Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

14.7.09

Numero 196





Com minhas desculpas pela não-publicação do Boletim semana passada, voltamos hoje à ativa com três artigos, o primeiro recebido por email, e os dois outros retirados de sites.
No primeiro, uma análise critica do que acontece em Dubai. Para aqueles que, como eu, vivem recebendo Power points com descrições fantásticas de prédios incríveis e projetos super arrojados, é importante saber das condições de trabalho por lá.
No segundo, Eduardo Galeano nos fala do significado da publicidade nos dias de hoje, mostrando que se ela fosse Pinóquio, seu nariz daria a volta ao mundo várias vezes...
No terceiro, uma reflexão sobre a desvalorização do professorado, enfocando a questão sob o prisma da questão de gênero.
Algumas indicações de livros e revistas, vários links e notícias, além do Informe de julho da ANPUH completam este número, entremeado por charges relativas ao Senado & Cia...




Alguém já viu a escravidão de Dubai nos power points?”

Por Lucio Uberdan


No capitalismo todo o aumento de riqueza gerado é diretamente proporcional ao aumento da distância entre os mais ricos e os mais pobres, ou seja, o distanciamento entre aqueles que trabalham e aqueles que vivem da apropriação do trabalho dos outros(as) está na essência do modelo, não sendo esse um desiquilíbrio, mas sim uma normalidade. A fórmula vale para o Brasil e igualmente para última grande miragem midiática chamada de Dubai.

A reportagem “Rachaduras no Paraíso” da Revista Piauí Nº 33, junho de 2009, assinada por Johann Hari, desnuda por completo o “sucesso” de Dubai nos Emirados Árabes Unidos, mostrando que além de Petróleo e excentricidades do xeque Mohammed, existem centenas de milhares de trabalhadores(as) estrangeiros em regime de semi-escravidão, movimentando uma economia frágil, em um país sem democracia e com problemas ambientais gravíssimos.

Na reportagem Johann Hari entrevista Sahinal Monir, 27 anos, natural de Bangladesh, que está a 4 anos em Dubai trabalhando na construção civil, Sahinal foi aliciado em seu vilarejo por uma proposta de trabalho equivalente a U$ 640(dólares/mês), chegando em Dubai teve seu passaporte confiscado pela construtora, prática comum do empresariado local, hoje o jovem trabalha 14h/dia e recebe em torno de U$ 160(dólares/mês) carregando blocos de 50kg numa temperatura que pode chegar a 55°.

Na mesma condição de Sahinal encontram-se mais 300.000 trabalhadores(as) Indianos, que a noite são amontoados em Sanapur (cidade dormitório), onde doze trabalhadores(as) dividem cada quarto, em beliches triplos, sem nenhuma refrigeração(ar condicionado ou ventilador) em condições de higiene baixíssimas.

Moradora de um albergue reservado para trabalhadoras domésticas que tentam fugir de Dubai, Mela Matari, 25 anos, Etíope, relata na reportagem que veio para Dubai “fazer um pé-de-meia”, trabalhando de doméstica em uma família de Australianos, diz que trabalhava “das seis da manhã à uma da madrugada, todos os dias, sem folga. Eles não me pagavam: diziam que iam acertar tudo no final de dois anos”. A jovem fugiu da casa indo pedir apoio no consulado da Etiópia, onde foi orientada a “retornar a casa da patroa para pegar o passaporte”. Mela Matari está há seis meses no albergue estatal sem poder retornar a seu país.

Durante o ano de 2008, Dubai vivenciou inúmeras greves, mesmo sem o direito da Sindicalização, prática proibida no país, dezenas de milhares de trabalhadores(as) cruzaram os braços representando os quase 700 mil imigrantes que trabalham em Dubai, mesmo com forte repressão da policia e do setor patronal a greve persistiu por vários dias e inúmeras empresas tiveram de melhorar salários e infra-estrutura disponibilizada aos operários(as), em especial moradia e a alimentação.

Com a atual crise do capitalismo Dubai começa a virar areia, inúmeras imagens ainda hoje circulantes pela internet já estão abandonadas na cidade paraíso, são hotéis vazios, restaurantes fechados. Inúmeros programas da National Geographic ainda reprisados já estão desatualizados, os sonhos filmados do xeque Mohammed já são pesadelos. Mas nada disso passa na grande mídia.

