Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

11.7.07

Número 098






EDITORIAL

Inicialmente, um aviso: Semana que vem o Boletim não circulará. Estarei em São Leopoldo, no Congresso da ANPUH. Espero trazer muita coisa interessante para vocês.












Voltamos hoje ao tema da violência nas escolas. Os dados são assustadores, de acordo com a reportagem do portal Terra. Todos os dias letivos há pelo menos um(a) professor(a) sendo agredido no Estado de São Paulo. E sabemos que nos demais estados a situação não é muito diferente. Triste sorte espera os novos graduados e seus sonhos de fazer da educação a salvação para o país....
A que se deve atribuir essa situação? Há muitas razões, acredito eu. Sem pensar muito, arriscaria a dizer que tudo isso é resultado da erosão dos valores, da falência familiar, da desorientação de pais que não sabem dizer não aos filhos, dos interesses políticos que se manifestam na educação, da necessidade de apresentar aos órgãos financiadores estatísticas que comprovem a redução da evasão escolar (nem que para isso se tenha de passar de ano a todos os alunos, independente se aprenderam ou não alguma coisa), à coisificação do professor, à pasmaceira que marca a atuação das diretoras, medrosas ao extremo perante as situações de violência, ao aviltamento dos salários do magistério....nossa... é tanta coisa... quem se habilitar a falar mais um pouco sobre isso?


Do portal Terra
"Levei cabeçada, pontapés, chutes", diz professor
Vagner Magalhães Direto de São Paulo

O professor de matemática João Alfredo (nome fictício) lembra dos momentos difíceis que passou em uma manhã de 2004, quando durante a aula foi atacado por três rapazes - que não eram seus alunos - quando ele tentou evitar que eles mexessem com uma aluna que assistia a sua aula.

"De repente me vi cercado a acabei sendo agredido na frente de todos os alunos. Levei cabeçada, pontapés, chutes... e no fim das contas as diretora ainda queria me processar porque eu reagi contra um menor", diz.
Ele diz que não se sente seguro dando aula e diz tomar as suas precauções. "Nunca dou as costas para os alunos e procuro nunca sentar perto da janela, lembrando que na mesma escola um aluno foi morto ao receber um tiro que foi disparado pelo vitrô."
Alfredo, que leciona em uma escola de Diadema, na Grande São Paulo, diz que prestou queixa do ocorrido, mas não houve qualquer tipo de punição.
Segundo ele, sem apoio, os professores se vêem cada vez mais intimidados para exercer a suas atividades. "Sou um professor severo, que zelo pela disciplina e pela educação. E cada vez menos os alunos estão dispostos a serem repreendidos. Não o são em casa e querem fazer a mesma coisa na escola.
Pedro (nome fictício), professor de uma escola pública do Jabaquara, diz ter sido agredido durante uma aula de educação física e que o aluno ainda o chamou para a briga do lado de fora da escola.
"O professor servia antes de espelho para a garotada. Infelizmente, hoje, isso têm se perdido bastante. Temos deixado de cumprir o planejamento pedagógico para fazer o papel que os pais deveriam fazer em casa, dando assistência à formação pessoal", diz.

Relação

Sheila Daniela Medeiros dos Santos, pedagoga e doutora em psicologia educacional, afirma que a situação de tensão entre alunos e professores é grave e que só chegou ao ponto em que está porque não há respeito ao cumprimento das regras.
"Há desrespeito das regras dos dois lados. As relações hoje são frágeis e frouxas justamente por isso. Hoje, não há limites na sociedade. A impressão que se tem é que tudo se pode fazer. E como ninguém teme ser punido, as relações acabam se esvaindo. Ninguém pensa no outro."


Data: 18 de junho
Cidade: Suzano
Ocorrência: uma professora foi agredida por um aluno depois de ter colocado o mesmo para fora da sala. Houve discussão e ela ficou com um grande hematoma no olho esquerdo.

