Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

19.9.07

Número 106






EDITORIAL

1. Não, eu não tenho bola de cristal não... Mas se você, leitor(a) voltar ao boletim passado, verá que eu dizia, no editorial, não entender como as “atividades” do Marcos Valério em Minas ainda não haviam sido colocadas na mídia. E não é que nesta semana, “vazou” o relatório da Polícia Federal exatamente sobre o tema?
Intitulada “Os documentos do mensalão mineiro”, reportagem da revista IstoÉ traz detalhes sobre a questão, incriminando quase duas centenas de políticos mineiros, inclusive alguns muito bem posicionados em ministérios e governadorias.

Três coisas chamam a atenção (aliás uma delas eu havia falado no boletim passado)
a) Por que não se vê nenhum estardalhaço da grande mídia a respeito do assunto?
b) Fica claro que nunca existiu mensalão em lugar algum deste país. Este termo foi cunhado pelo Bob Jefferson para tentar – e conseguiu – dar uma nova dimensão ao velho e conhecidíssimo Caixa-2, com suas doações ilegais e seu desvio de dinheiro público mais ilegal ainda.
c) Aquilo que foi denunciado e motivou as CPIs no Congresso Nacional em 2005 demonstra que a lição dos tucanos foi muito bem aprendida pelos petistas. Só não aprenderam uma coisa: sempre há alguém de dentro para denunciar...foi assim com o Bob Jefferson, é assim com o Cláudio Mourão.

Mais detalhes podem ser vistos nos blogs parceiros.
Marcos Valério não atuou apenas como distribuidor dos mensalões petistas. Ele engendrou um esquema intrincado de lavagem de dinheiro e corrupção, com a mãozinha de Clésio Andrade e vários empresários mineiros, que veio beneficiar Eduardo Azeredo, Aécio Neves, Walfrido Mares Guia entre muitos outros. Conheçam a história, em detalhes, a partir de relatório vazado pela Polícia Federal.
Leia no
www.tamoscomraiva. blogger.com. br, onde você poderá ter acesso ao link para o documento completo que “vazou” da Policia Federal.

2. Penso que das inúmeras manifestações de repúdio à absolvição de Renam Calheiros, a de Laerte Braga, da revista Novae, foi uma das mais expressivas. Tomo a liberdade de reproduzi-la, endossando o que ele diz. Veja na seção Brasil deste boletim.

3. Três jovens mineiros, inclusive dois menores de idade, mataram um índio da aldeia Xacriabá. Motivo: numa festa, o índio teria esbarrado, sem querer, em um deles. Na saída, espancaram o índio até a morte. Estão presos. Será que terão a mesma sorte daqueles que mataram o índio Galdino, em Brasília? Fica a impressão de um filme já visto, não?

4. Outubro é o mês em que vencem as concessões dadas a vários canais de TV em várias cidades do Brasil, inclusive da todo-poderosa Globo. Várias entidades e movimentos sociais estão preparando mobilizações pela democratização das concessões de rádio e TV. Se você está interessado, informe-se sobre o processo em seu estado e participe das manifestações.
Os dados mais completos sobre a questão podem ser lidos no site do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. Acesso o site
http://www.intervozes.org.br ou envie um email para intervozes@intervozes.org.br.

FALAM AMIGOS E AMIGAS

1. Querido amigo, o boletim anda instigante como sempre, ah o site da história em projetos também divulga o boletim : http://www.historiaemprojetos.blogspot.com/
Conceição Oliveira.

2. Nosso colaborador emérito nos envia a entrevista dada por ele ao Jornal Estado de Minas.
A cultura da resignação

Entrevista do jornalista Carlos Herculano Lopes ao professor Antonio de Paiva Moura, por ocasião do lançamento de seu livro “América Latina: fatores ideológicos na colonização.”, publicada no suplemento “Pensar”, jornal “Estado de Minas”, 25 de agosto de 2007.

CH - Por que escrever sobre o processo de colonização da América Latina?
AM - Em primeiro lugar, as minhas atividades como professor e como historiador foram sempre voltadas para o âmbito regional, isto é, Minas Gerais e Brasil. Há tempos compreendi que os acontecimentos históricos não estão isolados da contextualidade universal. A descoberta e extração do ouro, em Minas, em 1696, foi uma contingência do mercantilismo e do metalismo. A carta do rei de Portugal, Dom Afonso VI a Fernão Dias mostra que havia um certo desprezo pela terra do Brasil antes do descobrimento das pedras e metais preciosos. O entesouramento é que dava notoriedade e poder aos indivíduos, aos mandatários e às nações.
Hernán Cortés que carreou para a Espanha fabulosos tesouros, tomados aos Astecas, era mais estimado que Colombo que havia descoberto a América. A história do México e de Minas Gerais começa com a auri sacra fames (maldita fome de ouro) na expressão de Virgílio. A Igreja Católica de Roma, abalada com as Reformas, associou-se ao Estado português para o empreendimento da colonização. Os fatos aqui ocorridos tinham origem em Roma e Lisboa e lá repercutiam igualmente, quando contrariavam a ordem estabelecida.

CH - Quais foram os fatores determinantes neste processo?
AM - A descoberta da América e do Brasil, de início causou nos espanhóis e nos portugueses uma certa decepção. Ambos tinham em mente a atividade comercial. Pensavam que iam encontrar aqui uma sociedade produtora de bens de consumo, como artefatos de cerâmica, especiarias e seda. Somente na segunda metade do século XVI os ibéricos começaram as atividades produtivas e colonização com as capitanias hereditárias. Do lado espanhol o processo de colonização começou mais cedo, de vez que os Astecas, Mais e Incas encontravam-se em estágio mais evoluído de cultura, possibilitando a passagem da pura exploração comercial para as atividades de extração mineral, agricultura e criação. A Igreja da Contra-Reforma via na América uma forma de expansão do cristianismo, diferente das cruzadas. A Companhia de Jesus tinha a América Latina como uma forma do enriquecimento material da Igreja e ao mesmo tempo o combate ao anti-catolicismo.

