Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

3.10.07

Número 108




EDITORIAL

Atenção: Semana que vem estarei participando do Seminário Perspectivas do Ensino de História, que se realizará em Natal, de 10 a 14. Portanto, não sei se terei condições técnicas de elaborar o Boletim na data prevista. E mesmo que haja computador disponível no hotel ou na Universidade, não será possível avisar a todos da publicação. Peço, portanto, que na quinta feira, dia 11, vocês acessem o link do boletim para ver se há novidades. Caso não haja, dia 17 estarei de volta com as notícias do Seminário.


Semana passada discutimos aqui a polêmica do ataque inquisitorial sobre um determinado livro didático, acusado de ser “ideológico”. Volto hoje ao assunto, porque, em vez de a questão estar encerrada pelo simples fato de que o referido livro NÃO FOI APROVADO pelo Mec e, portanto, NÃO ESTARÁ SENDO ENVIADO para as escolas públicas, a questão ficou mais complexa.
Ontem fiquei sabendo que o Inquisidor-mor (ele mesmo, o Kamel, da Globo) voltou suas baterias para um outro livro didático, da Editora Moderna, com a mesma acusação: é ideológico.
Há aqui algumas questões muito sérias a serem discutidas.
1. O conceito de “ideológico” utilizado pelos críticos é, no mínimo, parcial. Por ideológico eles entendem única e exclusivamente os textos e livros que supostamente estariam fazendo elogios ao antigo bloco socialista. Suponhamos que haja um livro que faça elogios ao mundo capitalista, ao processo de globalização, ao neoliberalismo. Este livro também não seria ideológico? Não deveria ser criticado por assumir essa postura? Mas sabemos que caso este livro exista ele será elogiado, e, em nenhum momento será tachado de ideológico. Ou seja, o capitalismo, a globalização, o neoliberalismo não andam nas trilhas ideológicas. Eles foram naturalizados, passam a fazer parte da natureza e, portanto, não são históricos, não foram construídos historicamente. Estão dados e devem ser aceitos como tal. Ideológico, portanto, é tudo aquilo que, de uma forma ou de outra, se posicione contra o NATURAL. Seria cômico se não fosse trágico....
2. A revista Carta Capital dedicou sua matéria de capa desta semana à questão. É uma matéria que todos os professores deviam ler, pois contêm dados e informações preciosas para quando o professor escolher seu livro didático. Infelizmente, sabemos que o processo de escolha, tanto nas escolas privadas como nas públicas, em boa parte não se dá como deveria. Como deveria? Os professores deveriam pegar todos os livros, examinar com atenção as propostas metodológicas para ver qual está mais adequada ao seu programa e aos seus objetivos. Infelizmente, sabemos que – ainda – boa parte dos professores transforma o sumário do livro em seu programa, os objetivos sugeridos no Manual do Professor em objetivos que serão colocados num plano exigido pela supervisão, mas que jamais serão cumpridos, porque, via de regra, ninguém se lembra do que foi que enviou para os canais competentes da burocracia escolar.
No mais, corroborando um pouco o que escrevemos aqui na semana passada, a chamada de capa da Carta Capital é bem esclarecedora: LIVROS DIDÁTICOS – CIFRÕES E IDEOLOGIA – Por trás da polêmica do livro acusado de pregar o comunismo, rusgas e manipulações em um mercado de 560 milhões de reais bancado pelo governo.
3. Parece, portanto, que a campanha inquisitorial pode ter dois ou três objetivos:
a) abocanhar esses milhões para os livros da empresa do inquisidor
b) dentro da ideologia (ops!!!) neoliberal, combater o plano do governo de distribuir livros às escolas públicas, ou seja, enfatizar que a participação do governo na educação precisa ser diminuída, para que a iniciativa privada a substitua
c) a campanha está orquestrada como disse o César Maia: não podemos deixar de atacar o governo nem uma semana...tudo deve ser usado para desmoralizar o Lula, para que a opinião pública finalmente se volte majoritariamente contra ele.

De qualquer forma, há sinais evidentes de que existe alguma coisa no ar além dos aviões de carreira... e como diz o Guinzburg, o bom historiador deve ficar atento a esses sinais....
Abaixo, mais um artigo contra livros distribuídos às escolas do Paraná. Curiosamente, o Grupo Positivo, que anda tendo um sucesso enorme com suas publicações didáticas, tem sua sede naquele estado...

Livro didático chama esporte de mecanismo burguês
Susan CruzDireto de Curitiba
Um livro didático distribuído pelo governo do Estado do Paraná virou alvo de uma polêmica por supostamente conter material ideológico em suas páginas. Surpreende o fato de que até no capítulo dedicado à Educação Física, esse tipo de conteúdo esteja presente. "O esporte escolar atende anseios do mercado consumidor, fortemente ligado ao ideário do sistema capitalista", lê-se em um dos trechos. A obra é distribuída gratuitamente para todas as escolas da rede pública estadual de ensino.