Data: 19 de junho
Cidade: Votorantim
Ocorrência: uma professora da 8ª série de uma escola estadual de Votorantim teve os dentes quebrados depois de uma discussão em sala de aula com alunos.


Data: 20 de junho
Cidade: São José do Rio Preto
Ocorrência: um aluno de 14 anos queimou o cabelo de uma professora com um isqueiro.
data: 27 de junho
Cidade: São Bernardo do Campo
Ocorrência: professora da rede municipal de ensino teve parte do dedo decepado depois de tentar trazer de volta para a sala um aluno que havia se escondido no banheiro. O acidente aconteceu quando o aluno bateu a porta com força, acertando o dedo da educadora.

Data: 29 de junho
Cidade: Macatuba
Ocorrência: alunos do terceiro ano do ensino médio espalharam cola de secagem rápida na cadeira de uma professora. Ela teve a calça rasgada e pequenas queimaduras nas pernas.

Data: 3 de julho
Cidade: Dracena
Ocorrência: a servente Nair Silva Alves, 67 anos, foi pisoteada por alunos do ensino fundamental logo depois que abriu o portão para o acesso dos alunos à sala de aula. "Não me lembro de nada, nem consigo identificar quem foi."

Data: 3 de julho
Cidade: Piraju
Ocorrência: diretora de colégio tem carro incendiado na garagem de casa. Dias antes ela registrou boletim de ocorrência contra um dos supostos envolvidos no incêndio, aluno de sua escola."

Dados da Secretaria Estadual de Educação apontam que 217 professores foram agredidos fisicamente no interior das escolas públicas do Estado de São Paulo em 2006. Levando-se em conta que o ano letivo no Estado é de 200 dias, na média, mais de um professor sofre algum tipo de agressão diariamente.

FALAM AMIGOS E AMIGAS



Ricardo, gostaria de parabenizá-lo pelo editorial nº 097, suas palavras foram espelho da indignação que todos nós, construtores conscientes da história sentimos diante da injúria aos valores de cidadania que permeiam nesse momento o NOSSO PAÍS. abraços .
Silvana Abdalla

FALANDO DE HISTORIA


Sob a proteção do Arcanjo no cemitério:
práticas fúnebres da irmandade São Miguel e Almas em Porto Alegre do século XIX
leia em: http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/materia03/

2. Os programas políticos e trajetória pública dos candidatos à sucessão das oligarquias no México, Brasil e Argentina no começo do século XX.

http//www.hcomparada.ifcs.ufrj.br/revistahc/vol1-n1-jun2007/trajetoria.pdf



BRASIL

Vamos agradecer ao Fernando Henrique e ao seu ministro Paulo Renato este brilhante resultado da proliferação de faculdades privadas cujo único objetivo é mercantilizar cada vez mais o ensino. O Brasil tem mais faculdades de Direito do que os Estados Unidos. Pra que????

OAB reprova 69,6% no exame 132;

da redação Em São Paulo*

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) reprovou 69,6% dos candidatos que participaram do 132º Exame de Ordem, em São Paulo. Dos 18.229 bacharéis em direito que fizeram a 1ª fase da avaliação, apenas 5.547 vão receber carteira de advogado, segundo informações da instituição.


O índice total de reprovação é ainda maior do que o registrado na primeira etapa do exame. Dos 18.229 que fizeram a 1ª prova, apenas 9.143 passaram para a segunda fase -- índice de reprovação de 49,84.O exame 132 da OAB-SP recebeu 20.173 inscrições. A abstenção foi de 9,64% (1.944 ausências) na primeira prova, realizada em 15/4.


Segundo a assessoria de imprensa da Ordem, a abstenção na segunda fase foi "praticamente nula".


A segunda fase constou de uma peça profissional de direito civil, do trabalho, penal ou tributário e de quatro questões práticas. Foram aprovados os candidatos que obtiveram nota igual ou superior a seis.A aprovação no exame da OAB é requisito para o exercício da profissão de advogado.