O castelo começa a ruir, seja pela crise do capital, seja pelo descontentamento dos trabalhadores(as) que mais uma vez percebem que coube a eles produzirem a riqueza que será apropriada pelos outros. O desequilíbrio dessa apropriação indevida é grande.
Leia a reportagem na íntegra no site da
Revista Piauí.







Eduardo Galeano: a palavra e a publicidade

Se você busca a verdade, beba a cerveja Heineken. Quer autenticidade? Fume cigarros Winston. Busca a rebeldia? Compre uma máquina Canon. Está inconformado com a situação do mundo? Coma um hambúrguer da Burger King. Deseja afirmar sua personalidade? Use um cartão Visa. Quer defender o meio ambiente? Espelhe-se no exemplo da Shell. Hoje em dia, a publicidade tem a seu cargo o dicionário da linguagem universal. Se ela, a publicidade, fosse Pinóquio, seu nariz daria várias voltas ao mundo.
Eduardo Galeano (Site da agência Carta Maior)

Hoje em dia, a publicidade tem a seu cargo o dicionário da linguagem universal. Se ela, a publicidade, fosse Pinóquio, seu nariz daria várias voltas ao mundo.

“Busque a verdade”: a verdade está na cerveja Heineken.

“Você deve apreciar a autenticidade em todas suas formas”: a autenticidade fumega nos cigarros Winston.

Os tênis Converse são solidários e a nova câmara fotográfica da Canon se chama Rebelde: “Para que você mostre do que é capaz”.

No novo universo da computação, a empresa Oracle proclama a revolução: “A revolução está em nosso destino”.

A Microsoft convida ao heroísmo: “Podemos ser heróis”.

A Apple propõe a liberdade: “Pense diferente”.

Comendo hambúrgueres Burger King, você pode manifestar seu inconformismo: “Às vezes é preciso rasgar as regras”.

Contra a inibição, Kodak, que “fotografa sem limites”.

A resposta está nos cartões de crédito Diner's: “A resposta correta em qualquer idioma”.

Os cartões Visa afirmam a personalidade: “Eu posso”.

Os automóveis Rover permitem que “você expresse sua potência”, e a empresa Ford gostaria que “a vida estivesse tão bem feita” quanto seu último modelo.

Não há melhor amiga da natureza do que a empresa petrolífera Shell: “Nossa prioridade é a proteção do meio ambiente”.

Os perfumes Givenchy dão eternidade; os perfumes dão eternidade; os perfumes Dior, evasão; os lenços Hermès, sonhos e lendas.

Quem não sabe que a chispa da vida se acende para quem bebe Coca-Cola?

Se você quer saber, fotocópias Xerox, “para compartilhar o conhecimento”.

Contra a dúvida, os desodorantes Gillette: “Para você se sentir seguro de si mesmo”.







A desvalorização do professorado: um olhar pela dimensão de gênero e raça


Cerca de 70% das mulheres brasileiras assassinadas são vítimas no âmbito de suas relações domésticas; de acordo com pesquisa do Movimento Nacional de Direitos Humanos
Sérgio HaddadMariangela GracianoVera Masagão

As desigualdades de gênero no Brasil se expressam de inúmeras formas. Conforme o “Contra-informe da sociedade civil ao VI Relatório Nacional Brasileiro à Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher – CEDAW”, referente ao período 2001 – 2005, e apresentado às Nações Unidas em julho de 2007, uma em cada quatro mulheres no Brasil já foi vítima de violência doméstica. A cada 15 segundos uma mulher é espancada, via de regra, por seu marido, companheiro, namorado e/ou ex parceiro; a cada 15 segundos também uma brasileira é forçada a ter relações sexuais contra sua vontade. 70% das agressões ocorrem dentro de casa e o agressor é o próprio marido ou companheiro; mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos. Cerca de 70% das mulheres brasileiras assassinadas são vítimas no âmbito de suas relações domésticas; de acordo com pesquisa do Movimento Nacional de Direitos Humanos.


