Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

27.12.06

Número 071




EDITORIAL

E assim... chegamos ao último boletim de 2006. Hora de fazer as famosas retrospectivas... mas não vou me aventurar, podem ficar tranquilos(as). Vou apenas transcrever no Editorial uma reflexão para o balanço de 2006 que saiu no site www.nominimo.ig.com.br. E que seria cômica se não fosse trágica.
No mais, com os votos de um feliz 2007, aproveitem bem este boletim: no
Falando de História, Mauro Santayana discute se o fascismo realmente acabou; na seção Brasil, a condenação da Aracruz em função dos outdoors contra os índios na Bahia – o meio ambiente pede socorro – entrevista com Muniz Sodré sobre a questão racial – análise das estatísticas do IBGE sobre as mulheres. Em Nuestra América, Guatemala, um pais desmantelado e a América Latina vista por Carlos Guilherme Mota. Na seção Internacional, um dossiê sobre o Irã, feito pelo Le Monde diplomatique. Além disso, comentários sobre livros, sites e a terceira parte da pesquisa sobre os filmes históricos.

Charge de Maringoni, publicada no site da Agência Carta Maior.


Para o balanço geral de 2006

Se já estivesse definitivamente estabelecido no Brasil, como cláusula pétrea da Constituição, que toda autoridade pública tem a obrigação indeclinável de viver nas mesmas condições que oferece a seus governados, talvez 2006 acabasse sem o Rio de Janeiro passar pelo constrangimento de servir de palco para o assalto à ministra Ellen Gracie, presidente do Supremo Tribunal Federal.

Ela provavelmente teria ficado em Brasília naquela noite do dia 7, como outros brasileiros que mofavam nos aeroportos congestionados pela crise dos controladores de vôo. A espera lhe daria a chance de pensar se valia a pena vir ao Rio de Janeiro, para participar do Dia da Conciliação no Tribunal de Justiça. Por mais importância que desse à conciliação no Conselho Nacional de Justiça, para promover o entendimento entre as partes que desobstrui o Judiciário, ela teria tempo de sobra, mofando como todo mundo numa sala de espera superlotada, para avaliar se a sua presença no plenário valia mesmo o sacrifício de atravessar o espaço aéreo obstruído entre a capital e a ex-capital da República.

Houve palestrante que não compareceu e falou de longe, por videoconferência. Mas a minista, sendo ministra, pode exercer a prerrogativa de passar por cima desses contratempos a bordo de um jatinho. E deu no que deu. Às dez da noite, no elevado da Perimetral, houve o arrastão de sempre. O Chevrolet Zafira oficial que a levada do Galeão a Ipanema entrou na dança. O carro foi rendido por bandidos armados. Os guarda-costas que a escoltavam falharam. E assim a ministra Ellen Gracie passou vários dias nas páginas policiais, ora perguntando “como se pode viver nesta cidade”, ora dizendo que o assalto foi uma “casualidade”, que pode “acontecer em qualquer lugar do mundo” – o que demonstra, mesmo em situação de agudo estresse, uma admirável disposição para basear julgamentos no princípio do contraditório.

Mas o fato é que aquele assalto ocorreu num lugar qualquer do mundo chamado Rio de Janeiro. E isso tem implicações que nem sempre ficam claras no corre-corre dos jornais. Perdeu-se de vista a coincidência de que ministra pegara, por poucos dias, a governadora Rosinha Garotinho no exercício do mandato. Um mandato dedicado, de ponta a ponta, a sucatear o pouco que ainda restava de segurança pública no Rio de Janeiro, desde a nomeação do marido para a Secretaria, até a decisão de que o chefe de Polícia Civil Álvaro Lins ficaria no cargo, apesar das ligações profissionais com bicheiros e mafiosos dos caça-níqueis.

Ellen Gracie teve um papel na concepção desse governo que, sem o assalto, os cariocas poderiam esquecer injustamente. Foi um recurso relatado pela ministra em agosto de 2001 que deu a Rosinha o direito de se candidatar ao segundo mandato do marido, contra a vontade expressa do artigo 14, parágrafo 7º,da Constituição, que declara “inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos e afins, até o segundo grau ou por adoção, do presidente da República, de governador de estado ou território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro de seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição”.