Mais informações podem ser obtidas no site da OAB-SP.


Exames anteriores


Apesar de alto, o índice de reprovação do último exame foi menor que os das provas anteriores. No de número 131 (janeiro-2007), dos 27.079 candidatos que fizeram a primeira prova, 3.825 foram aprovados -- reprovação de 85,88%

No de número 130 (setembro-2006), dos 18.660 bacharéis que fizeram a avaliação, receberam as carteiras de advogados 3.016 candidatos. Ou seja, índice de reprovação de 83,84%.

2. Petrobras suspende compra de álcool de empresa flagrada com escravos

Distribuidora figurava entre os principais clientes da Pagrisa, que produz anualmente cerca de 50 milhões de litros de álcool e foi flagrada neste sábado (30) com 1108 trabalhadores em situação análoga à escravidão (do Repórter Brasil).

3. O corrupto em cada um de nós.
Leia no blog da Cristina: http://www.tamoscomraiva.blogger.com.br/

4. do Repórter Brasil:
Nova “lista suja” inclui pela primeira vez Amazonas, Ceará e Santa Catarina

Relação de empregadores que utilizaram mão-de-obra escrava é atualizada pelo governo federal com a inserção de 51 novos nomes. Sistema financeiro e empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo utilizam a lista como referência para fechar negócios.

INTERNACIONAL

Do site http://www.novae.inf.br/
Minha querida CIA
Altamiro Borges



As conspirações da CIA e a mídia


“A CIA tem o direito legítimo de se infiltrar na imprensa estrangeira. Ela tem a missão de influir, através dos meios de comunicação, no desenlace dos fatos políticos em outros países”. Willian Colby, ex-diretor-geral da agência de inteligência dos EUA.


A sinistra CIA, a agência de espionagem e sabotagem dos EUA, acaba de divulgar vários documentos até então classificados como ultra-secretos. Eles compõem os arquivos sugestivamente chamados de “jóias da família”, apelido que designa algumas operações ilegais deste organismo que causam constrangimento ao governo ianque. São 11 mil páginas que revelam as ações terroristas do imperialismo em várias partes do planeta entre os anos 50 e 70.


Os documentos comprovam que esta central de “inteligência” sempre teve um papel ativo na América Latina. A desclassificação periódica destes relatórios é uma exigência legal e não significa que a CIA tenha abandonado os seus métodos espúrios de interferência em nações soberanas.


No caso do Brasil, tratado na época como “maior alvo do comunismo” na região, a CIA ajudou a orquestrar o golpe militar de 1964. Um dos documentos afirma que o presidente João Goulart é “um oportunista que ascendeu ao governo com o apoio da esquerda”, taxa Leonel Brizola de “líder demagogo anti-americano” e acusa o governador Miguel Arraes de ser “um pró-comunista”.


O texto tenta criar um clima de pânico na burguesia ao falar da “crescente influência” do Partido Comunista. Outro documento, intitulado “A igreja engajada e a mudança na América Latina”, critica seu setor progressista e ataca dom Hélder Câmara, cujo “forte é fazer publicidade e exigir reformas, sem oferecer soluções práticas aos problemas que ele cria”.


Máfia e assassinato de Fidel Castro


Na época, no auge da chamada “guerra fria”, a maior preocupação dos EUA e de sua agência era com o aumento da influência da revolução cubana. Os documentos confirmam que a CIA se aliou à máfia para tentar envenenar o líder Fidel Castro. Um deles dá detalhes da contratação do ex-agente Robert Maheu para realizar “uma ação do tipo de gângsteres”, que envolveu vários chefes mafiosos, como Salvatore “Momo” Giancana, o sucessor de Al Capone. A CIA disponibilizou US$ 150 mil e forneceu seis pílulas “de alto poder letal” para assassinar o dirigente cubano. Allen Dulles, o chefão da agência, coordenou a operação terrorista pessoalmente, mas ela foi desativada devido a um grotesco incidente passional de Giancana.