No campo da participação política das mulheres, o Brasil vem se mostrando como um dos mais atrasados. De acordo com o relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (2005), o Brasil figurou em 51º lugar no ranking entre 58 países, numa escala de medida de 1 a 7 (1 para maior desigualdade e 7 para menor) recebendo 3,29 pontos. Dentre as áreas críticas analisadas, a pior avaliação do país foi justamente no campo da participação política, em que as brasileiras ocuparam o penúltimo lugar (57°). A presença feminina na Câmara Federal é de 45 deputadas, 8,8% do total.


De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, de janeiro de 2008, entre as mulheres trabalhadoras, 59,9% possuíam 11 anos ou mais de estudo e, entre os homens, 51,9% tinham esta escolaridade. No entanto, o rendimento das trabalhadoras com nível superior equivalia a 60% daquele atribuído aos homens com igual escolaridade. No total dos trabalhadores, o rendimento das mulheres equivale a 71,3% do dos homens A diferença também ocorre em relação ao percentual de trabalhadoras(es) com carteira assinada: 37,8% entre as mulheres e 48,6% entre os homens.

Para todos os indicadores acima, a condição da mulher negra é agravada.

Os mesmos fatores sócio-culturais que condicionam a situação da mulher na sociedade brasileira à realidade descrita pelos números, produzem conseqüências profundas quando relacionadas ao professorado dos sistemas de ensino.

É comum ver nas páginas dos jornais e nos discursos dos governantes a responsabilização do professorado pela insuficiência da qualidade do ensino, alegando formação deficiente, absenteísmo e falta de compromisso pessoal com a carreira A conseqüência imediata é a ausência da participação dos docentes nos debates públicos e na formulação das políticas, ficando na mão dos órgãos centralizados e dos especialistas o papel de conceber e formular ações pedagógicas, relegando ao professorado o papel mecânico de aplicar tais ações.

O quadro de precarização das condições de trabalho e desqualificação da imagem social docente é melhor compreendido quando se verifica que, se consideradas todas as etapas e modalidades da educação básica, 81,6% dos professores que estavam em regência de classe são mulheres e somam mais de um milhão e meio de docentes (1.542.925), conforme divulgado pelo Ministério da Educação em 2009 no documento “Estudo exploratório sobre o professor brasileiro”. Estudiosos da carreira docente já apontam que, além da feminização, o magistério vem sendo ocupado cada vez mias por pessoas da cor parda e preta.

No Brasil, em 2004, apenas 10,8% dos jovens entre 18 e 24 anos freqüentavam o Ensino Superior. Entre os brancos desta faixa etária, 16,4% estão matriculados neste nível de ensino, enquanto entre os negros, apenas 5,1%. No entanto, estudo divulgado em novembro de 2008, revela que mesmo após a adoção de sistema de cotas para a população negra, adotado por algumas universidades públicas, as pessoas brancas são maioria em todos os cursos, exceto nas licenciaturas – cursos destinados à formação docente -, onde as pessoas negras representam 51% dos alunos. O Censo Educacional de 2007 revela que em um total de 1.288.688 docentes com nível superior completo, que correspondem a 68,4% do conjunto de docentes atuando na educação básica, 1.160.811 (90%) possuem licenciatura, onde a maioria são professoras pardas ou pretas.

Nossa hipótese é que estamos verificando no terreno ideológico um deslocamento que merece atenção dos que defendem a educação pública na perspectiva dos direitos humanos. Nas décadas de 60 e 70, quando crianças e adolescentes pobres ficavam fora ou eram expulsos precocemente da escola, o que ocorria era principalmente a culpabilização dos próprios alunos e suas famílias pelo fracasso escolar. Os intelectuais críticos da educação cansaram de denunciar as teorias do “déficit cultural”, por meio das quais se tentava então justificar o desinteresse ou dificuldades da população pobre em relação à escolarização.

No novo cenário, os/as professores/as passam a ser o principal “bode expiatório” dos insucessos dos sistemas de ensino, recebendo a pecha de incompetentes e/ou descomprometidos em grande parte do discurso de gestores e da imprensa. Parece evidente que tal deslocamento tem a ver com a mudança no perfil sócio-econômico do professorado decorrente da massificação da escola. Este passa a ser composto por uma parcela cada vez maior de mulheres oriundas das classes populares, com participação crescente de afro-descendentes.

