Boletim Mineiro de História

Boletim atualizado todas as quartas-feiras, objetiva trazer temas para discussão, informar sobre concursos, publicações de livros e revistas. Aceita-se contribuições, desde que versem sobre temas históricos. É um espaço plural, aberto a todas as opiniões desde que não contenham discriminações, racismo ou incitamentos ilegais. Os artigos assinados são de responsabilidade única de seus autores e não refletem o pensamento do autor do Boletim.

3.3.10

Numero 224



Voltando ao tema da educação, que já mereceu cinco artigos nos quatro últimos boletins, trazemos mais um artigo, baseado na pesquisa que a Fundação Carlos Chagas realizou e que demonstra o desinteresse dos jovens pelas carreiras do magistério.
Recordo aqui uma intervenção minha em seminário promovido em Belo Horizonte em 1995, o I Encontro dos cursos de Historia de Minas Gerais. Ou seja, há 15 anos atrás já se falava do tema. Analisando os problemas que afetavam as licenciaturas de História, eu pontuei alguns aspectos e o último foi o que se segue:

O oitavo e último problema que gostaria de abordar aqui e deixar para reflexão, diz respeito ao alunado que tem procurado os cursos de História e, especificamente, as licenciaturas.
Não gostaria que minhas palavras fossem tomadas como preconceituosas, mas devo confessar minha perplexidade ao examinar a Revista Veja de 12 a 18/03/1995 e tomar conhecimento de uma pesquisa que apontou um dado que me parece preocupante. A pesquisava demonstrava o que empiricamente todos sabíamos: que os alunos das mais elevadas taxas de renda familiar, ao procurarem ingressar em cursos superiores, buscam aquelas instituições e cursos que são socialmente bem considerados, ou, para ser mais exato, aqueles que garantirão uma boa remuneração e a possibilidade de, formados, virem a ser alguém de destaque nesta sociedade competitiva em que vivemos.
Mas, e quanto às licenciaturas? Quem as está procurando hoje? Foram esses dados que me levaram à reflexão. Cerca de 56% dos alunos dos cursos de Geografia e 51% dos alunos dos cursos de História estão situados na faixa de renda familiar igual ou inferior a 3 salários mínimos.
As implicações desse dado devem merecer nossa atenção. Sem hipocrisias e sem visões preconceituosas. É um dado concreto, pois está sobejamente demonstrado, que famílias cuja renda está no patamar de 3 salários mínimos não conseguem colocar seus filhos em boas escolas. São obrigados a aceitar as escolas públicas próximas e todos sabemos como estão hoje essas escolas em termos de qualidade de ensino.
Estamos recebendo hoje, portanto, nos cursos de licenciatura de História não as melhores cabeças pensantes, mas, talvez, as piores. Repito que a porcentagem é assustadora: 51%! São pessoas que fizeram, com toda a certeza, péssimos cursos de 1º e 2º Graus, tiveram que amargar um bom tempo de cursinhos e que chegam às nossas mãos completamente despreparadas. São pessoas que desconhecem quase totalmente o patrimônio cultural da humanidade. Que da literatura brasileira e estrangeira só leram – e provavelmente muito mal – os livros indicados para o vestibular. São alunos que apresentam dificuldades enormes de concentração, problemas sérios de comunicação verbal e escrita, que muitas vezes são incapazes de escrever um parágrafo inteligível. E esses alunos estão recebendo diplomas e estão se dirigindo ao mercado de trabalho! Eles são os novos professores de 1º e 2º graus!

Vejam agora, 15 anos depois, os comentários sobre a questão da falta de interesse em ser professor hoje em dia no Brasil:

Aluno de hoje não quer ser o educador de amanhã


Rodrigo Zavala *

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&cod=45550&lang=PT

Se uma boa educação só é possível por meio de bons educadores, o mais recente estudo realizado pela Fundação Victor Civita (FVC), encomendado à Fundação Carlos Chagas (FCC), traz preocupação a quem se interessa pelo assunto. Ao pesquisar sobre a atratividade de jovens à carreira de docente, o levantamento mostra que apenas 2% dos estudantes do terceiro ano do ensino médio pensam em atuar em sala de aula.


