Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

13.10.09

Número 207





Semana do saco cheio, muita gente de folga, dois feriados, sendo que o do dia 15 leva-nos, mais uma vez, à reflexão sobre o magistério nos dias de hoje. Temos um artigo enviado por um amigo e ex-aluno, que toca no assunto. E temos uma charge que me foi remetida há algum tempo e que preferi guardar para esta semana, que também nos leva a refletir sobre os rumos da educação no Brasil.
Além disso, temos uma crítica ao Enem e à forma como foi estabelecido o exame deste ano que redundou no vazamento (proposital? acidental?questões....) e adiamento da prova, com evidententes prejuízos para todos os envolvidos.
Um terceiro artigo nos lembra a frase de Engels e de Rosa Luxemburgo: socialismo ou barbárie...
Um livro sobre Euclides da Cunha e Tocaia, de Maringoni, são as sugestões de leitura.
Para navegar, muita coisa interessante: Golpe na Constituição, dezenas de artigos no novo número da revista Espaço Acadêmico, muitas novidades no CAfé História, Evolução e Religião, A imprensa diária está morrendo? , O adeus a Mercedes Sosa, As mulheres e a ditadura militar no Brasil, A guerra no século XXI ou a terceirização da guerra, Os 12 de O Globo e os "pelegos" da UNE.
Duas noticias: mestrado em Gestão Integrada do Território e o curso Brasil, Corpo e Alma.
Bom proveito!








Colaboração de Lucas Henrique Franco Silva

É proibido educar!

Prof.Lucas Henrique Franco Silva
A prática cotidiana da docência impõe aos profissionais do ensino limites árduos para a ação educadora que, muitas vezes, ganham uma dimensão proibitiva no tocante à formação de jovens para o exercício de valores fundamentais à uma vida social harmoniosa e digna.
Na realidade escolar, angústias diárias são desaguadas, precipuamente quando pais ou responsáveis a procuram, em geral, imersos de colheres fartas de estresses do mundo hodierno, as quais apimentam, normalmente, o prato de sempre: o professor. Constantemente, tais pais chegam ao ponto de atribuir porcentagens de culpas para os focos motivadores do insucesso dos filhos nas atividades curriculares: 50% professor, 40% direção e coordenação e 10% aluno; esta é uma das amostragens corriqueiras que se evidenciam de algumas falas. Reparem que tais pais não se incluem nestas quantificações.
É notório, sem qualquer grande esforço analítico, que tipologias de pais que se excluem de quaisquer responsabilidades atinentes aos rumos educativos tomados por seus filhos, geralmente, são super permissivos quanto ao acesso irrestrito da prole à linguagem da tecnologia contemporânea (Internet e toda a sua gama de entretenimentos), jogos, consumo desenfreado de objetos da moda, etc. Em palavras delimitadas, a geração dos “SINS” familiares exacerbados se confronta, portanto, com os inúmeros “NÃOS” escolares, cujos atritos germinam sementes e mais sementes depreciativas, por parte da juventude do presente, acerca da importância dos limites escolares, para a sua formação humana integral.
A educação, numa visão holística, possui vários lados para se refletir. Numa simplificação geométrica e metafórica, poder-se-ia dizer que EDUCAÇÃO é como um quadrado. Sim, seus lados poderiam ser: 01- Educando / 02- Família / 03- Escola / 04- Estado. Cada um destes lados infere limites claros à prática educadora dos professores sérios, ou seja, aqueles que são interessados em ensinar com qualidade e prazer seus conteúdos, bem como desejosos de influenciar a atual juventude para a ação de valores aprazíveis à boa convivência social.
Para muitos familiares é fácil culpar o filho, porque não estuda ou a escola, porque não ensina direito ou o Estado, porque não investe adequadamente na qualidade estrutural (humana e material) das escolas.
Para o educando é fácil culpar o professor sério (e também os não sérios) devido à sua rigidez em procurar garantir um ambiente físico e intelectual favorável para o ensino (organizado, limpo, silencioso, etc.), bem como devido à adesão de alguns à impessoalidade (regras justas para cumprimentos coletivos). Estes assiduamente culpam também os pais, porque não “se ligam” em seus problemas pessoais, assim como a considerada extenuante rotina escolar, porque é “sem graça” e “sem atrativos”.
Para a escola e o Estado a guerra é ainda maior. Ambos se culpam o tempo todo! O primeiro culpa o segundo, muitas vezes, pela ínfima autonomia educacional para dirimir agravantes casos indisciplinares, que fogem da alçada escolar, mas que o Estado insiste em lhe atribuir a obrigatoriedade de equilibrá-los e solucioná-los, de maneira exclusiva. O diálogo família-escola, quando esgotado e sem solução interna, esbarra na interferência externa do Estado, o qual costumeiramente alinha-se aos “quereres” da família, em detrimento da escola. O Estado, vez ou outra, alega politizar-se em prol da melhoria material e pedagógica das instituições de ensino e quando essa melhoria não ocorre nos patamares especulados, a culpa é da direção e de seus pares que, com inabilidade, executam as qualificações acadêmico-profissionais exigidas.
Em linhas centrais, nas salas: de aula, dos professores, de reuniões, de direção, de coordenação, dentre outras, o que se vê, diariamente, são professores com “olheiras”, cansados físico-mentalmente, mas, sobretudo, desiludidos por este clima de “jogo de culpas”, o qual cria, inevitavelmente, uma sensação de que ensinar conteúdos ainda é possível, mas educar para uma vida social ética é proibido.
Veja bem! A noção do professor como autoridade se esbarra em cadeiradas, socos, xingamentos, dentre outras avarias, veiculadas sinteticamente na mídia, que afligem o sublime “ser professor”. Hoje em dia, o professor não pode falar firme com um aluno, com medo de retaliações diversas; em casos mais graves nem pode dizer “cale a boca”; enfim, não pode disciplinar, não pode educar, uma vez que, especialmente em algumas instituições da rede privada, o aluno é cliente e como todos sabem: “cliente tem sempre a razão”! Fica assim o sentimento docente: “se eu chamar a atenção demais, o aluno vai reclamar, eu serei chamado a atenção pela direção escolar e correrei o risco de ver meu emprego correr de mim!”
Como diz uma propaganda televisiva: “Tristeza: Por favor vá embora, minha alma que chora!” Mas esta tristeza já infectou a muitos e o que se percebe são professores se resignando, como pacientes terminais de uma grande epidemia: o desprazer de educar!
Creio que o amor que Cristo nos ensinou precisa preencher os vazios das vidas de inúmeros brasileiros e, quem sabe, este amor transformador dos males desta sociedade tão deseducada possa ganhar espaço no coração das pessoas, de forma a estimular uma ressignificação deste importante e imprescindível quadrado chamado educação.