Diante desse cenário, impõem-se o desafio de compreender e denunciar os significados políticos e conseqüências pedagógicas desse processo de culpabilização dos professores e, principalmente, de fazer frente a ele produzindo uma contra-idelogia nos marcos dos direitos humanos, da democracia e da justiça social. É fundamental desenvolver estudos, implantar políticas e apoiar iniciativas dos próprios professores e professoras que contribuam para a recriação de seu papel como educadores e servidores públicos, intelectuais ao mesmo tempo autônomos e comprometidos com um projeto republicano de educação pública de qualidade para todos.
Sérgio Haddad, Mariangela Graciano e Vera Masagão são assessores da Ação Educativa

(publicado no site do Jornal Brasil de Fato)










VALE A PENA LER

BATALHAS MEDIEVAIS - 1000 ~ 1500

CONFLITOS QUE MARCARAM UMA ÉPOCA E MUDARAM A HISTÓRIA DO MUNDO


Esta obra apresenta as vinte mais importantes batalhas da Europa e do Oriente Próximo na época em que os tradicionais códigos de cavalaria cediam lugar ao crescente profissionalismo dos exércitos. Começando com a Batalha de Hastings (1066), na qual a cavalaria de Guilherme da Normandia derrotou as forças saxônicas de Haroldo, e concluindo com a Batalha de Brunkeberg (1471), em que uma milícia sueca derrotou um exército profissional moderno, liderado pelo rei dinamarquês Cristiano I. As batalhas incluem confrontos maciços entre cavalarias, como a destruição, por Saladino, de um exército de cruzados em Hattin (1187) e a vitória mongol em Liegnitz (1241); o emprego do devastadoramente eficaz arco longo em Crécy (1346) e Agincourt (1415); o bem-sucedido ataque anfíbio de venezianos e cruzados a Constantinopla (1204); e as batalhas navais em Malta (1283) e Sluys (1340).

Inclui relatos vívidos de confrontos menos conhecidos, como Bouvines (1214), o sítio do Château Gaillard (1203-1204) e a vitória dos humildes hussitas contra seus senhores em Vítkov, próximo a Praga (1420), onde tanto carroças como pólvora foram usadas com grandes resultados.

Cada batalha inclui uma introdução uma descrição concisa da ação e uma análise das conseqüências. Inclui mapas coloridos, especialmente para ilustrar as disposições e a movimentação dos exércitos, e, - em um relance - o desenvolvimento da batalha.Batalhas Medievais é um registro histórico dos principais conflitos da Idade Média, e uma fonte essencial para todos os interessados em batalhas e táticas de guerras medievais.

Sobre os autores:

KELLY DEVRIES é professora de história no Loyola College, em Maryland. Ela é autora de vários livros, inclusive Medieval Military Technology, Infantry Warfare in the Early Fourteenth Century, Joan of Arc: A Military Leader e Guns and Men in Medieval Europe.

MARTIN DOUGHERTY é escritor e editor freelance especializado em temas militares e de defesa. Suas obras publicadas tratam de assuntos que vão desde a história das armas portáteis até a guerra naval e a segurança privada.

IAIN DICKIE teve seu interesse em assuntos militares inspirado originalmente por imagens da artilharia romana, aos 12 anos de idade. Ele foi membro do comitê da Society of Ancients, editor das revistas Army & Navy Modelworld, Military Hobbies e, agora, da Miniature Wargames.

PHYLLIS G. JESTICE é professora assistente de história medieval da Universidade do Sul do Mississipi. Antes disso, ela foi palestrante em história antiga e medieval na Universidade Estadual da Califórnia.

CHRISTER JORGENSEN é doutor pelo University College, Londres, e teve sua tese sobre a "Aliança Anglo-Sueca de 1805-1809" publicada pela Palgrave, em 2004. Perito em história militar sueca, ele publicou várias obras sobre a Segunda Guerra Mundial, inclusive Rommel e Scandinavia During World War II.
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2. História no Bolso é dedicada a todos aqueles que se interessam pela História do Brasil.


A coleção é composta por artigos publicados pela Revista de História da biblioteca Nacional desde 2005.


