu fotolog:
http://fotolog.terra.com.br/flogdoricardo
veja lá!










Este sorriso de satisfação tem dois motivos. O primeiro foi a honra de ter recebido uma carta do Desembargador Alyrio Cavallieri, membro da Association Internationale des Magistrats de la Jeunesse et de la Famille, tecendo elogiosos comentários ao livro História de Minas Gerais, recentemente lançado.
Permitam-me transcrever:

Agradeço-lhes pelo precioso presente, a “História de Minas Gerais”, de que já fiz uma leitura transversal e agora começo a ler para aprender.
Já encontrei duas referências que me tocaram muito particularmente: a foto da estação de Itabirito – hoje Centro Cultural – e a citação do amigo e compadre Etienne Filho.
Parabéns, professor. Seu livro passa a ser referência obrigatória para as nossas Gerais. E vou mergulhar nele de corpo e alma. Deus lhe pague.
Alyrio Cavallieri


O segundo motivo foi a aprovação pelo Ministério da Educação, do livro História de Minas Gerais, que Helena e eu escrevemos. Mas não é o mesmo que foi lançado recentemente. Trata-se de obra didática, destinada à terceira série do ensino fundamental, publicada pela editora Formato/Saraiva. Alguns comentários feitos na avaliação:

“A obra articula conteúdos e estratégias pedagógicas, contribuindo para que os alunos desenvolvam sua aprendizagem de modo mais autônomo. Uma das habilidades mais exploradas pelo Livro em questão é a de pesquisa, na qual os alunos são levados a buscar, no seu cotidiano, no seu entorno ou mesmo em objetos pessoais, as informações necessárias ao tema de estudo tratado naquele momento.”

“O texto básico é enriquecido por textos complementares de diferentes autores, por documentos de época e, também, por textos mais recentes de pesquisadores da área. Ao longo do Livro, há material de diversas fontes (revistas, jornais e obras literárias) e autores, inclusive com posições contraditórias problematizadas em formato de exercícios”.

“A concepção de História explicitada corresponde à intenção de aderir ao movimento de renovação do ensino de História, ancorando-se nos PCN...”

“Nas atividades propostas, já incursões pela História da cidade, seus monumentos e sua paisagem, o que enriquece a obra didática. Muitos também são os exemplos apresentados sobre os monumentos, construções e artefatos culturais. Por se tratar de um estado rico em patrimônio histórico, destacam-se, assim, diversas fontes para trabalhar e analisar.”

“A temática da cidadania permeia toda a obra com isenção de quaisquer preconceitos de origem, etnia, gênero, religião, linguagem, condição socioeconômica e idade...(...)Discutem-se temáticas importantes como a condição de vida nas favelas de Belo Horizonte; uma reflexão sobre o voto; o impacto do processo de industrialização em Minas Gerais; a problemática do desemprego”.

Quem quiser ler toda a avaliação é só buscar no site www.fnde.gov.br .
Se você, leitor(a), for professor das séries iniciais ou tiver conhecidos(as) que lecionem, por favor, indique a obra. Todas as escolas receberão, em breve, uma coleção para ser examinada. A escolha dos livros deverá ser feita até a primeira semana de junho.

Bem... vamos aos fatos. O Boletim de hoje está talvez um pouco grande demais. Mas não podia ser de outra forma, mesmo limitando os assuntos. A semana foi fértil de acontecimentos. Na França continuam as manifestações contra o projeto neoliberal expresso pelo decreto do primeiro ministro Villepin que, a pretexto de facilitar o primeiro emprego, contribui para acabar com direitos tradicionais dos trabalhadores. Vejam os comentários na seção Internacional, a seguir.

No Brasil, tivemos a dança macabra da deputada petista, que escandalizou o país, ao mesmo tempo em que escancarava para o mundo inteiro que a pizza realmente foi servida.
Por que tudo termina em pizza e ninguém faz nada, a não ser reclamar? O resultado de uma pesquisa feita pelo Ibope Opinião talvez possa nos ajudar a entender este complexo, contraditório e inusitado país em que vivemos:

Somos cúmplices da corrupção
Luiz Antonio Ryff

Não é à toa que o escândalo do mensalão está acabando melancolicamente em pizza, ao som do samba atravessado da deputada petista Ângela Guadagnin, e sem provocar grandes comoções na sociedade. Uma pesquisa inédita revela que o eleitor brasileiro é conivente com a corrupção política e que a falta de ética não é um problema apenas da classe dirigente: 75% dos brasileiros acreditam que cometeriam um dos atos de corrupção listados na pesquisa se estivessem no lugar dos políticos denunciados. “Ao imaginar que poderia cometer um desses atos, o eleitor provavelmente é tolerante com o político que o fizer”, explica a cientista social Sílvia Cervellini, diretora de Atendimento do Ibope Opinião, responsável pelo trabalho.
Com o questionador título de “Corrupção na Política: Eleitor Vítima ou Cúmplice?”, o estudo foi apresentado no 2º Congresso Brasileiro de Pesquisa, realizado em São Paulo na semana passada. Os resultados da pesquisa realizada com 2.001 pessoas em janeiro respondem à pergunta. Fica claro que a maioria dos eleitores brasileiros tolera algum tipo de corrupção por parte de seus representantes ou governantes eleitos. O estudo revela também que a transgressão de leis para obter benefícios materiais pessoais é praxe na sociedade. Essas infrações ocorrem na sociedade como um todo. “A pesquisa é provocativa”, admite Sílvia. “É importante deixar de demagogia e parar para pensar no que é preciso fazer para aumentar a ética no país”.

Se quiser ler mais sobre esta pesquisa, veja no http://nominimo.ibest.com.br/ , procure na coluna de Luiz Antônio Ryff, do dia 28/3.

No blog do Josias: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/index.html - alguns interessantes comentários a respeito do final da CPI dos Correios.

Algo de estranho está se passando com o relatório final da CPI dos Correios. Primeiro, adiou-se em uma semana a divulgação, depois, arrancaram o nome de Luiz Gushiken do texto. Agora, o Painel da Folha (para assinantes) traz mais quatro novidades que, ora, francamente...

Ninguém sabe...

Evaporou-se a lista de novos mensaleiros que a CPI dos Correios promete há semanas. Parlamentares e assessores agora dizem não saber se há mesmo nomes a revelar. Os cruzamentos teriam sido "inconclusivos"

....ninguém viu
Também Silvio "Land Rover" Pereira poderá respirar aliviado. O subrelatório de contratos da CPI deverá apenas citar o ex-secretário-geral petista, sem pedir seu indiciamento, sob a alegação de que o episódio do carro não foi investigado "a fundo".

Veja bem
No esforço final para desidratar o texto de Osmar Serraglio (PMDB-PR), o relator-adjunto Maurício Rands (PT-PE) cumpre o papel de permanentemente alegar que não há "fundamentação técnico-jurídica" para indiciamentos. Já conseguiu suprimir um punhado de nomes.