Deu chabu no Enem!
*Roberto Boaventura da Silva Sá*
Assim que o professor Fernando Haddad – ministro da Educação – no final de março deste ano, anunciou proposta de unificar o vestibular das universidades federais, criando novo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), apresentei-me contrário à idéia. Nesse sentido, publiquei nove artigos neste espaço entre 15/04 e 03/06.
Em “Novo vestibular, novos problemas” (28/04), no 4º parágrafo, afirmei: “...na elaboração de provas unificadas poderão se perder controle e rigor dos pares – entre si – que há nas atuais comissões elaboradoras das provas (das federais). Denúncias contra essas comissões são raras. Hoje, muitos concursos públicos já estão desacreditados no país. O vestibular poderá ter o mesmo fim. Políticos poderão intervir – sim – a favor de parentes. Como controlar isso? Como acreditar na honestidade nacionalizada? Tento. Não consigo”. Em maio, em reunião com o MEC, reitores também demonstraram preocupação semelhante. À época, foram tranquilizados. Agora, deu chabu!
A prova vazou. Pergunto: algum espanto? Não. O Brasil chafurda na corrupção. Nada mais garante lisura em quase nenhum processo seletivo nacionalizado. O novo ENEM, agora valendo vaga para as federais, sempre será porta aberta a fraudes. Pior: nem sempre haverá uma repórter no meio do caminho de mercenários, “amadores” ou não. Como já disse outrora, esse formato de exame visa a contemplar a elite. A meu ver, foi o maior golpe político, travestido de acadêmico/democrático, que se deu depois de 64. Assepticamente, após massacrar a autonomia das universidades, o autoritário governo federal, através do MEC, acertou no cérebro da nação.
Como tantos tentaram – em vão – dialogar com o MEC, pedindo mais tempo para estudar a proposta, como cidadão e funcionário público, questiono sobre a responsabilidade direta do ministro da Educação por eventuais gastos extras (cerca de 35 milhões) para a impressão de novas provas. Digo mais: a teatralização da segurança de cada etapa que envolve o processo no INEP, mostrada pela Rede Globo, a mudança de consórcio e recrutamento de aparato policial não me comovem e não me convencem.
Por falar em novas provas, depois da casa arrombada, o MEC disponibilizou cópia das duas provas canceladas. As do segundo dia continham três partes: a) redação; b) prova de “Linguagens, Códigos e suas Tecnologias”; c) prova de “Matemática e suas Tecnologias”. Valha-me!!! Nunca vi gostar tanto de “tecnologias”!
Breves comentários. Começo pela redação. Com base em dois artigos do Estatuto do Idoso, do enunciado da proposta destaco: 1º) a seguinte redundância: “...redija texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa...”. Redigir já pressupõe escrever; 2º) uso inadequado, conforme a própria norma culta, de letras maiúsculas em: “...Selecione, Organize e Relacione, de forma coerente e coesa, Argumentos e Fatos para defesa de seu ponto de vista”. Essas maiúsculas são injustificáveis. Para quaisquer destaques já há convenções: o negrito, o itálico, o sublinhado. Como está, desrespeita a inteligência do candidato e complica ainda mais o ensinamento também desse tópico da língua padrão, já bastante mordida.
Sobre o tempo. Mesmo com algum preparo, gastei uma hora e meia para ler e responder as 45 enfadonhas questões de “Linguagens...”. No geral, as perguntas são ridículas, redundantes na intenção central, algumas dúbias, e outras explicitamente ideológicas. Ex.: n. 3 (sobre o imposto de renda) e n. 30 (campanha do Ministério da Saúde contra o tabagismo). Mas para chegar às perguntas, há uma avalanche de textos que as antecedem. Conclusão: o tempo é insuficiente para redigir uma boa redação e dar conta também de mais 45 questões de “Matemática...”. A título de lembrança: há pouco, em muitos vestibulares, a redação não disputava tempo com outras provas. Escrever pressupõe reflexão. Pensar demanda tempo. Por isso, convido todas as autoridades que, às pressas, aprovaram essa aberração, a fazer as tais provas à frente de câmeras de TV, como num “reality show”. Aposto: paredão pra todos. Que tal? O desafio está no ar.
* É Dr. em Jornalismo/USP. Prof. de Literatura da UFMT.