Em pequenos volumes, escritos por autores renomados em linguagem saborosa, oferecemos aos leitores uma visão atualizada e abrangente dos episódios, temas e personagens mais importantes do país.


A publicação é uma iniciativa da RHBN, com o apoio do BNDES.



NAVEGAR É PRECISO
1. Conselho Ultramarino
Documentação online permite estudos comparativos sobre o império português
Renato Venâncio
Entre 1642 e 1833, coube ao Conselho Ultramarino, localizado em Lisboa, a uniformização da administração do império português. Da venda de escravos ao passaporte de padres, da cobrança de impostos ao combate às invasões, tudo era regulado ou fiscalizado por essa instância administrativa composta por nobres e letrados.A abrangência da instituição era imensa, incluindo territórios no Brasil, África e Ásia, ilhas atlânticas, além dos negócios do reino. Tanta responsabilidade resultou em uma montanha de documentos, que, caso empilhados, atingiriam entre 15 e 16 km de altura!Para alegria dos historiadores, essas fontes documentais estão sendo progressivamente disponibilizadas na internet. Dois sites se incumbiram da tarefa: um deles no Centro de Memória Digital da Universidade de Brasília (UNB), outro no Instituto de Investigação Científica Tropical de Portugal (IICT).
2. Educação para poucos
Colégios públicos centenários do Rio perdem o título de referência nacional para particulares. Diferenças nas salas de aula ainda são desafio para professores.
Leia em http://revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=2443
3. América Latina: aprofundamento ou restauração?
(Emir Sader)
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=39734&lang=PT

4. Apesar de a empresa não assumir, usuários do Speedy, o serviço de internet de banda larga da gigante Telefônica, já contam quatro panes que derrubaram o sistema somente este ano. A história é antiga: desde sua chegada ao Brasil, a empresa espanhola tem sido a grande campeã de reclamações em diversos órgãos de defesa do consumidor, causando cada vez mais prejuízos aos seus usuários, especialmente em São Paulo.
Dentro deste contexto de sucateamento de mais um serviço público essencial, o Correio da Cidadania entrevistou o jornalista Gustavo Gindre, recentemente indicado para o Comitê Gestor da Internet no Brasil. Para ele, a ineficiência da multinacional sediada em Madri sintetiza o fracasso das privatizações no país, financiadas com dinheiro público.
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3492/9/

5. informo que a Revista Espaço Acadêmico, edição nº 98, julho de 2009, foi publicada.
Acesse: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/issue/current/showToc

Por favor, colabore com a divulgação da revista.
Permanecemos abertos às sugestões, críticas e contribuições.

6. R E V I S T A F O R U M . C O M . B R
Bifurcação da humanidade
Por Leonardo Boff
Estima-se que, enquanto durar a crise, mais de 100 milhões de pessoas caiam cada ano na extrema pobreza e um milhão de postos de trabalho se perderão por mês.
leia http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=7215