Há também relatos sobre os planos da CIA para desestabilizar o governo chileno e assassinar o presidente Salvador Allende, inclusive com o uso de “empresas de fachada” para transportar armas. Outros relatórios descrevem várias operações ilegais de espionagem e sabotagem no continente, visando derrubar governos nacionalistas e destruir movimentos contrários ao dominio imperial. “Os EUA não podiam permitir uma outra Cuba no continente. Foi por isso que Kennedy, cuja diretriz da política para a América Latina era apoiar governos reformistas, apoiou ditadores”, explica Mary Junqueira, professora de história da USP.


Tarjas pretas e graves omissões


Os documentos agora desclassificados revelam apenas uma pequena parte dos crimes orquestrados por esta agência. Muitos textos ainda aparecem com longas tarjas pretas; nomes e detalhes das operações ilegais são omitidos. Não há menção, por exemplo, ao famoso “manual de torturas” da CIA, com seu “método médico, químico ou elétrico”, que serviu de orientação para vários ditadores no mundo. O assassinato de mais de um milhão de patriotas no golpe de 1965 na Indonésia também é excluído, assim como a brutal intervenção que derrubou o primeiro-ministro nacionalista do Irã, Mohammad Mossadegh, em 1953.


Como afirma o jornal Hora do Povo, “a lista seletiva de crimes da CIA é uma operação de acobertamento”; visa limpar a imagem desta agência terrorista e de seus agentes e serviçais que continuam na ativa, inclusive na América Latina. “O que estaria levando a famiglia Bush a divulgar estes documentos? Seria, como disse o general Michael Hayden, ‘porque os documentos verdadeiramente nos permitem vislumbrar uma era muito diferente e uma agência muito diferente’ e que a CIA agora tem ‘um lugar muito mais forte no nosso sistema democrático dentro do poderoso referencial legal’? Ele estaria se referindo a Abu Ghraib e Guantanamo? Ou às prisões secretas no mundo inteiro, seqüestros e vôos de tortura? Ao ‘Programa Talon’, dirigido contra organizações anti-guerra? Ou ao grampo da internet, do correio, do telefone e até dos cartões de consulta às bibliotecas dentro dos EUA? Às “novas técnicas” de preparação para a tortura, ministradas pelo general Miller? Aos atentados e esquadrões da morte da CIA no Iraque?”, questiona, com justa ironia, o jornal Hora do Povo.


Relações íntimas com a mídia Entre as graves omissões chama a atenção o fato destes documentos não se referirem às guerras ideológicas orquestradas pela CIA através do uso enrustido dos meios privados de comunicação. Como a mídia está na berlinda na atualidade, em especial na América Latina, é compreensível que o governo Bush a mantenha sob forte proteção.


Neste sentido, os documentos desclassificados agora ficam muito aquém dos relatórios produzidos em 1976 por uma comissão de investigação do Congresso dos EUA, presidida pelo senador Frank Church. No caso do sangrento golpe militar do Chile, a comissão constatou que o jornal El Mercurio recebeu milhões de dólares para desestabilizar e derrubar o governo constitucional de Salvador Allende. “A intromissão da CIA neste periódico chegou ao extremo de infiltrar seus agentes até na diagramação. O informe Church denunciou que este organismo de espionagem contratou jornalistas, editou publicações de circulação nacional e elaborou matérias para diários, semanários e radiodifusoras, além de exportar estes ‘conteúdos’ para outros veículos latino-americanos e europeus”, lembra o escritor chileno Hernán Uribe.


Já no Brasil, há suspeitas de que a CIA financiou vários jornais e jornalistas na “cruzada contra o comunismo” durante o governo de João Goulart e que, inclusive, esteve por detrás do nebuloso acordo entre a empresa estadunidense Time-Life e a recém-criada TV Globo, na véspera do golpe militar de 1964.