Do Correio da Cidadania:
A barbárie está aí


Escrito por Gilvan Rocha
06-Out-2009
Há mais de cem anos que Frederico Engels afirmou viver a sociedade capitalista um dilema: "o socialismo ou o caos". Anos depois, Rosa Luxemburgo dava ênfase à colocação feita por Engels, dizendo que o dilema da sociedade capitalista era "o socialismo ou a barbárie".
Certa esquerda sempre teve um comportamento declamatório à literatura socialista, repetindo frases sem atentar para o seu significado. Poderíamos fazer uma lista infinda de tais afirmações cientificamente fundamentadas e sucessivamente repetidas como peças declamatórias, sem se fazer a menor reflexão sobre o seu conteúdo. Dentre elas podemos destacar: "socialismo ou a barbárie".
Não estamos nos dando conta que o capitalismo marcha celeremente para o desastre. Não atentamos para o fato de que a cada dia ele tritura vidas, destrói a natureza, corrompe os costumes de forma cada vez mais acentuada. É a iminência de explosões sociais que podem levar as massas populares ao saque, à depredação, à vingança social sem rumo e sem resposta.
Enquanto isso, a grande maioria das pessoas se perde em torno de infindáveis disputas de grupos ou partidos, em batalhas mesquinhas, sem se darem conta da profundidade da crise que estamos mergulhados.
"Socialismo ou barbárie" não é simplesmente frase de efeito. Encerra um dilema concreto da sociedade capitalista que tenta manter-se de forma obstinada pouco lhe importando os interesses gerais da humanidade. Daí, a razão pela qual se proclama triunfante a "derrocada do socialismo".
Para nós outros, a questão coloca-se de outra forma: a inviabilidade do socialismo implica, inevitavelmente, a negação do capitalismo pela barbárie, pelo desastre histórico.
Como tudo o mais, o capitalismo não é eterno, bem se sabe. Mas devemos envidar esforços, enquanto é tempo, para que seu fim não nos conduza à grande tragédia do fim da humanidade.
Para tanto, há que se impor, como solução, a negação do capitalismo pela afirmação do gênero humano.

Gilvan Rocha é presidente do CAEP - Centro de Atividades e Estudos Políticos.
Nossa homenagem a esta moça e seus tambores...




VALE A PENA LER

1. Os 100 anos da morte de Euclides da Cunha estão rendendo vários estudos a respeito do autor e da obra máxima, Os Sertões.
A esses títulos acrescenta-se agora a obra de um euclidiano norte-americano, Frederic Amory. Euclides da Cunha. Uma odisséia nos trópicos. A obra de Amory, lamentavelmente morto antes da edição traduzida de seu livro, distingue-se da de seus pares por sua maior ênfase na compreensão psicológica do biografado. Talvez tenha sido ele duplamente beneficiado por sua condição de estrangeiro: se conhecia a bibliografia brasileira tão bem como seus colegas, dispunha ainda de um acervo, sobretudo sobre o evolucionismo inglês e europeu, a que eles não tiveram acesso; por outro lado, não foi tolhido por tabus que têm prejudicado a compreensão do escritor fluminense.