7. A diplomacia sinuosa dos EUA em Honduras


NOTICIAS

1. Seleção para bolsista/CPDOC - O CPDOC da Fundação Getulio Vargas esta' realizando processo seletivo para uma bolsa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI/CNPq) referente ao projeto "Memória Histórica e Estratégica da Energia Nuclear no Brasil", aprovado pela FINEP. A bolsa DTI (R$ 3,169.37 mensais) e' restrita a doutorandos com qualificação concluída ou recem-doutores com ate' dois anos de tese defendida. As áreas de especialização incluem: Historia, Ciências Sociais, Ciência Política e Relações Internacionais. O selecionado trabalhara' como assistente de pesquisa do projeto responsável pelas seguintes atividades: levantamento bibliográfico, revisão da literatura, redação de pequenas biografias e cronologias, elaboração de roteiros de entrevista de Historia Oral, consulta a arquivos e fontes primarias, organização de workshops e seminários, manutenção da agenda e monitoria do projeto, e interface com parceiros do projeto dentro e fora da FGV. O domínio do inglês e fundamental. Os candidatos deverão enviar Currículo Lattes atualizado e carta de intenções ate' o dia 20/7/2009, para juliana.marques@fgv.br.
Observações: (1) A bolsa terá duração de ate' 24 meses, coincidindo com o desenvolvimento do projeto. A bolsa e' incompatível com outras bolsas do CNPq, de outras agencias brasileiras e/ou com vinculo empregatício. (2) O candidato selecionado, caso seja doutorando, devera' contar, apos ser selecionado, com a anuência formal de seu orientador e da coordenação de pós-graduação de sua instituição.
- O CPDOC esta' realizando processo seletivo para uma bolsa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI/CNPq) referente ao projeto "Memória Histórica e Estratégica da Energia Nuclear no Brasil", aprovado pela FINEP. A bolsa DTI-2 (R$ 2.186,87 mensais) e' restrita a mestres ou doutorandos. As 'áreas de especialização incluem Historia, Ciências Sociais e Comunicação. O selecionado trabalhara' como assistente de pesquisa do projeto e será responsável pelas seguintes atividades: levantamento bibliográfico, revisão da literatura, redação de pequenas biografias e cronologias, de acordo com a metodologia do Dicionário Historico-Biografico Brasileiro, consulta a arquivos e fontes primarias, preenchimento de planilhas e alimentação de bancos de dados referentes a verbetes biográficos e temáticos.Os candidatos deverão enviar Currículo Lattes atualizado e carta de intenções ate o dia 20/07/2009, para natasha.campos@fgv.br.
Observações: (1) A bolsa terá duração de ate' 24 meses, coincidindo com o desenvolvimento do projeto. A bolsa e' incompatível com outras bolsas do CNPq, de outras agencias brasileiras e/ou com vinculo empregatício. (2) O candidato selecionado, caso seja doutorando, devera' contar com a anuência formal de seu orientador e da coordenação de pós-graduação de sua instituição. (3) O projeto já foi aprovado, mas estamos ainda aguardando a comunicação da data exata para inicio das atividades.
2. VI Colóquio Marx e Engels/Cemarx/Unicamp
O Centro de Estudos Marxistas do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp promove no período de 3/11 a 6/11/2009 o VI Colóquio Marx e Engels. As inscrições vão ate' 15/7/2009. Mais informações em http://www.ifch.unicamp.br/cemarx.
3. XI Colóquio Internacional sobre Poder local/UFBA
O Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social e Núcleo de Pos-Graduacao em Administração, da Escola de Administração da UFBA, com apoios da ANPUR e ANPAD anunciam a chamada de trabalhos para o V Colóquio Internacional XI Colóquio Internacional sobre Poder local. Inscrições ate' 1/8/2009. Mais informações em http://www.coloquiociags.ufba.br/ ou coloquio@ufba.br
4. II Jornada de Ciências Sociais do IFCS/UFRJ
O Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro convidada para a II Jornada de Ciências Sociais, que acontecera de 31 a 6/11/2009. As inscrições vão ate 24/7/2009. Mais informações em: http://inscricaojornadaifcs.blogspot.com/
5. Revistas/Chamada para artigos:
Esta no ar o segundo numero da revista Militares e Política, publicação do Laboratório de Estudos sobre os Militares na Política (LEMP) da Universidade Federal do Rio de Janeiro Mais informações em http://www.lemp.ifcs.ufrj.br/revista
A revista também esta' recebendo artigos para as próximas publicações.
A revista Horizontes Antropológicos, uma publicação do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFRGS, esta' recebendo artigos para o próximo numero, que terá como temática “Estilos de Vida”. Os textos devem ser enviados ate 31/10/2009. Mais informações em www.ufrgs.br/ppgas/ha/index.html

6. Conferência e lançamento de livro do Sociólogo Boaventura de Sousa Santos

Epistemologias do Sul - O papel dos Movimentos Sociais na Produção de Saberes -
04 de agosto de 2009 - 19h00
Minascentro, Teatro Granada. Rua Guajajaras, 785, Belo Horizonte.
promoção: Sinpro Minas e CESAL
Apoios: Sind. Jornalistas, MST, Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial, Fórum Sindical Social


INFORME-ANPUH - Julho 2009
1. Chamadas de artigos
Boletim Eletrônico do Tempo Presente
Voltado para as áreas de História Contemporânea, Política Internacional, Economia Política e Estratégia) está convidando a todos da comunidade acadêmica de História para candidaturas de artigo, em chamada contínua.
Link: http://www.tempopresente.org/

Revista de História da África e de Estudos da Diáspora Africana
Informamos que o terceiro número da SANKOFA já está disponível na rede, podendo ser acessada gratuitamente no endereço http://revistasankofa.googlepages.com/.
Aproveitamos para abrir a chamada de artigos e resenhas do número 04, a ser lançado em dezembro de 2009, a todos os estudantes e pesquisadores da área. As regras para os autores também se encontra no site acima referido. A chamada será encerrada em 15/11/209.