Espiões e seções especiais


Se estas barbaridades ocorreram no passado, é evidente que elas não foram descartadas no presente – ainda mais quando o ocupante da Casa Branca é o terrorista e torturador confesso, George W. Bush, e a América Latina vive um processo inédito de ebulição, com a vitória de vários governos progressistas. O jogo sujo da CIA, que só poderá ser conhecido oficialmente com as novas desclassificações daqui a décadas, prossegue. Os EUA temem as mudanças no tabuleiro político na região, não confiam em seus novos governantes – nem mesmo nos mais pragmáticos e conciliadores –, não toleram o avanço dos movimentos sociais e estão bem cientes dos riscos do atual processo de integração latino-americana.


A CIA continua na ativa.


Numa recente passeata da direita venezuelana contra o fim da concessão da RCTV, algumas fotos flagraram a presença do agente da CIA Bowen Rosten, de camiseta azul e óculos escuros, na sua linha de frente. Há até um vídeo no Youtube com a cena grotesca. O ex-vice-presidente da Venezuela, José Vicente Rangel, no seu programa televisivo La Hojilla, comentou: “Um dos chefes da CIA na região é mister Bowen Rosten. Estadunidense, ele fala inglês, espanhol, português e francês. Está destacado para atuar na Colômbia, opera na Nicarágua, Argentina, Bolívia, Equador e Brasil e dirige a Operação Orión [de espionagem] em nosso país...


O que o governo Bush tem a dizer da ingerência na política interna deste alto funcionário da CIA?”. No final do ano passado, o presidente-terrorista Bush inclusive nomeou um diretor especial de inteligência para Cuba e Venezuela. Como denunciou o jornal cubano Juventude Rebelde, com a criação deste novo departamento “os EUA tentarão por todos os meios aumentar a presença de seus espiões nos dois países”. O agente Jack Patrick Maher, com 32 anos de experiência nos serviços de espionagem, informou ao congresso dos EUA que a sua missão é “assegurar a implementação de estratégicas”, com vistas à “transição” após a morte de Fidel Castro e às novas eleições na Venezuela. A criação desta seção especial da CIA coloca os dois países no mesmo nível da Coréia do Norte e Irã, nações incluídas no funesto “eixo do mal” de Bush.


Jornalistas pagos por Washington


A mesma ingerência ilegal e criminosa também prossegue na mídia da região. A advogada estadunidense Eva Golinger denunciou recentemente que a Casa Branca financia veículos e jornalistas venezuelanos. O plano da Divisão de Assuntos Educativos e Culturais visa influir na linha editorial destes órgãos. A grave denúncia se baseou em documentação oficial do governo ianque. “Lamentavelmente, existem jornalistas na Venezuela manipulados pelo Departamento de Estado dos EUA”, garante a renomada advogada. A VTV, o canal estatal de Caracas, inclusive divulgou os nomes dos “repórteres” que recebem dólares de Washington: Aymara Lorenzo, Pedro Flores, Ana Villalba, Maria Flores, Miguel Angel e Roger Santodomingo. O último deles, Roger Santodomingo, foi acusado, em maio passado, pela Justiça da Venezuela de “instigar o magnicídio [assassinato de autoridades] e receber financiamento dos EUA para desestabilizar o governo”. O jornalista divulgou na televisão falsa pesquisa em que 30% da população opinava que “matar Chávez é a única solução”.


Com a decisão soberana do governo de não renovar a concessão da emissora RCTV, que participou ativamente do golpe frustrado de abril de 2002, a ação destes e outros “jornalistas” teleguiados pela CIA se tornou ainda mais agressiva, convocando protestos e atacando o presidente.


Larry Rohter, agente da CIA?


