Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

12.12.07

Número 117





EDITORIAL
Dando prosseguimento aos temas educacionais dos últimos boletins, mais essa notícia, que nos ajuda a entender uma série de problemas já discutidos mas não solucionados....

Os professores mais mal formados estão no Norte
32,7% dos professores de 5ª a 8ª séries, no Norte, ainda não têm formação superior - essa e outras estatísticas, disponíveis de maneira didática em novo site do Todos pela Educação. Leia reportagem!
Possivelmente alguns leitores irão se lembrar de um artigo publicado há alguns meses aqui no Boletim, em que uma jovem estudante fazia uma análise da onda do momento, O SEGREDO!!!
Pois bem, ela está de volta hoje com um trabalho feito para a faculdade. Quando eu o li, lembrei-me de uma passagem de um dos livros que ela consultou, e que li há muito tempo atrás, em que o psicanalista Eric Fromm tentou, numa frase, resumir uma similaridade entre o pensamento de Marx e o de Freud. Cito de cabeça: "Os homens vivem com as ilusões, porque estas tornam suportável a miséria da vida real. No dia em que eles puderem reconhece-las como tais, eles modificarão a realidade, de modo a tornar desnecessárias as ilusões".
Essa frase me acompanhou por muitos anos, eu a escrevi num pequeno pedaço de papel e a carregava dentro de minha carteira. Hoje eu não uso mais carteiras, mas a frase ainda ecoa. E o trabalho da Alice, estudante recém-entrada na Universidade, demonstra que ainda é possível encontrar-se vida inteligente neste planeta. A moça promete!
Marx e Freud- Afinidades e divergências teóricas
Alice Afonso Santos

1) Introdução

Pode parecer tarefa impossível, à primeira vista, fazer uma relação de similaridade entre as teorias desenvolvidas por Marx e Freud, tendo em vista a aparente distância irreconciliável de Freud da Sociologia e de Marx da Psicanálise. Não obstante, como poderemos observar no decorrer do trabalho, essa relação de proximidade existe e pode gerar um campo fértil de discussões teóricas, de uma riqueza surpreendente. Como bem nos diz Eugéne Enriquez,em seu Psicanálise e Ciências Sociais, “a psicanálise não é apenas a ciência da psique individual, mas também aquela das interações entre os diversos indivíduos”acrescentando que “em certo aspecto - colocando de lado os processos puramente narcísicos irredutíveis aos mecanismos sociais- as ciências sociais e a psicanálise têm o mesmo objetivo: a criação e a evolução do laço social.” Assim sendo, pretendo tecer algumas das principais semelhanças e dessemelhanças epistemológicas entre os dois pensadores,de modo a aproximar suas teorias.No entanto, está longe de minha intenção resolver o problema e desenvolver de forma aprofundada esse rico diálogo, mas apenas traçar algumas considerações que julguei serem pertinentes acerca do debate.
È inegável e impossível não atentar para a grande importância das descobertas desenvolvidas por Marx e Freud no contexto não apenas das ciências humanas, mas do conhecimento de uma maneira geral. Os descobrimentos de ambos os pensadores foram capazes de provocar um abalo no universo dos valores culturais da época clássica, o universo da burguesia ascendente e instalada no poder. Esses descobrimentos totalmente inesperados foram o Materialismo Histórico, ou a teoria das condições, das formas e dos efeitos da luta de classes, obra de Marx, e o inconsciente, obra de Freud. Althusser nos aponta que “antes de Marx e Freud, a cultura de baseava na diversidade das Ciências da Natureza, completadas por ideologias ou filosofias da história, da sociedade e do sujeito humano. Com Marx e Freud, teorias científicas ocupam, repentinamente, regiões até então reservadas ás formações teóricas da ideologia burguesa (Economia, Política, Sociologia, Psicologia) ou, melhor dizendo, ocupam, no interior dessas regiões, posições surpreendentes e desconcertantes”. Freud foi capaz de dar uma contribuição excepcional às ciências do homem, ao descobrir os processos inconscientes e a natureza dinâmica dos traços do caráter, e ao se tornar o fundador da psicologia verdadeiramente científica. Marx, por sua vez, foi capaz de lançar as bases de uma nova ciência do homem e da sociedade, ao mesmo tempo empírica e repleta do espírito da tradição humanista ocidental, ao associar o legado espiritual do humanismo iluminista e do idealismo alemão à realidade dos fatos sociais e econômicos.
Tanto Marx quanto Freud podem ser considerados verdadeiros “filhos” do século XIX e de todas as grandes transformações e efervescências desse período, como o ápice da ideologia burguesa dominante e a Revolução Industrial. Ambos judeus, oriundos de família judaico-religiosa, fazem, no entanto, uma crítica a religião de forma severa e categórica, considerando-a uma estrutura baseada puramente em ilusões e enganos. Chegaram a ser contemporâneos por vinte e sete anos, partilhando, de alguma forma, dos mesmos anseios ou angústias, frente ao contexto em que viviam. Juntamente com Einstein, Marx e Freud foram os arquitetos da era moderna. Segundo Erich Fromm, “todos os três estavam imbuídos da convicção de uma ordem fundamental da realidade, atitude básica que vê na natureza - de que o homem é parte - não apenas segredos a serem descobertos, mas um padrão e um sentido a serem explorados.”

