Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

17.1.07

Número 074


EDITORIAL

Com muitas atribulações pessoais, este número do Boletim ainda consegue sair com uma quantidade bem razoável de matérias, das quais se destacam as relativas à América Latina, nuestra América. A Nicarágua comparece em dois momentos. Em Falando de História, temos um apanhado da história daquele país até chegar à recente eleição, em que um Ortega modificado conseguiu a vitória. E em Nuestra América, uma entrevista com Ernesto Cardenal, sandinista da gema, que fala sobre este novo Ortega.
Mas o tema central do editorial devo a Leonardo Boff e suas preocupações ambientais. O meio ambiente, de uns tempos para cá tem ocupado bons espaços deste Boletim. E hoje é alçado ao editorial, graças a um importante artigo de Boff, publicado na Agência Carta Maior.

Leonardo Boff

Maldição sobre nossa geração?

A questão ambiental deveria preocupar os Governos, em especial o nosso que propõe o crescimento como meta central. Se não previrmos os desequilíbrios, nossos filhos e netos amaldiçoarão nossa geração, que sabia das ameaças e não evitou a tragédia anunciada. - 13/01/2007

Recebi por email, de várias pessoas... é a mais nova piada que rola na internet...Conselho de pai:


Filho, você vai cometer no Iraque o mesmo erro que eu cometi com a sua mãe nove meses antes de você nascer: não retirei a tempo...

FALAM AMIGOS E AMIGAS

1. Passo a vocês email enviado pela professora Mônica Liz e que interessa bastante àqueles que se dedicam à história das ciências, particularmente da Medicina.
Prezados amigos,
repasso divulgação de uma publicação sobre historia da medicina cujos artigos estão disponiveis na internet.
abraços,
Rita

Medical History

The January 2007 issue of the journal Medical History, Volume 51, Number1, has now been published, marking 50 years of the journal. To read thecontents of this issue free, and for free online access to other Centrepublications, please follow the link below, or, if possible, open theattachment above.

http://www.ucl.ac.uk/histmed/publications/medical-history/
Prof. Harold J. Cook

Director

Wellcome Trust Centre for the History of Medicineh.cook@ucl.ac.uk
Em tradução bem livre: se você quiser ler os artigos do volume 51 do Medical History, que estão postados para acesso livre, pois assinalam o 50° aniversário do mesmo. Basta acessar o link acima.

FALANDO DE HISTORIA

Passado de lágrimas, futuro incerto
Da fundação de León e Granada em 1524 à posse de Daniel Ortega na presidência em 2007, quase quinhentos anos de História de dominações e abusos de poder.
Latinautas*
>>VEJA ÁLBUM DE FOTOS>>
A História da Nicarágua, assim como de toda a América Latina, é a História contada pelos invasores, por aqueles que expropriaram nossa cultura e deram um novo valor ao tempo. Apagaram-se mais de 10 mil anos de civilizações indígenas ao sermos “descobertos” em 1492 por Cristóvão Colombo, fomos transformados em colônias subordinadas aos que nos revelaram ao mundo.

Nossa História é da desumana participação da Igreja, na sua cruzada de catequisar mediante repressão, violência e destruição de nossos deuses e nossos ídolos, impondo o monoteísmo. É a História do Papa Alexandre VI que publicou as bulas “Aeterni Regis”, “Eximiae Salvationes” e “Inter Caetera”, concedendo todas as terras “encontradas” aos reis católicos, convertendo os infiéis à nova Fé.

A História da Nicarágua é também a História dos povoamentos. Da fundação de duas cidades em 1524, chamadas León e Granada, e suas grandes riquezas obtidas por meio da agricultura e do comércio. Da agricultura produzida em territórios usurpados dos indígenas, e do comércio de escravos e tráfico de ouro. É a História da guerra civil entre estas duas cidades, sendo a primeira reduto dos liberais e a outra sede da ideologia conservadora. Lançadas aos quatro ventos convocatórias aos mercenários para participarem das lutas pelo poder, em 1885, William Walker - filibusteiro de profissão e estadounidense de nascimento - escutou-as e convocou 56 companheiros para estarem ao lado dos liberais. Em pouco tempo, já tinham vencido a guerra contra Granada. Nomeou-se presidente da Nicarágua, legalizou a escravidão e declarou o inglês a língua oficial deste país.

É também a História de Augusto Cesar Sandino, filho da mistura do sangue de um latifundiário e uma empregada da plantação: mais um ”ilegítimo” abandonado para ocultar os abusos de toda ordem praticados nestas vastas terras. Trabalhou desde muito jovem para poder sobreviver. Em Honduras (1921), foi empregado de uma empresa de processamento de açúcar. Na Guatemala (1923), trabalhou nas plantações da United Fruit e, no México, na Cerro Azul. Entrou em contato com organizações anarquistas e comunistas e tornou-se um resistente contra a ocupação dos Estados Unidos em território nicaraguense. Retornou ao seu país (1926) e iniciou sua luta guerrilheira contra os invasores. Formou um grupo de 30 homens e, com apoio de mulheres campesinas, instalou-se nas montanhas do norte da Nicarágua. Durante sete anos, combateu contra um exército de mais de 14.000 homens, dentre eles a Guarda Nacional da Nicarágua, assim como a Marinha dos EUA, conseguindo expulsá-los em 1933.