Pode-se torcer essas palavras até esgarçar a frase. Puxá-las. Espremê-las. Dilui-las em qualquer solvente constitucional. Mas é impossível achar em suas linhas uma vírgula sequer, onde espetar oficialmente uma candidatura como a de Rosinha Garotinho – ou da Sra. Rosângela Barros Assed Matheus de Oliveira – à sucessão do governador Anthony Garotinho. Esse é o tipo da mágica que, à primeira vista, só poderia passar pela cartola de um Garotinho. Mas passou pela cabeça da ministra.

Ela é a autora da interpretação que, no caso, virou a Constituição pelo avesso. Se o parágrafo 5º do artigo 14 prevê a reeleição de presidentes, governadores e prefeitos, o parágrafo 7º não pode ser levado a sério, quando proíbe que eles disponham de seu segundo mandato para confiá-lo a parentes e contraparentes. Desarmado por Ellen Gracie, o dispositivo passou a ser lido como se dissesse que “o cônjuge e os parentes do titular do cargo são inelegíveis apenas nas hipóteses em que o titular também for”.

Faz sentido? Faz. A presteza brasileira em emendar constituições tem este pequeno defeito. Como as reformas são feitas sob medida e por encomenda, a de 1997 nem se lembrou de ajustar os outros penduricalhos do artigo 14, ao abrir alas correndo para a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. Como, na ocasião, dona Ruth Cardoso não concorreria ao segundo mandato de Fernando Henrique, ninguém mexeu no parágrafo 7º. E ele ficou lá.

Ficando, só poderia ser derrubado por outra reforma constitucional. Não pelo TSE, como Ellen Gracie fez com educação e gentileza cinco anos atrás, ao resolver uma pendenga municipal cuja relevância o tempo apagou dos jornais irremediavelmente. Mas foi com esse precedente que o TSE, na presidência do político Nelson Jobim, deu ao Rio de Janeiro quatro anos de governo Rosinha, eleito em primeiro turno, com os votos do marido, na enxurrada de 2002, com Garotinho puxando votos como candidato à presidência da República. Pode não parecer, mas foi aí que começou o encontro da ministra com os assaltantes no arrastão do elevado. Isso, pelo menos, quatro anos atrás a cidade não conhecia. Governo que começa dando nó na Constituição dificilmente poderia acabar em outra coisa.

FALAM AMIGOS E AMIGAS


Esquerda... volver!

Antonio de Paiva Moura

“Ser de esquerda e ser velho é algo problemático”, diz Luis Inácio Silva, depois de muito pensar. O peso de ser da esquerda é enorme e ser da direita alivia a carga. O chamado establishment encontra-se acima dos poderes constituídos. Mesmo que alguém que finja ser da esquerda e se encontre à frente de um dos três poderes, ele não precisa se declarar de esquerda. Mas, também não pode ridicularizá-la. Para as pessoas de esquerda, que em um quarto de século vêm votando em Luis Inácio, sua declaração foi decepcionante.
Luis Inácio foi apenas um parceiro na fundação do Partido dos Trabalhadores. Esse partido fez história porque contribuiu para mudar o conceito de trabalhador. Antes desse partido, trabalhadores eram somente os que pegavam em ferramentas ou manobravam máquinas repetidoras nas fábricas. As pessoas que atuavam nos laboratórios, nos serviços públicos, nas redações dos jornais e editoras, os artistas e os escritores, professores e profissionais liberais, todos passaram a se considerar trabalhadores. Com Luis Inácio no poder o partido se partiu e tornou-se uma instituição híbrida.
Ser de esquerda não é o mesmo que torcer por um clube esportivo. Desde a Revolução Francesa o termo ganhou expressão porque revelou a posição dos que discordavam da ordem estabelecida, da posição conservadora, da manutenção dos privilégios. Após a Revolução Francesa, o Romantismo foi uma corrente artística, intelectual e política que se colocou na contramão do tal establishment e por isso é ridicularizado até hoje. O filósofo italiano Norberto Bobbio diz que a direita defende a liberdade e a esquerda a igualdade. O direitista, portanto defende o individualismo e a competição que redunda em acumulação de uns em prejuízo de outros. A esquerda defende o propósito da cooperação, construção social, democracia direta, pleno emprego, proteção social e função social da propriedade. O direitista não tem o menor compromisso com o humanismo e sempre agrediu e destruiu a natureza. Toda vez que se pronuncia em favor do homem e da natureza é de forma demagógica porque na prática atua desastrosamente.
Talvez Luis Inácio agora ou em breve tenha que fazer como seu novo colega ideológico, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: dizer que devemos esquecer o que ele disse. O ato falho de Luis Inácio não falha porque exprime a vocação demagógica alojada na alma do político profissional. Os jovens e os velhos de hoje não podem ter vergonha de ser da esquerda, de estar na contramão da imoralidade das instituições e na corrupção reinante nos três poderes da República. A juventude de esquerda de hoje e de amanhã saberá colocar no ostracismo todos aqueles que tentarem ridicularizá-la.
Uma premissa oportuna para debate seria o fato de o marxismo ter dado ao mundo uma nova face de humanismo. As concepções democráticas de hoje não são as mesmas dos primórdios do liberalismo. O neoliberalismo têm dificuldades para levar a termo os seus planos. Por isso um debate agora seria importante ao esclarecimento.