2)Convergências entre os programas de pesquisa marxista e freudiano

Não pretendo, com este trabalho, realizar um rastreamento de toda a estrutura dos pensamentos marxista e freudiano. Distante de mim tal pretensão. O que tenho como objetivo é tecer os principais pontos das teorias de ambos os pensadores e o campo de convergência entre elas (embora, devido à extensão do trabalho, não será possível desenvolver todos os pontos de semelhança). Pretendo utilizar-me dos debates propostos por Althusser e Erich Fromm quanto às convergências das duas teorias, assim como minhas impressões com relação a elas.
Primeiramente, creio que a principal semelhança entre os dois programas de pesquisa seja a contradição intrínseca a ambos. As duas teorias possuem em seu cerne a contradição estrutural. Se considerarmos como principal conceito do sistema marxista a luta de classes e o do freudiano o inconsciente, fica fácil apontar onde essa dialética se instala.
Se o inconsciente não conhece contradição e se essa ausência de contradição é a condição de toda contradição, como nos fala Althusser, o mesmo podemos dizer da estrutura social na sociedade capitalista. A sociedade capitalista é constituída por uma contradição interna: a própria luta de classes. Em Marx, a contradição é expressa entre homens reais, a partir de determinadas condições sociais e históricas. Assim como não podemos separar ou deduzir totalmente uma classe social da outra, ou seja, não podemos estabelecer uma relação de causa e efeito entre elas, também o inconsciente funciona dessa maneira. Não podemos deduzir a consciência da pré-consciência ou do inconsciente.Todos os três só podem existir segundo uma relação de tensão entre si,uma relação sintética.Sendo assim, podemos perceber que tanto o conceito de luta de classes em Marx quanto o de inconsciente em Freud têm como base uma relação dialética,uma contradição interna,ou seja,termos contraditórios que só podem existir a partir dessa contradição.
A segunda afinidade teórica encontra-se no fato de ambos os pensadores estabelecerem uma reação à concepção de um sujeito que é substância, racionalidade plena e liberdade (Di Matteo),realizando assim uma descentralização do sujeito,de sua consciência. De acordo com Di Matteo, a subjetividade humana se desloca do centro hegeliano do espírito e perde sua unidade interna. Marx descentra o indivíduo na história. Não é a consciência que determina o real, mas é o modo de produção que determina a consciência. Freud, por sua vez, descentra a consciência do indivíduo no inconsciente, lembrando ao homem que ele não é senhor nem na sua própria casa. O inconsciente psicanalítico denuncia a pretensão descabida do sujeito em situar-se em um sistema de representações conscientes. Para ambos os teóricos, concordo com Di Matteo quando esse diz que “o sujeito substancial, concebido em sua unidade soberana, vai desmoronando e com ele também a metafísica da subjetividade. Nasce um sujeito não substancial, dividido, fragmentado. Os laços que o ligam à verdade não foram cortados, mas extremamente enfraquecidos a ponto de o sujeito não mais poder garanti-la”. Tanto Marx quanto Freud podem, então, ser chamados do que Ricouer denomina “mestres da dúvida” devido ao espírito crítico e contestador de suas obras.
A terceira e penúltima semelhança a ser analisada em meu trabalho diz respeito ao humanismo presente nos dois sistemas. Humanismo no sentido de que todo homem representa toda a humanidade, portanto, que não há nada humano que lhe possa ser estranho. Em Freud, esse humanismo é expresso principalmente no conceito de inconsciente. Ele supunha que todos os homens partilham dos mesmos anseios inconscientes, e podem, portanto, compreender-se mutuamente, caso disponham-se a mergulhar no submundo do inconsciente. Marx,assim como Freud,apoiava-se nessa tradição humanista. Assim como nos diz Fromm, “a dúvida e o poder da verdade e humanismo são os princípios orientadores e motores da obra de Marx e Freud. Para ambos, a verdade é o meio essencial para transformar a sociedade e o indivíduo. A consciência é a chave do tratamento social e individual”.
Finalmente, veremos a última semelhança a ser analisada nos sistemas marxista e freudiano. Podemos dizer que para ambos, o sistema capitalista é a fonte das inquietações e problemáticas humanas, tanto do ponto de vista individual quanto do social. Para Marx, o sistema capitalista e todas suas implicações (meios de produção, classes sociais, etc.) é a fonte de toda alienação humana. Já para Freud, o sistema capitalista vigente na sociedade moderna gera as principais formas de neuroses humanas, sendo um impasse à plena realização do ser humano.

2.1) Divergências entre os programas de pesquisa marxista e freudiano

Pretendo, nessa terceira parte do trabalho, traçar os principais desencontros entre os sistemas marxista e freudiano. Para tal, decidi traçar, primeiramente, os principais pontos da teoria de Marx que a tornam singular para, em seguida, contrastá-los com o programa de pesquisa freudiano.
Temos, como um dos principais axiomas da teoria marxista, o conceito da existência de dois grandes sistemas no mundo social: a infra-estrutura e a super-estrutura. A infra-estrutura corresponde aos meios de produção, à força de trabalho, enquanto a superestrutura é um reflexo da infra-estrutura, e é formada, segundo Marx, pela ideologia, pelas formas de cultura, pela política e principalmente pelo Estado. A partir desse axioma, podemos derivar um outro: as classes sociais. Segundo Marx, a infra-estrutura gera a divisão do trabalho, que, por sua vez, gera as classes sociais, que, finalmente, constitui o indivíduo. Esse ponto da teoria de Marx é de grande importância, uma vez que situa o lugar do indivíduo em seu pensamento. Como podemos observar, para Marx, o indivíduo não é mais o centro do sistema, mas sim mero fenômeno das forças de produção. Sua origem, assim, é derivada do conceito de classe social. Nas próprias palavras de Marx, “o modo de produção da vida material condiciona o desenvolvimento da vida social, política e intelectual em geral. Não é a consciência do homem que determina seu ser; é o seu ser social (inscrito nos meios de produção) que, inversamente, determina sua consciência. Sendo assim, vemos em Marx uma perspectiva de realidade segundo um materialismo histórico que subordina o social, e o homem, às condições de produção.
Passemos agora ao programa de pesquisa freudiano e às diferenças que ele apresenta com relação ao marxista. Ao desenvolver, em sua teoria, conceitos como o complexo de Édipo, as neuroses, o narcisismo ou a pulsão, podemos observar que Freud discute o indivíduo em sua relação consigo mesmo e com o seu mundo. Pode-se dizer, então, que o indivíduo é certamente o centro gravitacional de sua psicanálise. Por outras palavras, para Freud, são as manifestações intra-psíquicas e não os condicionamentos singulares da vida material de uma sociedade (como os decorrentes das privatizações dos meios de produção numa sociedade capitalista) que são focados para a análise do comportamento do homem. Pelas palavras de Althusser, “o que Freud havia descoberto não se referia, de modo algum, à sociedade ou às relações sociais, mas a fenômenos muito particulares que afetavam os indivíduos. Embora tenha sido possível escrever-se que no inconsciente há um elemento transindividual, é sempre no indivíduo que se manifestam os efeitos do inconsciente, e é sobre o indivíduo que opera o tratamento, inclusive se este requer a presença de outro indivíduo (analista) para se transformar os efeitos do inconsciente existentes. Basta essa diferença para se distinguir Freud e Marx.
No que se refere ao conceito de uma natureza humana comum a todos os seres humanos, também podemos ver clara essa diferença substancial entre as teorias de Marx e Freud. Ambos supunham que o comportamento do homem é compreensível precisamente por ser o comportamento do homem, de uma espécie que pode ser definida em termos de seu caráter psíquico e mental. Não obstante, a forma como enxergavam essa natureza humana é distinta, sujeita à perspectiva teórica de cada um deles. Para Marx, a essência do homem é inscrita dentro da História, tem caráter histórico. O homem modifica-se no curso da história, torna-se o que é potencialmente. Para ele, a História é o processo da criação do homem por si mesmo, pela evolução - no processo de trabalho - das potencialidades que lhe são dadas ao nascer.
Freud, por sua vez, tem uma abordagem diferente do que considera ser a natureza humana, a essência do homem. Ele construiu um modelo da natureza humana feito dentro do espírito do pensamento materialista do século XIX.O homem é concebido como uma máquina,impulsionado por uma energia sexual chamada “libido”, relativamente constante.

