Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

10.1.07

Número 073





EDITORIAL

Noticia do site Ultimo Segundo, deste domingo:

O Exército de Israel tem um plano de destruição das instalações nucleares iranianas, mediante um ataque aéreo com bombas atômicas 15 vezes mais potentes que a de Hiroshima, afirma neste domingo o jornal ‘The Sunday Times’, com fontes militares israelenses.
+ Dirigente israelense nega plano de ataque a instalações iranianas
Duas esquadrilhas das Forças Aéreas israelenses, segundo fontes do jornal, estão em treinamento para destruir essas instalações de enriquecimento de urânio com um único ataque aéreo.
O ‘The Sunday Times’ afirma que o plano israelense prevê o uso de mísseis convencionais guiados com laser para abrir "túneis" antes de empregar bombas atômicas táticas, de potência 15 vezes superior à bomba de Hiroshima.
O plano israelense teria três objetivos diferentes, a planta de enriquecimento de Matanz, uma instalação de conversão de urânio perto de Ispahan e um reator de água pesada em Arak, todos localizados ao sul de Teerã.
A opção das armas nucleares táticas, cuja explosão se produziria em profundidade para evitar conseqüências radioativas, foi escolhida pelo Estado Maior israelense ante o temor de que as bombas convencionais não sejam bastante eficazes contra instalações bem defendidas, afirma o jornal.

A ser verdadeira, esta noticia é realmente muito preocupante. Numa região conturbada pelo uso contínuo de armas convencionais, a última coisa que as sociedades mundiais desejam é ver uma arma atômica ser utilizada, seja por quem for. Pode-se imaginar o que isso provocaria em termos de desestabilização política...

Leia a seguir um outro tema que também preocupa: a questão do patrimônio histórico e artístico em nosso país. No caso, particularmente numa região vital da história da capital mineira, onde estão o Palácio da Liberdade e vários edifícios construídos na época da fundação da cidade para serem as secretarias de estado, ao lado de outras edificações mais recentes. Como se sabe, o projeto do governador mineiro é transformar a praça num grande circuito cultural gerido pela iniciativa privada, ao mesmo tempo em que levará os vários setores da administração para um bairro distante, a meio caminho do aeroporto internacional de Confins. Tudo muito bonito, mas.... leiam o que a historiadora Miriam Bahia Lopes escreve a respeito.
Na seção
Falando de História, uma fotografia evoca momento marcante da Musica popular brasileira. Ela nos foi enviada pelo Euler Bernardes.
Na seção
Brasil, volta o tema da violência no Rio de Janeiro. Além disso, tratamos dos resultados da balança comercial brasileira. E recomendamos a leitura de um artigo que discute os projetos do governador Aécio Neves e as relações dele com a imprensa.

Em Nuestra America, Chomsky fala sobre as perspectivas históricas do desenvolvimento da América Latina e o novo presidente do Equador levanta polêmica com a proposta de nova constituição.
Na seção
Internacional, a questão dos refugiados ambientais, que tanto preocupa a ONU e um artigo de Renato Rovai, da revista Fórum, sobre a democracia na África do Sul. Fora isso, temos, como sempre, as Notícias, recomendação de Livros e Revistas, e Filmes Históricos.
Bom proveito!

Charge de Lane ironiza a mais recente maracutaia do Congresso: suplentes assumem a vaga por um mês... nas férias!!! Mas recebem tudo a que tem direito, e também ao que não tem...


FALAM AMIGOS E AMIGAS

1. Miriam Bahia Lopes, doutora em Historia pela Sorbonne, envia material crítico sobre as obras que estão sendo efetuadas em Belo Horizonte, notadamente as intervenções na Praça da Liberdade.

Praça da Liberdade, MG

De um lado o Palácio da Liberdade recebe intervenção cuidadosa e é aberto para visitação.De outro as Secretarias são alvo de projetos que descaracterizam e mutilam as edificações tombadas. Dois pesos e duas medidas na Praça? Preserva-se apenas o símbolo do poder? Veja mais informações sobre o processo em curso em Belo Horizonte e o debate que ele provocou no seguinte endereço:

http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc173/mc173.asp

2. Bom dia estimado Ricardo!
Obrigada por sempre me encaminhar os boletins de História!
Estão sendo de grande valia para mim.
Abraços

Catarina Lavezzo

FALANDO DE HISTORIA




BRASIL

1. Ariel de Castro Alves

A violência no Rio e em SP

Para melhor entender os ataques no Rio e a violência cotidiana no país, é importante relembrar o que ocorreu em São Paulo com o PCC. A facção criminosa, cujo Estatuto reivindicava direitos humanos para os presos, perdeu sua finalidade inicial diante de um Estado fraco e desorganizado. - 05/01/2007