A ONG Escola Sem Partido, que tem sede em Brasília, está lutando ao lado de pais e estudiosos para retirar das escolas este e outros livros didáticos que conteriam teor ideológico. É o caso também de Nova História Crítica - 8ª série, de Mário Schmidt, publicado pela Editora Nova Geração. Em nota, a editora afirma que os professores possuem autonomia para escolher qual livro utilizar dentro de sala de aula. Segundo informações do comunicado, cerca de 50 mil professores teriam optado pelo livro como a melhor coleção de História.
Em entrevista ao Terra, o advogado Miguel Nagib disse que criou a organização em 2004 após ler os livros didáticos dos seus filhos e identificar conteúdo ideológico no material didático da área das Ciências Sociais. "Afirmações do tipo: 'na sociedade capitalista quase todos trabalham para gerar riquezas, mas apenas uma minoria burguesa se apropria dela' estão presentes em todos os livros didáticos a partir da 8ª série", afirma.
Para Nagib, a presença de conteúdo ideológico nos livros didáticos é só um aspecto do problema. Ele defende que a instrumentalização do conhecimento afeta o ensino como um todo, principalmente a atuação do professor em sala de aula. "A visão crítica adotada por muitos professores só tem servido para estigmatizar os adversários ideológicos da esquerda, produzindo um enfoque parcial, distorcido e preconceituoso de todos os fenômenos que não se identifiquem com a tradição revolucionária, anticapitalista e anti-religiosa", dispara.
Educação Física burguesa
No Paraná o caso vai além de História e Geografia. A disciplina de Educação Física explorou o tema do esporte no Livro Didático Público (distribuído para a rede estadual). Nagib destaca o capítulo que aborda o esporte como mecanismo burguês. "O esporte escolar atende anseios do mercado consumidor, fortemente ligado ao ideário do sistema capitalista", traz o capítulo 3 do livro.
Segundo Nagib, o texto merece críticas. "Ou seja, para ele (o autor), a classe dominante usa o esporte de competição para incutir nas pessoas valores úteis ao capitalismo, como o respeito às regras, o espírito de equipe, a vontade de vencer, etc. Mostra que a classe dominante é tão má, que não hesita em usar uma coisa boa e pura como o esporte para satisfazer seus próprios interesses. E quais são esses interesses? Ganhar dinheiro! Ah, não! Isso não pode. Ganhar dinheiro é crime.", ironiza.
O professor é quem manda
A professora de Pedagogia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Elisa Dalla Bona, defende que os professores não podem ser "escravizados" pelos livros. "O professor qualificado possui apenas mais de um material. Eu desconheço algum livro didático que seja merecedor de ser seguido à risca. O bom professor pode, inclusive, criticá-lo", afirma.
Dalla Bona diz que outro fator importante é a imposição da escolha do livro didático. "Você escolhe o que lhe é ofertado, dentro de uma lista. Estamos lutando para que o professor possa escolher o livro que deseja trabalhar, junto com a equipe de sua escola. Uma vez selecionado, é apenas mais um recurso. O professor não pode ficar agarrado ao livro. Deve seguí-lo como um roteiro, um apoio, mas não o único".
O psicólogo Perci Klein também apóia a figura do professor "independente". "Não importa a ideologia apresentada, o professor é quem detém o conhecimento, e a figura dentro de sala que representa isso. Dependendo da maneira que ele atua, pode induzir o aluno", explica.


FALAM AMIGOS E AMIGAS

1. De Portugal, Adriana Almeida me envia esta noticia, que não deixa de ser preocupante:
Lisboa: jovens vandalizam cemitério judeu

Dois indivíduos, um de 16 e outro de 24 anos, foram detidos terça-feira, pelas 22:50, por terem vandalizado 12 campas no cemitério judeu de Lisboa, informou o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.
De acordo com a mesma fonte, os dois indivíduos, que acederam ao cemitério «saltando o muro» que o rodeia, foram hoje presentes ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, não se sabendo até ao momento a medida de coacção aplicada.
A Comunidade Israelita de Lisboa confirmou que foram vandalizadas terça-feira duas dezenas de túmulos no Cemitério Judaico de Lisboa, em cujas lápides «foram cravadas suásticas nazis».
Para os signatários do comunicado, trata-se de «um crime contra a Comunidade Judaica bem como uma ofensa à Sociedade Civil Portuguesa, à Democracia e ao Estado de Direito».
O Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME) já condenou «de forma clara» os actos de vandalismo exercidos na noite de terça-feira sobre várias campas do Cemitério Judaico de Lisboa.
Além de «condenar de forma clara este tipo de actos», o ACIME também os desvalorizou, sublinhando que «são casos pontuais e não reflectem o sentimento geral da sociedade portuguesa».
O ACIME congratulou-se ainda com «a rapidez de actuação das autoridades», uma vez que o Comando Metropolitano de Lisboa informou, hoje, ter detido dois indivíduos, um de 16 e outro de 24 anos, na sequência da ocorrência.