Com 1.501 alunos participantes, o estudo foi aplicado em 18 escolas públicas e privadas de oito municípios (em cinco regiões do país) selecionadas por seu tamanho, abrangência regional, densidade de alunos e oportunidades de emprego. Segundo estes estudantes, as más condições de trabalho, a baixa remuneração e o pouco reconhecimento social são os motivos para se manterem longe da sala dos professores. "Esse é um tema central e de médio prazo para a melhoria da qualidade de educação no país. O principal é mudar a formação para criar essa atratividade", afirma o secretário estadual de Educação de São Paulo, Paulo Renato Souza.


Curiosamente, há uma semana (26/02), o ex-ministro da Educação culpou a má formação dos professores pelo mau desempenho registrado nas provas de matemática aplicadas a estudantes do ensino médio pelo Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). Segundo os dados, 58,3% dos estudantes que concluem essa etapa têm conhecimento insuficiente da disciplina.


Dados complementares

O resultado da pesquisa da Fundação Victor Civita está em concordância com outros levantamentos complementares. Basta ver o Censo da Educação Superior de 2009, em que se demonstra que cursos ligados à formação de professores têm uma relação candidato/vaga, no mínimo, desfavorável. Por exemplo, a Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular, o maior vestibular do país) oferece 109 opções de cursos e Pedagogia, em São Paulo, ocupa a 90ª posição. Em Ribeirão Preto cai para 92ª Licenciaturas e disciplinas da Educação Básica são ainda menos procuradas pelos jovens.


"A análise dos resultados mostra que existe uma contradição entre desejo e possibilidade. Os alunos entendem a relevância do profissional e a nobreza de seu trabalho. Porém, acreditam que a o educador é desvalorizado e desrespeitado e sua profissão é frustrante e repleta de dificuldades", argumenta a responsável pela pesquisa, Bernardete Gatti, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas.


O paradoxo trazido pela especialista traz um aspecto positivo nas entrelinhas. Apesar de não se sentirem compelidos para o trabalho em sala de aula, reconhecem o professor como fundamental na formação. "De modo geral, todos os estudantes mostraram muita consciência dos problemas educacionais, não apenas deles, mas do país", lembra Bernardete.

Déficit


O resultado prático do pouco estímulo à carreira do professor é transparente:a demanda por profissionais é sensivelmente maior do que a oferta. Segundo estimativas do Inep, do Ministério da Educação, o déficit de professores com formação adequada à área que lecionam chega a 710 mil no ensino médio e nas séries finais do ensino fundamental. Como esses professores são substituídos precária e temporariamente por pessoas não qualificadas para o cargo, existe no país o que se chama de "escassez oculta". Afinal, no papel, a aula existe; uma espécie de auto-engano, no qual sofre o educando. Em áreas como a de Física, o porcentual de docentes graduados no campo de saber específico é de apenas 25,2%. Na de Química, o total é de 38,2%. Esse panorama se mostra ainda mais dramático se considerado que 41% do corpo docente brasileiro têm mais de 41 anos e está próximo da aposentadoria.


Os últimos Censos Escolares da Educação Básica mostraram que o número de aposentadorias tende a superar o número de formandos nos próximos anos. Resultados práticos Com esses dados, não é difícil entender porque, nem mesmo a escola tem atraído seus alunos. Segundo o Censo Escolar de 2006, do Ministério da Educação (MEC), do total da população entre 15 e 17 anos (cerca de 10 milhões), 3,6 milhões matricularam-se no ensino médio - 1 milhão sequer havia concluído do ensino fundamental.

Com a evasão, apenas 1,8 milhão se formou. Quando analisado o comportamento dos jovens de 18 a 24 anos, os dados são ainda mais desastrosos: 68% não freqüentam a escola. Destes, 34% sequer trabalham.