CH - Quais as principais diferenças entre a colonização espanhola e a portuguesa?
AM - Um pouco mais cedo que os portugueses, os espanhóis passaram da exploração para a colonização e penetração no interior do continente. Embora o traço comum entre os ibéricos fosse o de manter colônias como geradoras de riquezas para as metrópoles, a forma de gerir as sociedades coloniais era diferente. Os espanhóis, desde o século XVI vinha instalando cidades mais organizadas, com educandários masculinos e femininos. Já no século XVIII foram implantadas universidades no México, Lima, Santa Fé de Bogotá, Córdoba, Chácaras, Guatemala, Cusco, São Domingos, ministrando ensino de Filosofia, Teologia, Direito, Medicina, Belas-Artes e Matemática. Em Lima e México ensinavam línguas locais e nativas. No Brasil português, as escolas superiores isoladas só foram instaladas no século XIX, a exemplo da Escola de Minas e Metalurgia de Ouro Preto, Escola de Direito de São Paulo, Medicina no Rio de Janeiro e na Bahia. As universidades só vieram no século XX, com a UMG e a USP. Nas províncias espanholas da América foi permitida a circulação de jornais. No Brasil, somente no século XIX, após a Independência foi permitida a circulação de jornais e a impressão de livros.

CH - Por que os vice-reinos espanhóis se fragmentaram após as lutas pela independência, ao passo que o Brasil continuou unido.
AM - Nas colônias espanholas, as distâncias entre as províncias do Sul e do Norte eram enormes, indo do México ao Chile. Cada província ou vice-reino tinha sua peculiaridade. Além disso, os contrastes econômicos e sociais eram muito acentuados. A idéia de uma federação de estados independentes como nos EUA encontrou resistência até de Simon Bolívar. A Inglaterra, com a ideologia liberal, defendia a fragmentação em pequenas repúblicas, não só para o enfraquecimento político da América Latina, mas também pra facilitar os acordos econômicos com os novos países.
No processo de Independência do Brasil, por pouco ele ficaria dividido em dois blocos de províncias. As do Norte e do Nordeste e as do Sudeste e do Sul. Acontece que a mineração de ouro e diamantes puxou para o Sudeste e para o Sul da colônia, uma concentração de riquezas e uma população urbana e rural de grande vulto. Quando Pernambuco, através da Confederação do Equador (1824) quis se separar o Norte e o Nordeste do Brasil, as províncias do Sudeste impediram esse intento.

CH - Passados cinco séculos da chegada dos espanhóis e portugueses na América Latina, quais conclusões podem ser tiradas?
AM - A ocupação do território da América Latina, dos primórdios do século XVI até as duas primeiras décadas do século XIX, influenciou e interferiu na história universal, deixando marcas profundas. Alimentou o mercantilismo e incrementou o capitalismo industrial. Para extrair as riquezas com auxílio dos nativos e dos africanos, os europeus incutiram neles a idéia de inferioridade e de dependência. Quando não eram submetidos a trabalhos forçados, em face de sua “inferioridade” eram esmagados pela idéia de sacralidade do dominador. A religião praticada na América Latina tinha a finalidade de anular os indivíduos subalternos, isto é, torná-los tímidos e cordatos. A cultura gerada pela colonização é a cultura da resignação das classes inferiores.
Os preconceitos reinantes na sociedade contemporânea têm origem na colonização. A severidade da polícia e da justiça só existe para os pobres. O temor que o pobre tem de um juiz de direito é o mesmo que um cidadão tinha de um desembargador na época colonial. A mulher de hoje, espancada na rua e em casa; que cria seus filhos, sozinha; que é discriminada no trabalho e na vida social é uma herança do regime patriarcal, convenientemente transplantado da Europa para a América, na época colonial.

3. Kelly Cardoso envia convite:
Caros Amigos, segue o convite para reinauguração da primeira etapa do Instituto Mundo Velho, segunda entidade negra do país reconhecida pela SEPPIR, será um prazer receber todos vocês.
O Clube Mundo Velho, o mais antigo de Minas Gerais em atividade apresenta o tradicional “Baile da Primavera” como marco de inauguração da 1ª etapa da reforma da Sede, a realizar no dia 22 de setembro às 22:00 com a Banda Lufem Monthana.
Sentiremos muito honrados com sua presença e orgulhosos por fazer parte dessa história. Hoje com roupagem nova, mas com a mesma Honra e Glória do passado.

Obs: Melhores informações e reserva de mesa no tel. 3671 53 87 – De 2ª a 6ª feira das 14:00 às 18:00.