Com relação a esta notícia enviada de Portugal, não custa lembrar que há menos de duas semanas, em Porto Alegre, ocorreu um incidente grave, que quase custou a vida de um rapaz. Torcedores do Grêmio deram onze canivetadas em um outro. Foram presos dois e há um menor no meio dos vândalos. O detalhe:

Na residência de Diego Santa Maria, que confessou ser o autor dos golpes que perfuraram baço, pulmão e pâncreas de Diego, a polícia apreendeu outros canivetes, cassetetes e panfletos racistas, um deles com o título "Orgulho Branco", no qual incitam ao ódio contra negros, homossexuais, judeus, nordestinos e punks.Os torcedores presos pertencem a um grupo que se denomina White Power Sul Skin.
Como eu disse a propósito do tema dos inquisidores de livros didáticos, são sinais... muitos sinais que merecem a nossa atenção.

FALANDO DE HISTORIA

1. Determinantes das guerras civis
Só no século 20, as guerras civis causaram 134 milhões de mortes, o dobro do provocado por guerras entre países. Mas quais fatores podem levar a um conflito desse tipo? Estudo feito na USP conclui que questões associadas ao meio rural, como crescimento populacional, instabilidade política e concentração de terra e produtividade, podem ser determinantes para deflagrar uma guerra civil.
Leia em: http://cienciahoje.uol.com.br/101853

2. Cultura e natureza: a propósito do meio ambiente.

Antonio de Paiva Moura*

A primavera chega neste mês de setembro trazendo para nós uma angustiante ansiedade pela melhoria das condições climáticas aqui e no mundo. Junto com a fumaça e com o ar seco está trazendo também, uma consciência de que temos que fazer algo para, em breve, não morrermos asfixiados.