"Hoje faltam profissionais para uma série de postos de trabalho. Essa tendência tende a se agravar futuramente, se não houver ações para enfrentar o problema, pois a qualificação de um profissional prescinde no mínimo do ensino médio completo. Para um país como o Brasil, que pretende crescer, esse é um sério entrave", analisa a diretora-executiva do Instituto Unibanco, Wanda Engel.

Patrocinado pela Abril Educação, o Instituto Unibanco e o Itaú BBA, o estudo Atratividade da Carreira Docente no Brasil pode ser acessado livremente por interessados.




Recebi e publico aqui o artigo em que Luis Nassif analisa as dificuldades de Serra para lançar-se candidato a presidente.

Luis Nassif
Serra e o fim da era paulista na política

Por que José Serra vacila tanto em anunciar-se candidato?

Para quem acompanha a política paulista com olhos de observador e tem contatos com aliados atuais e ex-aliados de Serra, a razão é simples.

Seu cálculo político era o seguinte: se perde as eleições para presidente, acaba sua carreira política; se se lança candidato a governador, mas o PSDB consegue emplacar o candidato a presidente, perde o partido para o aliado. Em qualquer hipótese, iria para o aposentadoria ou para segundo plano. Para ele só interessava uma das seguintes alternativas: ele presidente ou; ele governador e alguém do PT presidente. Ou o PSDB dava certo com ele; ou que explodisse, sem ele.

Esta foi a lógica que (des)orientou sua (in)decisão e que levou o partido a esse abraço de afogado. A ideia era enrolar até a convenção, lá analisar o que lhe fosse melhor.De lá para cá, muita água rolou. Agora, as alternativas são as seguintes:

1. O xeque que recebeu de Aécio Neves (anunciando a saída da disputa para candidato a presidente) demoliu a estratégia inicial de Serra. Agora, se desiste da presidência e sai candidato a governador, leva a pecha de medroso e de sujeito que sacrificou o partido em nome de seus interesses pessoais.

2. Se sai candidato a presidente, no dia seguinte o serrismo acaba.

O balanço que virá

O clima eleitoral de hoje, mais o poder remanescente de Serra, dificulta a avaliação isenta do seu governo. Esse quadro – que vou traçar agora – será de consenso no ano que vem, quando começar o balanço isento do seu governo, sem as paixões eleitorais e sem a obrigatoriedade da velha mídia de criar o seu campeão a fórceps. Aí se verá com mais clareza a falta de gestão, a ausência total do governador do dia-a-dia da administração (a não ser para inaugurações), a perda de controle sobre os esquemas de caixinha política.

Hoje em dia, a liderança de Serra sobre seu governo é próxima a zero. Ele mantém o partido unido e a administração calada pelo medo, não pelas ideias ou pela liderança.Há mágoas profundas do covismo, mágoas dos aliados do DEM – pela maneira como deserdou Kassab -, afastamento daqueles que poderiam ser chamados de serristas históricos – um grupo de técnicos de alto nível que, quando sobreveio a inércia do período FHC-Malan, julgou que Serra poderia ser o receptador de ideias modernizantes.

Outro dia almocei com um grande empresário, aliado de primeira hora de Serra. Cauteloso, leal, não avançou em críticas contra Serra. Ouviu as minhas e ponderou uma explicação que vale para todos, políticos, homens de negócio e pensadores: “As ideias têm que levar em conta a mudança das circunstâncias e do país”. Serra foi moderno quando parlamentar porque, em um período de desastre fiscal focou seu trabalho na responsabilidade fiscal.

No governo paulista, não conseguiu levantar uma bandeira modernizadora sequer. Pior: não percebeu que os novos tempos exigiam um compromisso férreo com o bem estar do cidadão e a inclusão social. Continuou preso ao modelito do administrador frio, ao mesmo tempo em que comprometia o aparato regulatório do Estado com concessões descabidas a concessionárias.

O castigo veio a cavalo. A decisão de desviar todos os recursos para o Rodoanel provocou o segundo maior desastre coletivo da moderna história do país, produzido por erros de gestão: o alagamento de São Paulo devido à interrupção das obras de desassoreamento do rio Tietê. O primeiro foi o “apagão” do governo FHC.