Cordialmente,
Kelly Cardozo
Coordenadora e Historiadora do IMV


FALANDO DE HISTORIA

1. O maior roubo do mundo
Mário Maestri
Em 6 de maio de 1997, a batida seca do martelo concluía um dos maiores roubos do século 20. Extremamente rentável, com patrimônio na época de mais de cem bilhões de dólares, a Companhia Vale do Rio Doce era vendida por pouco mais de três bilhões, o equivalente ao atual lucro trienal da empresa. Boa parte dos recursos para o assalto foi fornecida pelo BNDES, ou seja, pelo próprio Estado! Apenas em 2006, a Companhia Vale do Rio Doce teve um lucro de doze bilhões de dólares.
Em começos do século 20, capitais mundiais se interessaram pelas riquíssimas reservas minerais brasileiras, que permaneceram inexploradas devido aos enormes investimentos que a extração, transporte, beneficiamento, exportação dos produtos exigiam. Em 1942, durante a II Guerra, o presidente Getúlio Vargas fundou a Companhia Vale do Rio Doce, como desdobramento da criação, no ano anterior, da Companhia Siderúrgica Nacional.
A construção de Companhia Siderúrgica Nacional, a fundação da Vale do Rio Doce, a nacionalização das reservas minerais objetivavam apoiar o processo de industrialização, por capitais privados nacionais, sobretudo do Centro-Sul, voltada ao abastecimento do mercado interno. Com fortes investimentos públicos e o avanço da industrialização, antes mesmo da reorientação geral da produção nacional para o exterior, quando da Ditadura Militar, a Vale do Rio Doce tornou-se a maior empresa no setor da América Latina e a segunda do mundo.
Quando da privatização, já pertenciam ao passado as dificultadas que haviam impedido a apropriação mundial dos minérios brasileiros. A Vale do Rio Doce possuía enormes centros extrativistas através do país, mais de nove mil quilômetros de ferrovias, dez terminais portuários, subsidiárias em outras regiões do planeta, mercados consolidados através de todo o mundo. Os enormes investimentos públicos haviam criado negócio milionário que irrigava regiamente os cofres nacionais.
A vitória da contra-revolução neoliberal nos anos 1980-90 determinou derrota histórica, ainda não superada, do mundo do trabalho. Sob o aplauso da grande mídia e a participação ou o silêncio cúmplice de políticos, intelectuais, formadores de opinião, etc., empreenderam-se através do mundo a destruição de conquistas sociais históricas e o abocanhamento dos bens públicos pelo grande capital privado.
Não foi um azar da sorte que, no Brasil, o saque neoliberal tenha sido orquestrado por Fernando Henrique Cardoso. Ao contrário de seus colegas criadores da “Teoria da Dependência”, o sociólogo paulista propunha, já nos anos 1970, a felicidade do Brasil através de sua submissão ao capital mundial. Ao contrário do que dizem por aí, o homem fez tim-tim por tim-tim o que sempre escreveu!
De 1º a 9 de setembro deste ano, realizou-se, através do país, plebiscito promovido por organizações sociais e políticas populares, sobre a necessidade da anulação da venda fajuta da Companhia Vale do Rio Doce e restabelecimento da sua propriedade pública. O plebiscito consulta também a população sobre a anulação da “reforma da Previdência”; a interrupção do pagamento da “Dívida Externa e Interna”; o fim do aumento das tarifas públicas, por concessionárias privadas de serviços públicos, etc.
Foi quase total o silêncio da grande imprensa sobre o plebiscito popular. O PT apoiou a iniciativa apenas na ponta do seu bico comprido, não mexendo um dedinho sequer para a maior massificação da iniciativa, que assusta muita gente, além dos controladores da Vale do Rio Doce. A pequena multidão que votou no plebiscito registra mal-estar crescente entra a população nacional. São cidadãos e cidadãs comuns que, após viverem duas décadas sob os resultados amargos das políticas privatistas, gritam sem medo por “mais público, menos privado”, para que esse país conheça condições mais humanas de existência.
* Mário Maestri, 59, historiador, é professor da UPF. E-mail: maestri@via-rs.net
Considero que havia evidências suficientes para que o senador Renan Calheiros tivesse seu mandato cassado na tarde de hoje. Não disse evidências por ingenuidade, mas porque os julgamentos de parlamentares não necessitam de provas cabais, podem ser realizados a partir de um entendimento baseado em evidências consideradas pelos colegas de mandato como quebra de decoro.
Mas não vou dormir mais triste hoje porque Renan não foi cassado. Não por nada, mas porque considero que “criminosos” como Renan, o Senado e a Câmara, infelizmente, têm aos borbotões. Além disso, porque considero que o pior poder do Brasil não é o Legislativo. Ao contrário. Ele é mais democrático e transparente que o Judiciário e o Executivo, por exemplo.
Mas o caso é outro. O parlamento brasileiro tem algumas pessoas que sempre fazem questão de parecer mais puros que os outros. Não gosto dessa postura, mas entendo. Em geral esses parlamentares são muito eloqüentes e não perdem uma chance de aparecer na mídia. Dois deles foram vítimas de “indiretas” de Renan Calheiros e como fazem questão de estar sempre “limpos”, precisam se explicar.
No seu discurso de defesa, segundo um parlamentar que disse ter ficado impressionado com as estocadas, Renan olhou para Jéferson Peres e disse:
-- Eu, senador, poderia ter contratado a Mônica Veloso para trabalhar no meu gabinete e assim lhe garantir salários do Senado, mas não procedi assim.
Virou-se em seguida para Pedro Simon e falou:
-- Como o senhor sabe, senador Simon, a Mônica tem uma produtora de vídeos. Eu poderia ter feito um filme e ter pendurado a conta na secretaria de comunicação do Senado, mas eu, como o senhor sabe, não faço isso.
Com a palavra os senadores Simon e Peres. Pergunto-lhes, o que Renan Calheiros quis dizer com isso?