Prazo vencido
A turma da pizza na CPI dos Correios até aceita o pedido de indiciamento dos mensaleiros, mas tipificado como "crime eleitoral". Ou seja, já prescrito.

O signatário do blog suspeita que, nesse ritmo, a deputada Ângela Guadagnin (PT-SP) vai acabar sambando em cima do relatório de Osmar Serraglio.

Terceiro item que precisamos abordar: a renúncia de Palocci e o significado que isso terá daqui para a frente, principalmente no que se refere à campanha eleitoral que já está começando.
Com certeza, a oposição agora não tem mais obstáculos para chegar no presidente Lula. Já detonou o Zé Dirceu, agora detonou o Palocci e, evidentemente, agora a próxima vítima é Lula. Ano passado ele foi poupado de maiores constrangimentos, por uma estratégia do PSDB/PFL. Agora não importa mais nada. É necessário destruí-lo e o caminho para isso já foi devidamente sedimentado.
Anotem o que eu vou falar. Não sou profeta, mas aposto tudo que a campanha que virá agora para defenestrar Lula vai deixar a campanha que Lacerda encabeçou contra Vargas no chinelo. Vai ser muito pior. Preparemo-nos para uma das mais violentas e sórdidas campanhas políticas deste país, preparemo-nos para escândalos forjados. Teremos sete meses para vomitar toda vez que alguém do PSDB e do PFL aparecer na televisão.
Deixo bem claro a todos que ainda não escolhi em quem votar, mesmo porque os candidatos ainda não estão todos a postos. Mas, com certeza, tenho absoluta convicção de que no Alckmin eu NÃO VOTAREI NUNCA. Não vou transformar este blog em palanque de ninguém, mas não deixarei de externar minha opinião contrária ao tucanato. Vejam os artigos postados na seção Brasil, logo abaixo.


Internacional

A crise francesa continua a repercutir:

1. Asterix na fila do desemprego
Luiz Antonio Ryff

Um país em que o nível de vida é mais elevado entre os aposentados de 60 a 65 anos do que entre aqueles com ocupação integral que têm entre 30 e 35 anos enfrenta um problema sério. Pior ainda se o mercado de trabalho é de difícil acesso aos recém-formados e o desemprego alcança até 60% entre jovens dos subúrbios das grandes cidades. Pois isso acontece na França. Para enfrentar o problema, o governo lançou um projeto de primeiro emprego para beneficiar os menores de 25 anos, flexibilizando as garantias trabalhistas. Apenas se esqueceu de consultar os principais interessados e resolveu aprovar a lei atropelando o parlamento. Enfrenta agora a ira das ruas.

Em um país onde a greve é uma espécie de esporte nacional e passeatas são festas populares, é difícil protestos chamarem tanta atenção. Os das últimas semanas levaram centenas de milhares de pessoas às ruas. São as maiores manifestações estudantis desde maio de 1968, o paradigma francês de mobilização juvenil. O auge dos protestos ocorreu no sábado, reunindo mais de 1,5 milhão de pessoas em 160 cidades. NoMínimo acompanhou a maior delas, que reuniu, em Paris, cerca de 300 mil pessoas, na maioria jovens estudantes e aposentados sexagenários (remanescentes da geração de 68, portanto). O grand finale, como está virando costume, foi uma pancadaria, com enfrentamento entre a polícia e os “casseurs” – jovens delinqüentes vindos, na maioria das vezes, dos subúrbios pobres constituídos por semi-guetos de imigrantes e seus descendentes.

Os protestos contra o CPE, o projeto de primeiro emprego feito pelo governo para integrar os jovens ao mercado de trabalho, começaram aos poucos. A principal reclamação é a possibilidade de as empresas demitirem trabalhadores com menos de 26 anos, contratados a partir da lei, sem a necessidade de justificativa e sem indenizações durante o período de teste, de até dois anos. Inicialmente restrita aos liceus e universidades, a mobilização ganhou amplitude, atraiu sindicalistas e a sociedade, que enxergam na lei uma ameaça ao modelo francês, famoso pelas garantias trabalhistas. É a terceira vez nas últimas quatro décadas que estudantes e sindicalistas marcham juntos.

Uma pesquisa feita na semana passada revelou que 70% dos franceses são contra o CPE. Mas o primeiro-ministro Dominique de Villepin não abre mão do projeto, que está previsto para entrar em vigor em abril. O embate reflete a encruzilhada em que o país se meteu. O jornal alemão “Frankfurter Allgemeine Zeitung” surpreende-se que “uma minoria de estudantes e de colegiais bem organizados tenha conseguido transformar uma reforma limitada do mercado de trabalho em um símbolo do destino de toda uma geração”.

Asterix em armas e Mona lisa amordaçada

No dia 12, sábado, a universidade de Sorbonne, em Paris, foi ocupada pelos estudantes em greve. Foi um ato simbolicamente forte, já que era a primeira vez que isso ocorria desde maio de 1968. No entanto, se os slogans de antigamente eram utópicos (“É proibido proibir” talvez seja o mais famoso), os de hoje são pragmáticos (se bem que “Não queremos trabalhar”, grafitado no muro da universidade, não deixe de ser um tipo de sonho).

Embora pacífica, a ocupação da universidade durou pouco. Os manifestantes foram desalojados na porrada pela CRS (Companhia Republicana de Segurança), espécie de tropa de choque da polícia, que, lá, é controlada pelo governo federal e subordinada ao ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, linha-dura do governo e principal adversário de Villepin na luta para ser o candidato da direita a substituir o presidente Jacques Chirac no próximo ano.

Apesar de relâmpago, a ocupação da Sorbonne deu à imprensa francesa o gancho de que necessitava para que fossem feitas todas as comparações, possíveis ou impossíveis, entre os acontecimentos atuais e os de maio de 1968 – que, a propósito, comemora hoje o aniversário de seu início, há 38 anos, quando 300 alunos fizeram a primeira manifestação na universidade de Nanterre (onde Fernando Henrique Cardoso era então professor).

Por sua carga simbólica e por sua localização no coração de Paris, a Sorbonne virou o centro nevrálgico da crise. Mesmo quando ocorrem em outro lugar, as manifestações terminam lá, invariavelmente em confrontos com a polícia. No sábado passado, por exemplo. No ponto final da passeata, na praça da Nação, os “casseurs” subiram na estátua de Marianne, a famosa representação feminina da França. Era o aquecimento para a pancadaria que se seguiu. E o aperitivo para o enfretamento pouco depois nas ruas próximas da Sorbonne, com uma ou outra tentativa de saque, apesar das lojas fechadas e da forte presença policial.

Antes da chegada dos “casseurs”, contudo, o ato em Paris foi pacífico. Sob um dia ensolarado, os milhares de manifestantes andaram por cerca quatro quilômetros em um frio de 8ºC. A passeata era organizada em alas, como um desfile de escola de samba, embora menos rígido. Cada grupo representava um liceu, uma universidade, uma facção política. Cartazes bem-humorados faziam paródias com as iniciais da lei ou ridicularizavam o primeiro-ministro. Uma moça levava um cartaz com uma reprodução da Mona Lisa amordaçada, ironia à falta de discussão sobre o projeto.