O fim das ideias


O Serra que emergiu governador decepcionou aliados históricos. Mostrou-se ausente da administração estadual, sem escrúpulos quando tornou-se o principal alimentador do macartismo virulento da velha mídia – usando a Veja e a Folha – e dos barra-pesadas do Congresso. Quando abriu mão dos quadros técnicos, perdeu o pé das ideias. Havia meia dúzia de intelectuais que o abastecia com ideias modernizantes. Sem eles, sua única manifestação “intelectual” foi o artigo para a Folha criticando a posição do Brasil em relação ao Irã – repetindo argumentos do seu blogueiro -, um horror para quem o imaginava um intelectual refinado.

É bobagem taxar o PSDB histórico de golpista. Na origem, o partido conseguiu aglutinar quadros técnicos de alto nível, de pensamento de centro-esquerda e legalistas por excelência. E uma classe média que também combateu a ditadura, mas avessa a radicalizações ideológicas.Ao encampar o estilo Maluf – virulência ideológica (através de seus comandados na mídia), insensibilidade social, (falsa) imagem de administrador frio e insensível, ênfase apenas nas obras de grande visibilidade, desinteresse em relação a temas centrais, como educação e segurança – Serra destruiu a solidariedade partidária criada duramente por lideranças como Mário Covas, Franco Montoro e Sérgio Motta.

Quadros acadêmicos do PSDB, de alto nível, praticamente abandonaram o sonho de modernizar a política e ou voltaram para a Universidade ou para organizações civis que lhe abriram espaço.

O personalismo exacerbado

Principalmente, chamaram a atenção dois vícios seus, ambos frutos de um personalismo exacerbado – para o qual tantas e tantas vezes FHC tinha alertado.

O primeiro, a tendência de chamar a si todos os méritos, não admitir críticas e tratar todos subordinados com desprezo, inclusive proibindo a qualquer secretário sequer mostrar seu trabalho. Principalmente, a de exigir a cabeça de jornalistas que o criticavam.

O mal-estar na administração é geral. Em vez de um Estadista, passaram a ser comandados por um chefe de repartição que não admite o brilho de ninguém, nem lhes dá reconhecimento, não é eficiente e só joga para a torcida.

O segundo, a deslealdade. Duvido que exista no governo Serra qualquer estrela com luz própria que lhe deva lealdade. A estratégia política de FHC e Lula sempre foi a de agregar, aparar resistências, afagar o ego de aliados. A de Serra foi a do conflito maximizado não por posições políticas, mas pelo ego transtornado.

O uso do blogueiro terceirizado da Veja para ataques descabidos (pela virulência) contra Geraldo Alckmin, Chalita, Aécio, deixou marcas profundas no próprio partido.

Alckmin não lhe deve lealdade, assim como Aloizio Nunes – que está sendo rifado por Serra. Alberto Goldmann deve? Praticamente desapareceu sob o personalismo de Serra, assim como Guilherme Afif e Lair Krähenbühl – sujeito de tão bom nível que conseguiu produzir das poucas coisas decentes do malufismo e não se sujar.

No interior, há uma leva enorme de prefeitos esperando o último sopro de Serra para desvencilhar-se da presença incômoda do governador.O que segura o serrismo, hoje em dia, é apenas o temor do espírito vingativo de Serra. E um grupo de pessoas que será varrido da vida pública com sua derrota por absoluta falta de opção. Mas que chora amargamente a aposta na pessoa errada.

Aliás, se Aécio Neves for esperto (e é), tratará de reasgatar esses quadros para o partido.

Saindo candidato a presidente e ficando claro que não terá chance de vitória, o PSDB paulista se bandeará na hora para o novo rei. Pelas possibilidades eleitorais, será Alckmin, político limitado, sem fôlego para inaugurar uma nova era.