Leia resenha em http://cienciahoje.uol.com.br/153944

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2. Acaba de sair ‘Tocaia’, coletânea de histórias em quadrinhos produzidas por Gilberto Maringoni, entre 1989 e 2002. São 14 narrativas curtas, publicadas em lugares diversos, como CartaCapital, Kyx-93, Lúcifer, Metal Pesado, Panacéia, Front (todas no Brasil), Fluide Glacial (França), Orme (Itália), Seleções BD (Portugal) e ConSequencias (Espanha). Os trabalhos foram realizados enquanto o autor desenvolvia atividades de jornalista, chargista, editor gráfico, pesquisador e militante político.

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NAVEGAR É PRECISO

1. Golpe na Constituição
Proposta quer retirar direitos sociais
Deputado propõe Emenda Constitucional que pretende “enxugar” a Constituição brasileira, retirando dela vários capítulos, inclusive todos que dizem respeito a direitos sociais
Raquel Torres
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/proposta-quer-retirar-direitos-sociais-da-constituicao

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2. Revista Espaço Acadêmico

DOSSIÊ - 60 ANOS DA REVOLUÇÃO CHINESA

Nenhum a menos – Dos princípios educativos na filmografia chinesa
Carlos Bauer de Souza
Documento - Eis a China - Duarte Pacheco Pereira
A historicidade e o sucesso do “socialismo de mercado” chinês - Elias Jabbour
60 anos da Revolução Chinesa - Henrique Rattner
Falácias acadêmicas, 13: o mito do socialismo de mercado na China -
Paulo Roberto Almeida
Da Revolução Cultural Chinesa à Revolução Sexual hoje - Raymundo de Lima
O maoísmo da Ação Popular e sua intervenção no noroeste do Paraná -
Reginaldo Benedito Dias
China - 60 anos de República Popular - Wladimir Pomar


a contrapelo
Interfaces da Educação Popular com a Educação Ambiental Antonio Inacio Andrioli

antropologia
A face simbólica dos “saberes da tradição” e a produção de identidades no contexto do povo indígena KiririResumo - José Valdir Jesus de Santana

brava gente
Zelaya: um case da nova política diplomática brasileira? - Ruda Ricci

ciência & tecnologia
Conectividade e Informação: O mundo em suas mãos (6) - Antonio Mendes Silva Filho

educação
Autonomia como princípio educativo - Luiz Etevaldo da Silva
O desenvolvimento da resiliência pelas adversidades da escola - Cláudio Pellini Vargas

literatura
Sobre o Classicismo de Goethe (Caracter) - Júlio César Mioto

política & sociedade
Notas sobre a liberdade e a tirania da maioria em Stuart Mill - Antonio Ozaí da Silva

políticas públicas
Avaliação das Políticas Públicas - Fernando Castro Amoras, Laércio Gomes Rodrigues

http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/current/showToc

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3. Evolução e religião 08/10/2009
Site "Memórias Reveladas", do Governo Federal, é uma tentativa de enfrentar o passado da ditadura militar no Brasil.
CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS
Neto de Stalin processa jornal por difamar seu avôComuna sobrevive após 60 anos de comunismo na China
CINEHISTORIA
Café História conta o que achou de "Bastardos Inglórios", novo filme de Quentin Tarantino.

entrevista exclusiva com a pesquisadora Renata de Rezende Ribeiro, da UFES. Renata conta a respeito de suas pesquisas sobre a morte no mundo contemporâneo, as aproximações e diferenças com a morte no mundo medieval.

Visite Cafe Historia em: http://cafehistoria.ning.com

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5. A imprensa diária está morrendo?
O que é que agrava tão letalmente a velha decadência da imprensa escrita quotidiana? Um fator conjuntural: a crise econômica global que provoca a redução da publicidade e a restrição do crédito. E que, no momento mais inoportuno, se veio somar aos males estruturais do setor: a mercantilização da informação, o apego à publicidade, a perda de credibilidade, a queda de subscritores, a competência da imprensa gratuita, o envelhecimento dos leitores... Dezenas de diários estão em queda. Nos Estados Unidos já fecharam pelo menos cento e vinte. E o tsunami golpeia agora a Europa. O artigo é de Ignácio Ramonet.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16175&boletim_id=599&componente_id=10070