2.2) O destino das duas teorias
Desejo, nessa parte do trabalho, esboçar de forma breve a história dos movimentos marxista e freudiano para, dessa forma, poder situá-las no contexto atual. Comecemos, então, pelo pensamento de Freud.
A psicanálise de Freud era um pensamento crítico, principalmente em relação às idéias então predominantes em psiquiatria, que tomavam a consciência como dado básico. Atacava muitos dos valores da Era Vitoriana, podendo ser considerado um desafio às idéias e preconceitos existentes. O movimento psicanalítico cresceu e se popularizou, principalmente entre os países protestantes da Europa e os Estados Unidos, embora até o término da Primeira Guerra Mundial tenha sido motivo de ridicularização por parte dos psiquiatras “sérios”. Toda essa evolução, não correspondeu, no entanto, a uma crescente produtividade e criatividade do movimento psicanalítico: podemos dizer,no entanto,que o próprio êxito da psicanálise contribuiu para seu processo de deterioração(Erich Fromm).A Psicanálise,como um todo,perdeu seu radicalismo original e seu caráter de desafio.O movimento psicanalítico foi tomado por um processo burocrático imenso,que acabou por consumir grande parte de seu caráter de contestação e de suas idéias originais.Seus representantes,tentando adaptar-se melhor ao sistema capitalista vigente,acabaram por adaptar também a teoria freudiana,falsificando-a.Essa deterioração,em grande parte,deve-se ao contexto em que a psicanálise encontrava-se inserida,principalmente na década de 1930,em que o sexo deixara de ser um tabu, e falar livremente de desejos incestuosos,perversões sexuais,e coisas semelhantes,deixou de ser chocante para a classe média urbana.É importante,também, ao falar de psicanálise,situar a importância e o papel da psicologia na sociedade industrial capitalista contemporânea. Nesse sentido, faço minhas as palavras de Fromm quando esse declara que “é ela um sociedade que necessita enquadrar o homem num complicado sistema de produção organizado hierarquicamente, com um mínimo de atrito. Cria o homem da organização, um homem sem consciência ou convicção, mas que se orgulha de ser uma engrenagem,muito embora pequena,em uma organização grande e imponente.” È nesse contexto que entra o psicólogo,quando o homem,nessa sociedade, torna-se inquieto e infeliz por ter necessariamente de calar-se,e suprimir seus interesses apaixonantes,para se adaptar ao sistema.A própria dificuldade de adaptação passa a ser considerada uma forma de neurose. “Os psicólogos tornam-se os sacerdotes da sociedade industrial,para a realização de cujos objetivos colabora,ajudando ao indivíduo tornar-se perfeitamente ajustado à organização” (Fromm).
Partiremos, agora, para uma breve análise sobre o que ocorreu com a teoria marxista. A libertação do homem da pressão das condições econômicas que impediam seu desenvolvimento pleno era o objetivo de toda a teoria e esforços de Marx. Em seus primeiros cinqüenta ou sessenta anos, ela cresceu e tornou-se bem sucedida,sendo vencida, nesse processo mesmo, por seu principal adversário,o ideário capitalista.O capitalismo teve um êxito muito superior ao que os socialistas poderiam ter imaginado.Ao invés de levarem a uma crescente miséria os trabalhadores,o progresso da tecnologia e a organização da sociedade capitalista possibilitaram aos trabalhadores os benefícios de seu progresso.É verdade, no entanto,que isso ocorreu apenas nos países que enriqueceram às custas dos países colonizados. Esse processo de crescimento e desenvolvimento do capitalismo foi o que levou à deterioração da teoria marxista, pelo menos em seu sentido mais puro. Os trabalhadores e líderes socialistas foram cada vez mais cativados pelo espírito do capitalismo e começaram a interpretar o socialismo de acordo com princípios capitalistas. A maioria dos socialistas passou a considerar o socialismo como um movimento para a melhoria das condições econômicas e sócio-políticas dentro do capitalismo. Surgiu uma interpretação capitalista do socialismo, em que a visão de uma transformação fundamental da condição humana, tão falada por Marx, foi perdida. Os países que se proclamaram socialistas não prosperaram senão com a adoção de aspectos capitalistas em sua economia, e muitos deles, no entanto, permaneceram na mais extrema pobreza.
Essa análise do desenvolvimento dos movimentos psicanalítico e socialista termina com uma visão pessimista, atestando seu fracasso. Não podemos, no entanto, deixar de fazer algumas considerações fundamentais e mais otimistas acerca desses movimentos. O radicalismo psicanalítico não foi morto pela burocracia, e o pensamento psicanalítico não foi também sufocado. Há ainda psicanalistas que, libertando-se das amarras da burocracia, produzem inovações consideráveis tanto do nível teórico quanto da prática terapêutica, mantendo vivos a teoria e o espírito crítico de Freud.
O socialismo, sendo um movimento de significação histórica incomparavelmente maior do que a psicanálise, também não foi destruído pelos seus inimigos, nem pelos seus “representantes” de direita ou de esquerda. Ainda há grupos de socialistas humanistas radicais que revêem e dão novo fôlego à teoria marxista. Como nos diz Fromm, “essas vozes, que expressam o espírito de Marx, são ainda fracas e isoladas; não obstante, existem, e dão origem à esperança de que um novo movimento socialista internacional realizará as promessas e princípios do Humanismo Ocidental e Oriental.”

3) Conclusão
Primeiramente procurei, na primeira parte de meu trabalho, apontar para a possibilidade de encontros entre os programas de pesquisa marxista e freudiano, além de atentar para a grande importância de ambas as teorias, tanto do ponto de vista histórico quanto puramente conceitual. Na segunda parte de meu estudo, procurei tecer considerações que julguei pertinentes acerca das semelhanças e dessemelhanças teóricas entre os dois pensadores. Além disso, analisei de forma breve o desenvolvimento dos movimentos psicanalítico e socialista, e como se encontram situados nos dias de hoje.
Realizar um trabalho comparando duas teorias tão importantes, no entanto,não é tarefa fácil.Exige um conhecimento prévio razoável de ambos os sistemas de pensamento e um raciocínio no mínimo complexo para desenvolver semelhanças entre duas teorias aparentemente tão distantes entre si. No entanto, aprendi bastante com este trabalho, tanto nos ensaios e livros que li, como em meus pensamentos e considerações acerca do recorte temático. Enfrentei como dificuldade, principalmente, a extensão destinada ao trabalho (cinco páginas) o que não me permitiu um maior desenvolvimento e aprofundamento nos pensamentos desses dois teóricos tão importantes, o que daria um debate quase infindável, além de muito rico e fértil. Espero, apesar disso, ter deixado claras algumas das afinidades e divergências teóricas entre Marx e Freud, que julguei pertinentes, e ter desenvolvido de forma coerente o debate escolhido.

Referências Bibliográficas
ALTHUSSER, Louis. Freud e Lacan, Marx e Freud. Rio de Janeiro: Graal,1991.
MARX, Karl. Contribuições à crítica da economia política. São Paulo: Martins Fontes, 1977.
FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização. In: Edição Standart brasileira das obras psicológicas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1969.
FROMM, Erich. Meu encontro com Marx e Freud. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1963.
MANNONI, Octave. Freud, uma biografia ilustrada. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1993.
MEUCCI, Arthur e TAVARES PAES LOPES, Felipe. Marxismo e Freudismo: Dessemelhanças e Semelhanças Epistemológicas. Princípios, 2005.
ENRIQUEZ, Eugène.Psicanálise e Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Agora, 2005.
DI MATTEO, Vicenzo.O sujeito e suas “figuras”:Uma contribuição à história da subjetividade.Recife,2001.