2. BALANÇA COMERCIAL

Brasil diversifica mercados e ‘reduz dependência’ de EUA e UE

Entre 2002 e 2006, concentração das vendas do Brasil nos EUA caiu para 18% e, na UE, para 22%. Mas nem tudo pode ser festejado no ano em que o país bateu mais um recorde no comércio exterior: participação de commodities aumentou. > LEIA MAIS Economia 02/01/2007

3. Este artigo ficou muito bom e deveria ser lido por todos os mineiros e por todos os jornalistas do país. Divulguem por aí::::
Se Aécio é votado o melhor governador do país quem, além dele próprio, sai ganhando? E, afinal, para quem ele é o melhor governador? Para a mídia mineira, que não conhece oposição? E, a propósito, quem forma essa mídia? Qual a relação dos donos da imprensa com os donos do poder? Como isso prejudica a democracia em geral? Essas e outras questões são levantadas neste excelente artigo de José de Castro, que interessa a jornalistas, mas também aos mineiros e, em breve, a todos os brasileiros que terão que escolher por votar ou não no Aécio Neves para presidente.

Leiam e divulguem!
www.tamoscomraiva. blogger.com. br

NUESTRA AMERICA

Noam Chomsky

Perspectivas Históricas sobre o Desenvolvimento da América Latina

É a primeira vez, desde as conquistas espanholas, 500 anos atrás, que tem havido movimentos reais em direção à integração na América do Sul. Os países permaneceram muito separados uns dos outros. E integração está vindo a ser um pré-requisito para a independência autêntica. - 08/01/2007

OUTRO EQUADOR

Correa apresenta proposta de Assembléia Constituinte no primeiro dia de governo

Presidente eleito do Equador, que assume dia 15, avalia que realização de Assembléia Constituinte enfrentará oposição no Congresso e no Tribunal Supremo Eleitoral, contra a qual ele não descarta incentivar mobilizações populares. > LEIA MAIS Internacional 08/01/2007

INTERNACIONAL

1. Refugiados ambientais (do site www.reporterbrasil.org.br)

Deslocamentos humanos provocados por alterações no meio ambiente são um problema crescente no mundo - e afetam também o Brasil. Situação é tão preocupante que a ONU debate criação de leis internacionais sobre o tema

2. Uma democracia pautada pela cor da pele
Por Renato Rovai [8/1/2007] (da Revista Fórum)

De 1948 até as eleições de 1994 o sistema baseado no apartheid garantiu à minoria branca da África do Sul domínio completo dos rumos do país. Esses 40 anos de estupidez política levam a crer que talvez mais do que outros 40 serão necessários para que as posições ideológicas não tenham como determinante a diferença de cor da pele.

É incrível como o mapa político atual da África do Sul guarda relação com sua composição étnica. Na última eleição, por exemplo, o principal partido anti-apartheid, Congresso Nacional Africano (CNA), que tem na figura de Nelson Mandela sua referência maior, obteve 69,68% dos votos. Enquanto isso a Aliança Democrática, ficou com 12,37%. A legenda que prevaleceu no sistema racista era o Partido Nacional, que praticamente definhou, tendo tido na última eleição apenas 1,65% dos votos. O herdeiro político da ideologia branca passou a ser a Aliança Democrática.

Só para relembrar dados que divulgados na matéria anterior, o último censo sul-africano de 2003 registra que no país 79% se auto-classificavam negros, 9,6% brancos, 8,9% “coloured” (mulatos) e 2,5% como indianos/asiáticos.

Para que não cometer uma imprecisão histórica, é preciso registrar que o apartheid ganhou forma jurídica constitucional em 1948, mas a segregação dos negros no país é ainda anterior. Desde o início do século já existiam na África do Sul leis que distinguiam os habitantes em decorrência da cor da pele.

De 1948 em diante o que ocorreu é que o domínio racial e a segregação tornou-se regime político. Em Joanesburgo, o Museu do Apartheid faz o visitante reviver um pouco daquele período.Desde a compra do ingresso na bilheteria, onde se recebe um tíquete que o identifica por cidadão branco ou não-branco (neste caso, independente da cor do visitante), até a entrada distinta para os que portam os tíquetes diferenciados, passando pela possibilidade de assistir programas noticiosos da época, ver entrevistas de ministros e fotos de massacres como o que motivou a maior revolta no Soweto, em 16 de junho de 1976, que levou à morte 600 pessoas, principalmente jovens. O primeiro deles teria sido Hector Pieterson, de 12 anos, hoje também o nome de um Museu no Soweto, onde essa história está registrada. A foto de destaque dessa matéria é do momento em que Hector Pieterson era carregado por um de seus colegas que o resgatou em meio ao confronto.