As fotos da Mônica

Sim, claro, só para não deixar passar batido, vão dizer que esse blog está delirando em relação à nota acima. Também disseram isso quando escrevi aqui que o ensaio de Mônica Veloso ia ser adiado até a CPI da Abril-Telefônica sair da pauta. Falei isso há uns 15 dias. E adiantei que Roberto Civita havia impedido pessoalmente de a revista com o ensaio da ex-amante ser impressa. E que, com todo respeito, por isso o inédito da famosa ex-Supla (aliás, a bela Bárbara Paz) ganhou as bancas. Hoje, curiosamente, a Playboy anuncia que Mônica não gostou das fotos e que a publicação do ensaio deve ser novamente adiada. Basta olhar na home do Uol. É bobagem, conversa para boi dormir. E quem dorme com cara de boi-bonzinho são os jornalistas que estão repercutindo essa novelinha. A notícia falsificada sendo o centro da notícia. Pois é.
Certos setores da mídia estão assumindo uma posição tão clara de partido político, que vi gente hoje torcendo por Renan se safar só para que a mídia perdesse. Isso não é nem um pouco bom para a democracia.
2. Veja foi derrotada
Cristóvão Feil
Passado o carnaval midiático-oligárquico sobre a triste figura do senador peemedebista das Alagoas, aliado do blocão lulista no Congresso, quero poder dizer algumas palavras. Não disse nada até o momento, sobre o tema Renan. Explico agora o motivo.
Nos longos 350 anos de regime escravocrata no Brasil, quando havia uma briga qualquer na casa-grande, os negros da senzala sempre tiveram a serenidade e a sabedoria de nunca se meter nas desavenças intestinas dos brancos, diziam: - Isso é briga de branco!
O mesmo diz esse blog. Mas, passada a borrasca e o pugilato protagonizado pelos "brancos" mais encardidos moralmente do País, vou dizer duas ou vinte palavras.
Primeiríssimo lugar, a mídia oligárquica perdeu mais uma vez. É um registro relevante a fazer. Em menos de um ano, eles perderam na tentativa golpista contra a reeleição de Lula, e agora no caso do senador bovinocultor e amante adulteroso. Perdeu a Veja, do grupo Civita-Abril (agora sócios de uns investidores racistas da África do Sul), protagonista do pior jornalismo do mundo e falsa vestal, que fica semanalmente apontando de forma policialesca e abjeta quem tenta apagar o fogo sagrado e perpétuo da moralidade pública – que os Civitas, certamente, regulam e medem a cada minuto com mãos trêmulas e peito arfante. É hilário!
Portanto, essa questão Renan é a mais típica e genuína "falsa questão", com todos os efes e todas as salsas. Não tenho procuração para defender o adulteroso Renan, acho esse tipo uma fraude ambulante, particularmente desprezível, com aquele permanente sorriso Monalisa nº 42, mas nem por isso menos lesivo que os seus inimigos de conjuntura.
Observem a conjugação de esforços que foi organizada para derrubar o amante alagoano, a Veja só foi publicista: os três "jotas", Jobim, Jungman e Jarbas Vasconcelos. Esforços combinados para, na seqüencia, colocar Jarbas Vasconcelos no lugar de Renan Calheiros, e no médio prazo favorecer o vampiro silencioso, José Serra. A montanha iria dar à luz a um rato.
Este é o caso, motivo do carnaval midiático em torno de uma farsa armada e uma falsa questão. Como diz Marx, "o ar pesa toneladas sobre nós".
3. Renan Calheiros - o Flamengo ganhou
Laerte Braga
O senador e presidente do Senado (que alguns insistem em chamar de Câmara Alta) Renan Calheiros conseguiu uma proeza que deve ter feito o senador Antônio Carlos Magalhães remexer-se que nem um louco no túmulo. E, com certeza, tirou o sono de Jader Barbalho.
É que ambos foram obrigados a renunciar a presidência do Senado quando surgiram denúncias bem mais suaves que as cobriram Renan por quase três meses, desde que levantada a lucratividade e o custo de suas vacas.
Um único perdedor nessa história toda. Os brasileiros. Nem oposição perde. Nessa disputa sórdida para ver quem chega em 2010 na pole position para a sucessão de Lula, faltam ainda três anos e muitas denúncias pela frente.
A briga é pela chave do cofre. Jader e ACM quando presidiam o Senado faziam o mesmo pelo governo FHC. A diferença é que o ex-presidente jogava os amigos às feras. Usava e abaixava o polegar. Lula, nesse aspecto não.
É simples entender isso também. A maioria dos brasileiros ou está exaltando a vitória do Flamengo sobre o Cruzeiro, lamentando a derrota do Corinthians para o Botafogo e na expectativa de domingo quando acontecem os chamados clássicos regionais em quase todo o País. O destaque do noticiário mineiro ontem na GLOBO era a procura de ingressos antecipados para Cruzeiro versus Atlético.
Renan Calheiros é um desses políticos que vende a alma ao diabo para ficar onde está e, se possível, chegar a lugares mais altos. Faz qualquer negócio. Foi inimigo de Collor, virou um dos seus principais aliados, foi ministro de FHC, é parceiro de Lula, não tem o menor escrúpulo em receber dinheiro de empreiteiras, apresentar contabilidade fraudulenta de vacas que parecem aquelas da VEJA. Só falta dar leite com sabor direto das tetas (o sabor é outro).
As denúncias contra Renan não partiram de escrúpulos de alta moral, reputação ilibada e essas coisas todas que os políticos costumam falar. Onde já se viu imaginar que Tasso Jereissati e Artur Virgílio saibam o que é isso? Passam longe.
Toda essa parafernália contra Renan foi montada com um único e simples objetivo que é o principal dos chamados partidos de oposição (Democratas – ex-PFL – e Tucanos). O de encurralar o governo Lula, inviabilizá-lo e chegar a 2010 em condições de eleger o governador do Estado da FIESP, José Serra erra erra, presidente da República.
A chave do cofre volta às mãos desses senhores todos iguaizinhos a Renan Calheiros que, como já dito, foi aliado da turma nos oito anos de governo FHC (foi ministro da Justiça – putz é o cúmulo da esculhambação).
O ser ou não rês dessa história é só a chave do cofre e os Democratas (ex-PFL) e os tucanos já perceberam que a grande maioria do eleitorado não está nem aí para esse tipo de problema e quando aparece uma figura tipo assim Geraldo Alckmin essa maioria acha que é um marciano falando uma língua que ninguém entende.
Não sei se existem agências bancárias do Itaú e outros em Marte. Nunca se sabe, esses caras são prodigiosos prestidigitadores do dinheiro alheio, conseguem fazer sumir sem deixar vestígio, já que o leite é bebido, ou a merenda do prefeito Kassab (Democrata, ex-PFL) passa a ter menos carne e menos hortaliças por mera questão "técnica".
É como o sujeito que toma sopa de pedra todo dia, de repente passa a tomar sopa de água com um trem qualquer que a Nestlé fabrica e coloca pimenta. Ou coloca o bode na sala.
Renan Calheiros não difere nem um pouco de Tasso Jereissati, Artur Virgílio, os de sempre. É um Paulo Maluf que carrega um dossiê imenso na pasta sobre o resto do Senado, boa parte, a grande maioria e ameaça derrubar vasilhames de leite azedo nas excelências excelentíssimas.
A abstenção do senador Aluísio Mercadante foi de doer. O cara é um tremendo blefe. Um tremendo vaselina. Aquele negócio de deputado dar pancada em segurança, segurança dar choque em deputado e alegar que não sabia que podia entrar. Virou zona. Com licença da palavra, zona tem mais ordem, é mais organizada, é pela ordem de chegada.
Na Vila Mimosa tinha um segurança, uma das únicas exceções na "catigoria", apelidado Maguila que quando o sujeito chegava, trabalhador suado, no dia do pagamento, chamava o distinto de doutor, patrão e encaminhava até o lugar devido. O cara assentava, esperava, pagava, despejava as frustrações e ia embora com um tapinha no ombro.
Sei não, acho que os senhores senadores deveriam fazer um estágio por lá para aprender alguma coisa.
A disputa meus caros e minhas caras é pela chave do cofre. No fundo todos são iguais.
Ave Renan! Pobre Brasil, pobres brasileiros embrulhados diariamente pela ira GLOBO, padrão de moralidade e bons princípios nos ovos podres que Boninho atira nas vagabundas entre um bordel e outro, o Big Brother.
E tanto é assim que no discurso de agradecimento (dá vontade de vomitar que nem aquela personagem do Jaguar, Gastão o vomitador) Renan "comovido" (mafioso tem um negócio de beijar o inimigo no rosto antes de mandar metralhar) desferiu ameaças para todos os lados e todos os inimigos.
Fazer o que, o Flamengo meteu três no Cruzeiro, saiu da zona de rebaixamento, ou não voltou para lá. A turma do "Curintians" não sabe se chora ou se arrebenta a turma do MSI (até o governo de Israel já disse que o homem do dinheiro não é israelense. Se chegou a esse ponto é porque está bravo) e no fim William Bonner vai abrir um sorriso imenso para receber Jade Barbosa a ganhadora de muitas medalhas, Diego Hipólito, o campeão mundial. Ainda bem que alguém faz alguma coisa.
No mais, os caras carimbaram o ser mercadoria, colocaram data de validade (nesse caso até 2010, depois tem que renovar) e vão continuar a produzir em série, a economia está pronta para crescer, vacas que dão lucros notáveis, extraordinários em leites dos mais variados sabores, cores, densidade, o escambau.
E tem um ponto final. A moça levou 800 mil da Playboy para o gáudio dos filhos de Onã.
Os caras sabem das coisas. O teatro mistura tudo. Tragédia, comédia, tudo. O xis do trem é o modelo. A tal democracia.
"Vige, te esconjuro". Está circulando a notícia, se verdadeira ou não não sei, que William Bonner e Fátima Bernardes serão promovidos para baixo. Bonner sobe aos céus, desce em Juiz de Fora e assume a Tevê Panorama como prêmio de consolação pelos bons serviços prestados. Segundo os que contam tal versão já até compraram um apartamento para tanto.
Não dá para acreditar, isso tem cheiro de piada de mau gosto. Bejani e Bonner! Visite Juiz de Fora antes que acabe.