FALANDO DE HISTORIA

1. Rússia 1917, Espanha 1937: nascimento e morte de duas esperanças utópicas (segunda parte. a primeira foi publicada no numero passado)
O surpreendente sucesso de Terra e Liberdade
Leia em http://www.espacoacademico.com.br/079/79carvalho.htm

2. O estigma herdado da escravidão
José de Souza Martins, professor titular de Sociologia da USP

Aproveitei o feriado do Dia da Consciência Negra para percorrer e fotografar, em São Paulo, alguns marcos históricos da consciência branca. Com facilidade nos esquecemos de que a questão racial no Brasil não se resume a racismo nem tem nele sua maior complexidade. Nós nos esquecemos de que a questão do negro não é a da marca de cor, mas a do estigma das relações de trabalho escravo que encontraram na cor a sua mais superficial identidade. Não só a cor do negro africano, de várias origens étnicas, mas também a cor do pardo, o índio de várias origens tribais.
O debate sobre o fim da escravidão não foi um debate sobre a cor do trabalhador que nos cafezais, nos canaviais ou nas estâncias do sul substituiria o negro. A planejada força de trabalho substituta seria branca ou amarela, mas dócil e submissa. Trabalhadores livres com personalidade de escravo era a receita mal disfarçada da política de imigração aos traficantes de mão-de-obra. Os trabalhadores seriam escolhidos a dedo, nas regiões mais pobres e mais atrasadas da Europa, aquelas que ainda não tivessem sido alcançadas pela cultura das reivindicações sociais própria do capitalismo industrial. Procurava-se um trabalhador branco que pudesse trabalhar como negro, dando continuidade a uma modalidade de trabalho que não sofreria significativa mudança com a abolição da escravatura.
Para as áreas prósperas do café, foi enviado sobretudo o imigrante europeu, branco, que no eito cumpriria a mesma faina que, até então, fora cumprida pelo negro cativo. Sem contar os muitos negros que continuaram no eito, como não podia deixar de acontecer, fazendo o que já faziam na escravidão. O feitor que supervisionara o escravo negro supervisionava agora o colono branco. A preferência era por imigrantes que viessem com família numerosa e não pelos avulsos; era pelos analfabetos, garantia de trabalho braçal e não de reivindicações sociais e de aspirações de mobilidade social rápida. Eram meios de amansar e manter manso o trabalhador branco e livre. Trabalhador que, não raro, foi morar na mesma senzala em que morara o negro, com a diferença de que as portas para o quadrado interno foram fechadas e abertas portas e janelas para a parte de fora.
A mentalidade escravista não morreu com o fim da escravidão. Mesmo a indústria, marco de uma economia baseada no trabalho contratualmente livre, não foi imediatamente o lugar do trabalho verdadeiramente livre. A indústria, que se difundiu entre nós logo depois da abolição da escravatura, nasceu marcada por formas servis de dominação, o trabalhador sem direitos. O capital libertado do tráfico negreiro e da imobilização na pessoa do cativo, apenas buscou outros ramos de aplicação. Nas fábricas, a jornada de trabalho era de 12 horas não só para adultos mas também para crianças. Mulheres e crianças cumpriam jornadas noturnas, mesmo crianças com menos de 14 anos de idade, muito pior do que no cativeiro, em que isso não ocorria. Nessas condições o trabalhador literalmente se tornava matéria-prima do processo produtivo. Escravo, quando morria, era prejuízo. Trabalhador livre, quando morria, não causava o menor prejuízo ao processo produtivo nem ao capital. Os bairros operários eram bairros maciçamente povoados por trabalhadores brancos e europeus imigrados ou filhos de europeus, gente muito pobre. A classe operária não tinha marcas de cor na face. Teve por muito tempo os estigmas invisíveis da disfarçada servidão na personalidade.
Foi num desses bairros operários, no Belenzinho, lugar de minha excursão fotográfica no Dia da Consciência Negra aos monumentos da consciência branca, que o médico carioca Jorge Street (1863-1939) construiu e estabeleceu a fábrica da Companhia Nacional de Tecidos de Juta, que fabricava sacaria para café. Ao lado, construiu a Vila Maria Zélia, uma vila operária. A Vila Maria Zélia, ainda hoje habitada por descendentes dos antigos operários, é um documento arquitetônico de uma consciência empresarial de vanguarda nas relações de trabalho. No confronto com favelas e cortiços de hoje, causa espanto pelo avanço social que já representava. Construída entre 1911 e 1916, expressava o imaginário de um industrial progressista, que tivera educação humanista na Alemanha e que acreditava piamente que o lucro de uma verdadeira empresa capitalista vinha do reconhecimento do trabalhador como juridicamente igual porque, como sujeito de deveres, era também sujeito de direitos. Ele entendia que a fábrica era uma comunidade de moradores que trabalhavam juntos na linha de produção industrial. Uma relação romântica que tentava preservar a concepção pré-moderna da conjugação de moradia e trabalho e fazer dela o fundamento de uma concepção socialmente avançada da modernidade.
A esquerda da época, anarquista, denunciava Jorge Street como burguês cínico e hipócrita. Irritava-se porque Street era um industrial que se antecipava às demandas operárias. Os industriais da época também o detestavam porque as sensivelmente melhores condições de trabalho em sua fábrica despertavam aspirações e demandas dos operários das outras fábricas. Pouco depois, em junho de 1917, explodiu a greve geral do operariado, que se alastrou pelo Estado.. Reivindicava o que Street já reconhecia como direito. Jorge Street perderia a fábrica em 1923. Acabaria se tornando servidor público e assessor da Fiesp, de que fora um dos fundadores.
A fábrica abandonada, após a Intentona Comunista, no Rio de Janeiro, em 1935, seria transformada em presídio político, o presídio Maria Zélia. No presídio, os filhos insubmissos da elite paulista acabaram se encontrando com os proletários dos bairros pobres e fabris de São Paulo: Caio Prado Júnior, Paulo Emílio Salles Gomes, Pagu, numa lista grande. Na cadeia, Paulo Emílio criou o provisório teatro político do Maria Zélia. Pelas bucólicas ruas da velha vila operária, naquela tarde de céu azul de 20 de novembro, soprava uma brisa de insubmissa liberdade incolor
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por JOSÉ DE SOUZA MARTINS
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BRASIL

Redução da jornada e limitação de horas extras abririam 3,4 milhões de empregos
Estudo do Dieese aponta que as duas medidas poderiam contribuir para reverter a atual situação de desemprego, subemprego e excesso de trabalho; economia do país seria beneficiada com aumento do consumo
>> Mão-de-obra no Brasil é uma das mais baratas

NUESTRA AMERICA

Três artigos do Jornal Brasil de Fato sobre a Venezuela e o resultado do plebiscito:
www.brasildefato.com.br
Chavistas e setores do governo buscam encontrar razões do "voto-castigo"; "pode ser que ainda não estejamos maduros, nem o povo está preparado para assumir o projeto socialista", avaliou Hugo Chávez
Para sociólogo, oposição não triunfou e o resultado teria fortalecido o "chavismo" crítico no governo
3. "Referendo reafirma democracia e autonomia popular" "A população disse que pode pensar e decidir com sua própria cabeça", avalia Edgado Lander; para ele, resultado dá mais legitimidade ao governo

4. José Luís Fiori
Nicholas Spykman e a América Latina (clique no titulo para ler a matéria)
• Brasil deve anunciar metas internas de redução das emissões


3. Enviado pelo Guilherme Souto:
CBS afirma que Pentágono encobre 16 mil baixas

O Pentágono tem ocultado a verdadeira quantidade de baixas americanas na ocupação do Iraque. A verdadeira quantidade excede as 15 mil e a CBS News tem provas disso.