Alguns participantes chamavam atenção pelas fantasias. Um jovem cuspia fogo. Um senhor se travestiu à maneira de Asterix, o personagem francês de história em quadrinhos que simboliza a resistência ao invasor e a defesa da identidade francesa.

Slogans revolucionários e rap pró-maconha

Participando pela primeira de um protesto contra a CPE, a jornalista free lancer Veronique Kerbrat, 58, reclamava da “desumanização da sociedade”, em que as máquinas são mais bem tratadas do que os seres humanos. “Quando uma empresa compra uma máquina, é um investimento. Mas quando ela emprega uma pessoa, isso é visto como um carga, um custo, a despeito de todo o conhecimento e capacidade com que a pessoa possa contribuir para a companhia”, lamentou a NoMínimo.

Para ela, a sociedade de hoje não comporta comparações com 68. “Não havia essa angústia de viver em um mundo que se descontrói, como agora”.

Não é à toa que os jovens de hoje são apelidados de “génération précaire” (geração precária, alusão à falta de perspectiva e de garantia). A falta de trabalho não era um problema para a geração de 68. Na época, o desemprego entre os jovens de 20 anos era de 4%. Hoje, a França luta para manter o seu sistema atual, que favorece a estabilidade no emprego, mesmo que às custas de 10% de desemprego. Uma taxa que chega a 20% entre os que têm entre 18 e 25 anos e atinge até 60% entre os jovens de alguns subúrbios do país.

Um diploma já não é garantia de um bom emprego, como acontecia nos anos 60 e 70 do século passado. Em 1975, a taxa de desemprego, dois anos após o fim dos estudos, era de apenas 6%. Hoje, um em cada quatro franceses de 25 anos está em busca de ocupação. Um estudo de 2002 mostrou que, se tivessem que contar apenas com seus rendimentos, 90% dos franceses entre 19 e 24 anos viveriam abaixo do nível de pobreza.

Sósia de Ernest Hemingway, portando uma boina de Che Guevara, o aposentado Michel Croisiard, 66, se define como um “velho comunista”, não ligado a qualquer grupo ou organização política. “Mas eu tenho uma filha e acabo de ter um neto. É por eles que estou aqui”, diz ele, que admite não ser totalmente contra o CPE, mas critica a possibilidade de demissão sem causa definida. Remanescente de 68, quando era operário da construção civil, ele não vê semelhança entre os dois momentos. “Não tem nada a ver. Naquela época, todos tínhamos trabalho. Lutávamos para mudar a sociedade. Agora, a luta é apenas pelo trabalho”, lamenta, sem muitas dúvidas de que as coisas pioraram nesses 38 anos. “Estamos assistindo ao fim de um modelo de capitalismo e imperialismo à francesa.”

Curiosamente, os jovens parecem ver mais relações com 68. E são muito mais otimistas com relação aos enfrentamentos atuais. Aluna do primeiro ano de História e militante da Juventude Comunista Revolucionária há dois anos, Amélie Boiteux, 21, vê semelhanças entre os dois momentos, além do fechamento da Sorbonne, onde ela estuda. As duas vezes foram uma contestação as governo. E agora, como antes, a juventude se mobilizou primeiro e conseguiu atrair os trabalhadores”, compara.“Estamos em um momento de quase insurreição”, diz entusiasmada Amélie, que espera uma greve geral em breve (na verdade, uma grande paralisação está prevista para a terça, 28 de março). Ela não ri quando brinco dizendo que o esporte nacional na França é a greve (aqui uma lista das greves nos últimos anos no país). “A luta pelos nossos direitos é uma tradição política”, diz.

Também militante da Juventude Comunista Revolucionária, Suzanne Dufour, 20, era uma das animadoras da passeata. Entre uma música e outra, do tecno a rocks engajados em espanhol, passando por raps pregando a liberação da maconha, Suzanne gritava palavras de ordens à multidão, de cima de um pequeno caminhão de som. “Chirac, Villepin e Sarkozy, o período de testes de vocês terminou”, berrava ao microfone, parodiando a cláusula do projeto do CPE que permite a demissão sem justa causa.

Espetáculos de psicodramas

No meio político, adversários do primeiro-ministro também fazem piada com as iniciais do CPE. A sigla virou “como perder uma eleição”. Villepin, que sonha em suceder Chirac na Presidência, subiu ao poder prometendo criar novos empregos e defender os antigos. O resultado é que, com dez meses na função, sua popularidade atingiu o piso de 36% na semana passada - o mesmo que George W. Bush após mais de cinco anos na presidência dos EUA. E Villepin nem precisou enfiar seu país em duas guerras ou transformar uma economia superavitária em deficitária para alcançar a façanha.

A “Newsweek” salienta que o CPE, que tanta celeuma causa na França, não seria nada demais em países com um mercado de trabalho fluido, como a Inglaterra ou os EUA, onde há abundante oferta de postos, muitos deles essencialmente temporários. “Mas os franceses têm essa idéia de que empregos são permanentes, ou deveriam ser”, ironiza a revista.

Mesmo parte da imprensa na França se exaspera com a situação. Em seu último editorial, a revista “L’Express” resume o impasse nacional de forma pouco condescendente: “Uma vez mais, a França oferece ao mundo estupefato um de seus espetáculos de psicodrama tão custosos quanto inúteis.”

Para ler mais
Tensões da República: os quebradores
A resposta da República: CPE

2. França, março de 2006
Por Guilherme Cavalheiro Dias, sociólogo brasileiro radicado em Nice

Para quem é de esquerda a França dos dias atuais está empolgante. Diferentemente do maio de 68, quando os estudantes não tinham um objetivo preciso e acabaram por não conseguir uma ligação mais conseqüente com o movimento operário e sobretudo com o conjunto dos eleitores, o março de 2006 promete muito para a primavera que está para chegar. Leia http://www.novae.inf.br/pensadores/marco_frances.htm


Boaventura de Sousa Santos
O regresso do Estado?
O discurso dos neoconservadores, com forte presença na mídia, demonizou o Estado ao ponto de o transformar em fonte de todos os males da sociedade. A erosão que este discurso causou contribuiu para o aumento da corrupção com o conseqüente descrédito do Estado e da classe política. (leia mais)

Brasil

1. DIA INTERNACIONAL DE ELIMINAÇÃO DO RACISMO
Nasce campanha para combater o assassinato de jovens negros
Fernanda Sucupira – Carta Maior

No Dia Internacional pela Eliminação do Racismo, manifestantes em São Paulo protestam contra homicídios de jovens no país, que atingem principalmente pobres e negros das periferias das grandes cidades. Campanha reivindica políticas culturais, esportivas, de trabalho e geração de renda para a juventude. (leia mais)