4. Ainda no blog do Rovai, mais uma denúncia envolvendo um prefeito dos Demos. Imagina se fosse de outro partido....

Pimenta na sopa das crianças pobres é Kassab
(12/09/2007 11:18)

Notícia da Folha de S. Paulo de hoje (liberada para assinantes do jornal ou do Uol) é reveladora do padrão do atual governo municipal da maior cidade do país. O prefeito sem voto Gilberto Kassab cedeu a um “apelo” da multinacional francesa Nestlé e contrariando a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de nutricionistas do município mudou o edital de licitação para compra de sopas. Leiam trecho da matéria do jornal.

“A previsão das nutricionistas do município era que uma das sopas tivesse 7 kg de carne, 2 kg de cenoura e 3 kg de “outras” hortaliças (por 100 kg de sopa desidratada a ser distribuída).
Com a mudança feita diante da manifestação da Nestlé, a mesma sopa deverá ter só 0,5 kg de carne, 0,8 kg de cenoura e 1 kg de "outras" hortaliças.”

Entenderam? O prefeito aceitou a diminuição em 14 vezes da quantidade de carne, duas vezes e meia de cenoura e três vezes da hortaliça. O prefeito não disse, até porque ele foi perguntar para o Serra antes o que dizer, mas imagino que ao aceitar o argumento da multinacional ele deve ter pensado algo como: “não, não podemos dar carne e legumes para essa molecada, imagina se eles acostumam...”. Ou pode ter pensado talvez um pouco no negócio, afinal é isso o que importa e isso não tem nada a ver com sopa de pobre.

Em relação ao negócio, o edital da licitação prevê a compra de 750 toneladas de sopa desidratada por mês. Algo que pode girar em torno de R$ 46 milhões, segundo a Folha. E com a decisão toda essa quantidade de sopas seria comprada de um único fornecedor, ou seja, a Nestlé. A multinacional francesa já opera o contrato para distribuição de leite nas escolas. Vencendo mais essa licitação seria praticamente uma distribuidora exclusiva de alimentos nas escolas da cidade. Aliás, precisamos dar uma olhada como vai esse “negócio” nas unidades escolares do governo do estado.

Mas a pitada final dessa contratação é de arder a alma. A Nestlé solicitou, e o prefeito aceitou, que fosse incluída pimenta na sopa com carne. Ou seja, menos carne e mais pimenta. A Folha ainda teve o cuidado de consultar nutricionistas para verificar o valor nutritivo da pimenta: “nutricionistas consultadas pela Folha também disseram que a pimenta não agrega nenhum valor nutritivo à sopa”. Mas nisso a reportagem se equivoca. Pimenta no olho de pobre é refresco. E quem disse que refresco não tem valor nutritivo, não é prefeito Kassab?
5. Campanha envolveu 80 mil voluntários em todo o país
Mayrá Lima, de Brasília (DF) (Jornal Brasil de Fato)
Durante os dias 01 a 09 de setembro, brasileiros participaram de um processo de educação popular que questionava a privatização da Companhia Vale do Rio Doce e estimulava a democracia direta.

Foram mais de 35 mil urnas espalhadas nos 27 Estados brasileiros. Mais de 80 mil voluntários em todo o Brasil que participaram como mesários, debatedores e outras tarefas. E a expectativa é que mais de 6 milhões de pessoas tenham dado seu voto, questionando a privatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), mineradora brasileira vendida pelos parcos R$ 3,3 bilhões em 1997, quando seu valor era estimado em mais de R$ 92 bilhões. Durante os próximos dias, a tarefa dos comitês estaduais do plebiscito se concentra na contagem de votos para que, no próximo dia 25, os resultados sejam entregues aos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), além do Superior Tribunal de Justiça em Brasília.
De acordo com o membro da secretaria do Serviço Pastoral dos Migrantes e da coordenação do Grito dos Excluídos Continental, Luiz Basségio, o processo, enquanto forma pedagógica de se exercer a cidadania e fazer a discussão política, está sendo uma escola de educação popular. “Conseguiu-se juntar os movimentos sociais, os partidos, seja qual for a tendência, e estabelecer uma parceria muito grande neste processo de democracia participativa”, explicou.
A colocação deste tema dentro do debate público também é um fator considerado importante. Segundo uma das articuladoras do Jubileu Sul-Brasil, Rosilene Wansetto, aproximar-se de espaços de difíceis diálogos demonstra a grande vitória deste plebiscito. “Intelectuais, artistas, todos contribuíram para o processo de mobilização popular durante o plebiscito”, afirmou.
A unidade do conjunto da esquerda brasileira, incluindo partidos políticos e o Movimento Estudantil também foi celebrada pelo membro da Consulta Popular em Curitiba (PR), Waldemar Simão. “Aqui, tivemos a participação do governo do Estado que possibilitou que as escolas também estivessem no processo. Foi importante essa reunificação de vários atores, inclusive os professores que levaram o debate para a sala de aula”, disse.
Além da pergunta sobre a privatização da CVDR, os temas sobre dívida pública, preço da energia elétrica e previdência social também foram debatidos e votados pela sociedade brasileira. Em algumas localidades, como no Rio Grande do Sul, perguntas locais foram adicionadas. No caso gaúcho, o pedágio nas estradas estaduais foi questionado pelo plebiscito popular.
Grito

Para Basségio, o ponto culminante de toda campanha realizada pelo conjunto de entidades que organizaram o plebiscito foi o Dia da Independência do Brasil, o 7 de setembro e o conjunto das manifestações do 13° Grito dos Excluídos. O Grito reuniu em todo o País pelo menos 212 mil pessoas que levaram o tema “Isto Não Vale! Queremos Participação no Destino da Nação” e denunciaram todo o processo de privatização da CVRD.
“Foi um momento muito forte com o Grito dos Excluídos. O Grito cresceu e se expande cada vez mais e recebe a adesão cada vez maior da sociedade brasileira, independentemente se a pessoa participa de algum movimento social”, avaliou.
O Estado de São Paulo foi o que reuniu o maio número de manifestantes. Segundo a organização, mais de 95 mil pessoas em Aparecida, somaram-se aos 13 mil na capital para fazer o protesto e votar nas perguntas do plebiscito. Em João Pessoa, capital paraibana, cerca de 1,5 mil pessoas participaram da manifestação que foi barrada pela Polícia Militar. Caso semelhante aconteceu em Brasília, cujo manifestantes foram impedidos de maneira truculenta pela Polícia Militar de seguir a manifestação na Esplanada dos Ministérios. O carro que distribuia água para os manifestantes chegou a ser multado pelo Detran-DF sem motivos aparentes.