Uma equipe de investigação da emissora de notícias americana CBS desejava fazer uma reportagem sobre a quantidade de suicídios nas forças armadas e apresentou uma solicitação, de acordo com a Lei da Liberdade de Informação, ao Departamento de Defesa.
Quatro meses depois, recebeu um documento que aponta que - entre 1995 e 2005 - houve 2.200 suicídios entre soldados "em serviço ativo".
O Pentágono ocultava a verdadeira magnitude da "epidemia de suicídios". Depois de uma investigação exaustiva dos dados de suicídios de veteranos, provenientes de 45 Estados, a CBS descobriu que, só em 2005, "houve pelo menos 6.256 entre os que serviam as Forças Armadas. Isto é, 120 em cada uma das 52 semanas de um só ano".
Não é um erro de digitação. Pessoal ativo e na reserva das forças armadas, sobretudo jovens veteranos entre 20 e 24 anos, retornam do combate e se matam em quantidades recordes. Podemos supor que "múltiplos períodos de serviço", em uma zona de guerra, tenham precipitado uma crise de saúde mental desconhecida por completo do público e que é negada totalmente pelo Pentágono.
Se forem somadas as 6.256 vítimas de suicídios de 2005 às 3.865 vítimas "oficiais" dos combates que são propaladas pelas autoridades, obteremos um total de 10.121. Este é, inclusive, um cálculo exageradamente baixo de cifras similares de suicídios para 2004 e 2006, o que significaria que a quantidade total de vítimas americanas da ocupação do Iraque excede, neste momento, a 15 mil militares.
Chega-se assim a 15 mil militares americanos, homens e mulheres, mortos em uma guerra que, até agora, não tem justificativa legal ou moral.
A CBS entrevistou o doutor Ira Katz, chefe da saúde mental do Departamento de Veteranos. Katz tratou de minimizar a "onda" de suicídios de veteranos afirmando: "Não há uma epidemia de suicídios entre os Veteranos, mas eles se constituem em um problema importante".
Talvez Katz tenha razão. Talvez não haja uma epidemia. Talvez seja perfeitamente normal que homens e mulheres retornem do combate, caiam em uma depressão inconsolável e que existam mais suicidas que os que morrem no campo de combate.
Talvez seja normal que o Pentágono os abandone quando retornem de suas missões, para que possam estourar os miolos ou se enforcar com uma mangueira de jardim no sótão.
Talvez seja normal que os políticos sigam financiando uma matança generalizada enquanto deixam de lado as vítimas que produziram, com sua indiferênça e falta de coragem, talvez seja normal que o presidente insista em repetir as mesmas mentiras insípidas que perpetuam a ocupação e que seguem mantando muitos jovens soldados que se arriscaram por seu país.
Não é normal; é uma pandemia - uma explosão de desespero que é o corolário natural de uma vida em constante temor; de ver seus amigos serem despedaçados por bombas à beira de estradas, ou que crianças sejam despedaçadas em postos de controle, ou de encontrar corpos matratados atirados à margem de um rio, como se fossem sacos de lixo.
A onda de suicídios é o desdobramento lógico da guerra de Bush. Os soldados que retornam estão traumatizados pelas suas experiências e agora se matam em massa. Deveríamos ter pensado nisso antes de iniciar a invasão.
Veja o vídeo na CBS News: "Suicide Epidemic among Veterans"http://www.cbsnews.com
Fonte: Rebelión. Original em inglês publicado em: http://www.informationclearinghouse.info/article18737.htm


NOTICIAS

1. Data: 22 a 25 de abril de 2008
Local: UNISINOS - São Leopoldo - RS
ABHO - Associação Brasileira de História Oral
IX Encontro Nacional de História Oral – ABHO
http://www.encontroabho2008.org.br/

CHAMADA PARA INSCRIÇÕES: apresentação de trabalho nos GTs; proposição de mini-cursos; e expositores de pôsteres.
Estão prorrogadas as INSCRIÇÕES até 31 DE DEZEMBRO DE 2007
1. INSCRIÇÕES NOS GRUPOS DE TRABALHO (GTs)
Os Grupos de Trabalho estão organizados por temas e são coordenados por pesquisadores com experiência na temática abordada. Esses grupos funcionarão por inscrição espontânea, submetendo-se os inscritos a prévia seleção realizada pelo Conselho Científico da ABHO e pela Comissão Organizadora. As inscrições devem ser realizadas pelo site do evento (http://www.encontroabho2008.org.br/). Os temas propostos para formação e discussão dos grupos são:

GRUPOS DE TRABALHO (GTs)
Acervos e Instituições: Constituição e Usos Coord. Dra. Luciana Q. Heymann (CPDOC / FGV)
História Oral e Cultura urbana Coord. Dra. Olga de Moraes von Simson (UNICAMP) e Dr. Carlos Alberto de Oliveira (UESC)
História Oral e Educação Coord. Dra. Beatriz Daudt Fischer (UNISINOS)
História Oral e Etnicidades Coord. Dra. Núncia Santoro Constantino (PUC RS) e Dra. Carla Monteiro de Souza (UFRR)
História Oral e Família Coord. Dra. Tania Regina de Luca (UNESP)
História Oral e Gênero Coord. Dra. Joana Maria Pedro (UFSC) e Dr. Benito Bisso Schmidt (UFRGS)
História Oral e o Mundo do Trabalho Coord. Dr. Marco Aurélio Santana (UFRJ)
História Oral e Política Coord. Dra. Lucilia de Almeida Neves (UFMG e PUC Minas)
História Oral e Questões Ambientais Coord. Dr. Marcos Montysuma (UFSC) e Dra. Temis Gomes Parente (UFT)
História Oral e Saúde Coord. Dra.Tania Maria Dias Fernandes (COC-FIOCRUZ) e Dra. Lorena Gill (UFPel
História Oral, Direitos e Movimentos Sociais Coord. Dr. Eurípedes A Funes (UFC)
Oralidade e Visualidade como Formas de Linguagem Coord. Dra. Ana Maria Mauad (UFF) e Dr. Fernando Dumas (FIOCRUZ)
Questões de Método e Epistemologia Coord. Dra Alice Beatriz da Silva Gordo Lang (CERU-USP) e Dra. Regina Weber (UFRGS)
Sociabilidade Moderna e Religiosidade Coord. Dr. Mauro Passos (PUC Minas e UFMG)
Tradição Oral, Narrativas e Narradores Coord. Dra. Verena Alberti (CPDOC/FGV) e Dr.Cláudio Pereira Elmir (UNISINOS)