Mesmo no Brasil, aonde inexiste o clima de radicalização política do país vizinho, há sérias desconfianças sobre a atuação da mídia hegemônica e de alguns colunistas e ancoras da televisão. Quando da reportagem do correspondente ianque Larry Rohter, que acusou o presidente Lula de ser alcoólatra e foi ameaçado de expulsão do país, o portal Resistir publicou um artigo de Célia Ladeira com graves denúncias contra o dito cujo. No texto, a professora de jornalismo da Universidade de Brasília (UnB) dá algumas informações reveladoras. “Conheci Larry Rohter há muitos anos e convivo com pessoas que o conhecem muito bem. Portanto, não estou dizendo muita coisa nova, mas dizendo coisas que poucas pessoas estão hoje sabendo”.


Entre outras acusações, ela afirma que “Larry não é só jornalista, mas um tipo de agente civil, bem pago, que faz coisas que CIA e FBI não podem fazer. Ele tem trabalhado em toda a América Latina, sempre com um caderninho de missões debaixo do braço”. Informa que são comuns as suas visitas ao Departamento de Estado dos EUA. “Média de uma visita a cada ano, sem contar os almoços com gente estranha dos serviços secretos”. Lembra ainda que o “jornalista” presta inúmeros serviços ao governo Bush, sempre desancando políticos e lideranças contrárias ao império, como numa reportagem em que ridicularizou a prêmio Nobel da Paz, Rigoberta Menchu, da Guatemala, e nos inúmeros artigos contrários ao presidente da Venezuela. Outra diversão dele é escrever textos pregando abertamente a internacionalização da Amazônia.


Altamiro Borges é jornalista, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “Venezuela: originalidade e ousadia” (Editora Anita Garibaldi, 3ª edição).

2. Amoz Oz: a integridade (da Agência Carta Maior)




O Papa Bento XVI diz que a Igreja Católica é a única igreja de Cristo. Em sua cruzada doutrinária, reaviva dogmas supostamente cristãos e promove revisionismos históricos que insistem em diluir, ou mesmo negar, crimes cometidos em nome de Deus. > LEIA MAIS Internacional


NOTICIAS

1. Curso de especialização em História Regional – UEMG - FAFIDIA
inscrições até 31 de julho
início das aulas em 17 de agosto
O tema regional se aplica ao Vale do Jequitinhonha. O publico alvo são os graduados em História e áreas afins, como Turismo, Geografia, Ciências Sociais, Administração de Empresas.
Maiores informações: http://www.fevale.edu.br/

2. Como parte das comemorações mundiais pelo bicentenário do nascimento do lendário Giuseppe Garibaldi, a ser comemorado no dia 4 de julho próximo, Porto Alegre sediará o Encontro Internacional Giuseppe Garibaldi – 200 anos, no próximo dia 12 de julho.


Trata-se de uma iniciativa cultural conjunta das fundações italianas Giuseppe Di Vittorio e Sandro Pertini, com apoio do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul e da Assembléia Legislativa do Estado. Participarão como palestrantes do evento a cientista política italiana Annita Garibaldi Jallet, bisneta de Giuseppe e Annita Garibaldi, o coordenador de Relações Internacionais da Fundação Giuseppe di Vittorio, Sr. Antonio Bruzzese, e a historiadora Nuncia Santoro de Constantino, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.


O encontro, dirigido a pesquisadores, historiadores, professores, estudantes universitários, membros da comunidade italiana e interessados em geral, será realizado à tarde, das 14 às 18 horas, no Teatro Dante Barone, na Assembléia Legislativa do Estado. Na ocasião será lançado o livro “Os caminhos de Garibaldi na América”, produzido pela Laser Press Comunicação, que reúne artigos de historiadores e pesquisadores brasileiros e italianos sobre o mito de Garibaldi e sua trajetória no Cone Sul. Os Correios também farão uma homenagem especial ao personagem histórico italiano com o lançamento de um selo comemorativo. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail lasercom@lasercom.jor.br.

Os participantes inscritos receberão, gratuitamente, um exemplar do livro “Os caminhos de Garibaldi na América”.


LIVROS E REVISTAS

Nas bancas a Revista Cult de julho, com ampla reportagem sobre a TV brasileira: pensadores discutem sua qualidade, poder e ética.

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