INTERNACIONAL

1. Os EUA, a bomba e a moeda (Agência Carta Maior)
Assembléia Geral da ONU ratifica declaração que garante aos povos indígenas a soberania sobre o seu território e a sua cultura; Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia votaram contra resolução. (Jornal Brasil de Fato)

NOTICIAS

1. Programação da mostra Missão Artística Francesa - Coleção Museu Nacional de Belas Artes

Por ocasião da exposição, a PINACOTECA promoverá, no sábado 22/09, às 11h, uma palestra seguida de conversa com a pesquisadora Letícia Squeff:

Uma herança em questão: a Missão Francesa e a Academia de Belas Artes carioca em fins do século XIX

O objetivo da palestra é discutir a contribuição da chamada ‘Missão Francesa’ à arte oitocentista brasileira tendo em vista dois marcos: a exposição de quadros de artistas franceses na pinacoteca da Academia de Belas Artes, em 1879, e a polêmica que se seguiu a ela, da qual tomaram parte alguns dos mais importantes críticos do período, como Felix Ferreira e, mais tarde, Gonzaga Duque. Avaliar a contribuição dos franceses era etapa fundamental para definir o que era a arte brasileira naquele final de século.

Leticia Squeff é mestre em história social e doutora em Arquitetura pela USP. Autora de O Brasil nas Letras de um Pintor: Manuel de Araújo Porto Alegre (1806-79) (Editora da Unicamp, 2004), publicou diversos artigos sobre história cultural e social do Brasil no século XIX.

2. I Congresso Brasileiro dos Institutos Históricos e Geográficos (I CBIHGs)
Promoção: Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais
IHGMG (CEM ANOS: 1907-2007)
Local: Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais
Período: 8 a 12 de outubro de 2007.
Período de atividades científicas do CBIHG´s: 8 a 11 de outubro de 2007 .
Excursão às Capitais Mineiras (opcional): 12 de outubro

Programa

Temática geral: A função dos IHG´s no século XXI: a problemática da globalização, do meio ambiente e as perspectivas da produção cultural no novo século.
Dia 08 de outubro (segunda-feira)

9h: Acolhimento dos participantes (sede do IHGMG, à Rua dos Guajajaras, n. 1268, sobre-loja): esclarecimentos, instruções preliminares e constituição da Comissão Interinstitucional (composta de representação dos IHGs participantes do I CBIHGs) e encarregada de estudar paralelamente a proposta de criação e a Minuta do Estatuto da ABIHGs a serem votados em sessão especial, no dia 11 de outubro.

10h: Visita ao Palácio da Liberdade.

14h30min às 16h30min: Visita orientada ao Arquivo Público Mineiro (Hemeroteca) para conhecimento das técnicas de recuperação de documentos antigos (Coordenação: Presidente Emérito Prof. Herbert Sardinha Pinto e Dr. Ildefonso Silveira de Carvalho).

19h30min: Abertura Oficial do I Congresso Brasileiro de IHG´s.
Apresentação dos Conjuntos de Câmera da Polícia Militar de Minas Gerais e da UEMG.
Conferência de Abertura: “Um modelo matemático da prospectiva tecnológica”
Ministro Professor Dr. José Israel Vargas
Coquetel.

Dia 09 de outubro (terça-feira)

9h às 12h: Mesa redonda: História, natureza e meio Ambiente.
(Professores Doutores Lucília Delgado de Almeida Neves e Efigênia Lage de Rezende).
Coordenação: Profa. Dra. Sandra Loureiro de Freitas Reis.

14h30min às 17h: Mesa-redonda: Brasil-Portugal: História, Geografia e Meio Ambiente. Representantes da Sociedade Portuguesa de História e da Sociedade de Geografia de Lisboa. Coordenação: Dr. José Marques Correia Neves.

20h: Conferência do Sr. Vice-Governador do Estado de Minas Gerais Dr. Antônio Augusto Junho Anastásia sobre “O Plano mineiro de desenvolvimento integrado” .
.
dia 10 de outubro (quarta-feira)

9h às 12h: Mesa redonda: Geografia, instrumento de renovação política e inovação tecnológica. Dr. João Francisco de Abreu (Pró-Reitor de Graduação e Pesquisa da PUC-MG); Dr. Gervásio Rodrigo Neves (Presidente do IHGRGS); Dr. Oswaldo Bueno Amorim Filho (Professor da PUC-MG).
Coordenação: Prof. David Márcio Santos Rodrigues, Diretor Geral do IGA (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior).

14h30min às 18h: Mesa redonda: A função dos IHGs no século XXI: Propostas concretas para o aperfeiçoamento institucional: Presidentes dos Institutos Históricos e Geográficos especialmente convidados. Coordenação: Dr. Gilberto Madeira Peixoto.
Dia 11 de outubro (quinta-feira)

9h às 10h30min: Reunião de grupos de trabalho constituídos espontaneamente por representantes dos IHG´s, para estudos, discussão de temática específica e elaboração de um documento final a constar do livro de Anais do I CBIHG´s.

10h30min às 12h: Apresentação das conclusões e propostas originadas das discussões dos grupos de trabalho (GT´s). Coordenação: Dr. Fernando Xavier Brandão

14h30min às 18h: Fundação da Associação Brasileira de Institutos Históricos e Geográficos (ABIHG´s) e eleição da primeira Diretoria da mesma Associação. Coordenação: Dr. Marco Aurélio Baggio.

Solenidade de Encerramento pela Presidência do IHGMG.
Lançamento de livros e distribuição dos Anais (em CD) com documentos enviados pelos IHG´s do Brasil.
Coquetel de Confraternização.