2. PROPOSIÇÃO DE MINI-CURSOS
Os interessados em ministrar mini-curso no IX Encontro Nacional de História Oral devem acessar Inscrições no site do evento (http://www.encontroabho2008.org.br/) e preencher o formulário incluindo, nos campos específicos, resumo e proposta programática do mini-curso (até 2000 caracteres com espaços para cada, resumo e proposta). Cada mini-curso poderá ser proposto por até dois ministrantes que devem possuir titulação mínima de mestre e ser sócio da ABHO. Os ministrantes receberão, a título de auxílio, 50% do valor das inscrições. Após avaliação do Conselho Científico, os mini-cursos selecionados serão divulgados na página do evento e, em seguida, serão abertas as inscrições para os alunos.
3. EXPOSIÇÃO DE PÔSTERES
Na modalidade Iniciação Científica, estamos recebendo inscrições para exposição de pôsteres e publicação de resumos. Uma oportunidade que pode ser aproveitada pelos Centros de Memória para divulgação de algumas de suas pesquisas. Para inscrição na Sessão de Pôsters, o estudante deve acessar Inscrições no site do evento (http://www.encontroabho2008.org.br/) e preencher o formulário indicado para essa modalidade. Cada pôster deverá medir 90 x 60 cm e apresentar a identificação do(a) graduando(a); a instituição; o(a) prof.(a) orientador(a), e o título do projeto em que está inserido. Os resumos dos pôsteres serão avaliados pela Comissão Organizadora e pelo Conselho Científico para fins de publicação e exposição no evento.
Prazos
até 31/12/2007 – inscrição de trabalhos nos GTs; pôsteres e proposição de mini-cursos;
Janeiro: avaliação dos trabalhos, dos pôsteres e das propostas de mini-cursos pela comissão responsável e envio de cartas de aceite aos inscritos aprovados nos GTs, mini-cursos e exposição de pôsteres.
10/01/2008 a 30/03/2008 – inscrição dos alunos em mini-cursos;
29/02/2008 – prazo final para a entrega dos textos completos para publicação em CD;
30/03/2008 – prazo final para inscrição nos mini-cursos;
15/04/2008 - prazo final para inscrição de ouvintes via página do evento.
CATEGORIA e VALORES
Apresentador de trabalho (associado da ABHO) - R$ 40,00
Apresentador de trabalho (não associado à ABHO) - R$ 80,00
Estudante expositor de pôster - R$ 20,00
Ouvinte - R$ 20,00
Taxa extra para mini-curso - R$ 20,00
Obs: A esses valores será acrescido R$ 5,00 referente à taxa do Banco.
Acompanhe a programação pelo site do evento: (http://www.encontroabho2008.org.br/)
O evento é uma oportunidade única para o encontro, o diálogo e a troca de experiências no campo da pesquisa com fontes orais. Participe.
Coordenação Geral: Marluza Marques Harres (marluza@unisinos.br)
Presidente da ABHO (2006-2008)
2. no Palácio das Artes tem uma exposição sobre Ditadura Militar no Brasil(1964-1985) do dia 11 a 16 de dezembro, de terça a sábado(9;30 as 21hs) e no domingo de 16hs as 21hs na Galeria Genesco Murta.

3. Seleção para professor - A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), está com inscrições abertas ate' o dia 14/12/2007 para o processo de seleção que visa o preenchimento de uma vaga de professor, na área de Historia Moderna e Contemporânea. Os candidatos devem ser doutores. Mais informações em www.uft.edu.br
4. Exposição Rio 1808: A cidade de portos abertos
O Arquivo Nacional realizara' em sua sede de segunda a sexta-feira ate 11/1/2008, a exposição "Rio 1808: A cidade de portos abertos". Mais informações pelo e-mail: pi@arquivonacional.gov.br
5. Revistas/ Chamadas para artigos e lançamentos
- A revista Cadernos de Pesquisa do CDHIS, publicação do Programa de pós-graduação em Historia da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) tem como objetivo veicular resultados parciais de investigações desenvolvidas na área de Historia, alem de experiências em Preservação da Memória. A revista em seu formato atual conta com artigos e resenhas. Seu próximo dossiê privilegiara' o tema: O Teatro e a Historia. Os trabalhos poderão ser enviados ate' 30/3/2008. Mais informações em www.cdhis.inhis.ufu.br
- A revista Historia Agora esta' recebendo artigos e resenhas sobre tempo presente para serem publicados no quarto numero da revista, em janeiro. O prazo final para o envio de trabalhos e' 15/1/2008. Mais informações em www.historiagora.com
- A revista eletrônica do CEDAP, Patrimônio e Memória, lançou seu novo numero que esta' disponível em www.cedap.assis.unesp.br


LIVROS E REVISTAS

1.


GONDRA, José Gonçalves; MIGNOT, Ana Chrystina Venancio. Viagens pedagógicas. São Paulo, Cortez, 2007
Neste livro, as viagens de educadores foram constituídas em estratégia para se analisar a circulação internacional de modelos pedagógicos. Neste esforço, reunimos renomados pesquisadores do Brasil, de Portugal, Espanha e França. Entendemos que esta obra permite expandir a compreensão a respeito da circulação de determinadas propostas pedagógicas e como as mesmas alimentam políticas e ações de Estado. Nesse sentido, o livro vem cercado de uma abordagem inédita que, certamente, contribuirá para a qualificação do debate e democratização de informações pouco difundidas e/ou exploradas de modo rarefeito e disperso no campo dos estudos educacionais. (Ana Mignot & José Gondra)
320 páginas, R$ 39,00

2.

O crime organizado invade a academia Dossiê reúne artigos de vários especialistas sobre as organizações criminosas no Brasil
O crescimento da violência no Brasil é resultado em grande parte da disseminação do crime organizado, associado especialmente ao tráfico de drogas. Para entender essa questão, o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) preparou um dossiê sobre o tema, escrito por 14 especialistas de diversos setores da sociedade que abordam vários aspectos da criminalidade no país
O dossiê é parte da 61ª edição da revista Estudos Avançados e foi lançado em função da relevância do tema. “Diariamente são divulgadas graves ocorrências praticadas por grupos de criminosos, por isso, amplia-se na opinião pública o sentimento de insegurança das pessoas”, justifica Marco Antônio Coelho, editor-executivo da revista. Coelho destaca que a publicação não se limitou ao caráter acadêmico. “Foi indispensável ouvir o preso, a pastoral carcerária, o delegado de polícia, o advogado etc”.
O ensaio que abre o dossiê, escrito pelos sociólogos Sergio Adorno e Fernando Salla, discute os ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), no Estado de São Paulo, em maio de 2006, que resultaram em inúmeras mortes e paralisaram várias cidades paulistas. Para entender como as ondas de ataques foram possíveis, os autores analisam o crescimento do crime e da violência no Brasil nas últimas três décadas, as rebeliões que ocorreram em grandes centros urbanos, o perfil da criminalidade brasileira e o papel das políticas públicas penitenciárias, entre outros aspectos. “Nada disto teria prosperado se, ao lado do poder público, as autoridades penitenciárias não tivessem hesitado, com freqüência, em coibir com rigor os ilegalismos praticados pelas lideranças e o crescente prestígio e poder adquirido entre os presos e entre os criminosos em liberdade”, afirmam os autores.
Complexidade insuspeita
Já o cientista político Guaracy Mingardi, vinculado ao Ministério Público do Estado de São Paulo, destaca em outro artigo a complexidade das organizações criminosas, que seriam muito mais intrincadas do que o Estado imagina. “Não se trata de uma guerra combatendo um inimigo identificável, mas de repressão às atividades criminosas”. Segundo Mingardi, essas organizações possuem lideranças fluidas, “que são muito adaptáveis e estão de tão forma relacionadas com o aparelho de Estado, que se torna difícil mirar um sem acertar o outro”. No entanto, o especialista lembra também que nem tudo o que a imprensa chama de crime organizado é tão organizado assim. “Mesmo o tráfico de drogas, muitas vezes, é extremamente desorganizado”. O especialista discute as formas de utilizar a inteligência policial no combate ao crime organizado e mostra como essa atividade especializada não teve sucesso nos ataques do PCC por conseqüência da falta de estrutura nas análises das informações.
Outro destaque do dossiê é a reprodução de uma entrevista com o líder do PCC. Marcos Willians Herbas Camacho, também conhecido por Marcola, foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara do Deputados, no presídio de Presidente Prudente (SP), logo após as rebeliões nas prisões, os atentados e ações violentas nas cidades paulistas. Durante a entrevista, Marcola confirma o uso de telefones celulares para a comunicação entre os presos e a existência de organizações dos presos que ultrapassam as fronteiras do presídio. Sobre a criação de política para ressocializar o preso, disse: ”desculpe, mas o senhor não acha que, quando são feitas as leis de repressão (...) não se deveria fazer leis destinadas a ressocializar os presos? Por que vocês têm a opção de reprimir e não têm a opção de ressocializar? (...) Cadê o interesse nisso, não dá voto?”.
Agenda de pesquisa
O foco do dossiê também foi tema do Seminário Internacional sobre o Crime Organizado, promovido na semana passada pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP. Entre seus objetivos, estava a discussão de uma agenda de pesquisa para se preencherem as lacunas no conhecimento desse assunto. Segundo Sérgio Adorno, coordenador do NEV e organizador do evento, o seminário levou a duas conclusões principais. “Por um lado, não há consenso sobre o conceito de crime organizado; além disso, as questões de método e fontes de informação para o estudo do crime ainda apresentam problemas epistemológicos”, resume.
Dossiê Crime Organizado Revista Estudos Avançados – Volume 21 – Número 61 São Paulo, 2007, Instituto de Estudos Avançados / USP 236 páginas – R$ 30,00 Lançamento: 12 de dezembro, às 15h, na sede do IEA/USP Av. Prof. Luciano Gualberto, trav. J, 374 – Cidade Universitária – São Paulo. O conteúdo da revista Estudos Avançados também está disponível na biblioteca on-line SciELO: www.scielo.br
3.