No Museu do Apartheid, tudo é de certa forma nojento, mas talvez um dos momentos mais reveladores daquele escatológico regime seja a reprodução de uma das entrevistas de um ministro da Justiça da época do apartheid. Uma boa parte do museu é composta por inúmeras televisões que projetam, repetidamente, documentários sobre o período. A entrevista em questão é reprisada numa das telas que relembram o noticiário da época. Ao responder a questão de um jornalista internacional, que de alguma forma ponderava se aquele tipo de segregação não feria a todo e qualquer aspecto do direito internacional, o ministro de maneira absolutamente tranqüila, numa tradução livre, disse algo como: “isso seria verdade se estivéssemos falando de pessoas civilizadas. É esse caminho que estamos tentando construir, mas não é fácil. Os nativos desta parte do planeta são bárbaros ou semi-bárbaros. Eles não são civilizados. Viveram sempre em guerra, se matando e por isso não estão acostumados a trabalhar, a viver em sociedade, só a guerrear. Nós, brancos, que estamos trabalhando pelo desenvolvimento deste país, deste continente, temos de tomar precauções...”.

Depoimentos bárbaros como este, misturam-se a fotos ridículas, como a de um juiz espiando do lado de fora da janela de uma casa, prancheta na mão, buscando flagrar um casamento inter-racial no momento da relação sexual, já que em 1949, uma das primeiras leis do então novo regime, foi proibir a miscigenação entre pretos e brancos.

Uma certa herança ainda permaneceMesmo com todas as reformas políticas que hoje garantem ao negro tanto direitos civis fundamentais, como também políticos, a maior parte da população sul-africana ainda é de gente que viveu no regime anterior, que se encerrou só com a eleição de Nelson Mandela, em 1994, mesmo que o processo que levou a queda tenha começado em 1990.

Em 1990, depois da renúncia de Peter Botha, Frederik de Klerk deu inicio a negociações que levaram à libertação de Mandela, após 27 anos de prisão, e a legalização de partidos então na clandestinidade, como o Congresso Nacional Africano, que abriu mão da resistência armada.

Mandela governou o país de 1994 a 1999, mas já em sua gestão, o homem forte era o atual presidente, Thabo Mbeki, que se elegeu em 1999. Em abril de 2004, foi conduzido a um novo mandato que se encerrar em 2009.

Nascido em 1942, ele vem de uma família negra com forte tradição na política. Seu pai, Kovan, foi uma importante liderança no Partido Comunista Sul-Africano, que também ficou na clandestinidade durante o Apartheid. Mbeki foi um dos dirigentes da resistência armada que desencadeou o fim do regime anterior.

Ao se reeleger em 2004, ele se colocou como uma das suas principais metas acabar com qualquer foco de resistência política que ainda guardasse relação com a divisão anterior do país entre os brancos e as outras cores, especialmente os pretos, o que demonstra a relevância que essa questão ainda tem no cenário político local.

O modelo atual

Na África do Sul o regime político é um misto do que entendemos por parlamentarismo e presidencialismo, já que o nome do presidente sai do parlamento, mas a campanha é feita a partir de sua figura. Além disso, ao mesmo tempo o presidente é chefe de Estado e chefe de governo. Outra curiosidade do sistema local é que para formar o ministério o presidente tem permissão para escolher apenas dos ministros que não sejam parlamentares.

O país tem nove províncias, sendo que cada uma tem seu Conselho Executivo liderado por um primeiro-ministro local. Na eleição de 2004, que contou com a alta participação de 76% de eleitores, o CNA obteve maioria absoluta em das 7 das 9 províncias do país. E em aliança com outros partidos menores conseguiu também garantir controle de Western Cape e Kwazulu-Natal, o que o faz ter os nove primeiros-ministros das províncias.

Um dos poucos locais do país onde a CNA tem dificuldades eleitorais é na região do Cabo. A Constituição vigente, além das nove províncias, que são figuras políticas semelhantes ao estados no Brasil, criou três categorias distintas para definir as cidades: as grandes metrópoles, os municípios e os distritos. Existem seis grandes metrópoles: Joanesburgo, Durban, Cidade do Cabo, Tshwane (ex-Pretória), East Rand e Port Elizabeth. São 231 municípios e 47 distritos. Desde a primeira eleição a CNA não consegue eleger o governante da região metropolitana da Cidade do Cabo. A explicação dos analistas locais é a de que mesmo tendo muitos negros, como todas as outras cidades do país, Cape Town tem uma grande população mulata, que curiosamente se sente mais representada nos partidos liderados por brancos.