O mundo

A cultura desenvolveu-se na vida humana por oposição à natureza. Em função da cultura a humanidade distanciou-se do mundo animal; devastou e depredou o mundo vegetal e mineral. No dizer de Alfred Coeber (1876/1960) o homem passou a ser considerado um ser que está acima de suas limitações orgânicas. Para satisfazer as funções vitais orgânicas o homem não usa somente seu aparelho biológico mas também seu equipamento cultural ou superorgânico. (Coeber, 1986)
Homo, homini lupus. Sendo o homem o lobo do próprio homem, no dizer de Plauto (254/184 aC) este tem contribuído para as desgraças e os infortúnios da humanidade, como parte da própria natureza que é. Por isso as sociedades humanas se dividem e se digladiam física e mentalmente. Jean-Jacques Rousseau (1712/1788), no Discurso sobre a origem e fundamentos da desigualdade entre os homens, considera a ciências, as artes e o progresso da civilização a causa dos males que afligem a sociedade; da distinção de ricos e pobres; de poderosos e fracos. Considerava as sociedades primitivas como o reino da inocência e da bondade. Postulava uma volta ao estado natural no sentido de restaurar a espontaneidade e a integridade das forças espirituais humanas. (Sciacca, 1996)
Voltar ao estado natural é uma proposta utópica, fruto de simples devaneio intelectual. Também os pensadores modernos da Escola de Frankfurt, como Max Horkeimer, Theodor Adorno, Herbert Marcuse e Walter Benjamin atribuem aos postulados iluministas em vigor até hoje, os danos irreparáveis à natureza, em nome da ciência que perdeu sua destinação humanística. Quanto mais avançava a Revolução Industrial no século XVIII, juntamente com a acumulação capitalista, mais os europeus avançavam sobre a Ásia, África e América Latina, na busca de matéria prima e produtos agrícolas. Hoje, essa voracidade inconseqüente sobre a natureza tem sido chamada de “capitalismo selvagem”. E o que faz o capitalismo civilizado? Apenas finge que condena o selvagem, mas no fundo, precisa dele como sustento de privilégios sobre os povos do Terceiro Mundo.
Mas é no Terceiro Mundo, ainda pródigo em recursos naturais, que as sociedades se dividem em uma parte industrial e noutra tradicional, pré-capitalista, que vive em relativa harmonia com a natureza, produzindo artesanalmente a maior parte dos bens de que necessitam. A sociedade industrial por outro lado, vive de um consumo exagerado, o maior responsável pela dilapidação da natureza, sedimentado como traço cultural das grandes cidades.
Se o problema ecológico de hoje tem ligação com a cultura, qualquer política ecológica deverá estar ligada à política cultural. Então, o primeiro passo é a busca do aprimoramento da democracia, sem o qual não poderemos dar à natureza um caráter de bem público e subordinar a este, todos os interesses particulares.
Com relação à política cultural, a UNESCO vem realizando sucessivas conferências, desde 1967, em Mônaco. A conferência de Veneza, em 1970 foi importante na fundamentação do papel e da função da cultura no mundo contemporâneo. Afirma que a cultura definida apenas a partir de critérios estéticos não expressa a realidade de outras formas culturais como modos de vida e de produção; os sistemas de valores; as opiniões e as crenças. Essa conceituação foi importante por abrir espaço para discutir a questão ecológica e refletir na Conferência de Bogotá, Colômbia, 1978, quando aprofundou na problemática da identidade cultural a partir das experiências singulares próprias da região, em que mestiçagem produziu culturas sincréticas de dimensão universal; valorizou a criação artística; educação e situação do meio ambiente (Unesco, 1982)
Os grandes problemas atuais relacionados com natureza e cultura, em síntese, são os seguintes: falta de vontade política para acatamento de proposições científicas já elaboradas; diminuição do consumo e desperdício sem aumentar o desemprego no mundo; superação do traço cultural baseado no preceito religioso do “crescei e multiplicai”; formação de uma aliança que conjugue política, economia, cultura, educação e natureza.
Vale do Paraopeba
Segundo Carrato (1968) a agricultura praticada na região central de Minas, desde o século XVIII foi desastrosa e é ressentida até hoje, porque sedimentou-se na cultura e ecoou pelos séculos. Quando fazem uma roça, fazem uma destruição: após a estação das águas, saem e escolhem a terra de mato. Melhor porque não precisa de trato; vem os escravos e derrubam a mata; deixa-se secar a galharia e depois põe-lhe fogo, geralmente no mês de agosto. Depois das primeiras chuvas fazem o plantio. [...] Quando a terra cansa procuram outros matos.
A situação ecológica do Vale do Paraopeba é preocupante. Há 237 anos, quando a região começou a ser ocupada ela era coberta por densa mata nativa como consta da carta de sesmaria de 1735 a Manoel Teixeira Sobreira e seu sócio Manoel Machado, nas margens do Rio Macaúbas. Um século depois, em mapa de 1859, embora já povoado, o vale do Rio Macaúbas, afluente esquerdo do Paraopeba, não tinha nenhum arraial ou capela em suas margens, além de Piedade dos Gerais. Segundo Cunha Matos, em estudo concluído em 1837, todos os afluentes do Rio Paraopeba eram navegáveis por canoas e balsas. Hoje, qualquer um deles pode ser atravessado com água nas canelas.
O tipo de solo predominante na região é o “latossolo padzólicos”, vulgarmente conhecido como massapé, próprio para tubérculos e gramíneas, isto é, cana, milho, capim, batata e mandioca. Contudo, o tempo de uso, sem descanso, dessas terras as tornaram esgotadas. Só produzem com alto custo de preparo técnico e fertilização artificial. O encarecimento da produção e a persistência de métodos técnicos obsoletos de produção vêm expulsando o homem da terra. As conseqüências do êxodo rural são desastrosas para os municípios, para o Estado e para o País.
A abundância de jazidas de minérios de ferro na região atrai constantes investimentos. Além disso, há mineração aluvial clandestina na calha do Rio Paraopeba. Mas nesse caso a lei é mais rigorosa e a fiscalização é mais intensa que nas atividades agrícolas e pastoris.

Referências
A UNESCO e as políticas culturais. In: revista Correio da UNESCO, Rio de Janeiro, setembro de 1982.
CARRATO, José Ferreira. Igreja, iluminismo, e escolas mineiras coloniais. São Paulo: Nacional, 1968.
COEBER, Alfred. O superorgânico. In: LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Zahar, 1986.
CUNHA MATOS, Raimundo José. Corografia histórica da província de Minas Gerais. [1837]. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1979.
SCIACCA, Michele Frederico. A história da filosofia. São Paulo, Mestre Jou, 1966.
*Antonio de Paiva Moura é mestre em história e professor do UNI.BH

3. Aniversário da reunificação
Veja um artigo descrevendo o que se passou naquela época e nos anos seguintes em http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1957513-EI301,00.html