Idéias de História Tradição e Inovação de Maquiavel a Herder
Marcos Antônio Lopes (org)
Preço: R$ 35,00
ISBN 978-85-7216-461-02007, 336 p.16 x 23
O livro Idéias de História-Tradição e Inovação de Maquiavel a Herder, articula a discussão entre o moderno conceito de história tendo como norte a obra de renomados pensadores europeus que viveram no período do Renascimento e o início do Iluminismo. Entre eles, Voltaire, Bodin, Guicciardini, Vico, Rosseau e Montesquieu. Com isso, será possível ao leitor comparar uma concepção antiga de história com uma moderna e, conseqüentemente, a construção desta última.

4. ”A ideologia alemã de Karl Marx e Friedrich Engels"
Para marcar o lançamento da aguardada edição integral da obra de Marx e Engels, a editora Boitempo promove três debates em São Paulo, discutindo aquela que é considerada a mais importante obra filosófica de Marx. Os livros serão vendidos com um desconto especial nos lançamentos.
PUC-SP • 12/12Marco Vanzulli (Univ. de Milão) Antonio Rago Filho Vera Lucia Vieira 12 de dezembro, quarta-feira, 17h - Auditório da ApropucRua Bartira, 407. Tel: 3872-2685
USP • 13/12 Lincoln Secco, Osvaldo Coggiola, Ricardo Musse13 de dezembro, quinta-feira, 18h30 Sala de vídeo do Dep. de História - Av. Professor Lineu Prestes, 338
Fundação S. André • 15/12Antônio Rago Filho - Lívia Cotrim - Ivan Cotrim - Alexandre Linares 15 de dezembro, sábado, 14h Auditório da FAFIL Avenida Príncipe de Gales, 821
Veja mais informações em www.boitempoeditorial.com.br

5.
Histórias do Movimento Negro no Brasil: depoimentos ao CPDOC"

Foi lançado pela Pallas Editora, em 06 de dezembro, na Livraria Unibanco Arteplex, o livro "Histórias do Movimento Negro no Brasil - Depoimentos ao CPDOC", organizado por Verena Alberti e Amilcar Araújo Pereira. A obra reúne depoimentos de lideranças do movimento negro no Brasil colhidos entre 2004 e 2007 pelo Programa de História Oral do CPDOC.


6. "Paulo Egydio conta: depoimento ao CPDOC"

A Imprensa Oficial do Estado de São Paulo lança, em 17/12/2007, segunda-feira, "Paulo Egydio Conta - Depoimento ao CPDOC FGV". O lançamento do livro, organizado por Verena Alberti, Ignez Cordeiro de Faria e Dora Rocha, do CPDOC, ocorrerá na Livraria Cultura da Avenida Paulista 2073, a partir das 19h.

7. "Direitos e cidadania - justiça, poder e mídia" e "Direitos e cidadania - memória, política e cultura"

A Editora FGV lança, em 17/12/2007, segunda-feira, os livros "Direitos e Cidadania - Justiça, Poder e Mídia" e "Direitos e Cidadania - Memória, Poítica e Cultura", coordenados por Ângela de Castro Gomes. O lançamento será na Livraria FGV, Praia de Botafogo 190, a partir das 18h.
8. Nas bancas o número 27 da Revista de Historia da Biblioteca Nacional. Dossiê sobre Quilombos. Artigos principais: Piratas com fome – Febre amarela, o inimigo invisível – Insultos no palco na época de D. João VI – Joaquina de Pompeu, santa ou devassa? – Matanças em disputa de terras no Araguaia – Gritos no porão: a OBAN.
9. Nas bancas, História Viva Grandes Temas n.19. O tema deste númeroé Um homem chamado Jesus.
10. Nas bancas, o n.5 do Le Monde Diplomatique Brasil. Artigos principais: O quebra-cabeça da América Latina – Falsos conceitos: o capital humano – Agências reguladoras: quem as regula? – Escritores malditos do Vietnã – O etanol e o verde enganador – As manipulações do Protocolo de Kyoto – As duas faces da Rússia de Vladimir Putin.
SITES E BLOGUES

1. No site da Revista Ciência Hoje, um especial sobre as questões ambientais que deixam o mundo todo alarmado ultimamente.

http://cienciahoje.uol.com.br/107282

2. A construção das duas usinas do rio Madeira, em Rondônia, vai custar cerca de R$ 20 bilhões - a maior licitação em andamento no MUNDO. Algumas questões sobre o negócio do ano: como a Casa Civil derrotou o Ministério do Meio Ambiente e passou por cima de questões ambientais importantes daquele rio? Como o consórcio formado por Furnas, Cemig, Andrade Gutierrez e Odebrecht ganhou o leilão que durou apenas sete minutos? Como o contribuinte/ consumidor - nós! - vai pagar a conta e o lucro exorbitante dessas empreiteiras?
A gente já tinha desabafado em setembro quando Renan Calheiros foi absolvido pela primeira vez. Depois divagamos sobre a possibilidade mais certa de ele ser cassado, agora que as provas se mostraram muito mais contundentes. Após segunda frustração, vamos refletir. E o que a CPMF tem a ver com Renan?
Leia os últimos capítulos de Injustiçados - O Caso Portilho e vejam o que aconteceu com nosso dom Quixote depois de ter sido demitido do TRE mineiro.
Leia em www.tamoscomraiva. blogger.com. br