Sandino, num dia assinou os acordos de paz e, na madrugada seguinte, já estava morto. O mandante do assassinato foi o General Anastasio Somoza Garcia. Chefe Militar que contava com grande apoio dos EUA. Somoza assumiu o poder em 1936. Da noite para o dia, tornou-se o maior produtor de café, dono de enorme criação de gado e também proprietário de meios de comunicação e de diversas empresas estatais. O imperador da Nicarágua gostava tanto da sua imagem como de seus atos, merecia bustos assim como quadros com sua imagem espalhados por todo o país. Autocondecorou-se com Medalhas de Mérito, realizou festas para celebrar sua personalidade. Como passatempo, divertia-se matando índios e camponeses. Foi assassinado em 1956 e, como herança, deixou aos seus filhos o trono da Nicarágua. Foram mais de 23 anos de governos ditatoriais da família Somoza, com revogação da Constituição, privatização do Estado e um terremoto marcando seu longo trajeto.

O terremoto de 1972, que occoreu em Manágua, expôs ao céu todas as veias abertas da Nicarágua. Iniciaram-se ondas de revoltas e rebeliões populares. Logo foi decretada lei marcial que autorizava o genocídio e o terrorismo de Estado. A Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), organização guerrilheira fundada por Carlos Fonseca em 1962, com apoio de camponeses, trabalhadores urbanos e estudantes, aumentava suas forças e tornava-se um grande foco revolucionário de oposição à ditadura dos Somoza naquela guerra civil já em curso.

A vitória da frente sandinista

Em julho de 1979, os guerrilheiros da Frente Sandinista tomaram o poder. Com isso, forçaram Somoza a fugir para Miami e, depois, exilar-se no Paraguai.

Logo os sandinistas formaram um Governo de Reconstrução Nacional com o objetivo imediato de restabelecer a comunicação e reativar os principais órgãos estatais, destruídos durante os anos de guerra.

Os anos de utopia popular iniciaram-se com uma grande reforma agrária que expropriou os grandes latifundios e com um projeto universal de alfabetização. Diversos governos europeus realizaram projetos de colaboração na reconstrução da capital Manágua, devastada pelo terremoto e pela guerra. Cuba apoiou as novas políticas adotadas pela Nicarágua, recebendo estudantes para cursarem o nível superior.

O governo de Ronald Reagan, presidente dos EUA na década de 1980, no entanto, impôs um bloqueio econômico à Nicarágua, iniciando, em seguida, um financiamento a grupos armados antisandinistas que ficaram conhecidos como os “Contra”. Reagan disse que os contras são “nossos irmãos, combatentes pela liberdade, e devemos a eles nossa ajuda”. Assim, forjou-se uma situação em que as dificuldades financeiras do governo sandinista aumentavam na mesma proporção da inversão de capital estadounidense para manter os grupos paramilitares.

O dinheiro que patrocinou os “Contras” foi obtido pela CIA, mediante a venda de armas ao Irã e um grande tráfico internacional de cocaína. Por esta política, os Estados Unidos foram condenados pelo Tribunal Internacional de Haya por “uso indevido de força bruta”, o que, na prática, significa terrorismo internacional.

Em 1984, foram realizadas eleições na Nicarágua, da maneira mais transparente possível, supervisionadas por observadores internacionais. A vitória foi tranquila para a Frente Sandinista, liderada por Daniel Ortega. Mesmo assim, os EUA mantiveram tanto o bloqueio econômico como o apoio aos "contras".

Para manter as disputas entre combatentes e paramilitares, o governo sandinista teve que cortar gastos públicos, desvalorizar a moeda, fato que culminou com uma inflação que destrossou a economia nicaraguense. A escassez de produtos essenciais para a sobrevivência aumentava a cada dia.A desestabilização econômica, política e social fez com que a Frente Sandinista iniciase, em 1988, as primeiras reuniões para chegar a um Acordo de Paz com os “contras”.

Em 1990, ocorreram novas eleições. A união de diversos partidos de direita, encabeçados por Violeta Chamorro e uma grande política midiática de desqualificação de Daniel Ortega como terrorista, levou à derrota da Frente Sandinista.

Sucederam-se mais de 15 anos de governos neoliberais seguidores das cartilhas de Washington. Privatizaram as conquistas da Revolução Sandinista, trataram os movimentos sociais como questão de polícia, assinaram tratados de livre comércio com os Estados Unidos.

A nova vitória da frente sandinista: entre deus e o diabo

Em 2006, ocorreram eleições na Nicarágua e, com 38% dos votos, após ter perdido três eleições seguidas, Daniel Ortega reassume o posto presidencial. O contexto social não é mais o mesmo, assim como o partido FSLN. Foram 16 anos de mudanças internas na Frente Sandinista que dividiu o partido, distanciando-se assim dos ideais originais.