BRASIL

1. Freud explica! Explica?
por Izaías Almada (Agência Carta Maior)

Afinal, é o Brasil que pauta a mídia ou é a mídia que passou a pautar o Brasil? Liberdade ou libertinagem de imprensa? A democracia deve ser preservada para o bem de todos ou deve ser tutelada para o bem de alguns? A liberdade de expressão vale para todo e qualquer cidadão ou apenas para aqueles que têm colunas e editoriais jornalísticos e televisivos? Vale para os movimentos sociais ou vale apenas para os lobbies da direita golpista? Confundir conscientemente verdades e mentiras não será um perigoso jogo antidemocrático? Condenar sem provas, uma atitude irresponsável? Opinião pública é apenas a opinião da classe média cansada ou é a opinião da maioria dos cidadãos?
Não sou psicólogo, nunca tive a intenção de ser, nem tenho conhecimentos que me habilitem a fazer análises da conjuntura política brasileira – se for o caso - sob esse prisma. Contudo, pertenço ao rol daqueles 170 milhões de brasileiros que entendem de tudo e não entendem de nada ao mesmo tempo. Desse Brasil pós-moderno e neoliberal. Nesse aspecto, sim, considero-me capacitado a dar opinião, como qualquer cidadão a falar sobre a seleção de futebol, sobre política ou sobre o Lalau e o Paulo Maluf.
Mas, voltando à psicologia. Já é famosa e gasta entre nós a expressão “Freud explica!”. A expressão, usada ad nauseam significa que a preocupação excessiva – individual ou coletiva – sobre determinada questão, sobre determinado assunto, pode significar, grosso modo, que a pessoa ou o grupo de pessoas preocupadas age, no seu inconsciente, de maneira diferente (e até mesmo oposta) àquilo que dá origem à sua preocupação. Em outras palavras: se eu não consigo alcançar as uvas maduras e fresquinhas de uma parreira, eu posso dizer que elas ainda estão verdes. Ou, se a namorada do meu vizinho é mais bonita do que a minha, eu sempre poderei dizer, “é... mas em mulher a beleza não é tudo”.
E já que estamos no terreno do popular – essa condição social da qual Jorge Bornhausen e FHC e seus partidários têm tanto horror, existem também alguns ditados muito apropriados para explicar o inconsciente de um indivíduo, de uma coletividade ou de uma corporação. Ditados como “é o porco falando do toucinho” ou “o roto falando do rasgado”, que demonstram a falta de critérios ou de autoconhecimento na avaliação de uma determinada questão, em particular quando queremos imputar aos outros aquilo que muitas vezes fazemos às escondidas.
Tomemos a ética como exemplo, esse conceito filosófico que estuda o comportamento humano sob a ótica do que é certo ou errado ou do bem e do mal. De repente, a imprensa brasileira descobriu a ética, alguns velhos políticos brasileiros descobriram a ética. Alguns filósofos, profissionais do assunto, trataram de deitar falação sob os holofotes da mídia, deleitando-nos a nós pobres mortais e ignorantes das questões de honestidade, justiça e democracia, com sua sapiência sobre a ética e o comportamento exemplar que cada cidadão deve ter perante a sociedade, numa generalização mais ao gosto dos livros de auto-ajuda e dos programas de culinária do que propriamente à luz da ciência social.
E agora juntemos os ingredientes e formulemos a seguinte questão: por que só agora a mídia, setores da oposição como DEM e PSDB, alguns e pequenos setores da chamada elite econômica (alguns se querem até intelectuais) resolveram que o Brasil passa por uma crise de ética? Não leram esses senhores sobre a formação histórica do Brasil? Desconhecem as capitanias hereditárias e o sistema de heranças e transmissão de terras? Ignoram a escravidão e suas seqüelas entre a população negra e mulata no Brasil? Não somos todos herdeiros de um sistema político clientelista e apodrecido, cuja compra de votos foi sempre a regra e não a exceção, inclusive para o estabelecimento da reeleição em proveito próprio, como fez Fernando Henrique Cardoso e seu incorruptível escudeiro Sérgio Mota?
Ah, quanta hipocrisia! Como o papel em branco e o microfone e a câmera de TV, ligados, aceitam tudo, nada mais fácil hoje em dia para os que detêm o poder da informação em levantar calúnias e mentiras contra seus adversários, mesmo que existam aqui e ali alguns deslizes praticados pelos acusados, mas que os próprios acusadores já cometeram algum dia (alguns até mais graves do que os anunciados). E falam todos de boca cheia contra a grande crise de ética no país em defesa da democracia e da liberdade de imprensa, como nunca se viu antes! E a entrega da Vale do Rio Doce a preço de banana? E a CPI Abril - TVA? E a CPI do Banestado? E as concorrências públicas no Estado de São Paulo, esse ninho de tucanos acima de qualquer suspeita? E as bonecas do “Cansei”?
Perdoem-me o inevitável e surrado lugar comum: Freud explica!
Izaías Almada é escritor e dramaturgo. Autor, entre outros, do livro TEATRO DE ARENA: uma estética de resistência, Ed. Boitempo.