12 de outubro (sexta-feira)

7h às 17h (saídas): Excursão cultural opcional às capitais históricas de Minas Gerais (Mariana e Ouro Preto), incluídos o Concerto de órgão em Mariana e a visita ao Museu das Reduções (em Amarantina). Coordenação: Dra. Regina Almeida.
3. Seleção para mestrados e doutorados
- As inscrições para as provas de seleção para o Mestrado e Doutorado em Historia, Política e Bens Culturais da Fundação Getulio Vargas (FGV), estarão abertas ate' 26/10/2007. Mais informações em www.cpdoc.fgv.br.
- As inscrições para as provas de seleção para o Mestrado Profissional em Bens Culturais e Projetos Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), estarão abertas ate' 26/10/2007. Mais informações em www.cpdoc.fgv.br.
4. Congresso de Arquivologia do Mercosul
A Associacion de Archiveros de Chile e o Archivo Historico Patrimonial de Vina del Mar realizarão entre os dias 21 e 24/11/2007 o Congresso de Arquivologia do Mercosul. Mais informações em www.asocarchi.cl.
5. I Fórum Paraibano de Arquivologia/UFPB
De 18 a 20/10/2007 será realizado na Universidade Estadual da Paraíba (UFPB) o I Fórum Paraibano de Arquivologia - Perspectivas e Tendências da Gestão Informacional". O I FPA e' um evento que visa reunir estudantes e profissionais da informação, no intuito de analisar o campo arquivistico brasileiro quanto as novas tecnologias. Mais informações em caarquepb.no.comunidades.net


6. O programa de pós-graduação em Educação da UERJ convida para a conferência de Jacques Revel – Macro e micro-história – o que as variações de escala ajudam a pensar num mundo globalizado.
Local – Auditório 11 da UERJ
Data – 2 de outubro, 19 horas

6. de 01.10.2007 a 05.10.2007
VI Semana de História do Centro Universitário de Jales: América Latina, Poder e Luta
Mais informações e programação completa:
Campus Central – Unijales
Jales/SP

7. de 03.10.2007 a 05.10.2007
I Colóquio de História: Brasil e Portugal – nossa história ontem e hoje
O Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura Regional da UFRPE, com o propósito de trazer ao nosso espaço local e regional o resultado das atividades iniciadas com o “Colóquio Internacional Missionação no Império Português: teorias historiográficas e novas metodologias de Investigação”, realizado entre os dias 16, 17 e 18 de novembro de 2006 na cidade de Lisboa e de celebrar o primeiro ano das atividades do Mestrado em História - convoca a comunidade acadêmica de historiadores e interessados em ciências humanas a participar do “I COLÓQUIO DE HISTÓRIA DA UFRPE: Brasil e Portugal - nossa história ontem e hoje”, evento de caráter internacional, a realizar-se nos dias 03 a 05 de outubro de 2007 na Universidade Federal Rural de Pernambuco – Recife/PE.
A jornada acadêmica do evento pretende abordar fatos do período colonial, imperial, republicano e nossas relações atuais. Para isso contará com a presença de especialistas internacionais e nacionais nos períodos colonial, imperial e republicano traçando o panorama do Brasil e sua relação com Portugal.Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Recife/PE
www.brasilportugal.org/

8. Debate: O movimento estudantil na luta pelo combate ao sexismo, racismo e homofobia
Debatedores:
Dani Braga - Diretora LGBTT da UNE
Fabiana Franco - Diretora GLBTT / UEB - DCE/ UCSAL
Ligia Leal - diretora de genero DCE / UFBA
Carla Akotirene - Forum nacional da Juventude Negra - DCE/UCSAL
Caroline Lima - MAPS - PSOL
Geisa Cristina - Católicas pelo Direito de decidirLocal: Campus da UCSAL - Federação/ Auditório acesso Principal da UCSAL
Horário: 18:40
Dia: 21 /09/07


LIVROS E REVISTAS

1. A Editora Contexto lança:

Terra de pães, queijos e vinhos maravilhosos, mas também de paradoxos, a França convive com imagens contraditórias a seu respeito. É verdade que os franceses fizeram a revolução da “liberdade, igualdade e fraternidade” – base da democracia moderna; sua História, contudo, registra discriminação contra diversas minorias. A excelência dos seus perfumes parece se contrapor à idéia de que o banho não passa de um mal esporadicamente necessário. Paris é a cidade mais visitada do mundo, mas seus habitantes parecem detestar turistas. O culto à comida é quase uma idolatria nacional, a manteiga é usada por toneladas, mas os franceses não engordam, nem têm altas taxas de colesterol. Quem são, afinal, esses franceses? Descendentes belicosos de Asterix, grosseirões bigodudos ou um povo refinado de degustadores de boa comida, boa bebida e cultura de alto nível? Neste livro sedutor, o cientista social Ricardo Corrêa Coelho desvenda o caráter, os valores, o modo de vida dos franceses e sua relação com seus vizinhos e visitantes. Leitura agradável e reveladora.
O autorRicardo Corrêa Coelho é cientista social com doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Viveu na França no início dos anos 1990 e há vinte anos frequenta regularmente o país. Está ligado à Universidade Federal do ABC, no estado de São Paulo, e, nos últimos anos, vem atuando em cursos voltados para a administração pública federal e escrito sobre políticas educacionais.
Preço: 49,90 – nº de páginas: 352
2. Biblioteca Digital da Fundação Perseu Abramo
São 43 livros de graça para download.
Carta Maior
Em comemoração aos 10 anos da Editora Fundação Perseu Abramo, lançamos a Biblioteca Digital da Fundação Perseu Abramo.
São 43 livros do nosso catálogo disponíveis na íntegra para download gratuito. A iniciativa, inédita em termos quantitativos, busca aumentar o alcance de nossas publicações e incentivar a circulação e o debate de idéias.
Para tanto, selecionamos títulos os mais diversos, de autores que vão de Celso Furtado e Mário Pedrosa a Mark Twain, passando por nomes importantes do pensamento contemporâneo, como Aloysio Biondi, Maria da Conceição Tavares, Paul Singer, Maria Victoria de Mesquita Benevides e Maria Rita Khel, entre outros.
Reflexões sobre o socialismo e sua história, o que inclui a trajetória do Partido dos Trabalhadores e outros movimentos sociais, além de visões críticas e aprofundadas do Brasil atual, estão entre os temas mais abordados nos livros. Mas há também espaço para estudos sobre manifestações culturais que vêm definindo a cara do novo século, casos do hip-hop e o software livre.
Os livros poderão ser baixados no portal da Fundação Perseu Abramo (www.fpabramo.org.br) a partir do dia 19/9.
A maior parte das obras disponibilizadas na Biblioteca Digital permanece sob a licença de Copyright, com direitos reservados à Editora Fundação Perseu Abramo e a seus autores. Nestes casos, é proibida a reprodução das obras no todo ou em parte; a citação é permitida e deve ser textual, com indicação da fonte. Existem algumas obras da Biblioteca Digital que estão sob a licença Creative Commons. Isso é indicado na página de download de cada obra.