Ortega ganha as eleições com uma baixa aprovação, não alcançando os 40% de votantes. Abandonou, em sua campanha, as cores preto e vermelho da bandeira sandinista e utilizou cores mais “conciliadoras” como azul, amarelo e magenta. Expulsou do partido lideranças históricas e algumas outras se retiraram devido aos rumos que o partido tomava. Pessoas como Mónica Baltodano, Ernesto Cardenal, Gioconda Belli, Carlos Mejia Godoy, que ajudaram a construir o sandinismo, foram unilateralmente excluídas da Frente Sandinista.

Na campanha eleitoral, ouviram-se promessas de políticas sociais, de uma “revolução” pacífica, de mudanças profundas para melhorar as condições de vida dos mais pobres. Mas também se fortaleciam os pactos com os grandes empresários, donos dos meios-de-produção, e com as transnacionais. Prometeu-se de tudo para todos, num país de desigualdades profundas. Ortega recebeu apoio de Alemán, latifundiário, condenado a passar 20 anos em prisão domiciliar por desvio de dinheiro público. Obando, lider católico na Nicarágua que apoiou os atos selvagens que a ditadura Somoza aplicava contra os “insurgentes” sandinistas, inaugurou um posto de gasolina da Texaco - uma empresa transnacional conhecida por seus crimes contra os direitos humanos e devastação ambiental – e, ao entrar na loja de conveniências do posto, festejou: “parece que estamos no estrangeiro!”.

Nas eleições de 1990, realizava missas convidando os candidatos de direita e, nestas, citava passagens bíblicas inexistentes, afirmando que “nelas está dito” que é para nos “preocuparmos com pessoas que são como cobras. Podem estar num momento paradas e calmas, e logo nos atacam sem motivos nenhum”. O pacto para as eleições de 2006 entre Obando e Ortega mostrou claramente as mudanças ocorridas durante os 16 anos pós-revolução. Juntos, conseguiram aprovar a revogação do aborto terapêutico.

Mesmo assim, cartas de parabenizações foram enviadas ao Povo nicaraguense e a Ortega pela vitória deste grande movimento popular. Fidel Castro, Hugo Chávez, as FARC, políticos e entidades deram felicitações pela vitória da Frente Sandinista. Os próximos anos dirão para que lado Ortega conduzirá seu país.

(*) Latinautas é o apelido dado pela Carta Maior à equipe da expedição "Da América para as Américas", formada por Milena Costa de Souza, Pedro José Sorroche Vieira, Thiago Costa de Souza e Ligia Cavagnari. Eles atravessam as américas, passando por 17 países, percorrendo mais de 25 mil km em busca de uma identidade de resistência à hegemonia política, econômica e cultural exercida pelos EUA. Leia o especial LATINAUTAS, com a íntegra dos relatos e comentários sobre a expedição "Da América para as Américas". (Leia aqui)

BRASIL

1. Quando buchas de canhão são promovidas a generais
Fernando Soares Campos (www.novae.inf.br)

Marcola, PCC e "grupo de chefões de Bangu" são apenas a mão grande e suja das SSP’s, PM’s, políticos safados, imprensa sem-vergonha e outros cretinos. Servem ainda para alimentar a inconsciência da classe média idiotizada, que, à falta dos antigos bandidos românticos, teorizam sobre a rebeldia dos injustiçados, ao mesmo tempo em que faz o seu papel de vítima.

Saulo de Castro (SP) e Álvaro Lins (RJ) são muito mais perigosos que qualquer Beira-Mar ou Marcola.

"Essa barbaridade que aconteceu no Rio de Janeiro, não pode ser tratada como crime comum. Isso é terrorismo e tem que ser tratado com política forte e mão forte do Estado brasileiro. Aí já extrapolou o banditismo convencional que nós já conhecíamos, quando um grupo de chefes de dentro da cadeia consegue dar ordem para fazer uma barbaridade daquelas, matando inocentes. Foi uma prática terrorista das mais violentas que eu tenho visto neste país, e tem que ser combatida ." — presidente Lula, em discurso de improviso, em 1° de janeiro de 2007, dia da posse do seu segundo mandato.

Creio que, quando o presidente Lula falou de "terrorismo", ele não visou apenas os sujeitos que entram nos ônibus e os incendeiam, matando inocentes vítimas dessa guerra covarde, na qual os cabos são apresentados como generais. Qualquer pessoa com um mínimo de inteligência sabe que, aqui no nosso país, as chamadas "organizações criminosas" (ou "crime organizado") que a população consegue enxergar não passam de bodes expiatórios de uma elite criminosa que está muito além dos "grupos de chefes encarcerados".

Nenhum desses grupos ou indivíduos isoladamente eleitos pela mídia como "poderosos chefões", como se representassem o extremo, o máximo, a cúpula, entre os detentores do poder criminoso... pois bem, nenhum deles teria como agir se não contasse com a anuência do poder maior, aquele que não aparece; aliás, às vezes alguns de seus representantes aparecem "protestando" contra a violência, em muitos casos angariando votos, reclamando demagogicamente contra o degradante estado de violência que eles mesmos criaram e até "se comprometendo" em combatê-la. A população está pagando caro pela cretinice do crime politicamente organizado nos gabinetes, comandado por sujeitos insatisfeitos com as ações do NOVO Departamento de Polícia Federal, da nova estrutura de combate à sonegação de impostos, ao contrabando, ao tráfico de drogas, às práticas de corrupção nas instituições públicas.