2. Pimenta nos olhos dos outros é refresco... E agora? Vamos continuar dizendo que FHC não sabia de nada? Mas ele mesmo diz que é impossível não saber de nada nesses negócios obscuros de caixa 2...

a) FHC não sabia de nada, afirmam líderes do PSDB
Azeredo dá bicadas em Fernando Henrique, que, afinal, já tinha expertise em como fazer caixa-dois para eleger-se e reeleger-se Presidente da República.
Leia em www.tamoscomraiva. blogger.com. br

c) FHC não apareceu nas manchetes. Lembrei do Biondi
(27/09/2007 10:53)
O senador Azeredo disse que o que ele arrecadou não foi só que declarou na campanha. Numa coisa ele tem razão, todos fazem isso, sem exceção. E faziam muito mais ainda antes das denúncias de 2005. Mas o que se está investigando não é só um suposto caixa 2, com recursos doados por empresários e que não foram declarados. A investigação é sobre um esquema onde recursos públicos foram parar numa conta de agência de publicidade e de lá foram para campanhas políticas. Exatamente como na crise de 2005. E o senador Azeredo diz: não só para a minha campanha, mas também para a do ex-presidente FHC.
E os jornais do dia seguinte o que fazem? Nada. Ignoram a história e repercutem apenas as críticas de tucanos ao isolado senador Azeredo. Aliás, quem conhece o ninho diz que entre os bicudos ele é dos melhores.

Essas coisas me fazem lembrar dos tempos FHC, quando críticas mesmo só as dos cadernos culturais.

Naquela época, Aloísio Biondi era vivo e um dos poucos que ousava ir para cima do governo. Um dia fomos tomar cerveja no prainha, um conjunto de bares na Avenida Paulista, próximo à Faculdade Cásper Líbero e Biondi me contou que acabara de recusar uma proposta de um grande jornal para ganhar muito mais do que no então Diário Popular, onde encerrou a carreira.

No Diário ele tinha uma coluna diária. O outro jornal propôs que ele escrevesse uma vez a cada 15 dias. E um artigo pequeno, de umas 30 linhas por texto.
Biondi entendeu a proposta, agradeceu e respondeu que preferia continuar ganhando menos e escrevendo. Do que ser pago para ficar calado. Tempos de FHC.

Valerioduto de MG pagou juiz eleitoral, diz PF

Rogério Lanza Tolentino, advogado do publicitário Marcos Valério, foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e recebeu dinheiro do valerioduto durante a campanha de 1998, quando o então governador Eduardo Azeredo (PSDB) tentou, sem êxito, a reeleição. A informação está publicada em reportagem deste domingo da Folha, assinada por Frederico Vasconcelos (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo relatório da Polícia Federal, no inquérito do valerioduto mineiro, entre agosto e outubro de 1998, foram feitos cinco pagamentos no total de R$ 302.350 ao juiz e a sua mulher, Vera Maria Soares Tolentino. Para a PF, seriam "recursos de estatais desviados para o caixa de coordenação financeira da campanha".
Réu do mensalão do PT pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Tolentino foi juiz eleitoral no biênio 1998/2000, indicado para vaga de advogado em lista tríplice e nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 20 de julho de 1998.
Outro lado
O advogado Rogério Lanza Tolentino diz que todos os pagamentos da SMPB Publicidade no período em que foi juiz eleitoral "foram por prestação de serviços" e nega ter favorecido.
e) Walfrido pouco sabia...[José de Souza Castro]
Saibam como o ministro das RelaçõesInstitucionais Walfrido dos Mares Guia vai se safar das acusações de envolvimento no tucanoduto mineiro. http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=812
NUESTRA AMERICA

Revista mira Guevara e dá tiro no pé
Por Celso Lungaretti em 2/10/2007 (do Observatório da Imprensa)

Os 40 anos da morte de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, a se completarem em 9 outubro, dão ensejo a uma nova temporada de caça ao mito Che Guevara por parte da imprensa reacionária, começando por Veja, que acaba de produzir uma das matérias de capa mais tendenciosas de sua trajetória.