2. “Alckmin é um retrocesso em todas as áreas”
Gilberto Maringoni - Carta Maior

Em entrevista à CARTA MAIOR, o deputado estadual Renato Simões (PT-SP), faz um duro diagnóstico dos 11 anos da gestão do PSDB no Estado de São Paulo. "Alckmin, em diversas áreas, representa um retrocesso até mesmo em relação ao governo Mário Covas", defende Simões. (leia mais)
• “Alckmin é ligado a Opus Dei e não tolera investigações sobre sua atuação”


3. O lixão tucano pode ter saído do ninho
por Renato Rovai (da revista Forum lado B)

A Folha de S. Paulo do último domingo traz duas matérias que se tratadas (e os indícios todos é de que não serão) pelo restante da mídia com a mesma força das denúncias feitas pelo então deputado Roberto Jefferson levariam à lona a recém-lançada candidatura com banho de ética do ainda governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Assinada por Frederico Vasconcelos, uma reportagem de três páginas revela a ponta de um esquema de beneficiamento com verbas publicitárias administradas pelo governo do estado a veículos de comunicação vinculados a esquemas de parlamentares da base aliada do governador e pertencentes ao aparelho bicudo de informação. O “esquema lixão” de publicidade, se tiver sua caçamba aberta, vai fazer muito tucano cortar o bico para voltar a tratar de ética na vida pública. Até porque a reportagem só aborda as verbas da Nossa Caixa Nosso Banco, mas há indícios de que o esquema passe por outras empresas do estado e pelas próprias verbas de publicidade diretas do governo.
n leia mais


4. A demissão de Palocci, segundo o portal Yahoo:

A demissão do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, foi uma decisão pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se sentiu enganado pelo auxiliar. "Agora não dá mais", disse ontem Lula a um assessor. Palocci estava com o pescoço na guilhotina desde a tarde de domingo, quando se encontrou com o presidente e não conseguiu convencê-lo de que seus auxiliares não tinham nenhuma responsabilidade na operação que quebrou o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, e entregou um extrato à revista Época.

A queda de Palocci foi precipitada pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso. Chamado a depor na tarde de ontem na Polícia Federal, Mattoso colocou o cargo à disposição de manhã e fez chegar ao presidente Lula a informação de que iria revelar o papel do ministro no episódio, contando que Palocci recebeu pessoalmente o extrato do caseiro.

"Não vou colocar sujeira embaixo do tapete", disse Mattoso, a caminho da Polícia Federal. Nesse momento, Lula concluiu que não seria mais possível manter o ministro no cargo. Ao saber da decisão, Palocci tentou dar um caráter amistoso à sua saída do governo. Divulgou uma nota curta e ambígua, em que dizia que decidira pedir "afastamento" do posto. Irritado, o presidente fez questão de anunciar que o ministro seria demitido.

Entre os auxiliares de Lula, formou-se a convicção de que o presidente se sentiu traído pelo auxiliar. Palocci já havia negado diversas acusações no passado - para depois corrigir-se de forma tortuosa. Ele assumiu o mesmo comportamento nos últimos dias, durante os quais assumiu a atitude de vítima da guerra política e usou todas as armas disponíveis para se agarrar ao cargo.

Palocci assegurou ao presidente que nunca havia comparecido à mansão da república de Ribeirão em Brasília. Também negou qualquer envolvimento de sua equipe na operação contra o caseiro. Quando seus próprios auxiliares passaram a manifestar a certeza de que fora o assessor Marcelo Netto quem entregara o extrato à revista, Palocci perdeu a última grama de credibilidade no Planalto. Quem teve papel fundamental na saída de Palocci foi o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Seus conselhos levaram Lula a concluir que era preciso sacrificar Palocci para salvar a imagem do governo.

Desde a semana passada, Thomaz Bastos defendia a tese de que o Planalto precisava descaracterizar a invasão da conta bancária do caseiro Nildo como ato de governo. Para tanto, era necessário identificar todos os responsáveis pela violação e puni-los.




A charge do Cicero é muito bem bolada... Obrigado, Lafa, pelo envio!









5. Mais um motivo para ser contra o Alckmin. Seu secretário de Educação (?) do Estado de São Paulo, e provável Ministro da Educação em caso de vitória dos tucanos, é um exemplar raríssimo de uma fauna que cada vez aumenta mais: a dos “gênios neoliberais”. Não é que o cidadão, com apenas 36 anos já publicou 39 livros? Mas leiam com atenção o que Mário Sérgio Conti (do site Nominimo) escreve sobre a portentosa obra literária do não menos portentoso secretário:

Um amigo, que costuma votar em candidatos tucanos, sugeriu que eu lesse e escrevesse a respeito da obra de Gabriel Chalita. O argumento dele é que os livros de Chalita poderiam revelar, por tabela, alguma coisa do pensamento e da ação de Geraldo Alckmin, o candidato do PSDB à presidência. Seria útil, disse o amigo, comparar as idéias de Chalita sobre educação com a de outro intelectual tucano que estuda o assunto, o filósofo José Arthur Gianotti. Conhecendo meu espírito de porco, ele alertou: “Tem que ser um artigo sério, sem ironias”.

Achei boa a idéia. Em suas entrevistas de candidato, o governador de São Paulo diz que é contra a distribuição de renda, apesar do Brasil ser um campeão em desigualdade. No seu raciocínio, a distribuição de renda deve ser feita por meio da melhoria da educação. Seria útil, então, analisar as idéias do político que ele colocou à frente da secretaria estadual da Educação, para vislumbrar o que está na base do pensamento do tucano em relação ao tema.O que eu sabia de Chalita era quase nada. Sabia o que Diogo Mainardi contou em sua coluna na “Veja”, há uns dois meses. Que, aos 36 anos, publicou 39 livros, o primeiro deles aos doze. Que sua última obra é uma biografia da mulher de Alckmin chamada “Seis lições de solidariedade”.

Comprei cinco livros de Chalita. Concentrei-me nos de educação: “Histórias de professores”, “Pedagogia do amor”, “Educação – a solução está no afeto” e “Educar em oração”. Não resisti e comprei também a biografia de Lu Alckmin. Gastei 194 reais. Seus livros não ficam na estante de educação. Estão na de auto-ajuda, ao lado de um autor chamado Içami Tiba. Procurei o único livro de auto-ajuda que li, “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, de Dale Carnegie. Estava lá. Está lá desde 1936, quando foi lançado, ajudando gente a fazer amigos e influenciar pessoas.
***
Aí a “Folha” e o “Estadão” publicaram anúncios com Chalita. Anúncios de página inteira. Com uma baita foto do autor. Nele, a editora Gente, que ninguém conhece, celebra a entrada do seu autor na Academia Paulista de Letras. Atenção, não é a Brasileira, que dias antes elegera o cineasta Nelson Pereira dos Santos para ascender ao panteão dos imortais, é a Academia Paulista de Letras. O prefeito do Rio, Cesar Maia, disse que a propaganda era de estarrecer. “Uma foto de camisa azul e pose de dândi, quase galã, com rosto liso, cabelo arrumado, laquê suave e relógio de pulseira combinando com a camisa. Nem Paulo Coelho ou agora Nelson Pereira dos Santos mereceram tanto. No mínimo a editora Gente deveria ser auditada em suas relações com o setor público”. Um publicitário me informa que as páginas nos jornais paulistas devem ter custado, por baixo, mais de 300 mil reais. Como diz o outro: aí tem.