Recentemente, com a Operação Tingüí, deflagrada no dia 15 de dezembro passado, a Polícia Federal desbaratou um esquema de policias do Estado do Rio de Janeiro envolvidos com o crime organizado. Mais de 70 policiais foram presos de uma só vez, o que, segundo o comandante-geral da Polícia Militar, foi a maior prisão de policiais na história da PMRJ. Concomitantemente, deflagrou-se a Operação Gladiador, resultado de investigações que duraram sete meses e acabaram por desmantelar um esquema de quadrilhas de caça-níqueis que agiam em diversos estados. Neste caso, escutas telefônicas revelaram que Álvaro Lins, eleito deputado estadual (RJ) e ex-chefe de polícia dos governos Garotinho/Rosinha, está envolvido até a medula com a máfia dos bingos eletrônicos. Os grampos mostraram o ex-chefe de polícia agradecendo a um dos cabeças do bando: "Estou ligando para agradecer aí a ajuda, a torcida, todo o trabalho de vocês. Continuamos juntos, vamos em frente que tem muito trabalho ainda". Álvaro Lins foi eleito com mais de 100 mil votos. Resta saber se, de ex-chefe de polícia, ele passa a representante do crime organizado na Assembléia Legislativa.

O que vem ocorrendo no Estado do Rio de Janeiro é terrorismo sim! Mas não parte dos idiotas que são usados para fazer o trabalho sujo. Muito menos se origina dentro das penitenciárias, como estão tentando fazer a população acreditar. Não foram os que estão nas penitenciárias que ordenaram a chacina da Candelária, de Vigário Geral, da Baixada e tantas outras. Também não se pode afirmar que os executantes são os principais ou únicos responsáveis, não se pode dizer que agiram por conta própria. Nenhum desses grupos tem autonomia para realizar tamanhas barbaridades. Claro que eles se acham os donos da cocada preta, mas não é qualquer chefete do tráfico de drogas que sabe de onde partem as ordens; os verdadeiros cretinos se protegem, e os buchas são queimados; a população entra com o sangue derramado.

O presidente Lula disse: " Aí já extrapolou o banditismo convencional que nós já conhecíamos, quando um grupo de chefes de dentro da cadeia consegue dar ordem para fazer uma barbaridade daquelas, matando inocentes".

Como eles "conseguem"?!

Esse grupo de grupo de chefes dentro da cadeia" está para o Rio, assim como PCC e Marcola estão para São Paulo.

Em depoimento à CPI do Tráfico de Armas, Marcos William Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC, a facção paulista a serviço do verdadeiro crime politicamente organizado, declarou: "Fui criado por determinadas pessoas, agindo de má-fé para ter um bode expiatório. E cada vez que as coisas dessem errado e eles não soubessem como controlar e a quem punir, tinha lá o Marcola".

E ainda completou: "É muito fácil ter um cara igual a mim. Se eu fosse político, eu ia arrumar um Marcola também. Se eu fosse um governador, ter um Marcola, não é bom, não? A segurança pública tá um caos, a culpa é do Marcola!". (*)

A quem as autoridades responsáveis pela segurança pública e a imprensa serviçal querem tratar como "burro": a população em geral, ou "um grupo de chefes de dentro da cadeia"? A imprensa e as autoridades sabem que os chefes do tráfico não são burros, portanto sabem muito bem que eles não dariam ordem para aterrorizar a população da maneira como supostamente esses grupos estariam fazendo. Nunca deram, nem no Rio nem em São Paulo. As ordens dos chefes de grupo sempre foram em relação a intrigas internas, ou às rebeliões nos presídios (estas sempre negociadas com os politiqueiros pendurados nas secretarias de segurança, às vezes até ordenadas por estes).

Lembremo-nos de um dos mais famosos chefes do tráfico de drogas nas favelas mandando executar, de dentro de um presídio, através de telefone celular, quem descumpriu o regulamento da boca. Ordens que foram cumpridas, e os estampidos das armas que efetivaram as execuções foram transmitidos em rede nacional de televisão. Aquilo foi usado para impressionar a população e até hoje serve para dar uma aparência de que todo o terrorismo que ocorre nas ruas possa vir de dentro das cadeias e seja debitado na conta dos chefes do varejo do tráfico de drogas. Os cabeças do crime politicamente organizado, engravatados nos gabinetes, mandam toda barbaridade pra cima dos chefes presos. Aliás, é exatamente por isso que os chefes do varejo do tráfico estão na cadeia: para servirem de bucha ao maldito sistema de (in)segurança pública, o terrorismo.

Então só resta entender que imprensa e autoridades consideram a população burra. Não, isso também eles sabem que não é. Mas sabem que é apenas mal informada. Pra eles é o suficiente.