FALANDO DE HISTORIA

O mundo é o mesmo

Muitos acreditam que o fascismo desapareceu totalmente da História, e a morte de Pinochet contribui para essa conclusão. Mas há os que pensam de forma diferente. Uma vez que o mal-estar atual é mais ou menos o mesmo do período em que ele surgiu e floresceu, toda cautela é pouca.
Mauro Santayana (Agência Carta Maior)

Ao ver o Brasil de longe, o que está sendo possível ao colunista, em viagem à Europa, podemos perceber que as nossas angústias nada têm de particular. A globalização é vitoriosa. Em todos os países europeus – e o mesmo, de certa maneira, ocorre nos Estados Unidos – os governos são acossados pelos mesmos problemas. São os déficits orçamentários, a erosão dos sistemas públicos de previdência e saúde e a pressão para que sejam privatizados, a corrupção dos quadros administrativos pelo poder econômico, a redução dos empregos, em conseqüência da tecnologia e do afã de lucro das empresas, e o aumento da criminalidade. No mundo inteiro, enfim, se discute a deterioração intelectual e ética dos homens públicos. Não há mais líderes, capazes de fermentar a vontade dos homens e os conduzir na História. No fundo, como concluem alguns pensadores, trata-se de uma crise de caráter, entendendo-se o vocábulo em sua neutralidade doutrinária. A personalidade dos políticos esmaece.

Por outro lado, há mudanças marcantes nos costumes, o que irrita as almas conservadoras. Está sendo difícil aceitar a realidade de que o homossexualismo faz parte da história da Humanidade (e do comportamento de alguns animais, segundo estudos recentes de etologistas) e é inútil fechar os olhos a essa condição social. É também incômodo constatar que o lar não é mais a passagem entre o adolescente e a sociedade. Assim como os pais saem de casa para a dura competição do mercado de trabalho, os filhos são compelidos a se comunicar diretamente com o mundo, o que lhes é facilitado pela internet. Os valores, que ainda existem, estão esparsos. Os que os quiserem encontrar, terão que os garimpar, na referência literária, na orientação religiosa, na meditação ascética.

Os historiadores sabem que crises como a atual são freqüentes. Não houve século que não conhecesse alguma. O que difere o nosso tempo dos outros, à parte o fato de que cada geração cabe sofrer a sua crise, é o fato de que hoje, havendo mais pessoas no mundo, e sendo mais conhecidos os seus dramas, pela instantaneidade das comunicações, o problema toma outra dimensão. Os homens reagem ora com o balançar de ombros do conformismo, a partir da idéia de que o mundo é assim mesmo, e nada se pode fazer, ou com a militância, em busca da correção de rumos. Nessa militância, para lembrar a metáfora de Koestler, atuam o iogui e o comissário, o inquisidor e o carrasco. O iogui procura salvar os homens a partir da alma, no exercício da não violência, como fez Gandhi, a fim de obter a independência formal (ainda que não de fato), de seu país. O comissário estabelece a fraternidade pela propaganda e pela força. Na outra extremidade do espectro, funciona a inquisição e o carrasco. É certo que não tem havido muita diferença entre o totalitarismo de direita e o de esquerda, no que tange à repressão. O que difere, conforme apontou Bertrand Russel, é a finalidade das ideologias. A esquerda tem a meta generosa da igualdade; a direita não tem outra meta, que não seja a da permanência da opressão, em nome do direito da força.