Tem politicagem. Cesar Maia, aliado de José Serra, ridicularizou o anúncio porque Chalita foi um dos mais atilados defensores da candidatura de Alckmin. O secretário da Educação disse que Serra não poderia sair da prefeitura para concorrer à presidência porque o seu cargo passaria para as mãos do vice-prefeito Gilberto Kassab, do PFL, o partido de Cesar Maia.

Tem mais politicagem. Diante da repercussão ruim dos ataques de Chalita ao PFL, e do seu anúncio extravagante, assessores de Alckmin se apressaram a informar, em off, que o secretário da Educação não teria nenhum papel na sua campanha à presidência. E muito menos num eventual ministério do tucano. Já Chalita procurou gente da imprensa para reclamar da maneira como vinha sendo tratado. E passou a espalhar que será candidato a senador.
***
A essa altura, me arrependera de ter gasto 194 reais nos livros. Não há nada mais chato, e desimportante, que as querelas entre PFL e PSDB, secretário de Estado e vice-prefeito, candidatos a isso e aquilo. Tudo lixo. Eu olhava os livros, os livros me olhavam, e nada. Não passava das capas, das contracapas e das orelhas, nas quais Chalita sorria, segurando o queixo, o cabelo com laquê, o ar de bom moço, de genro que uma senhora de Santana pediu a deus.

Criei coragem. Movido pela curiosidade, comecei por “Seis lições de solidariedade com Lu Alckmin”. Curiosidade despertada por uma reportagem de Eliane Brun e Ricardo Mendonça, na revista “Época”, sobre os laços de Alckmin com a Opus Dei. Os repórteres entrevistaram um primo de Alckmin, o qual diz que a relação do governador com a prelazia do Vaticano “se iniciou com a necessidade de anulação do primeiro casamento de dona Lu Alckmin. ‘Ela casou-se e foi para Londres com o marido. Quando chegou, descobriu que ele vivia numa comunidade hippie. Voltou para o Brasil e namorou meu primo’, conta. ‘Como meu tio é muito católico, queria um casamento religioso. Foi aí que entrou o Opus Dei, para obter a anulação.’ A prima Maria Lúcia nega que a Obra tenha intercedido junto ao Vaticano. ‘Foi um reconhecimento de nulidade do matrimônio e não vejo nenhuma possibilidade de o Opus Dei ter definido isso’, afirma”.

Conseguir a nulidade de um casamento católico é um processo longo e intrincado. O Código Canônico é rígido. Ele admite a nulidade em situações bem específicas. O rapto, a incapacidade sexual de uma das partes, o homossexualismo, a imaturidade, a ausência de batismo, ou da idade legal, de um dos cônjuges, são motivos de anulação. Eles têm que ser provados num tribunal vaticano. O que teria Chalita a relatar sobre a experiência de Lu Alckmin com o assunto?

Ele não tem nada a dizer. “Seis lições de solidariedade” não tem uma palavra sobre comunidade hippie em Londres, o primeiro casamento da senhora Alckmin e a sua anulação. O livro não merece comentário. Como ele não trata de educação, e me impus não ser irônico, não há o que escrever a seu respeito.
***
Enfrentei os outros livros. Das primeiras às últimas páginas. Com dificuldade. Também não tenho o que declarar a respeito deles. Eles não se prestam à análise. De nenhum tipo: filosófica, estilística, sociológica, literária. Não há como abordá-los. Chalita e eu não pertencemos ao mesmo universo. Não que eu seja superior a ele. Chalita representa os tempos que correm, é um político de sucesso. Eu não tenho nada a ver com isso. Fracassei.

Cabe apenas uma observação, tangencial ao tema. O PSDB nunca chegou a ser um partido. Foi um agrupamento de caciques regionais, que cedeu a legenda à escória que forma a base da política nacional. Entre os caciques, havia homens públicos de experiências diversas. Gianotti e Fernando Henrique Cardoso foram intelectuais representativos da USP. José Serra foi líder estudantil, teve de se exilar, estudou em boas universidades. Mario Covas teve ligações com sindicatos de Santos, foi cassado. Não discuto a política que eles defenderam e praticam. O PSDB deles acabou. O que resta agora é o PSDB de Alckmin, Chalita, da turma de Pindamonhangaba.
***
Para não desperdiçar totalmente o que gastei nos livros de Gabriel Chalita, transcrevo adiante alguns dos seus trechos. Bom proveito.

“Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com a colheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes.”
“Já se tentaram várias fórmulas, regimes políticos e sistemas filosóficos para organizar de outro modo o triângulo pai-mãe-filho. Os comunistas tiveram suas novidades nesse sentido. O nazismo ensaiou o plantel dos espécimes perfeitos. Nada substitui o velho lar. A educação por conta do Estado e de instituições não funciona. A falência do sistema família-lar, pai, mãe, filhos solitários, passou a ser comum a partir não somente da liberdade sexual, isto é, do sexo sem repressão, como também da separação pelos cônjuges, aceita ou tolerada, entre sexo e amor.”
“Não há fórmulas nem receitas; cada um de nós deve cultivar o discernimento para saber se curvar como o caniço ou manter-se firme como o carvalho.”
“Ninguém foi obrigado a seguir Cristo, não havia lista de presença nem chamada, e mesmo assim, a multidão se encantava com seus ensinamentos – ele tinha o que dizer e acreditava no que dizia, por isso foi tão marcante.”
“A educação física, como bem diz o nome, é uma educação para o trabalho com a habilidade do físico, do corpo, da mente.”
“A vida em sociedade é necessária e essencial. O ser humano não consegue se desenvolver sem o outro. As relações são difíceis, complicadas, mas ninguém duvida de que não há como viver sem elas.”
“O amor é um sentimento nobre que tem a capacidade de fazer a pessoa humana feliz. Todos nascem para a felicidade, esta é uma verdade universal.”
“Não podemos esperar que as novas gerações modifiquem o que está errado se não despertarmos para o fato de que cabe a nós, desde já, dar o exemplo. Para isso, nossos pensamentos e ações devem ser um misto de altruísmo, capacidade de doação e amor ao próximo.”
“As mulheres do sertão, mesmo as que moram na roça ou na periferia das grandes cidades, saõ como sacerdotisas de uma ordem extremamente rígida, que exige lágrimas diárias como prova de fidelidade e devoção. Na Região Nordeste, o ritual das lágrimas se prolonga numa espécie de comoção coletiva. As mulheres se juntam para rezar o rosário e entoar cânticos, louvores e promessas feitas em uníssono. E assim, gradativamente, vêem o chão se molhar não com as esperadas gotas de chuva, mas com as lágrimas que traduzem emoção e esperança.”
“Temos em Cinderela um dos ícones dos injustiçados e dos oprimidos. A representação de uma mártir capaz de suportar e, no final do seu calvário, sobrepujar as injustiças e os sofrimentos mais diversos, ocasionados pela rivalidade fraternal e pela maldade – vilanias que se configuram como as temáticas centrais do conto ao lado de seu contraponto, a bondade. Em meio a esse turbilhão de provocações, Cinderela permanece pura de coração.”
“O conhecimento é humilde. Quanto mais se conhece, mais se percebe o quanto falta para alcançar seu cume. Lugar que talvez nunca seja atingido, embora isso não nos dispense da subida. O cume nos aguarda como a flor aguarda o beija-flor, e como a noite aguarda a aurora.”
“Vejo meus amigos reclamando da falta de atenção de seus pais. Tenho amigos que não têm pai. Outros, que não têm mãe. Outros, que têm os dois, mas não têm nenhum. Vão crescendo sem afeto, sem cuidado, sem presença. E é difícil viver assim.”
“Juventude é juventude. Ontem. Hoje. Sempre. Jovens destemidos em posição de batalha. De batalhas corretas. De temas certeiros. De desbravadores que não se deixam abater pelas feras que rondam a travessia. Se é preciso enfrentá-las, dizem presente, os que são jovens.” msconti@nominimo.ibest.com.br