A inveja, o despeito, o ódio, sentimentos que muitos canalhas nutrem contra o presidente Lula, são algumas das armas dos seus inimigos. Inveja do seu carisma, de ver que sua autenticidade política não depende de formação acadêmica e até desmistifica o conceito de que somente os letrados poderiam exercer o poder institucional; despeito por acreditarem que um ex-retirante da seca nordestina, indivíduo de origem paupérrima, ex-operário ainda com características de homem do povo, tenha lhes "usurpado" um lugar que a eles pertence por pretensioso direito "hereditariamente natural". Isso já seria suficiente para explicar o ódio que essa gente vem nutrindo pelo presidente Lula, porém existem outras razões mais objetivas para explicar esse rancor.

Para desqualificar a competência do governo Lula, a oposição pode interpretar todos os números, planilhas, indicadores econômicos, sociais e o que bem mais entender, usando linguagem técnica, científica, chula, coloquial, ou como bem lhe convier. Superávit vira déficit, política social vira populismo, investimentos viram gastos... mas eles se calam e enfiam o rabo entre pernas quando o assunto é Departamento de Polícia Federal e sua atual operacionalidade.

No governo FHC do PSDB, no qual o PFL não passava de esquadrão lambe-botas, o verdadeiro crime organizado não tinha o que temer. As máfias enclausuradas nas mansões à beira-mar e nos jardins paulistanos, ou turistando mundo afora, se mantiveram intocáveis. FHC quase fechou as portas dos principais setores da PF, que, em seu governo da impunidade, mal servia para expedir passaporte. A média de prisões efetuadas pela Polícia Federal no governo FHC foi de apenas 27 por ano. Num país com as dimensões do Brasil, acho que isso representa um índice abaixo do que pode ter ocorrido, por exemplo, no Haiti.

Antes do governo Lula, a gente conhecia a guerra do tráfico como uma guerra de facções pelo domínio das bocas, principalmente nos morros cariocas. Traficantes de varejo de drogas nunca gostaram de se meter com a população, exceto em casos isolados e que ocorriam sem que nem mesmo as populações não faveladas viessem a tomar conhecimento. Agora está se tornando banal o ataque de "traficantes" contra as pessoas em geral. Observe que os policiais vitimados são, geralmente, elementos exemplares da corporação, sempre em postos que não se relacionam diretamente com o combate ao crime organizado. Os presos nunca são apresentados à imprensa, fala-se apenas em suspeitos, indivíduos que tinham passagem pelas delegacias, certamente pequenos varejistas de drogas, ladrões de carro, assaltantes de ônibus, coisas assim. Nenhum nome de expressão no submundo do crime (no Jornal Hoje de hoje, 4/1, exibiram as fotos de alguns "suspeitos", todos pés-de-chinelo).

Enquanto isso, as operações da Polícia Federal continuam incomodando os verdadeiros chefões, tanto que, quando passou a pegar a raia graúda, esta vem tentado passar a bola para os peixinhos de aquário e piabas de cacimba. Para quem quiser conhecer a verdadeira origem do ódio das elites criminosas ao presidente Lula, deixo alguns links do site do Departamento de Polícia Federal. A leitura das sinopses de centenas de operações e milhares de detenções realizadas contra o crime organizado no Brasil durante o primeiro mandato do presidente Lula pode ser gratificante. Garanto que isso dará uma idéia mais precisa do motivo pelo qual a oposição tem pressa em tomar de volta o poder institucional. Pelo visto, se não lograrem êxito, urgentemente, arriscam-se a perder cada vez mais o poder criminal.

Departamento de Polícia Federal Operações realizadas 2006 http://www.dpf.gov.br/DCS/Resumo_OP_2006.htm

Operações realizadas em 2005

http://www.dpf.gov.br/DCS/Resumo_OP_2005.htm

Operações realizadas em 2003 e 2004

http://www.dpf.gov.br/DCS/Resumo_OP_2003-2004.htm (*) http://www.lainsignia.org/2006/agosto/ibe_045.htm

2. Governo excluiu técnicos do Metrô da fiscalização das obras

Sindicato dos Metroviários denuncia que governo paulista atendeu à reivindicação das empreiteiras e, na licitação das obras, determinou que as próprias empresas fiscalizariam a construção da Linha 4. Para os metroviários, contrato respondia ao projeto da privatização do sistema de transporte por meio da Parceria Pública Privada (PPP), cujo consórcio vencedor reúne empresas responsáveis pela obra, como Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht
Renato Godoy de Toledo,da Redação