O fascismo de volta

O mal-estar crescente relembra outros tempos. Quem se dispuser a examinar o que foram os primeiros anos do século passado, neles encontrará o esboço dos tempos atuais. O fim do século 19 é quase um espelho do fim do século 20, e o princípio do século 20 faz lembrar os anos recentes. O capitalismo procurou acumular o que pôde, na segunda metade dos oitocentos, aproveitando-se da disponibilidade de mão de obra barata, impiedosamente explorada, das minas de carvão aos teares e aos canteiros de construção civil, com a urbanização e o embelezamento das grandes metrópoles. O mercado se impôs aos governos, financiando políticos venais, e a corrupção grassou, sem peias. Banqueiros e empreiteiros se associaram, para saquear o Estado, como se viu no caso paradigmático do escândalo na construção do Canal do Panamá, e no episódio dos barões das ferrovias, nos Estados Unidos.

O Estado se encontrava, como se encontra hoje, acuado pela ação dos homens de negócios. O mundo, graças aos meios rápidos de comunicação (com os navios a vapor movidos a carvão e, logo em seguida, a petróleo e o telégrafo via cabo submarino) começava a perder o rígido controle das fronteiras nacionais. A busca de fontes de matérias primas, que exigiam seu controle colonial, levou à Conferência de Berlim, entre novembro de 1884 a fevereiro do ano seguinte. Formalmente as grandes potências européias se reuniram a pedido de Portugal, que queria preservar o controle da bacia do Rio Congo e reclamava a neutralidade daquele espaço, em caso de guerra. Lisboa se viu despojada do controle da área, que se transformaria no Estado Livre do Congo, ao mesmo tempo em que, nos bastidores, a França, a Inglaterra e a Alemanha pactuavam a futura repartição colonial da África. Três décadas depois viria a Primeira Guerra Mundial. A destruição da Europa, com seus milhões de mortos, traria o agravamento do mal-estar. Houve certa dissolução dos costumes, com a alienação da juventude, a explosão dos cabarés, com o “can can” e o “charleston”, o consumo de heroína e de ópio puro – e a aglutinação dos conservadores, que reclamavam a boa ordem antiga. Foi assim que alguns dos movimentos socialistas europeus foram ocupados pelos reacionários, e surgiu o fascismo. Na Itália, o fascismo é resultado da dissidência de Mussolini, que aderiu à monarquia e se tornou instrumento do fortalecimento do estado nacional, combalido pela guerra. Na Alemanha, Hitler se apoderou do pequeno Partido dos Trabalhadores Alemães, acrescentando à sua denominação os adjetivos de nacional e socialista. Em busca de nova e perfeita (a seu modo) ordem social, os regimes fascistas começaram a espalhar-se pelo continente, como é o caso de Portugal, com o salazarismo, e a Espanha, com o franquismo.

Muitos acreditam que o fascismo desapareceu totalmente da História, e a morte de Pinochet contribui para essa conclusão. Mas há os que pensam de forma diferente. Uma vez que o mal-estar é mais ou menos o mesmo do período em que ele surgiu e floresceu, toda cautela é pouca. A História tem vivido, ao longo dos séculos, sístoles e diástoles, com períodos de liberdade e períodos de opressão. O sistema democrático tem inimigos poderosos, e a ânsia da ordem (que se perverte imediatamente no despotismo) está sempre presente em parcelas assustadas da classe média, acossadas pela insegurança das ruas e pelo temor de que um regime de igualdade lhes tire o conforto em que estão habituadas. Elas só se dão conta do equívoco quando são chamadas a chorar os seus mortos, torturados e executados nas prisões infectas, ou simplesmente assassinados nas batidas dos enfurecidos servidores da violência. Mas, passada uma ou duas gerações, até mesmo disso se esquecem.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.