6. Marco Aurélio Weissheimer
Dançando no escuro

Do ponto de vista da esquerda e de todos aqueles que têm um sincero compromisso com princípios democráticos e republicanos, a dança de Ângela Guadagnin é inaceitável. Assim como é inaceitável a quebra do sigilo bancário de Francenildo. Silenciar sobre esses episódios é o caminho mais curto para o abismo. (leia mais)

7. Emir Sader
Pós-Palocci ou Pós-Neoliberalismo?
Ao escolher Guido Mantega para substituir Palocci, Lula, se aponta não para mudanças imediatas na política econômica, sinaliza sua disposição concreta de que um segundo mandato presidencial terá outra ênfase: desenvolvimento e distribuição de renda. (leia mais)

8. ELEIÇÕES 2006 - Sob o comando do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, lideranças tucanas afirmam abertamente que, nos próximos meses, principal estratégia da campanha será uma grande ofensiva contra o presidente Lula. Diante do cenário de agravamento da crise política, qual a possibilidade de uma contra-ofensiva por parte do PT e do governo Lula? (leia mais)

Informes da ANPUH

1. EVENTOS:

(a)Estão abertas as inscrições para o Colóquio "Intelectuais, Cultura e Política no Mundo Ibero-Americano, a ser realizado no Museu da República (Catete, Rio de Janeiro) nos dias 17 e 18 de maio de 2006, coordenado pela Profa. Dra. Maria Emilia Prado (PPGH-UERJ) e pelo Prof. Dr. Fernando Antonio Faria (PPGH-UFF / PPGH-UERJ). O objetivo do evento é reunir pesquisadores que desenvolvam reflexões dentro dos seguintes eixos, tendo como recorte espacial o mundo ibero-americano: a) O campo intelectual como dimensão da modernidade; b) As artes e a cultura; c) Nações, nacionalismos e vanguardas; c) Figuras, movimentos e práticas culturais; d) Intelectuais e Estado.As Mesas de Comunicações serão constituídas de até quatro participantes, e terão a duração de 1 hora e 30 minutos. Cada Comunicação não poderá exceder 15 minutos. O tempo restante será destinado ao debate. As propostas de trabalho devem consistir de resumo de no máximo 500 palavras, expondo com clareza os objetivos e as contribuições substantivas do trabalho proposto. O resumo deve ser enviado para o email coloquioiberoamericano@yahoo.com.br . A data limite para o envio dos resumos é 20 de abril. Propostas que cheguem após esta data não serão aceitas.

(b) Evento comemorativo dos 21 anos do MAST - Museu de Astronomia e Ciências Afins. Dias 10, 11 e 12 de abril de 2006, das 9:30 às 19 horas, no auditório da Fundação Casa de Rui Barbosa, rua São Clemente, 134, Botafogo, Rio de janeiro. Na ocasião serão debatidos os rumos da História da Ciência. Este evento tem o apoio da FINEP e do CNPq. Mais informações com Andrea Costa, tel. (21) 2580-7010 r.243; Michele Gonçalves tel. (21) 2580-7010 r.220 / fax. (21) 3295-0913 ou pelo e-mail simposio21anos@mast.br

(c) VIII Encontro Estadual de História da ANPUH-RS, a se realizar nas dependências da Universidade de Caxias do Sul (UCS), entre 24 e 28 de julho deste ano. O site do evento é: www.anpuh-rs.org.br/eeh2006/public/site. Através da página serão feitas todas as inscrições, ou seja, de: (a) trabalhos a serem apresentados nos simpósios temáticos; (b) pôsteres de pesquisas de graduandos; (c) ouvintes, do evento em geral e dos minicursos em particular; (d) graduandos no alojamento estudantil, que dispõe de 44 vagas. Ao final da inscrição, será gerado um boleto com o valor total da inscrição, o qual pode ser pago no banco ou através de débito em conta. Recomendamos a leitura atenta das instruções. Em caso de dúvida ou problemas, entrem em contato conosco pelo email: anpuh@ufrgs.br.

(d) I Simpósio Internacional e II Nacional de Estudos Celtas e Germânicos, na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, de 25 a 28 de julho de 2006. As inscrições já estão abertas e encerram em 31/5. Mais informações no site do evento: http://www.brathair.com/II%20SNIECG/

(e) Entre os dias 22 e 25 de agosto de 2006 acontecerá, na UFF, em Niterói-RJ, a 3ª. Jornada Nacional de História do Trabalho, promovida pelo GT Mundos do Trabalho da ANPUH. Inscrições de comunicações podem ser feitas até o dia 05 de abril, através de ficha própria, que pode ser conseguida na 1ª. Circular que convoca o evento, disponível no sítio do GT: www.ifch.unicamp.br/mundosdotrabalho

(f) A Seção Rio de Janeiro da Associação Nacional de História – Anpuh-Rio anuncia a organização do XII Encontro Regional de História, numa promoção do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense/UFF. Toda a comunidade acadêmica é convidada a participar do evento que se realizará entre os dias 14 a 18 de agosto de 2006, no Campus do Gragoatá da UFF, na cidade de Niterói, RJ. Mais informações na página http://www.encontroanpuhrio.pro.br/