O acidente nas obras da linha 4 do Metrô de São Paulo, na sexta-feira (12), que vitimou oito pessoas (duas delas já encontradas sem vida, as demais permanecem desaparecidas), pode ter sido resultado de um processo que vem sendo denunciado há muito pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo.
O consórcio Via Amarela, formado pelas empreiteiras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, venceu em 2003 uma licitação aberta pelo governo estadual, então liderado pelo tucano Geraldo Alckmin. A licitação, que permitiu ao consórcio executar as obras da linha 4 do metrô, foi feita no sistema "turn key", no qual a contratada é responsável por todas as etapas da obras. Sendo assim, o consórcio acumula as funções de execução da obra e de fiscalização, tanto técnica quanto financeira.
Desde sua fundação em 1968, esta é a primeira obra do Metrô em que o corpo técnico da empresa foi completamente alijado do processo. "Nossos técnicos têm reconhecimento internacional. Antigamente, a empreiteira era contratada e os técnicos do Metrô acompanhavam, dando aval ou não sobre os avanços da obra. Agora, somente quando as obras estiverem concluídas é que os técnicos terão acesso à sua estrutura", diz Manuel Xavier, diretor de comunicação do Sindicato dos Metroviários.
Xavier afirma que as empreiteiras costumavam se queixar do rigor dos técnicos do Metrô. "Eles trabalham com a lógica do mercado, evidentemente, querem o lucro, então tentam concluir tudo o quanto antes e com o menor custo", conclui Xavier.
Para o Sindicato, o processo de licitação para a execução da obra está vinculado com a licitação que prevê a exploração da Linha 4 pela iniciativa privada, por meio do regime da Parceira Público-Privada (PPP). O consórcio vencedor é composto por grupos nacionais e estrangeiros e inclui a participação de empreiteiras que também são responsáveis pela obra, como a Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht.
A exploração da linha 4 do Metrô por empresas privadas foi alvo de mobilização da categoria dos metroviários, contrária à privatização do sistema de transporte." O Metrô, e os demais transportes, são um bem público. Não podem ser submetidos à lógica do mercado", defende o dirigente sindical.

Tragédia anunciada

Outra obra do Metrô em andamento, a ampliação da linha 2 (que liga a Vila Madalena, Zona Oeste, ao Alto do Ipiranga, na Zona Sul), está sendo feita no sistema "antigo" de parceria, em que os técnicos orientam os funcionários da empreiteira. Nessa obra, nenhum acidente foi registrado, ao passo que na linha 4, sem contar o desabamento da última sexta-feira, já ocorreram dezenas de acidentes, com 11 operários feridos e um morto.
"Em março de 2005, quando ocorreram os primeiros acidentes, pedimos uma audiência pública na Assembléia Legislativa de São Paulo para que o governo estadual e a direção da Companhia do Metropolitano (Metrô) explicassem o porquê de tantos acidentes, mas ambos acharam que a questão não era relevante", denuncia Xavier.
Após os primeiros acidentes, o sindicato pediu ao Ministério Público que investigasse as causas. As investigações foram iniciadas, mas, segundo Xavier, "não foram ágeis o suficiente para evitar a tragédia da última sexta-feira". Com o início das obras, algumas casas nas imediações do bairro de Pinheiros (Zona Oeste), sofreram afundamentos, rachaduras e até desabamentos parciais.
Cientes disso, no dia 28 de abril de 2006, os deputados estaduais Simão Pedro (PT) e Nivaldo Santana (PcdoB) enviaram à Procuradoria Geral da Justiça de São Paulo uma representação para a imediata apuração dos "danos à ordem urbanística", que colocavam em "risco a segurança, integridade física, saúde e vida" dos moradores da região
. (www.brasildefato.com.br)

3. Como enganar um sem-terra (José de Castro)

http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=510


NUESTRA AMERICA

1. Víctor M. Quintana S.

Luta indígena

Os movimentos dos povos indígenas da América do Norte e da América Central abriram 2007 articulando pautas para disputar o poder político e fazendo a defesa de suas terras e de suas práticas agrícolas. - 12/01/2007

2. ENTREVISTA - ERNESTO CARDENAL

As faces do sandinismo

"Ortega é falsamente de esquerda. Tem traído a esquerda, tem traído os princípios da Revolução, tem traído o sandinismo, tem traído o Sandino e o povo da Nicarágua", desabafa o poeta nicaraguense, um dos pioneiros da Teologia da Libertação. > LEIA MAIS Arte & Cultura 12/01/2007

3. O papel já não serve nem para embrulhar peixe - Fernando Soares Campos (da Novae)

Hoje, mais que em outras épocas, quando se referem à liderança do Brasil na América do Sul, a gente pode perceber que tratam de pintar a imagem do presidente Lula como se este fosse obrigado a fazer o papel de "manager" de Washington para questões sul-americanas, e o nosso país representasse uma espécie de sucursal de Wall Street, ou do Pentágono, da CIA. http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=508

4. O Mercosul visto da Argentina (Maurício Santoro) (da Novae) http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=512

INTERNACIONAL

1, Dando prosseguimento a uma série de reportagens sobre a África, Renato Rovai nos apresenta Moçambique, no site da revista Fórum.
A alegria de saber que Moçambique existe
por Renato Rovai

Não seria o caso aqui de ficar apresentando justificativas para o ainda enorme analfabetismo do país. Tampouco para a situação caótica do sistema médico, das vias de transporte e da limpeza pública. Mas evidentemente que um país não se constrói em 10 anos, principalmente depois de ter sido espoliado por mais de um século, num modelo de colonização que tinha por objetivo retirar o máximo para enviar para o império, não se preocupando com o desenvolvimento local.
leia mais