3.
Nas bancas o número 47 da revista Historia Viva. O dossiê trata da Face oculta das sociedades secretas. Artigos sobre os possíveis vestígios da Atlântida no litoral português – A construção da relíquia do Santo Sudário – As origens de São Paulo – Tiradentes maçom, um mito bem ao gosto republicano – Hannah Arendt, a mulher que desmascarou o totalitarismo.

4. Nas bancas o número 19 da revista Carta na Escola – atualidades em sala de aula. Para os professores de História, há artigos sobre as revoltas armadas na República Velha, o nascimento do conceito de sustentabilidade, a negritude dos europeus, a geografia da pobreza, o imperialismo brasileiro.

5.
Nas bancas o número 18 da revista Historia Viva – Grandes Temas.
Este número discute os 90 anos da Revolução Russa.

6.
Um momento de desordem mundial
Livro discute reformulação de territórios diante de novas influências políticas, econômicas e culturais
Neste começo de século, assistimos a uma reformulação de fronteiras e influências político-econômicas no mundo. Essa nova forma de organização mundial, baseada na existência de redes, fluxos e conexões, exige mudanças no método geográfico tradicional de agrupar e separar territórios. O livro A nova des-ordem mundial apresenta propostas para entender a estrutura do espaço contemporâneo sob as dimensões econômica, política, cultural e ambiental e tece as causas dessa reconfiguração territorial com base em argumentos históricos.
Segundo os autores do livro, os geógrafos Rogério Haesbaert e Carlos Walter Porto-Gonçalves, os conceitos básicos de estudo da geografia vêm mudando por causa de uma série de acontecimentos que, nos últimos 15 anos, alteraram os rumos da humanidade. Para eles, o melhor exemplo para representar essa reformulação mundial seria o fato de que, enquanto as torres gêmeas do World Trade Center foram derrubadas nos Estados Unidos em 2001, as torres Petronas permanecem firmes em Kuala Lumpur, capital da Malásia, o que, de forma simbólica, revela a ascensão de um novo poder no Oriente. A tarefa de reorganizar as regiões do planeta em função dessas mudanças para fins de estudo torna-se então o grande desafio da geografia pós-moderna.
Haesbaert e Porto-Gonçalves afirmam no livro que a hegemonia do Ocidente e o pensamento moderno são incompreensíveis sem o conceito de colonização. No entanto, o mecanismo de exploração da Ásia e da África iniciado pelos europeus com a expansão marítima e comercial mudou a partir da Primeira Guerra Mundial. A busca por novas fontes de matéria-prima e mercados consumidores impulsionada pelo imperialismo gerou uma nova ordem, encabeçada pela Europa, pelos Estados Unidos e pelo Japão. Enquanto o comércio internacional crescia no início do século 20, a África, a Ásia e a América Latina viviam devastações ecológicas e sociais, por causa da nova divisão internacional do trabalho, que atribuiu aos países “centrais” a produção de tecnologia e a exploração dos recursos naturais e da mão-de-obra dos países “periféricos”. Essa geografia imperialista regeu o mundo por muito tempo, até o período em que os teóricos chamam de Pós-modernidade.
Essa nova era é marcada pelo advento da globalização e da internet, que permitiu maior integração internacional e criou um novo espaço público, o “território-mundo”, composto de uma sociedade mundial que compartilha os mesmos valores. A integração cada vez maior dos Estados e a soberania de um país através de um grupo – situação que os geógrafos chamam de capitalismo globalmente integrado – são demonstradas pela força dos blocos econômicos – como a União Européia –, que estabelecem uma concorrência acirrada entre si para manter a influência sobre seus parceiros comerciais. Nesse processo, interesses econômicos e políticos se mesclam o tempo todo.
No livro, os autores identificam um novo movimento de regionalização do espaço contemporâneo a partir de redes integradas ilegais de poder, como o tráfico de drogas e o terrorismo globalizado – por exemplo, a rede árabe Al Qaeda –, e de organizações não-governamentais (ONGs). Estas seriam talvez as melhores indicadoras da desordem na organização do território, por não atuarem em uma base específica. Segundo Haesbaert e Porto-Gonçalves, a existência dessas organizações civis comprova a crise do Estado, que não exerce o seu papel político em causas sociais.
O uso de termos mais complexos, além de referências constantes a teóricos, podem vir a confundir o leitor que não está habituado à linguagem acadêmica. No entanto, os próprios avanços e retrocessos do texto, bem amarrado pelos autores, transmitem a idéia principal do livro: a reconfiguração dos territórios devido a mudanças nas relações de poder e ao hibridismo cultural. Ler A nova des-ordem mundial pode ser um começo para entender esse movimento.
Editora Unesp, $ 15,00 , 160 páginas.

SITES

Veja no www.tamoscomraiva.blogger.com.br o oitavo capitulo do livro do jornalista José de Castro sobre o poder judiciário.

2 Comentários:

  • Às 9:59 PM , Blogger Cristina Castro disse...

    Valeu pelas recomendações, Ricardo!
    Uma coisa realmente chama a atenção nesse "mensalão" mineiro: o silêncio da mídia. Cadê o estardalhaço feito em cima dos "40 ladrões" do STF? Por que - principalmente as mídias paulista, carioca e brasiliense - não comentam um esquema tão intrincado envolvendo tantas pessoas do governo e empresariado mineiros? Por serem tucanos? Por ser o Aécio um dos alvos? A mídia de Serra deveria dar uma manchete na Folha, não uma matéria nas últimas páginas do caderno Brasil, certo? Anyway, mais uma vez a IstoÉ nos surpreende favoravelmente.
    Abraço!

     
  • Às 10:01 PM , Blogger Cristina Castro disse...

    Outra coisa: muito melhor comentar por aqui, em vez de mandar mensagem por email!
    O pessoal só tem que voltar com o hábito, depois de cem edições sem o espaço de comentários.
    Este tipo de Boletim pede um rico debate entre os leitores, com certeza!

     

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