BRASIL

Noticiamos no boletim 069 os out-doors que, na Bahia, ofendiam profundamente as comunidades indígenas. Pois bem, na Agência Carta Maior desta semana, podemos ler que a empresa foi condenada a retirar o material ofensivo. Leia:

1. RACISMO

Aracruz é condenada por causar danos morais coletivos a indígenasJustiça defere ação do Ministério Público Federal no Espírito Santo e condena empresa a retirar material difamatório contra indígenas de sua página eletrônica e de outdoors espalhados na cidade de Aracruz. > LEIA MAIS Movimentos Sociais

2. Do Repórter Brasil:
O meio ambiente do país pede socorro

Das enchentes em São Paulo às agressões ao rio São Francisco, o impacto da ação humana vem colocando em risco o potencial ambiental brasileiro

3. ENTREVISTA / MUNIZ SODRÉ

Questão racial deve ser vista sem subterfúgios

Mauro Malin Em Cima da Mídia 26/12/2006 (do Observatório da Imprensa

4. INDICADORES DO IBGE

As mulheres mudaram, a imprensa não liga

Ligia Martins de Almeida Feitos & Desfeitas 23/12/2006
(do Observatório da Imprensa)


NUESTRA AMERICA

1. UM PAÍS DESMANTELADO

A desilusão de um povo sem perspectivaOs relatos dos Latinautas acerca de seu quarto destino na expedição que percorre a América Latina mostram uma Guatemala descaracterizada e sem identidade, extirpada de todas suas forças de resistência e incapacitada de se libertar do domínio norte-americano. > LEIA MAIS Internacional 19/12/2006 (da Agência Carta Maior)

• História - Sob a sombra do gigante

• Perfil - A trajetória de Yolanda Colóm; da Teoria da Libertação à luta armada

• Entrevista Humberto Ak'abal - As pedras guardam o silêncio

2. América Latina - O Ponto de vista do Brasil moderno

Carlos Guilherme Mota
http://www.memorial.sp.gov.br/revistaNossaAmerica/23/port/index.html


INTERNACIONAL

No Le Monde Diplomatique deste mês um dossiê sobre o Irã. Você pode ler e comentar os artigos no próprio site. Clique nos títulos das matérias para abrir:

DOSSIÊ IRÃ
Poderes militares de Teerã
Além das forças armadas regulares, o Irã conta com dois corpos de milícias paramilitares e com centros de formação de combatentes estrangeiros. No comando desta máquina não está o presidente, mas o Guia da Revolução
Jehan Lazrak 21 de dezembro de 2006

As engrenagens do Irã teocrático
A aliança entre o presidente Ahmedinejad e o clero ultra-conservador é menos sólida que se pensa – e há um setor social crescente em favor de modernização. Mas as pressões e ameaças dos EUA geram um clima de unidade nacional que alimenta continuamente a ortodoxia
Alexandre Leroi-Ponant 21 de dezembro de 2006

NOTICIAS

1. Exposição: “Acervo restaurado: Memória e Cidadania Preservadas”

A exposição apresenta o processo de restauração e organização do acervo Autos Crimes: documentação produzida em São Paulo, Campinas e São Luiz do Paraitinga, entre os anos de 1717 e 1913.

Entrada Franca - de 3 de fevereiro a 8 de abril de 2007 - Local: Centro Cultural da Caixa Econômica Federal Praça da Sé, 111 São Paulo – SP Mais Informações: historica@arquivoestado.sp.gov.br

2. Impressões Originais: A Gravura Desde o Século XV

Cerca de 150 obras são expostas ao público no CCBB paulistano, de artistas como Albrecht Dürer, Francisco de Goya, Giovanni Battista Piranesi, Giorgio Morandi, Jacques Callot, Pablo Picasso e Rembrandt van Rijn. De São Paulo, a mostra segue para o CCBB do Rio de Janeiro, de 5 de março a 29 de abril de 2007.