Na última eleição, a candidata da Aliança Democrática prevalece sobre a candidatura do CNA por apenas dois votos no parlamento. Acredita-se que esse fenômeno isolado não permaneça numa próxima eleição, já que o partido do presidente do país tem aumentado sua votação no local a cada disputa. E isso se explica pelo aumento da população negra na região. Ou seja, voltamos ao começo. A democracia sul-africana ainda parece ter muitos anos determinados pela diferença da cor de pele.


NOTICIAS

1. 10ª Mostra de Cinema

Data: 20/01/2007 a 27/01/2007

Cidade: Tiradentes
A exemplo das outras nove edições, a 10ª Mostra de Cinema de Tiradentes também irá homenagear diretores e atores que imprimiram a sua identidade na história do nosso cinema, mas, desta vez, de forma diferente. Nesta edição, 41 pensadores, teóricos e críticos de cinema de diversos Estados do Brasil participaram de uma pesquisa nacional que elegeu o diretor, ator e os filmes que marcaram a década de 1997-2007.

2. Sob a curadoria do crítico de arte Fabio Magalhães, a exposição Aleijadinho e seu Tempo - Fé, engenho e arte contextualiza Minas Gerais no Brasil e no mundo, no século XVIII, e sua expressão artística máxima: o barroco brasileiro em Aleijadinho e seus contemporâneos. A mostra está exposta no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro em comemoração ao seu 17º aniversário.


LIVROS E REVISTAS


1. Lançamento da Editora Contexto. Clique no texto para abrir o sumário e um trecho do livro.

Minha história das mulheres é a obra mais acessível e instigante da historiadora Michelle Perrot. Nasceu de um programa de rádio francês que fez enorme sucesso ao divulgar com clareza e entusiasmo, para um público de não especialistas, o conteúdo de mais de 30 anos de pesquisas e reflexões acadêmicas. Transformado em livro, depois traduzido e publicado no Brasil pela Editora Contexto, narra em cinco capítulos o processo da crescente visibilidade das mulheres em seus combates e suas conquistas nos espaços público e privado. Mães e feiticeiras, trabalhadoras e artistas, prostitutas e professoras, feministas e donas-de-casa e muitas outras personagens femininas fazem parte desse relato sensível e atual de uma das pesquisadoras mais conceituadas da história das mulheres.

A autora

Michelle Perrot é professora emérita de História Contemporânea da Universidade Paris VII. Organizou com o historiador Georges Duby o livro História das mulheres no Ocidente.
Editora Contexto – 192 p., 35 reais


FILMES HISTORICOS

A contribuição do Breno continua sendo publicada. Mais 30 filmes para deleite e uso em sala de aula.

121. 11/9 - Atentado – 11/9 - documentário **

122. 11 de Setembro - Atentado – 11/9 – curtas de vários países ****

123. A Última Noite - EUA – século XXI pós-atentados ****

124. Diários de Motocicleta - América Latina – década de 50 ***

125. Fidel - Revolução Cubana ****

126. Chove sobre Santiago - Golpe militar do Chile - 1973 *****

127. De Amor e de Sombras - Golpe militar do Chile - 1973 ***

128. A História Oficial - Ditadura militar da Argentina ***

129. A Morte e a Donzela - Ditaduras militares na América do Sul **

130. Em Nome do Pai - Conflitos na Irlanda (IRA) ***

131. Michael Collins - Conflitos na Irlanda (IRA) ***

133. Cidadão X - Burocracia comunista russa/ Perestroika

134. O Ouro dos tolos - Perestroika

135. Montanhas Azuis - Sátira – Burocracia comunista russa

136. Adeus Lênin - Crise do socialismo – Anos 90

137. Ou tudo ou Nada - Neoliberalismo - anos 90

138. Mera Coincidência - Poder da mídia em nossos dias

139. Barril de Pólvora - Guerra civil - Iugoslávia

140. Território Comanche - Guerra civil - Iugoslávia

141. Bela Aldeia, Bela Chama - Guerra civil - Iugoslávia

142. Terra de Ninguém - Guerra civil - Iugoslávia

143. Bem Vindo a Sarajevo - Guerra civil - Iugoslávia

144. O Resgate de Harrison - Guerra civil - Iugoslávia

145. Kedma - Guerra de Independência (Israel – 1948)

146. Kippur – O Dia do Perdão - Guerra do Yom Kippur (Israel – 1973)

147. A Guerra do Golfo - Guerra do Golfo

148. Ao Vivo de Bagdá - Guerra do Golfo

149. Amor e Dor - Europa – década de 70/Fundamentalismo judaico/neonazismo

150. Kadosh – Laços Sagrados - Fundamentalismo religioso (Israel)


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