2. A Guerra do Petróleo – leia em www.tamoscomraiva. blogger.com. br

3. Boaventura de Sousa Santos

O Espectro de Saddam

A vingança de Saddam é ele ser um ditador sanguinário com o direito, conferido pelos seus algozes, a ser reclamado por muitos como herói ou mártir. Por isso, não é por Saddam que os sinos dobram. Os sinos dobram pelo Ocidente bushiano. - 15/01/2007

4. União Européia deve assumir liderança mundial na luta por direitos humanos

Estudo anual divulgado na última semana afirma que, diante da perda de credibilidade do Estados Unidos, os países europeus devem atuar para recolocar a pauta dos direitos humanos como prioritária no cenário internacional. > LEIA MAIS Direitos Humanos 15/01/2007


NOTICIAS

25/01 - Quinta-feira - 20h30- A Cantora Careca - Teatro

Chega a Nova Lima, no dia 25, o espetáculo “A Cantora Careca”, do dramaturgo romeno Èugene Ionesco, um dos representantes do Teatro do Absurdo. Montada pelos gaúchos do Grupo Teatro Estúdio de Porto Alegre e dirigida Ramiro Silveira, a peça conta os divertidos absurdos que surgem das relações de dois casais, um bombeiro e uma empregada quando todos se encontram numa casa próxima a Londres. “A Cantora Careca” integra a Caravana Funarte Petrobrás de Circulação Nacional, projeto que desde 2004 apóia a circulação de espetáculos artísticos por vários estados brasileiros. Além da peça, a companhia Estúdio de Porto oferecerá gratuitamente uma oficina voltada para alunos de Teatro, com o tema “O Jogo e o Movimento no Trabalho do Ator”. Serão disponibilizadas 20 vagas e as inscrições podem ser feitas através do telefone 3542-5949.
Promoção: Funarte

INGRESSOS: R$10,00(inteira) - R$5,00(meia)


LIVROS E REVISTAS

1. Revista Espaço Acadêmico
Revista Mensal - Nº 68 - Janeiro de 2007 - ANO VI - ISSN: 1519.6186

colunistas_
Arquitetura de Software – sobre a importância do reuso
Antonio Mendes da Silva Filho

Política, Literatura e Educação
Antonio Ozaí da Silva & Walter Praxedes

Mortos Sem Sepultura e o olhar de O Ser e o Nada
Celuy Roberta Hundzinski Damasio

Ocasiões e cerimoniais natalinos
Eva Paulino Bueno

Ciência, tecnologia e governabilidade no binômio emprego/desemprego (II)
Henrique Rattner

Embratur omite a verdade, sobre a história do turismo: faz leitura “politicista” dos fatos
João dos Santos Filho

Previsões para o ano da graça de 2007: sempre otimista quanto à sua impossibilidade
Paulo Roberto de Almeida

A publicidade infantil é ética?
Raymundo de Lima

O ocaso dos partidos
Rudá Ricci

colaboradores_
ambientalismo
Educação Ambiental: uma oportunidade para o desenvolvimento sustentável e democrático no Brasil
Rosângela Angelin

educação
As influências do lazer no processo de aprendizagem
Jéssika Paiva França

história
Trajetórias e Carreiras Militares no Contexto do Império Português: Promoções e Conflitos nos Atos Eleitorais para Postos dos Corpos de Ordenanças. Comarca de Vila Rica, 1735-1777
Ana Paula Pereira Costa
historiografia
Biografia e historiografia: contribuições para interpretação do gênero biográfico na Antiguidade
José Petrúcio de Farias Junior

Mercadores do imaginário
Nanci Valadares de Carvalho

intelectuais & política
A solidão dos intelectuais: entre a moralidade e o compromisso
Edison Bariani

mitologia & leitores
Mitologia Grega para a formação do leitor universitário
Kenia Maria de Almeida Pereira

política
O PT e o extravio ético

política internacional
A guerra contra o terrorismo e o respeito à dignidade humana
Celma Tavares

Pavana para tiranos defuntos
Esther Kuperman

psicologia da educação
Formação humana, imagens formadoras, educação e sociedade: continuidades e rupturas
Neli Klix Freitas

saúde & sociedade
Moda, anorexia e bobas da corte
Jorge Antunes

resenhas & livros_
Palmares, ontem e hoje
Adelmir Fiabani
[FUNARI, Pedro Paulo & CARVALHO, Aline Vieira de. 2005. Palmares, ontem e hoje. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 75 p. ]

Brincando de Deus
Adriana Dantas Reis Alves
[DARNTON, Robert. Os dentes falsos de George Washington: um guia não convencional para o século XVIII. São Paulo: Companhia das Letras, 2005]

A sociedade de consumo pode gerar sustentabilidade e atores sociais
Aloísio Ruscheinsky
[PORTILHO, Fátima. Sustentabilidade ambiental, consumo e cidadania. São Paulo: Cortez, 2005, 255p.]

Escravidão, resistência e consciência no norte do RS
Mario Maestri
[DARONCO, Leandro Jorge. À sombra da Cruz: trabalho e resistência servil no noroeste do Rio Grande do Sul. Passo Fundo:
Ed. Universidade de Passo Fundo, 2006 (291p.)]