2. Encontros
IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA
Universidade Estadual de Maringá (Paraná/Brasil), de 9 a 11 de setembro de 2009.
O objetivo do evento, realizado a cada dois anos, é integrar historiadores, professores, alunos de pós-graduação e de graduação dos mais diversos países, promovendo atividades e debates sobre o atual estado da arte da produção historiográfica.
Mais informações: http://www.pph.uem.br/cih

SIMPÓSIO NO VI CEISAL
Em Toulouse de 30 junho a 03 julho de 2010.
Em anexo estou enviando o resumo do simpósio Inmigración, memoria y ciudadanía: procesos históricos y contemporáneos que estou coordenando no VI CEISAL convidando-os para que enviem uma proposta de trabalho para o simpósio.Maiores informações sobre o evento e sobre as inscrições podem ser obtidas na página do congresso:
http://w3.ceisal-congreso2010.univ-tlse2.fr/ http://w3.ceisal-congreso2010.univ-tlse2.fr/ANEXO

I Encontro dos Núcleos PR e SC do GT História das Religiões e das Religiosidades da ANPUH.
De 12 a 15 de outubro de 2009 na Universidade Estadual de Londrina - UEL.Abaixo segue o link para a página do evento:http://www2.uel.br/cch/his/GT-2009/index.php

I Semana de Ensino de História
Estamos realizando aqui na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte a nossa I Semana de Ensino de História. O evento contará com espaços para apresentação de trabalho, com a publicação nos anais de textos completos (ISSN). A programação está muito interessante. Abaixo está o link para nosso site.Contamos com a presença de todos.Site do encontro: http://www.isemanadeensinodehistoria.xpg.com.br/

3. Concursos
Universidade Federal de Santa Catarina
Abertura de Concurso, mais informações no site: http://www.pciconcursos.com.br/concurso/ufsc-universidade-federal-de-santa-catarina-sc-30-vagas

UNICAMP
O Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, autorizado pelo parecer 34/2009, da Comissão de Vagas Docentes da Universidade, torna pública a abertura de um processo seletivo sumário, para a contratação de um docente, nível MS-3, em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa – RDIDP, na área de Estudos Africanos, na disciplina HH-590 “História da África”.
Leia mais.

4. Lançamentos
Revista de Teoria da História
O Grupo de Teoria da História da Universidade Federal de Goiás traz a público o lançamento da Revista de Teoria da História, a se realizar no auditório Lauro Vasconcelos, situado no prédio da Faculdade de História-campus Samambaia, no dia 19/08/2009, às 09:00 h, tendo como conferência de abertura “Verdade em História: filha Legítima ou Bastarda do Tempo ?” proferida pelo Coordenador Nacional do GT de Teoria da História, Prof. Dr. Estevão de Rezende Martins.
Lançamento do Livro - Direito à terra no Brasil - A gestação do conflito1795-1824 de Márcia Maria Menendes Motta
Quase não se passa um dia sem que o noticiário brasileiro registre problemas envolvendo o uso da terra no Brasil. Essa questão nos remete a situação brasileira no final do século XVIII, em que a historiadora Márcia Motta enfoca as polêmicas em torno do direito à terra e de sua história.Leia mais: http://www.alamedaeditorial.com.br/direito-a-terra-no-brasil
5. Notícias
30 ANOS DA ANISTIA
Em agosto vindouro, mais precisamente no dia 28, a Anistia Política de 1979 estará completando 30 anos. Para lembrar a data, uma vasta e diversificada programação desde já está encontra-se em andamento em várias cidades brasileiras, devendo prosseguir até o final de 2009. Como se sabe, a anistia de 1979 foi o marco inicial do restabelecimento entre nós do Estado Democrático de Direito, consumado com a Constituinte de 1988.
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