Por outro lado, o PT paulista também não logrou se renovar, abrir espaço para novos quadros, para novas propostas. Continua prisioneiro da polarização virulenta com o PSDB, sem ter conseguido desenvolver um discurso novo ou arregimentado novas alianças.

O resultado final será o fim da era paulista na política nacional, um modelo que se sustentou décadas graças ao movimento das diretas e à aliança com a velha mídia.Acaba em um momento histórico, em que o desenvolvimento se interioriza e o monopólio da opinião começa a cair.

A história explica grande parte desse fim de período. Mas o desmonte teria sido menos traumático se conduzido por uma liderança menos deletéria que a de Serra.


Enviada por Ana Claudia:


As ruas de grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro acostumaram-se a receber um grupo de mulheres que, por quase um século, prostituiu-se. Nascidas no Leste Europeu – e, por isso, conhecidas aqui como “polacas” –, elas eram judias, pobres, sem dote para um bom casamento e quase sempre analfabetas.
Saíram de seus países fugidas, com medo das ondas de anti-semitismo. Sem perspectivas, acabaram recrutadas por cafetões.
O relato mais antigo da chegada das polacas por aqui data de 1867 e o documento menciona a chegada ao porto do Rio de 104 “meretrizes estrangeiras” – dessas, 67 ficaram e 37 seguiram para Argentina.A história das polacas foi esquecida.
Primeiro porque não tinham sucessoras.

Depois porque sempre foram discriminadas – inclusive pela sociedade judaica brasileira da época, que não permitia a elas nem um enterro digno.
A maior parte das polacas está enterrada em cemitérios construídos por associações que fundaram no Brasil, como o Cemitério Israelita de Inhaúma, no Rio.
Expressões usadas pelas polacas judias deram origem a palavras hoje muito populares no Brasil. Quando suspeitavam que um cliente tinha doença venérea, diziam ein krenke (“doença”, em iídiche), que acabou se transformando em “encrenca”. E, quando a polícia dava incertas nos bordéis, elas gritavam sacana (“polícia”) – que virou “sacanagem”.(Na foto, de Augusto Malta, uma polaca e sua escrava)

Recomendação do dia: O livro "Baile de Máscaras: mulheres judias e prostituição - As polacas e suas associações de ajuda mútua", ed.Imago, onde Beatriz Kushnir faz uma brilhante pesquisa sobre o mundo privado de mulheres tidas como públicas.




Mundo, estranho mundo....


Adolescente é condenado por usar Facebook para chantagear colegas sexualmente
O rapaz, que se fazia passar por Kayla, um nome feminino, incitava garotos a enviarem fotos íntimas e depois ameaçava de divulgá-las na internet.
Por Nátaly Dauer (do portal Yahoo)


Um adolescente de Wisconsin passará os próximos 50 anos na cadeia após ser condenado nesta terça-feira por utilizar a rede Facebook para obrigar dezenas de colegas masculinos da escola a realizar atos sexuais, chantageando-os por meio de fotos e vídeos.
Anthony R. Stancl, de 19 anos, recebeu 12 acusações, que teriam como pena máxima em torno de 300 anos de prisão.
Stancl foi acusado de se passar por uma garota na rede social Facebook, durante os anos de 2007 e 2008, e persuadir mais de 30 colegas a enviar fotos nuas de si mesmos, utilizando posteriormente as imagens para chantageá-los sexualmente.