BAZZO, Ezio Flavio
Entre os gritos do carcará e a desfaçatez da raça humana
Brasília/DF: Bucentauro Publicadora, 2006 (159p.)
Pedidos:
eziob@yawl.com.br
>>> leia sobre o livro >>>

BERTONHA, João Fábio.
Geopolítica e relações internacionais na virada do século XXI: uma história do tempo presente. Maringá-PR:
Eduem, 2006 (241 p.)
email:
eduem@uem.br

2. REVISTA HISTÓRICA Nº 18

www.historica.arquivoestado.sp.gov.br

A idéia de História e Civilização na Revista Nitheroy - Lílian Martins de Lima http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/materia01/

O corpo e as mazelas do corpo: aprendendo pelo olhar - Alfredo César da Veiga http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/materia02/

Ferroviários e Tenentes entre 1932 e 1934 - Adalberto Coutinho de Araújo Neto http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/materia03/

Imagens de uma época: Luiz Carlos Prestes http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/imagemepoca/

3. A edição de janeiro da revista Fórum traz um especial com a história do Fórum Social Mundial contada desde o seu surgimento em 2001, na cidade de Porto Alegre. Neste número, você poderá ler entrevistas e depoimentos de personalidades que fazem parte do processo do FSM como José Saramago, Oded Grajew, Eduardo Galeano, Rigoberta Menchú, Edgardo Lander, Joseph Stiglitz e Tariq Ali.

SITES

1. Conheça o mais novo serviço de NOVA ESCOLA ON-LINE para você, caro leitor. O Webnotícias é uma seleção de reportagens, editoriais, artigos e especiais sobre Educação veiculados na internet. Mantenha-se atualizado acessando diariamente o site de NOVA ESCOLA. Visite a página.
Os destaques da semana são:
Ministro anuncia mudanças no Brasil AlfabetizadoA partir de agora, a alfabetização de jovens e adultos será feita por professores das redes públicas estaduais e municipais, e não mais por alfabetizadores leigos. O ministro da Educação também adiantou que haverá aumento dos recursos. (MEC, em 11/01)
Governo quer 'máquina de camisinha' nas escolasEscolas públicas deverão ter um equipamento de distribuição gratuita de camisinhas no estilo 'máquina de refrigerantes'. Já foi solicitada a criação de um protótipo pelos Ministérios da Saúde e da Educação. (Folha de S.Paulo, em 11/01)
Filho de Portinari quer levar obra do pai a escolasEm um encontro com o ministro da Educação, o professor da Universidade Católica do Rio de Janeiro João Cândido Portinari, filho do pintor, propôs distribuir às escolas públicas brasileiras um catálogo que reúne todas as obras de Portinari. (Terra, em 09/01)
Veja lista de todas as reportagens da semana.

2. O site de cultura do Governo Federal oferece programações de vários estados e cidades do país, além de descrições de projetos, fóruns de discussão e notícias do Ministério da Cultura.

FILMES HISTORICOS

151. A Caminho de Kandahar - Fundamentalismo religioso (Afeganistão)

152. A Outra História Americana - Neonazismo - EUA

153. Skin – A força branca - Neonazismo - EUA

154. Tolerância Zero - Neonazismo

155. O Ódio - Neonazismo - Europa anos 90

156. Capitães de Abril - Revolução dos Cravos – Portugal/1974

157. O Violino Vermelho - Trajetória de um violino através do tempo

158. Forrest Gump - Visão panorâmica do Séc. XX

159. Nós que aqui estamos, por vós esperamos - Visão panorâmica do Séc. XX

160. A Casa dos Espíritos - América Latina – séc. XX *

161. No Tempo das Borboletas - América Central – séc. XX (Rep. Dominicana) ***

162. A História do Mundo - Parte I - Sátira sobre vários períodos ***

163. Hans Staden - Brasil – séc. XVI **

164. O Guarani - Brasil – séc. XVI *

165. Como Era Gostoso O Meu Francês - Brasil – séc. XVI (Franceses no Brasil – 1594) **

166. Quilombo - Quilombo de Palmares **

167. O Judeu - Inquisição em Portugal e no Brasil **

168. A Missão - Tratado de Madri/ Missões Jesuíticas ****

169. Brava Gente Brasileira - Conflitos entre portugueses e indígenas – séc. XVIII ****

170. Xica da Silva – Minas Gerais Século XVIII **

171. Os Inconfidentes - Inconfidência Mineira ***

172. Tiradentes - Inconfidência Mineira ***

173. Carlota Joaquina - Período Joanino ***

174. Anahy de Las Missiones - Guerra dos Farrapos ***

175. Netto Perde Sua Alma - Guerra dos Farrapos ***

176. Ana Terra - RS - século XIX *

177. A Paixão de Jacobina - Guerra dos Mukers (RS – 1874) **

178. Mauá – O Imperador e o Rei - II Reinado ****

179. O Quatrilho - Imigração italiana - RS *

180. Policarpo Quaresma - República da Espada (Brasil) ***

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