"Veja conversou com historiadores, biógrafos, antigos companheiros de Che na guerrilha e no governo cubano na tentativa de entender como o rosto de um apologista da violência, voluntarioso e autoritário, foi parar no biquíni de Gisele Bündchen, no braço de Maradona, na barriga de Mike Tyson, em pôsteres e camisetas", afirma a revista, numa admissão involuntária de que não praticou jornalismo, mas, tão-somente, produziu uma peça de propaganda anticomunista, mais apropriada para os tempos da guerra fria do que para a época atual, quando já se pode olhar de forma desapaixonada e analítica para os acontecimentos dos anos de chumbo.
Não houve, em momento algum, a intenção de se fazer justiça ao homem e dimensionar o mito. A avaliação negativa precedeu e orientou a garimpagem dos elementos comprobatórios. Tratou-se apenas de coletar, em todo o planeta, quaisquer informações, boatos, deturpações, afirmações invejosas, difamações, calúnias e frases soltas que pudessem ser utilizadas na montagem de uma furibunda catilinária contra o personagem histórico Ernesto Guevara, com o propósito assumido de se demonstrar que o mito Che Guevara seria uma farsa.
Raciocínio tortuoso
Assim, por exemplo, a Veja faz um verdadeiro contorcionismo retórico para tentar tornar crível que, ao ser preso, o comandante guerrilheiro teria dito: "Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto". Ora, uma frase tão discrepante de tudo que se conhece sobre a personalidade de Guevara jamais poderá ser levada a sério tendo como única fonte a palavra de quem posou como seu captor, um capitão do Exército boliviano (na verdade, eram oficiais estadunidenses que comandavam a caçada).
É tão inverossímil e pouco confiável quanto a "sei quando perco" atribuída a Carlos Lamarca, também capturado com vida e abatido como um animal pelas forças repressivas.
E são simplesmente risíveis as lágrimas de crocodilo que a Veja derrama sobre o túmulo dos "49 jovens inexperientes recrutas que faziam o serviço militar obrigatório na Bolívia" e morreram perseguindo os guerrilheiros. Além de combater um inimigo que tinha esmagadora superioridade de forças e incluía combatentes de elite da maior potência militar do planeta, Guevara ainda deveria ordenar a seus comandados que fizessem uma cuidadosa triagem dos alvos, só disparando contra oficiais...
É o mesmo raciocínio tortuoso que a extrema-direita utiliza para tentar fazer crer que a morte de seus dois únicos e involuntários mártires (Mário Kozel Filho e Alberto Mendes Jr.) tenha tanto peso quanto a de quatro centenas de idealistas que arriscaram conscientemente a vida e a liberdade na resistência à tirania, confrontando a ditadura mais brutal que o Brasil conheceu.
Exercício de jus esperneandi
Típica também – e não por acaso – da retórica das "viúvas da ditadura" é esta afirmação da Veja sobre o legado de Guevara: "No rastro de suas concepções de revolução pela revolução, a América Latina foi lançada em um banho de sangue e uma onda de destruição ainda não inteiramente avaliada e, pior, não totalmente assentada. O mito em torno de Che constitui-se numa muralha que impediu até agora a correta observação de alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas".
Assim, a onda revolucionária que se avolumou na América Latina durante as décadas de 1960 e 1970 teria como causa "as concepções de revolução pela revolução" de Guevara e não a miséria, a degradação e o despotismo a que eram submetidos seus povos. E a responsabilidade pelos banhos de sangue com que as várias ditaduras sufocaram anseios de liberdade e justiça social caberia às vítimas, não aos carrascos.
É o que a propaganda enganosa dos sites fascistas martela dia e noite, tentando desmentir o veredicto definitivo da História sobre os Médicis e Pinochets, que protagonizaram "alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas".
Não existe muralha alguma impedindo a correta observação desses episódios, tanto que ela já foi feita pelos historiadores mais conceituados e por braços do Estado brasileiro como as comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos Políticos. Há, isto sim, a relutância dos verdugos, de seus cúmplices e de seus seguidores, em aceitarem a verdade histórica indiscutível.
E a matéria de capa da Veja não passa de mais um exercício do jus esperneandi a que se entregam os que têm esqueletos no armário e os que anseiam por uma recaída totalitária, com os eventos desastrosos e os banhos de sangue correspondentes.