***

da Agência Folha, em Cuiabá
Dois médicos trocaram socos durante um trabalho de parto no hospital municipal de Ivinhema (a 345 km de Campo Grande), em Mato Grosso do Sul, e atrasaram o procedimento. Após uma cesariana de emergência, o bebê nasceu morto. A polícia abriu inquérito para apurar se a confusão na sala de parto contribuiu para a morte. A cesariana foi feita por um terceiro médico, uma hora e meia depois da briga. Segundo o delegado Lupersio Lúcio, os exames pré-natais da gestante Gislaine Santana, 32, não indicavam problemas com a gravidez. "Uma briga nessas circunstâncias é, por si só, algo surreal e inimaginável", disse o delegado. Ele afirmou que vai tentar mostrar se a confusão diante da gestante resultou em algum prejuízo ao trabalho de parto. A confusão ocorreu na terça-feira (23), durante o plantão do médico Sinomar Ricardo. Ao chegar ao hospital para o parto, Gislaine estava com o médico Orozimbo Oliveira Neto, que trabalha no mesmo hospital e fizera todo o acompanhamento pré-natal. Quando o outro médico já havia começado o procedimento na sala de parto, Ricardo interrompeu o processo, segundo o delegado, por entender que ele é que deveria conduzir os partos durante o seu plantão. "Aí, foi pancadaria mesmo. Chegaram a rolar no chão. E minha mulher gritava para que parassem", disse o marido de Gislaine, Gilberto Melo Cabreira. Ele afirmou que, durante a briga, a porta da sala ficou aberta. "Minha mulher ficou exposta, nua, para todo o hospital." Segundo ele, Gislaine pretendia ter um parto normal e que, pouco antes da briga entre os dois médicos, havia recebido uma dose de um medicamento que induz as contrações e a dilatação. Depois da briga, Cabreira disse tê-la encontrado "em estado de choque". "Ela estava chorando muito e ficava repetindo que não queria mais o parto normal." Nesta quarta-feira, em nota, a Secretaria Municipal da Saúde anunciou que os médicos foram dispensados do hospital. Gislaine recebeu alta nesta tarde e se disse "muito abalada emocionalmente". A Folha não conseguiu localizar os médicos envolvidos. Cabreira esteve hoje no Ministério Público. Até o final desta semana, ele diz que pretende contratar um advogado para buscar reparação por danos morais. Sobre a possibilidade de a briga ter interferido no nascimento de sua filha, Cabreira disse que "não pode fazer acusações". "Uma coisa, porém, eu posso afirmar: até o momento do parto, minha filha estava saudabilíssima."






Crise na Zona do Euro: o caminho da servidão, da Grécia a Letônia






A democracia direta em Rousseau

Rousseau é um dos principais pensadores da concepção jusnaturalista ou contratualista. Suas obras serviram de referencial à Revolução Francesa e permanecem como fundamentais ao entendimento do que conhecemos por Estado moderno. O grande diferencial de sua teoria, se comparada a outros contratualistas, é a exigência da participação direta do povo no ato legislativo. A forte crítica ao Estado representativo permite uma interpretação de Rousseau como um crítico do liberalismo, teoria emergente em sua época. Entretanto, para conseguirmos perceber o que implica a afirmação da democracia direta em Rousseau é fundamental situar este princípio no conjunto de sua obra política
por Antonio Inácio Andrioli
leia em http://espacoacademico.wordpress.com/2010/02/27/a-democracia-direta-em-rousseau/



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Informativo da ANPUH

Números Anteriores RBH


Dado o grande acúmulo de volumes da Revista Brasileira de História nos armários da entidade, retirando o espaço para nossos arquivos e deixando de estarem em circulação e uso por parte de nossos colegas, procedemos à contagem de todos os volumes existentes e resolvemos guardar dez exemplares de cada número, para a constituição de uma reserva técnica, disponibilizando no site a listagem dos números que tem uma quantidade suficiente de exemplares que permitam ser comercializados e/ou doados. O sócio ou interessado em adquirir números anteriores da RBH ou em completar suas coleções, podem fazê-lo ao preço unitário de R$ 20,00, bastando enviar email neste sentido para o email rbh@usp.br, que será repassado o número da conta da entidade para que faça o depósito. As instituições interessadas em receber uma coleção destes números anteriores por meio de doação devem fazer uma solicitação oficial neste sentido, dirigida a professora Marieta de Moraes Ferreira, editora da RBH, postada para o endereço da entidade e se disporem a arcar com as despesas do envio.