Entrada franca - de 30 de outubro de 2006 a 7 de janeiro de 2007 Local: Centro Cultural Banco do Brasil R. Álvares Penteado, 112 – Centro São Paulo - SP Mais Informações: Tel.: (11) 3113-3651 ccbbsp@bb.com.br

3. Exposição “Cangaceiros” - Oitenta e seis fotografias dos anos 30 retratam a epopéia do cangaceiro Lampião e de seu bando no sertão do Nordeste. Ingresso: R$ 3,00. Até 4/3/2007 - Terça a domingo, 10h às 18h Local: Museu da Imagem e do Som Av. Europa, 158 - Jardim Europa São Paulo - SP Mais Informações: (11) 3062-9197

LIVROS E REVISTAS

LANÇAMENTO

O Haiti da Revolta à Redemocratização

Livro de Luís Kawaguti não se atém aos fatos históricos e políticos; faz um panorama do sistema educacional, sanitário e de transporte do Haiti, além de revelar aspectos de sua cultura, revelando o complexo cenário do país e a importância da presença brasileira. - (clique no resumo para abrir a matéria)

RELANÇAMENTO

A função social da guerra na sociedade Tupinambá

Um dos maiores clássicos da antropologia brasileira, essa obra de Florestan Fernandes faz uma análise sistemática de toda a literatura existente sobre a antiga sociedade indígena Tupinambá, reconstituindo sua organização social a partir de uma instituição central para esse povo: a guerra.

SITES INTERESSANTES

REVISTA HISTÓRICA Nº 17

www.historica.arquivoestado.sp.gov.br

Existe uma cultura genuinamente brasileira? - aproximações e afastamentos entre Antonio Candido e Roberto Schwarz

Carlos Eduardo França de Oliveira http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/materia01/

Autoritarismo político e institucionalidade democrática: a grande imprensa e o conflito social

Francisco Fonseca

http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/materia02/

A colonização do Planalto gaúcho por empresas privadas

Rosane Marcia Neumann http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/materia03/

Imagens de uma época: John Lennon http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/imagemepoca/

FILMES HISTORICOS

Continuando a série que nos foi enviada pelo Breno, aí vão mais 30 filmes para cinéfilo nenhum botar defeito...


61. Cinzas da Guerra - II Guerra – Holocausto ***

62. Amém - II Guerra – Holocausto *****

63. Filhos da Guerra - II Guerra – Holocausto/Ideologia nazista *****

64. Os Últimos Rebeldes – Ideologia nazista **

65. O Império do Sol - II Guerra – Guerra no oriente ***

66. Além da Linha Vermelha - II Guerra – Guerra no oriente *

67. Pearl Harbour - II Guerra – Guerra no oriente *

68. Sessão Especial de Justiça - II Guerra – Ocupação nazista na França *****

69. O Resgate do Soldado Ryan - II Guerra – Dia D **

70. Círculo de Fogo - II Guerra – Guerra na URSS **

71. Stalingrado - A Batalha Final - II Guerra - Guerra na URSS **

72. O Julgamento de Nuremberg (1ª versão – p/b) - II Guerra (final) ***

73. O Julgamento de Nuremberg (2ª versão – cor) - II Guerra (final) ***

74. A Guerra de Hart - II Guerra *

75. O Grande Ditador - Sátira - II Guerra **

76. Underground – Mentiras da Guerra - Sátira – II Guerra ***

77. Arquitetura da Destruição - Documentário - II Guerra *****

78. Sobreviventes do Holocausto - Documentário - II Guerra ***

79. Nos Braços de Estranhos - Documentário – II Guerra ***

80. Europa - Alemanha pós - II Guerra ***

81. Indochina - Descolonização Afro-asiática ***

82. Ghandi - Descolonização Afro-asiática *****

83. Dien Bien Phu - Descolonização Áfro-Asiática *

84. O Americano Tranqüilo - Descolonização/Guerra do Vietnã (origens) **

85. Sarafina - Apartheid ***

86. Botha - Apartheid ****

87. O Poder de um Jovem - Apartheid *

88. O Último Imperador - Revolução Chinesa *****

89. Bom Dia Vietnã - Guerra do Vietnã ****

90. Nascido em 4 de Julho - Guerra do Vietnã ***

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