(g) Os coordenadores do SIMPÓSIO 18 "A QUESTÃO RACIAL NO BRASIL E AS RELAÇÕES DE GÊNERO", do VII Seminário Internacional FAZENDO GÊNERO - Gênero e Preconceito, a se realizar em Florianópolis, de 28 a 30 de agosto de 2006, convidam os colegas à proposição de trabalhos. O Simpósio articula dois temas que tem adquirido centralidade nos debates na área de Ciências Humanas e Sociais: raça e gênero, nesta perspectiva, busca congregar trabalhos de pesquisas e experiências fruto de projetos acadêmicos que versem sobre a temática,propiciando debates de alto nível sobre tema. Este Simpósio Temático busca debater entre outros temas as relações entre juventude, raça e gênero; os padrões e representações da mulher na sociedade e no mercado de trabalho; as relações sociais envolvendo as relações de gênero e raça que se desenvolvem nas esferas da sociedade, particularmente no mundo da produção e na família; os processos de discriminação em função da opção sexual e da cor da pelo dos indivíduos no mercado de trabalho; e os estereótipos depreciativos atribuídos aos negros, as mulheres, aos homossexuais outras "minorias" presentes nas estruturas sociais.As propostas de trabalhos deverão ser apresentadas no formulário disponível no site http://www.fazendogenero7.ufsc.br/ e enviadas por e-mail para Benjamin Xavier de Paula (UFU) - http://br.f373.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=benjaminx@usp.br. O resumo, preenchido no formulário, deve conter no máximo 300 palavras, espaço 1,5, fonte Times New Roman, tamanho 12. A data limite para recebimento das propostas é 30 de março de 2006. Mais informações no site e no e-mail http://br.f373.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=fgenero@cfh.ufsc.brCoordenam o simpósio os professores Benjamin Xavier de Paula (UFU) - http://br.f373.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=benjaminx@usp.br, Pedro Geraldo Tosi (UNESP) - http://br.f373.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=pgtosi@uol.com.br e Elizangela Lelis da Cunha (UFSCar) - elizlelis@yahoo.com.br.

(h) As coordenadoras do Simpósio Temático nº 38: GÊNERO: MULTIPLICIDADES DE REPRESENTAÇÕES E DE PRÁTICAS SOCIAIS do VII Seminário Internacional FAZENDO GÊNERO. Gênero e Preconceito, a se realizar em Florianópolis, de 28 a 30 de agosto de 2006, lembram que o prazo para inscrições se encerra no próximo dia 30 de março. Para inscrições no Simpósio Temático 38 ou em outro simpósio do evento, acesse http://www.fazendogenero7.ufsc.br/. (i) IV Congresso Internacional do Barroco Ibero-Americano, a ser realizado nos dias 1, 2 e 3 de Novembro de 2006 nas cidades de Ouro Preto e Mariana. Concebido sob as perspectivas de interdisciplinariedade, continuidade das discussões anteriores, atualização teórica e de estudos temáticos, o IV CIBI retoma os debates, divulga os resultados das pesquisas assimilando novas tendências acadêmicas, reunindo estudiosos de prestígio intelectual de diversos países. O IV CIBI aposta em uma abrangência que não prescinde da verticalização das análises, bem como das possibilidades de diálogo por meio da releitura e reformulação dos estudos anteriores, ou seja, objetiva revisar a formatação em voga através de uma ótica atualizadora. O conjunto de informações de que já dispomos está disponível na página web www.fafich.ufmg.br/cibi2006 .

2. CURSOS E CONCURSOS:

(a) Abertas as inscrições ao processo de seleção para contratação de um Professor Substituto para a área de Metodologia do Ensino e da Pesquisa em História, no Departamento de Artes e Humanidades da Universidade federal de Viçosa (Ver Edital).

(b) A Faculdade José Augusto Vieira - FJAV, através do Núcleo Pós-Graduação - NPG, torna público que estarão abertas entre os dias 06 a 31 de março de 2006, no horário de 8h às 22h, as inscrições para seleção de ingressantes nos cursos de Especialização Lato Sensu em História e Cultura Brasileira. Maiores informações no site www.fijav.com.br.

(c) Concurso Público para Professor Adjunto. UFRN - Campus de Caicó - Depto. de História e Geografia. Área: Pré-História, História Antiga e Medieval. Requisitos: Graduação em História, Mestrado e Doutorado em História ou Arqueologia.Período de Inscrições: 24 de março a 07 de abril de 2006. Maiores informações: http://www.prh.ufrn.br/ (a partir do dia 24/03/2006) e (84) 3421.2153 - (84) 3215.3271.

3. LANÇAMENTO DE REVISTAS:

(a) Foi lançado o primeiro número de Emblemas - Boletim de História (ISSN 1808-7914). Ele traz o dossiê "Santos, frades, leigos e pecadores: olhares sobre o cristianismo". O boletim é uma realização do Grupo de Pesquisa Narrativas e Imagens do Brasil do curso de História da UFG, Campus Catalão e se trata de uma publicação semestral. Solicitam-se permutas. Contatos: juliobentivoglio@gmail.com

(b) Comunicamos que está no ar a nova versão dos Anais Eletrônicos do IX Encontro Regional da Anpuh-PR, incluindo textos que não saíram nos CDs por problemas técnicos ou por não estarem prontos até a produção do mesmo (como foi o caso de boa parte das mesas redondas). O material está disponível, com novo ISBN, em http://www.anpuhpr.uepg.br/publicacoes.htm Pedimos aos autores que verifiquem seus textos e comuniquem-nos em caso de problemas que persistam.

4. LANÇAMENTO DE LIVROS:

(a) No dia 23 de março será lançado o livro "Bens e Costumes na Mantiqueira: o município de Socorro no prelúdio da cafeicultura paulista (1840-1895)" (São Paulo: Editora CLA, 2006, 255 páginas), de autoria da historiadora Lucília Siqueira, professora da PUC-SP. Fruto de tese de doutorado em História Social defendida na Universidade de São Paulo, o livro mostra a vida cotidiana, os costumes e as relações sócio-econômicas dos moradores de Socorro, na região paulista da Mantiqueira, durante boa parte do século XIX, por meio de uma análise minuciosa e paciente de centenas de inventários. O livro conta com o apoio da Fapesp.

(b) Comunicamos o lançamento do livro HISTORIA DE MINAS GERAIS, dos historiadores Helena Guimarães Campos e Ricardo de Moura Faria, ocorrido em 15 de fevereiro, em Belo Horizonte. Houve um lançamento na Casa de Cultura de Sabará em 23 de março e um segundo lançamento em Belo Horizonte está previsto para 8 de maio, na Assembléia Legislativa."História de Minas Gerais" traz um capítulo inicial voltado para as culturas que ocuparam o território mineiro antes da chegada dos colonizadores. Os estudos remontam às populações que ocuparam a região há cerca de 11.500 anos e atualizam-se com o panorama da vida dos indígenas mineiros da atualidade. Em seguida, os autores traçam um amplo painel da vida em Minas Gerais à época da descoberta do ouro e nos períodos colonial, imperial e republicano. Um balanço das últimas décadas do século XX e dos anos iniciais do século atual encerra o livro, fornecendo pistas para o entendimento das mudanças e permanências que marcaram a história mineira. Para cada período – Capitania, Província e Estado – há informações sobre os processos e fatos históricos que marcaram a política, a economia, a sociedade e a cultura do povo mineiro. Tanto a vida interna de Minas Gerais, como os fatos e processos que projetaram-na no cenário nacional foram relacionados, já que a compreensão da realidade mineira exige, necessariamente, referências à história nacional com a qual se articula.