INFORME ANPUH REGIONAL MINAS GERAIS
XVI ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA
Belo Horizonte, 20 a 25 de julho de 2008
Informativo 1 – Dez/2007
PROMOÇÃO:
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HISTÓRIA – NÚCLEO REGIONAL DE MINAS GERAIS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
1) Atividades constitutivas do Simpósio
a) Mini-cursos;
b) Simpósios Temáticos;
c) Painéis de Iniciação Científica;
d) Comunicações Livres de bolsistas de Iniciação Científica
e) Reunião administrativas dos GTs;
f) Reuniões Administrativas;
g) Conferências e Mesas-redondas;
h) Assembléia da ANPUH.
Obs.: Dentre as reuniões administrativas, podem ser programadas atividades dos
coordenadores de pós-graduação, graduação etc. de Minas Gerais.
2) Cronograma de Atividades:
10 de dezembro de 2007: Abertura para inscrições de propostas de Simpósios
Temáticos e de Mini-cursos.
As propostas de Simpósios Temáticos e Mini-cursos devem:
Ser apresentadas por sócios da ANPUH com título de Doutor e com Currículo Lattes
atualizado;
Ser encaminhadas em no máximo uma (1) página A4 em Arial 11, espaço 1,5;
Vir acompanhadas de Currículo Resumido dos proponentes;
Enviar Formulário de Inscrição, em anexo, devidamente preenchido.
Obs: A documentação da inscrição deverá ser encaminhada à Secretaria do XVI
Encontro Regional por e-mail: anpuhmg@fafich.ufmg.
Até 14 de janeiro de 2008: recebimento das propostas dos temas dos Simpósios
Temáticos e de Mini-cursos.
De 15 a 20 de janeiro de 2008: reunião da Comissão Científica para apreciação das
propostas dos Simpósios Temáticos e dos Mini-cursos.
21 de janeiro: divulgação das propostas de Simpósios Temáticos e Mini-cursos
aprovadas.
28 de janeiro a 10 de março: inscrições de trabalhos nos Simpósios Temáticos,
Comunicações Livres (somente para bolsistas de Iniciação Científica) e de Painéis de Iniciação
Científica.
As propostas de trabalhos, a critério da coordenação, poderão ser realocadas nos
Simpósios Temáticos e, no caso das Comunicações Livres, serão organizadas em
função das afinidades temáticas.
10 de março a 10 de abril: acertos finais na distribuição dos trabalhos por Simpósios
Temáticos.
15 de março a 20 de julho: inscrições de ouvintes e nos Mini-cursos.
14 de abril: Envio das cartas de aceite dos trabalhos.
26 de maio: Envio dos textos finais para a elaboração dos Anais do XVI Encontro
Regional, na seguinte formatação: máximo de 08 páginas, Arial 11, espaço duplo, notas de
fim, sem bibliografia.
Não serão aceitos textos fora da formatação estabelecida.
Junho: divulgação da programação final.
Observação: Os equipamentos necessários ao desenvolvimento de trabalhos, seja nos Minicursos, seja nos Simpósios Temáticos, deverão ser solicitados com antecedência no campo da ficha de inscrição. As solicitações de datashow deverão ser justificadas quanto à sua
imprescindibilidade. Em hipótese alguma serão atendidas solicitações feitas após a efetivação
da inscrição dos trabalhos em qualquer modalidade.

Simpósios Temáticos:
Simpósios Temáticos com no mínimo 20 e no máximo 40 trabalhos, a serem analisados pela Comissão científica:
Os Simpósios:
Deverão garantir profissionais em todos os níveis (de graduados a doutores);
Serão coordenados por profissionais (no máximo, dois) com titulação mínima de Doutor, com Currículo Lattes atualizado e uma súmula curricular referente aos trabalhos da área do Simpósio Temático proposto;
O coordenador do Simpósio Temático terá como obrigação coordenar os trabalhos durante toda a semana, entregar os certificados dos profissionais que apresentarem os trabalhos e
produzir um relatório final das atividades;
Os coordenadores poderão propor, dentro da programação do Simpósio Temático, conferências e mesas-redondas, sem com isso criar obrigações financeiras para a organização do evento.
Cada participante poderá inscrever apenas um trabalho.
Observação: Os Simpósios Temáticos poderão ter de 15 a 19 inscritos, desde que o número
menor de participantes seja devidamente justificado.

As Comunicações Livres:
Serão restritas aos alunos de Graduação vinculados a projetos de Iniciação Científica, com bolsas do CNPq, da Fapemig ou das instituições de ensino;
Serão coordenadas por profissionais com titulação mínima de Mestre;
O coordenador de cada sessão de Comunicações Livres entregará os certificados dos alunos que apresentarem os trabalhos e produzirá um relatório final das atividades;
Cada participante poderá inscrever apenas um trabalho.
7) Conferências:
Serão proferidas por convidados indicados pela Diretoria da ANPUH, a partir dos seguintes critérios:
atenderem, através do tema proposto, a Simpósios Temáticos diferentes;
currículo dos conferencistas;
discutir temas fundamentais no campo da História contendo reflexões:
a) teórico-metodológicas;
b) e/ ou sobre História do Tempo Presente;
c) e/ ou sobre a profissão.
8) Mini-cursos:
O número máximo de Mini-cursos oferecidos no Simpósio será 20. Os Mini-cursos
serão selecionados pela Comissão Científica a partir dos seguintes critérios:
Currículo dos proponentes (a coordenação do Mini-curso estará a cargo de um profissional com titulação mínima de Doutor e para reivindicar tal posição deverá ter Currículo Lattes atualizado e apresentar um currículo sumariado com os seus trabalhos na área do determinado curso);
constituir-se em espaço de atualização para professores do Ensino Fundamental e Médio e graduandos em história.
9) Financiamento:
O financiamento envolve despesas de passagens e estadia para os seguintes
participantes:
a) 01 coordenador de cada Simpósio Temático;
b) 01 ministrante de Mini-curso;
c) conferencistas;
d) componentes de Mesas-redondas.
10) Painéis de Iniciação Científica:
Os estudantes poderão participar do XVI Encontro Regional de História através da
exposição de Painéis e, no caso dos bolsistas de Iniciação Científica, em Comunicações Livres.
A inscrição de Painéis e de Comunicações Livres será feita como em outra modalidade
qualquer, através de ficha de inscrição.
Os Painéis poderão ficar em exposição durante todo o evento, sendo, contudo,
obrigatória a apresentação dos mesmos no horário determinado para tal atividade.
A comissão organizadora do XVI Encontro Regional de História garantirá espaço e
painéis para as exposições, contudo, o transporte, montagem e desmontagem, bem como a
exposição e permanência dos mesmos serão de responsabilidade dos proponentes.
11) Valores das inscrições:
Sócios: R$ 80,00 (oitenta reais).
Não sócios: R$ 200,00 (duzentos reais).
Estudantes de Graduação: R$ 20,00 (vinte reais).
Estudantes de Pós-graduação: R$ 40,00 (quarenta reais).
Professores (Ensino Fundamental e Médio): R$ 40,00 (quarenta reais).
Mini-cursos: R$ 40,00 (quarenta reais)*
* Pagamento de cada Mini-curso à parte.
O pagamento da taxa de inscrição para apresentação de trabalhos no XVI Encontro Regional
de História deve ser efetuado através de depósito bancário na Conta da ANPUH-MG:
Seção de Minas Gerais da Associação Nacional de História – SMGANH ANPUH MG
Banco do Brasil (001)
Agência: 3610-2
C/C: 33.168-6
SECRETARIA DO XVI ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA:
Associação Nacional de História – Núcleo Minas Gerais
Universidade Federal de Minas Gerais
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas – Sala 1029
Avenida Antônio Carlos, 6.627, Pampulha
Belo Horizonte – Minas Gerais – 31270-907
E-MAIL: anpuhmg@fafich.ufmg.br




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