Concursos


PROFESSOR DE HISTÓRIA DO BRASIL COLÔNIA
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Inscrições: até 05/03/2010
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PROFESSOR DE HISTÓRIA, CULTURA MATERIAL E MUSEUS
Instituição: Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Inscrições: até 11/03/2010
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ESPECIALIZAÇÃO EM HISTÓRIA (EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA)
Instituição: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUC/RS
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PROFESSOR DE HISTÓRIA DO MUNDO CONTEMPORÂNEO
Instituição: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Inscrições: verificar edital
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PROFESSOR DE HISTÓRIA - VÁRIAS ÁREAS
Instituição: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Inscrições: verificar edital
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3 VAGAS PARA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Inscrições: verificar edital
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CONCURSO PÚBLICO PARA DOCENTE NA FURG
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
Inscrições: verificar edital
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Eventos


I SIMPÓSIO NACIONAL GÊNERO E INTERDISCIPLINARIDADES
Data: 08 a 10 de março de 2010
Local: Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão
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VI ENCONTRO SOBRE ORDENS MILITARES: FREIRES, GUERREIROS, CAVALEIROS
Data: 10 a 14 de março de 2010
Local: Biblioteca Municipal de Palmela - Portugal
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CÉFIRO'S 11TH ANNUAL CONFERENCE ON LATIN AMERICAN AND IBERIAN LANGUAGES, LITERATURES, AND CULTURES
Data: 01 a 03 de abril de 2010
Local: Texas Tech University
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II ENCONTRO NOVOS PESQUISADORES EM HISTÓRIA
Data: 12 a 15 de abril 2010
Local: Universidade Federal da Bahia
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X ENCONTRO NACIONAL DE HISTÓRIA ORAL
Data: 26 a 30 de abril de 2010
Local: Universidade Federal de Pernambuco
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III SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DO AÇÚCAR - PRODUÇÃO, TRABALHO E ESTRUTURA FUNDIÁRIA
Data: 26 a 30 de abril de 2010
Local: Casa de Cultura Japonesa - USP
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CONGRESSO INTERNACIONAL: PEQUENA NOBREZA NOS IMPÉRIOS IBÉRICOS DE ANTIGO REGIME
Data: 18 a 21 de maio de 2010
Local: Instituto de Investigação Científica Tropical - Lisboa
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V SIMPÓSIO INTERNACIONAL ESTADOS AMERICANOS: O BICENTENÁRIO DAS INDEPENDÊNCIAS (1810-2010)
Data: 8 a 10 de junho 2010
Local: Universidade de Passo Fundo, Campus I
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XIII JORNADAS INTERNACIONAIS SOBRE AS MISSÕES JESUÍTICAS: FRONTEIRAS E IDENTIDADES: POVOS INDÍGENAS E MISSÕES RELIGIOSAS
Data: 15 a 18 de junho de 2010
Local: Universidade Federal da Grande Dourados
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V SIMPÓSIO ESCRAVIDÃO E MESTIÇAGEM
Data: 15 a 18 de junho de 2010
Local: Universidade Salgado de Oliveira -Niterói
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I SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE ESTUDOS SOBRE A ESCRAVIDÃO AFRICANA NO BRASIL
Data: 15 a 18 de junho de 2010
Local: Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Campus Natal
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XII ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-CE - HISTÓRIA: POLÍTICAS PÚBLICAS E PRÁTICAS CULTURAIS
Data: 21 a 25 de junho de 2010
Local: Universidade Regional do Cariri -Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Nova Olinda e Assaré
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X ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-MS - AS MUITAS (IN)DEPENDÊNCIAS DAS AMÉRICAS: DOIS SÉCULOS DE HISTÓRIA
Data: 13 a 16 de julho de 2010
Local: Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - Campus de Três Lagoas
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XVII ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-MG - CONHECER, PESQUISAR E ENSINAR HISTÓRIA: O LUGAR DO CONHECIMENTO NO MUNDO CONTEMPORÂNEO Data: 18 a 23 de julho de 2010
Local: Universidade Federal de Uberlândia - Campus Santa Mônica
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IV CONGRESSO LATINO-AMERICANO IMAGENS DA MORTE
Data: 19 a 23 de julho 2010
Local: Universidade Salgado de Oliveira - Campus Niterói
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X ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-RS: HISTÓRIA E LIBERDADE
Data: 26 a 30 de julho de 2010
Local: Universidade Federal de Santa Maria
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V ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA
Data: 27 a 30 de julho de 2010
Local: Universidade Católica de Salvador
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XI CONGRÈS INTERNATIONAL DES SCIENCES HISTORIQUES
Data: 22 a 28 de agosto 2010
Local: L'Universiteit van Amsterdam (UvA)
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III ENCONTRO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA COLONIAL
Data: 04 e 07 de setembro de 2010
Local: Universidade Federal de Pernambuco
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XIII ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-SC - HISTÓRIA: DESAFIOS PARA O TEMPO PRESENTE
Data: 05 a 08 de setembro de 2010
Local: Universidade Comunitária da Região de Chapecó – Unochapecó
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XX ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-SP: HISTÓRIA E LIBERDADE (novo)Data: 06 a 10 de setembro de 2010
Local: Universidade Estadual de São Paulo - Campus Franca
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II CONGRESSO INTERNACIONAL DO NÚCLEO DE ESTUDOS DAS AMÉRICAS: SISTEMAS DE PODER, INTEGRAÇÃO, E PLURICULTURALIDADE
Data: 20 a 24 de setembro de 2010
Local: Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão
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XII ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-PR: REGIÕES, IMIGRAÇÕES, IDENTIDADES
Data: 09 a 12 de outubro de 2010
Local: Unicentro - Campus de Irati
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IV CONGRESSO NACIONAL DE ARQUIVOLOGIA
Data: 19 a 22 de outubro de 2010
Local: Universidade Federal do Espírito Santo
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ENCONTRO DO GT HISTÓRIA DAS RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES - ANPUH
Data: 20 a 22 de outubro de 2010
Local: Universidade Federal de Santa Catarina
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CIENCIAS, TECNOLOGÍAS Y HUMANIDADES. DIÁLOGO ENTRE LAS DISCIPLINAS DEL CONOCIMIENTO. MIRANDO AL FUTURO DE AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE
Data: 29 de outubro a 01 de novembro de 2010
Local: Universidad de Santiago de Chile
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Chamadas para artigos