(c) Ocorrerá no dia 06/04 na cidade de Uberlândia/MG, o lançamento do livro Lavradores de Sonhos: Saberes e (Des)Caminhos de trabalhadores Volantes - 1980/2000 (São Paulo: EDUC, 2006), de Maria Andréa Angelotti Carmo (mestre e doutoranda em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Trata- se de reflexões sobre as experiências rurais e urbanas de trabalhadores bóias-frias que lutam pela sobrevivência no município de Araguari no Triângulo Mineiro.

4. CHAMADAS PARA PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS

(a) A revista História, editada pela Unesp, está recebendo artigos para o dossiê " Historiografia " até o dia 31 de maio de 2006, bem como artigos de temas diversos em fluxo contínuo. A Revista acaba de ser incluída no Scielo/Bireme e pode ser acessada por meio eletrônico no site http://www.scielo.br/, onde se encontram disponíveis as normas para o envio de originais.

(b) A Revista Brasileira de História está recebendo artigos temáticos para seu próximo número, cujo Dossiê é Natureza e Cultura, com saída prevista para Julho de 2006. Os envios poderão começar a ser feitos imediatamente, porém, a data limite para encaminhamento de artigos, por motivo de prazos editoriais, será 22 de Abril, impreterivelmente. Aguardamos a colaboração de todos para mais um número da RBH. Consulte as Normas para publicação de artigos antes de enviar propostas.Maria Izilda Santos de Matos, Editora http://br.f373.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=rbh@usp.brf: (11) 3091-3047 (c/ Raquel)

Noticias

1. O I Encontro Nordestino de História Colonial: Territorialidades, Poder e Identidades na América Portuguesa (século XVI a XVIII) será realizado, na Universidade Federal da Paraíba, campus I, em João Pessoa, no período de 7 a 10 de setembro deste ano.A inscrição de propostas de simpósios temáticos, mesas-redondas e mini-cursos foi realizada entre os dias 1° de março e 15 deste mês, por via eletrônica. Já a avaliação das propostas pela Comissão Científica será feita de 16 a 31 de maio. Serão aceitos, no máximo, 10 simpósios temáticos, 10 mesas-redondas e 10 mini-cursos.
A inscrição para participação em simpósios temáticos será realizada de 1° de junho a 15 de julho, somente por via eletrônica. Os resumos dos trabalhos deverão ter no máximo 1.500 caracteres, incluindo espaços.A inscrição para participação em mini-cursos pode ser feita de 1° de junho a 31 de agosto, por via eletrônica, ou na abertura do evento, durante o credenciamento, em 7 de setembro.Mais informações podem ser obtidas no seguinte endereço eletrônico:http://cchla.ufpb.br/enhc%202006/

2. Exposição Itinerante de fotografias “Qhapaq Ñan: A Trilha Inca” -

A exposição itinerante de fotografias registra a extraordinária obra de engenharia andina “Qhapaq Ñan”, que foi o principal caminho desse povo, cobrindo cinco dos mais de sete mil quilômetros de largura da Cordilheira dos Andes. Essa construção foi a base para o desenvolvimento do sistema viário dos Andes.
MUSEU HISTÓRICO NACIONAL Praça Marechal Âncora s/n Centro - próximo à praça XV Rio de Janeiro – RJ Período: 09/02/2006 a 26/03/2006 Horário: terça à sexta-feira, das 10h às 17h30m e sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. Preço: R$6, sócios do ICOM, funcionários do Iphan, alunos e professores de escolas públicas federais, entre outros, estão isentos do pagamento do ingresso. Tel.: (21) 2550-9224/ 2550-9220 Site: http://www.museuhistoriconacional.com.br/

3. O CPDOC convida para as seguintes palestras a serem proferidas por seus pesquisadores-bolsistas:
A recepcao da obra de Gilberto Freyre no Rio Grande do Sul - Leticia Borges Nedel, dia 05 de abril.
Migracao nordestina, trabalho e politica: Sao Paulo nos anos 50 - Paulo Fontes, dia 19 de abril. Alceu Amoroso Lima: um itinerario no seculo - mudanca, disciplina e acao - Marcelo Timotheo da Costa, dia 26 de abril.
Horario: sempre 'as 14:30h Local: Praia de Botafogo, 190 - 10º andar. Auditorio Eugenio Gudin. A entrada 'e franca, nao sendo necessaria inscricao. Mais informacoes em www.cpdoc.fgv.br/comum/htm

4. Vagas para professores/UFRRJA Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) abre concurso para preenchimento de vagas para professor em diversas areas do conhecimento, incluindo Historia e Ciencias Socias e Humanas. As inscricoes estao abertas ate' 13/4/2006, e poderao ser realizadas via SEDEX. A data limite de postagem devera' ser 6/4/2006. O candidato que desejar efetuar sua inscricao pessoalmente, devera' comparecer 'a Divisao de Selecao e Aperfeicoamento no endereco acima. Mais informacoes em www.ufrrj.br/concursos

5. Conferencias de Michel Offerle/CPDOC-FGVMichel Offerle', professor da Sorbonne e da Ecole Normale Superieure, ministrara' duas conferencias no Centro de Pesquisa e Documentacao Historia contemporanera do Brasil (CPDOC), nos dias 10 e 12/4/2006, ambas 'as 14:30h. A primeira tera' por tema "De la socio-histoire" e a segunda "Des repertoires de l'action collective". Local: Praia de Botafogo, 190, Botafogo, Rio de Janeiro - auditorio 4 do 3º andar. Mais informacoes no e-mail: http://br.f373.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=cpdoc@fgv.br&YY=55547&order=down&sort=date&pos=0 ou no tel.: (21) 2559.5676 / 2559.5677.

6. Palestra Gestão e Administração de Museus de Arte e Centros Culturais - Pablo Rico Lacasa
04 de abril, terça-feira, às 20h.
Sala Juvenal Dias. Palácio das Artes, Belo Horizonte

Livros e revistas

REVISTA HISTÓRICA Nº 8
www.historica.arquivoestado.sp.gov.br
Povoamento e colonização da Zona da Mata Mineira no século XVIII – Fernando Gaudereto Lamas http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/materia01/

O açúcar no Norte Fluminense – Paulo Paranhos http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/materia02/

Influência da medicina legal em processos crimes de defloramento na cidade de Piracicaba e região (1900-1930) – João Valerio Scremin http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/materia03/

Imagens de uma época: Villa-Lobos http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/imagemepoca/

Sites

Novidade importante: o Museu Virtual da Escola, projeto do Centro de Referencia do Professor, da Secretaria de Educação de Minas Gerais já pode ser acessado. Tem muita coisa interessante lá, não deixe de verificar:

http://crv.educacao.mg.gov.br/museu/port/index.asp

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