INTERNACIONAL

1. Governo dos EUA tenta ditar os rumos da discussão

NOTICIAS

1. Seleção para Programas de pós-graduação
- As inscrições para as provas de seleção para o Mestrado em Historia, área de concentração "Cultura e Sociedade" da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), estão abertas ate' 17/10/2007. Mais informações em www.prppg.ufrpe.br.
- As inscrições para as provas de seleção para o Mestrado e Doutorado em Historia das Ciências da Saúde, da Casa de Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), estão abertas ate' 23/11/2007. Mais informações em www.ppghcs.coc.fiocruz.br.
2. Seminário Nacional de Estudo de Historia e Cultura Afro-brasileira/UEPB
De 19 a 23/11/2007 acontecera' o Seminário Nacional de Estudo de Historia e Cultura Afro-Brasileira, na Universidade Estadual da Paraíba. As inscrições para apresentação de trabalho estão abertas ate' 15/10/2007. Mais informações em www.uepb.edu.br/neabi.
3. I Encontro Regional em Historia Social e Cultural/(UFRPE)
Será realizado entre os dias 16 e 19/10/2007, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), o I Encontro Regional em Historia Social e Cultural da UFRPE. Mais informações em gehisc.atspace.com/encontro2007/programacao.html.
4. IV Seminário Religião e Sociedade/FEP
Será realizado na Faculdade Evangélica do Paraná' (FEP), nos dias 26 e 27/10/2007, o IV Seminário Religião e Sociedade: o espaço do sagrado no século XXI. Mais informações em www.geog.ufpr.br/nupper.
5. IV Jornada de Estudos Antigos e Medievais/UEM
Será realizada entre os dias 3 e 5/10/2007, a IV Jornada de Estudos Antigos e Medievais na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Mais informações em www.ppe.uem.br/vijeam.
6. Exposição "40 anos de 1968"/AGCRJ
O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro esta' recebendo doações e/ou empréstimos para a organização da mostra "40 anos de 1968", que acontecera' no próximo ano. Mais informações pelo e-mail: arquivog@rio.rj.gov.br
7. Chamada para artigos/Revista
- A revista eletrônica Historia em Reflexão, esta' recebendo ate' 31/10/2007 artigos para seu próximo numero. Mais informações em www.historiaemreflexao.ufgd.edu.br.
- A revista de Historia Comparada, publicada semestralmente pelo Programa de pós-graduação em Historia Comparada (PPGHC) do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), esta' recebendo ate' 15/10/2007 artigos para o seu próximo numero. Mais informações em www.hcomparada.ifcs.ufrj.br.
8. O Vaticano abriu seus arquivos secretos e publicará um inédito e exclusivo volume que reúne todos os documentos de um dos grandes julgamentos da história, o que representou o fim da Ordem dos Templários.
No dia 25 de outubro, o Arquivo Vaticano apresentará 799 fiéis reproduções do "Processus contra Templarios", as atas do processo da Inquisição contra os Cavaleiros do Templo no início do século XIV.
A publicação da obra faz parte da iniciativa "Exemplaria Praetiosa", que consiste na produção de exemplares com tiragem limitada de obras exclusivas conservadas nos Arquivos Vaticanos.
O projeto prevê a publicação de reproduções fiéis, com todo o luxo de detalhes, desde o uso do pergaminho aos selos dourados, de documentos de grande importância histórica.
O documento agora reproduzido será o "Processus contra Templarios", a ordem religiosa cujas origens se situam em Jerusalém, por volta de 1119, e que acabou sendo suprimida por Clemente V em 1314 após um longo julgamento.
Participarão da apresentação o Arquivista e Bibliotecário da Santa Igreja Romana, Raffaele Farina, o prefeito regional do Arquivo Secreto Vaticano, Sergio Pagano, e especialistas como o historiador Franco Cardini e o arqueólogo e escritor Valerio Massimo Manfredi.
LIVROS E REVISTAS

1. Uma nova revista nas bancas: Leituras de História, da editora Escala. Na verdade, eu só fiquei sabendo agora, quando já está nas bancas o nº 2. Traz uma entrevista com o tradutor oficial do Corão em português, que fala sobre o papel do Islã na atualidade. Artigos principais: História e Historiografia – O esplendor Mogul – A maçonaria e o golpe de 1964 – Vaticano: por trás das muralhas – Historia do restaurante – Biografia de Lucien Febvre – Guerra da Cisplatina.

2. - "Movimento Estudantil Brasileiro e a Educação Superior", organizado por Michel Zaidan Filho e Otavio Luiz Machado, editora Universitária
UFPE. Mais informações pelo e-mail: otaviomachado3@gmail.com.

3.

Nas bancas o número de outubro da revista Fórum.
Um olhar além do mito de Che Guevara, nos 40 anos de sua morte. A capa da edição 55 e dez páginas discutem o tema. Os 15 anos do massacre do Carandiru, a importância da política de redução de danos para usuários de drogas e a rotina dos cortadores de cana-de-açúcar são temas de reportagens especiais

SITES E BLOGS

1. No nono e décimo capítulos de "Injustiçados. .." pipocam denúncias de todos os lados: milhares de processos trabalhistas ficam parados por falta de procuradores, um juiz recebe qüinqüênios indevidos e uma ata adulterada não encontra culpado...
Leia em www.tamoscomraiva. blogger.com. br

2. - Foi lançado o novo numero da Fenix - Revista de Historia e Estudos Culturais. Mais informações em www.revistafenix.pro.br.
3. A Ameríndia - revista eletrônica dos alunos do departamento de Historia da Universidade Federal do Ceara' (UFC) já esta' disponível em www.amerindia.ufc.br.
4. Breno me envia o endereço de um blog que relaciona centenas de filmes, a maioria relacionado a temas da Literatura e da História. Vale a pena conferir:
http://filmesliterarios.blog.com/













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