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6. O adeus a Mercedes Sosa
Sem perder sua ligação com o folclore, música predominante do interior argentino, Mercedes Sosa circulou por diversos gêneros musicais, enfrentou a censura de ditadores e dividiu o palco em todo mundo com músicos de diferentes estilos e gerações. Centenas de fãs e personalidades fizeram fila do lado de fora do Congresso da Nação de Buenos Aires, onde a cantora foi velada até o meio-dia de segunda-feira. Homens e mulheres de todas as idades e com flores nas mãos esperavam pacientemente para dar seu último adeus à artista.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16176&boletim_id=599&componente_id=10072

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7. Entrevista com Margareth Rago As mulheres e a ditadura militar no Brasil
(IHU - Unisinos)
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=41816&lang=PT

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8. A Guerra no Século XXI ou a terceirização da guerra
Em entrevista ao jornal argentino Página 12, Dario Azzelini, pesquisador italiano das novas guerras, defende que "a guerra não é mais para instalar outro modelo econômico; ela é o modelo". "O sentido da guerra mudou. Tradicionalmente era para trocar as elites e o controle das economias, ou introduzir outro modelo de domínio econômico ou político. Agora, em muitos casos as guerras são permanentes. Não se faz a guerra para implementar outro modelo econômico, mas a guerra mesmo é o mecanismo de lucros", afirma o historiador. > LEIA MAIS http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16184&boletim_id=600&componente_id=10086

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9. Os 12 de "O Globo" e os "pelegos" da UNE
Uma dúzia de alunos de escolas particulares da Zona Sul do Rio, "apartidários" e "apolíticos", lançam um "novíssimo movimento estudantil" pela reforma do ensino. Os leitores, eu e a torcida do Flamengo temos visto muitas fraudes no passado recente. Sabemos que às vezes elas nascem assim. Por que uma dúzia de moças e rapazes bonitos e bem vestidos, do Leblon, Ipanema, Gávea e adjacências, tornam-se notícia dessa forma em “O Globo” - quase sempre amplificada depois por outros veículos audiovisuais do mesmo império Globo de mídia? O artigo é de Argemiro Ferreira.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16181&boletim_id=600&componente_id=10087








NOTICIAS

1. Encaminho para conhecimento e solicito divulgar. Inscrições para o Mestrado em Gestão Integrada do Território da Univale (recomendado pela CAPES).

Área de Concentração: Estudos Territoriais
Linha de Pesquisa: 1) Território, migrações e cultura; 2) Território, sociedade e saúde.
Número de vagas: 20
INSCRIÇÕES: Até 30 de outubro de 2009
EDITAL disponível em www.univale.br
Informações: (33) 3279.5577 - 3279.5567
E-mail: territorio@univale.br

Público Alvo: Graduados das Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas, Letras e Artes, Ciência Exatas e da Terra, Engenharias, Ciências Biológicas, Ciência da Saúde e Ciências Agrárias, que atendam ao edital de seleção.

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Brasil, Corpo e Alma
Em parceria com a Casa do Saber do Rio de Janeiro, a Revista de História da Biblioteca Nacional oferecerá o curso Brasil, Corpo e Alma, Grandes Temas da Identidade Nacional. A partir de outubro, cinco encontros semanais abordarão alguns marcos que definem a alma – e o corpo – do Brasil, evocando temas antigos que permanecem como referências indeléveis em nossas motivações e sentimentos atuais.
Coordenado por Luciano Figueiredo, editor da Revista de História, o evento contará com a presença de Luiz Fernando de Almeida, presidente do Iphan; Lilia Schwarcz, antropóloga da USP; Claudia Márcia, diretora do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular; Renato Lessa, cientista político do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj); e Santuza Cambraia, socióloga da PUC-RJ. Assinantes da revista ganham 15% de desconto no valor total do curso
Mais informações podem ser encontradas no site da Casa do Saber ou pelo telefone (21) 2227-2237. Assinantes da Revista ganham desconto na inscrição. Confira abaixo a programação resumida. Veja os detalhes em nosso site.
19 OUT PEDRA, CAL E SONHOS: A HISTÓRIA DO PATRIMÔNIO E SEUS RITMOS HOJE - Luiz Fernando de Almeida

26 OUT AS ARTES DO POVO BRASILEIRO - Claudia Marcia Ferreira

09 NOV RAÇA - Lilia Moritz Schwarcz

16 NOV TRADIÇÕES POLÍTICAS - Renato Lessa

23 NOV MÚSICA BRASILEIRA - ORIGENS E DESDOBRAMENTOS
Santuza Cambraia Naves

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