REVISTA TEMPO E ARGUMENTO
Tema: História e Testemunhos
Prazo: 15/03/2010
Site


REVISTA FRONTEIRAS
Tema: História das religiões e das religiosidades
Prazo: 15/03/2010
Tema: História dos Esportes
Prazo: 30/09/2010
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REVISTA HISTÓRIA
Tema: História e práticas religiosas
Prazo: 30/03/2010
Tema: História e Militarismo
Prazo: 30/07/2010
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REVISTA OUTROS TEMPOS
Tema: Estudos de Gênero
Prazo: 31/03/2010
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REVISTA AEDOS
Tema: Lugares do fazer: instituições de pesquisa e/ou ensino de história
Prazo: 12/04/2010
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PORTUGUESE STUDIES REVIEW
Tema: Iconografia e História: Artesãos, Artífices, Artistas e o Brasil(Séculos XVII a XIX)
Prazo: 30/04/2010
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REVISTA HORIZONTE
Tema:O pensamento Pós-Metafísico e o discurso sobre Deus
Prazo: 30/04/2010
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REVISTA TEMÁTICAS
Tema: Pensamento Conservador e Modernidade
Prazo: 31/05/2010
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Tema: História, Literatura e Fronteiras
Prazo: 31/05/2010
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REVISTA PROJETO HISTÓRIA

Tema:Patrimônio e Cultura Material / nº40 (Janeiro/Junho/2010)
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Tema: Estados nacionais. Globalização - nº 46 (02/2010)
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REVISTA CPC
Tema: Patrimônio cultural
Prazo: 05 a 10/2010
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REVISTA ALMANACK BRAZILIENSE
Tema: O processo de formação dos Estados nacionais entre os séculos XVIII e XIX.
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